Conhecendo o Inimigo



CAPÍTULO 6

CONHECENDO O INIMIGO







Na Biblioteca os amigos, doravante auto-intitulados “Os Inseparáveis”, sentaram-se a uma das mesas e começaram a discutir por onde iniciar a pesquisa.
_E eu acho que vocês podem iniciar falando mais baixo.
Assustados, voltaram seus olhares para o lado de onde vinha a voz e deram de cara com Madame Irma Pince, a bibliotecária.
_Desculpe, Madame Pince. _ disse Soraya _ É que estamos em dúvida sobre qual época deveremos pesquisar primeiro.
_Isso dependerá de qual é o objeto das pesquisas, minha cara. Sobre o que vocês vão pesquisar?
_A senhora tem idéia de quando foram as primeiras aparições e atentados por parte de Lord Voldemort? _ perguntou Hermione.
_Querem pesquisar sobre Você-Sabe-Quem? _ perguntou Madame Pince, tremendo à menção daquele nome _ Mas por que?
_Nunca se interessaram muito em saber sobre ele, Madame Pince. E quanto mais se souber sobre um inimigo, melhor se pode combatê-lo. Mesmo os Aurores nunca pesquisaram, até onde eu sei. _ disse Harry.
_Você pode estar certo, Sr. Potter. Bem, as primeiras notícias que poderiam ser relacionadas a Você-Sabe-Quem são dos anos imediatamente posteriores à II Guerra Mundial, uma série de atentados e desaparecimentos, todos eles bastante misteriosos.
_E como foi que relacionaram esses acontecimentos a Voldemort, Madame Pince? _ perguntou Rony.
_Bem, Sr. Weasley, acontece que datam daquela época os primeiros relatos sobre a Marca Negra projetada nos céus. Vocês querem notícias daquela época?
_Queremos, Madame Pince. _ disse Hermione _ Há edições do Profeta Diário referentes àquela época?
_Certamente, Srta. Granger. Vou buscá-las para vocês, aguardem apenas um pouquinho. _ e a bibliotecária retirou-se, voltando em seguida com uma pilha de jornais e colocando-os sobre a mesa _ Acho que terão um bom começo.
_Obrigada, Madame Pince. _ disse Soraya.
_Não há de quê, Srta. Black. Boa pesquisa, crianças.

Começaram a ler as notícias. As primeiras edições falavam do fim da II Guerra, do suicídio de Hitler e do desmantelamento do Exército das Trevas, comandado por Adolf Gellert Grindelwald, seu conselheiro.
_Vejam, aqui há a notícia da morte de Grindelwald. _ disse Harry, mostrando a matéria _ Ele retirou-se para um castelo nos Alpes, que foi invadido pela Ordem da Fênix. Para não ser levado prisioneiro, ele lançou uma Avada Kedavra nele mesmo, bem na frente de... Dumbledore!
Os outros juntaram-se para ler a notícia.
_Sim, Dumbledore era o líder da Ordem da Fênix, eu ouvi falar. Ela existe há muito tempo, mas a última vez em que foi reunida foi exatamente durante a II Guerra Mundial, para combater o Exército Bruxo de Grindelwald. _ disse Rony.
_Mas ainda não há nada sobre Voldemort. _ disse Hermione, correndo os olhos pelas páginas amareladas pelo tempo _ Hmm, vejamos... aqui há notícias sobre algo que aconteceu em Hogwarts, mas é anterior. É de 1943.
_E o que é? _ perguntou Harry.
_ “Aluna de Hogwarts encontrada morta no banheiro”. Jamais descobriram qual foi a causa, só que o Monitor-Chefe descobriu o responsável e evitou o fechamento da escola.
_Ouvi falar do caso, embora seja bem antigo. _ ouviu-se uma voz meio arrastada ali perto.
_Malfoy! _ exclamou Rony _ O que faz aqui?
_Ora, Weasley, a Biblioteca é de livre acesso, até onde eu sei. E, antes que você diga qualquer coisa, não estou xeretando nada. Eu e Pansy viemos pegar um livro que, por acaso, estava nessa estante e não pudemos deixar de ouvir. _ disse o loiro, acompanhado por Pansy Parkinson e pelos garantidos apêndices avantajados, Crabbe e Goyle.
_Soube que naquela ocasião a escola quase fechou. _ comentou Pansy Parkinson, sobraçando o livro “Bruxos Britânicos na II Guerra Mundial”, que Draco iria retirar para ler _ E que o Monitor-Chefe daquela época, obviamente oriundo da Sonserina, descobriu quem foi o responsável indireto e ganhou um prêmio por serviços prestados.
_Como assim, “Responsável Indireto”, Parkinson? _ perguntou Soraya.
_Bem, é que não conseguiram pegar quem ou o que matou a garota, mas o Monitor-Chefe pegou quem deixou o matador escapar.
_Escapar?
_Sim, Black. Parece que teve a ver com a Câmara Secreta de Slytherin.
_Mas a Câmara Secreta é uma lenda. Nunca conseguiram provar que ela existia. _ disse Neville.
_É verdade, Longbottom. _ disse Draco _ Mas a morte daquela garota nunca ficou bem explicada. O Monitor descobriu quem foi que libertou a tal criatura da lenda, o responsável foi expulso e nunca mais se falou sobre isso.
_E não disseram quem foi o responsável? _ perguntou Hermione.
_Não, Granger. A coisa foi tão horrível que abafaram o caso. Quem sabia o nome do culpado nunca disse nada, parece que fizeram um pacto de silêncio sobre o caso. Isso foi na época em que meu avô, Abraxas e o irmão gêmeo dele, Jean-Marc, estudaram aqui e eles nunca disseram nada a ninguém. Bem, meu avô nunca me disse nada. Meu tio-avô eu não cheguei a conhecer, pois ele morreu pouco tempo depois que meus pais se casaram.
_Meu avô também estudava aqui em Hogwarts, na época em que a tal garota morreu. _ disse Goyle.
_E ele também não disse nada sobre o caso? _ perguntou Crabbe.
_Lógico que não, pastel! Meu avô, Darius Goyle, morreu quando eu tinha um ano de idade. _ disse Goyle, fuzilando o colega com o olhar.
_Mas havia um detalhe no caso, algo que serve de alerta para pessoas como você, Granger. _ disse Draco, olhando para Hermione.
_E o que era, Malfoy? _ perguntou Hermione, meio que adivinhando.
_A garota, Myrtle Galloway, era uma bruxa nascida trouxa, uma “Sangue...” _ Pansy já ia dizendo “Sangue-Ruim” mas, a um olhar de Harry, calou-se.
_E daí? _ perguntou Rony.
_Ora, Weasley, não se faça de burro pois eu sei que você não é. Lembra-se de que a lenda dizia que o monstro seria solto pelo herdeiro de Slytherin para liquidar os alunos nascidos trouxas. _ disse Draco.
_É uma lenda, Malfoy. Por que eu deveria me preocupar? _ perguntou Hermione.
_Alguém pode inspirar-se em uma lenda para querer atingir alunos nascidos trouxas, julgando que eles não são dignos de freqüentarem Hogwarts. _ disse Draco, olhando para Hermione com o mesmo olhar do trem.
_Na certa alguém da Casa das Serpentes, não é, Draco? _ perguntou Harry.
_Não nego que hajam descendentes de Death Eaters estudando em Hogwarts, Harry. Mas eu espero que ninguém seja louco de fazer isso, iria prejudicar a escola como um todo. Bem, já perdemos tempo demais. Vamos embora, gente.
Os quatro sonserinos retiraram-se e os Inseparáveis prosseguiram em sua pesquisa. Rony não disse nada a ninguém, mas o olhar de Draco para Hermione não havia agradado nada ao ruivo.

Na Sala Comunal da Sonserina, na área das masmorras, Draco e Pansy estavam lado a lado em um sofá de dois lugares, com o livro aberto à sua frente.
_Então, Draco, houveram tantos bruxos assim combatendo na II Guerra Mundial dos trouxas?
_É como você pode ver, Pansy. Haviam bruxos dos dois lados. Entre os Nazistas, estavam os membros do Exército das Trevas de Grindelwald, a começar pelo próprio Adolf Gellert Grindelwald, que era conselheiro de Hitler.
_Interessante, os dois tinham o mesmo prenome.
_Hitler achava que aquilo tinha algum significado oculto. O ditador alemão era obcecado por Magia e Ocultismo. Tanto que ordenou buscas por vários objetos julgados poderosos, tipo a Lança do Destino...
_... A tal do Centurião Romano, Longinus? _ perguntou Crabbe.
_Como é que você sabe disso? Pensei que não conseguisse pensar e mascar um Chicle de Baba e Bola ao mesmo tempo?! _ perguntou Draco.
_Não sou nenhum gênio como a Sangue-Ruim da Granger, mas leio alguma coisa, de vez em quando. _ replicou Crabbe, fazendo cara feia.
_Estou brincando, seu tonto. _ respondeu Draco _ Bem, como eu dizia, ele também esteve atrás da Arca da Aliança...
_... Aquela do filme? _ perguntou Pansy.
_Isso. Não sabia que você ia ao cinema dos trouxas.
_Às vezes, ainda mais com filmes daquele gato do Harrison Ford.
_Não sabia que você era reumatismo, para gostar de velho. _ brincou Draco, olhando para a garota _ E outras relíquias mais, tipo o Quarto Prego, o Cajado de Moisés e outros objetos citados na Bíblia. Mas Hitler também andou atrás da Pedra Filosofal.
_Aquela que Nicolau Flamel descobriu e que ele e Dumbledore aperfeiçoaram? _ perguntou Goyle.
_Sim. Mas acontece que Grindelwald também havia participado do trabalho de aperfeiçoamento da Pedra e mencionou-a para Hitler. O Führer ficou alucinado e excitado com a notícia. Imagine só, um suprimento inesgotável de ouro para financiar sua guerra e o Elixir vitae, fabricado com auxílio da Pedra, para obter a imortalidade, enquanto o tomasse. Seria a realização do seu Reich de Mil Anos, o sonho do ditador. Só que, até hoje, ninguém além de Nicolau Flamel sabe a localização da Pedra. Muitos procuraram por ela e ninguém a encontrou.
_Como é que você sabe de tudo isso, Draco? _ perguntou Milly, que ia passando com Blaise e não conseguira deixar de ouvir.
_Mania minha, Milly. Também não sou um gênio como a Granger, mas gosto de ler sobre aquele período da História, pois ele afetou a trouxas e bruxos. Além disso, sou bruxo mas sou inglês e gosto do meu país. Aliás, foi por isso que peguei este livro na Biblioteca. Vejam os bruxos que lutaram de ambos os lados. Entre os Pró-Nazistas, temos os que participavam do Exército das Trevas de Grindelwald, inclusive o próprio, mas temos muitos outros do lado dos Aliados. Olhem com quem a relação começa.
_ “Alvo Dumbledore: Líder da Ordem da Fênix, exército bruxo da Luz, formado para combater Grindelwald”. _ E seguia com a biografia de Dumbledore e o que fizera na Guerra.
_Há outros aqui, que fizeram parte da RAF, do SAS, dos Comandos ou mesmo das tropas regulares. E aqui estão as surpresas, vejam:
_ “Jean-Marc Malfoy D’Alembert: Membro dos Maquis, falecido em idade avançada. Viúvo de Valentine D’Alembert, acrescentou o sobrenome dela ao seu, após sua morte nas mãos da Gestapo. Seu último cargo foi o de Diretor da Seção de Ligação com os Trouxas do Ministério da Magia da França”.
_Caracas, Draco! _ disse Crabbe _ Seu tio-avô?
_Ele mesmo. E aqui tem uma outra surpresa, principalmente para Blaise.
_???
_ “Salvatore Zabini e Giuletta Fornari Zabini: Foram para a Itália, depois da formatura em Hogwarts. Lá, juntaram-se aos ‘Partigiani’ e foram elementos de ligação com a FEB, a Força Expedicionária Brasileira, na campanha do 5º Exército Americano, ao qual ela estava incorporada, nos Apeninos. Importantíssima a sua contribuição para as vitórias de Monte Castelo e Ponte Scodogna, com a captura da 148ª Divisão Panzer e na tomada de Montese”.
_Zabini? _ perguntou Pansy.
_Eram... eram meus avós. _ disse Blaise _ Por isso muitos bruxos não gostavam deles. Enquanto a maior parte das famílias nossas amigas eram partidárias de Grindelwald e seu Exército das Trevas, eles combateram ao lado dos Aliados. Acho que a mesma coisa deve ter acontecido com Jean-Marc, não foi, Draco?
_Foi. Ele era escanteado pelo resto da família e, mesmo morto, foi relegado à função de Fantasma Ancestral, Guardião do Mausoléu Malfoy, no Cemitério Pére-Lachaise, em Paris. Ele era um lembrete incômodo de algo que era uma farpa na memória da família.
_O quê? _ perguntou Milly.
_Que nem todo Malfoy bandeou-se para as Trevas.
_E você, Draco? _ perguntou Pansy, de forma inquisidora. Seus pais haviam sido partidários de Voldemort nos Dias Negros, assim como os Malfoy.
_Tenho onze anos. Torne a perguntar isso quando eu for adulto. Por enquanto, satisfaça-se com o que vou lhes dizer: Obedeço ao que Lucius Abraxas DeGiscard Malfoy, meu pai, me pede. E isso é tudo.
As pesquisas dos Inseparáveis sobre as aparições de Voldemort e os atentados dos Death Eaters progrediam, conforme encontravam notícias no Profeta Diário e em outros jornais bruxos e trouxas. Algumas conclusões já podiam ser tiradas.
_Bem, aqui há mais uma notícia bem interessante. _ disse Rony, mostrando uma foto de um jornal bruxo alemão, o “Der Pentagramma Von Der Wahrheit”, “O Pentagrama Da Verdade”.
_A Redação fica em Berlim, não é? _ perguntou Soraya, lendo o jornal, junto com Rony.
_Você entende Alemão? _ perguntou o ruivo.
_ “Ja. Mutter und Vater haben gedacht, dass es wichtig sein könnte, einen Tag”. Sim. Meus pais achavam que seria importante, algum dia. E você?
_ “Das wird Tochter von einem Hellseher sein”. Isso é ser filha de uma Vidente. _ respondeu Rony _ Falo um pouco, alguns parentes de minha mãe foram morar na Alemanha e tiveram de aprender. Então, utilizavam o idioma para comunicar-se conosco. Mas vamos ver a notícia.
A notícia do jornal alemão era sobre um fato ocorrido alguns anos após o término da II Guerra, quando a Alemanha estava reerguendo-se e buscando limpar-se da nódoa do Nazismo.
_Bem, aqui dizem sobre o desaparecimento de um bruxo milionário e de família nobre, chamado Günther von Dorn, suspeito de ligações com as Trevas e que, segundo investigações dos Aurores alemães, liderava um grupo dissidente do Exército Negro de Grindelwald, denominado “Die Walpurgis Ritter”, “Os Cavaleiros de Walpurgis”. Um dos criados, que não tinha nada a ver com as Trevas, contou ao repórter que, certa noite, houve uma reunião do grupo, inclusive com a presença de convidados, bruxos ingleses.
_Como foi que ele percebeu, Rony? Pelo sotaque?
_Sim, Harry. Ele notou que os convidados falavam o Alemão com um sotaque um pouco diferente, ainda que pudessem estar usando um Feitiço “Vernaculum Germanica”. Ele conta que, de fora da sala de reuniões, ouviu os rumores de uma discussão e uma palavra que não era nem em Inglês nem em Alemão. No princípio, ele julgou ouvir “Vor Verboten” o que, em uma tradução literal, daria “Antes Proibido”, algo meio sem nexo.
_Sim. _ disse Hermione _ Mas, foneticamente, isso lembra...
_ “Voldemort”! _ exclamou Neville.
_Exatamente. _ concordou Rony _ E depois disso, um som que pareceu o de um sabre sendo desembainhado e um grito. Aí, mais conversa e, por várias vezes, a palavra “Morsmordre”. Depois diso, ninguém nunca mais viu von Dorn.
_É latim. _ disse Soraya _ significa “Abocanhe a Morte”.
_O que mais diz aí, Rony? _ perguntou Neville.
_Que uma outra expressão que ele ouviu foi “Die Todeesser”. Significa “The Death Eaters”.
_A simpática tropa de elite de Voldemort. _ comentou Harry _ Aí diz algo sobre o que houve com o criado?
_Diz. Foi encontrado morto, dependurado do “Brandenburger Tor”,o Portão de Brandenburgo com todo o jeito de quem levou o impacto direto de uma “Avada Kedavra” e, por cima do Portão de Brandenburgo, havia algo como um balão luminoso esverdeado, na forma de uma cobra, com uma serpente saindo da boca, tal como uma língua.
_Uma Marca Negra. _ disse Hermione _ A tatuagem mágica dos Death Eaters, o sinal que os ligava a Voldemort.
_Isso. E dizem ter ouvido aquela mesma palavra, “Morsmordre”. Ao que parece, deve ser a fórmula de invocação da Marca Negra no céu.
_Acho que já temos o bastante por hoje, minha gente. Vamos embora, pois Madame Pince está querendo fechar. _ disse Harry.
_Deve estar ansiosa para encontrar-se com o Filch. _ murmurou Rony e todos os outros sorriram. Todos diziam que a bibliotecária e o zelador tinham um caso secreto, mas ninguém nunca provara nada.
Ao saírem da Biblioteca, com suas anotações, cruzaram com Dumbledore.
_Boa tarde, crianças. Alguma pesquisa extracurricular? _ perguntou o Diretor de Hogwarts.
_Sim, Diretor. _ disse Hermione _ Era sobre um assunto bem interessante.
_Tenho certeza que sim, Srta. Granger. Assim como estou seguro de que, no momento oportuno, seu resultado será divulgado para aqueles a quem ela será importante. _ disse Alvo Dumbledore, com um sorriso. As crianças seguiram para a Torre da Grifinória e o Diretor acompanhou-as com o olhar, até que viraram em um corredor.

_Ele parecia saber algo sobre o que estamos fazendo. _ disse Soraya.
_Ele sempre sabe. _ comentou Rony.
_E nunca diz tudo, só o que cada um precisa saber. _ disse Neville.
_Acho que ele está sempre raciocinando como um estrategista militar o faria, preocupado com um possível retorno de Voldemort. _ disse Harry _ Infelizmente a maioria da Bruxidade não crê que aquele demônio possa estar vivo e esperando para retornar.
_Por isso temos de conhecer o que pudermos sobre ele, para estarmos preparados. _ disse Hermione e os outros concordaram. Ela estava certíssima, como os fatos logo o demonstrariam.

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