Memórias




N/A: Bem gente, pra não ficar muito confuso, quando tiver assim /*/ é que a cena esta se passando nas memórias do Lupin, ok? Quando não tiver nada é porque é no tempo real. Comentem depois de ler, beleza?


Capítulo Três
Memórias

À medida que a poção ia entrando no capacete, Lupin sentia sua cabeça gelar. Começou a sentir tontura e quando viu já estava no chão, de olhos fechados.
-Sempre tive curiosidade de saber como é feito isso. –comentou Milla.
-Pois nem queria saber como realmente é. –disse Stan sombriamente.
Lupin foi ouvindo as vozes de Stan e Milla se distanciarem. Decidiu abrir seus olhos.
/*/
Estava na cama do seu quarto no Largo Grimmauld e o dia ainda começava a nascer.
-Que diabos está acontecendo? –perguntou ele olhando pela janela.
-O que foi? –perguntou uma voz conhecida ao lado dele.
Ele virou-se bem devagar e ao deparar-se com a figura de Tonks de camisola ao seu lado, soltou um berro e caiu da cama.
-Sou tão feia assim quando acordo? –perguntou ela rindo enquanto ajudava ele a se levantar.
-É você mesma! –respondeu ele abraçando ela.
-Tá, hoje é um daqueles dias em que ficamos tristes e carentes? Pensei que fosse só com mulheres...
-Acordou linda como sempre. Você é linda. –falou ele alisando os cabelos dela, que no dia estavam cor de rosa.
-Definitivamente é um desses dias. –concluiu ela indo para a janela. Remo estava tendo a estranha sensação de que já tinha visto aquela cena.
‘’Ela vai se virar pra mim e perguntar se vamos à casa dos pais dela hoje. ’’ pensou ele.
-Nós vamos visitar mamãe e papai hoje? –perguntou ela distraidamente enquanto revirava o armário a procura de algo.
-Merlin! –exclamou ele. Será que estava se tornando vidente?
-Pensei que não fosse tão ruim assim ir lá. –respondeu ela irritada.
-Não é nada disso. É que tudo isso já aconteceu. –falou ele abraçando ela por trás. Fechou os olhos sentiu seu doce perfume. Quando tornou a abri-los, estava abraçado a uma almofada.
-Será que eu to ficando doido? –perguntou ele se levantando do sofá. Estava na sala dos Black.
-Se você ficou doido eu não sei, mas que a Tonks ta descendo as escadas espumando, isso eu sei que é verdade. – falou Sirius se sentando em uma poltrona.
-Sirius! Você ta vivo! –falou ele admirado.
-É claro que eu to vivo! Já falei que eu odeio o Natal? –perguntou ele se ajeitando na poltrona. - Lá vem ela. Boa morte!
-LUPIN! –ralhou Ninfadora da porta.
-O que eu fiz?
-E ainda pergunta?! Falou que ia comigo no Beco Diagonal comprar os presentes de Natal! –responde ela emburrada.
-Mas eu só... –ele começou a falar mais ficou calado ao ver que vários objetos ao seu redor iam sumindo. Almofada, sofá, lareira, chão, Sirius, Tonks e até mesmo o chão. Fechou os olhos. Talvez aquelas lembranças voltassem...
Quando abriu os olhos se encontrou sentado no sofá do apartamento de Tonks. Aparentemente dormira enquanto lia um livro. Se assustou quando a porta se escancarou e Dora entrou por ela.
-Onde você estava? –perguntou ele já sabendo a resposta.
-Curtindo a festa! –falou ela tropeçando e caindo no chão.
-E pelo jeito você bebeu! –falou ele jogando o livro no chão.
-Seu blá, blá, blá de sempre! Eu bebi sim! –falou ela se levantando do chão.
-Como você voltou pra casa? Com quem? –perguntou ele segurando ela.
-Com uns amigos!
-Como você pode ter feito isso comigo?
-Não é essa a pergunta que você quer fazer! Quer perguntar se eu fiquei com outro cara?! –falou ela se soltando dos braços dele.
-Do jeito que você é, eu não duvido! –explodiu ele.
Ela simplesmente encarou ele, pegou sua bolsa e uma blusa, virou-se e saiu de lá.
‘’Ótimo! Falou bobeira de novo!’’ pensou ele correndo atrás dela.
-Dora espera aí! –falou ele saindo da portaria.
-Então é isso que você acha de mim? Que eu sou como qualquer UMA? Pois nunca mais volte a falar comigo! –gritava ela no meio da rua.
-Não! Claro que não! Desculpa eu só... –ele se calou. Ninfadora, que estava bem na sua frente desaparecera. Será que era aquilo novamente?
Virou-se e encontrou ela andando furiosa e parecendo nem ouvir o que ele tinha a dizer.
-Como foi parar aí? –falou ele correndo em direção a ela. Ela sumiu de sua vista de novo e quando ele tornou a se virar lá estava ela cada vez mais distante dele. –O que ta acontecendo?
-Não sei, deve ter uma loja dessas aberta por aí! –falou a voz de Stan como se um alto falante reinasse naquela cena.
-Stan? –perguntou Remo sem obter resposta.
-Eu to sem fome. Quero ver como é esse processo logo. –respondeu Milla animada.
-Que tá acontecendo? –perguntou Lupin para si mesmo.
/*/
Enquanto isso,no seu apartamento, a Tonks da realidade estava entrando em completo desespero deitada em sua cama.
-Que ta acontecendo comigo? –ela se perguntava rolando pela cama. Sentia-se tão mal quanto no dia que teve a pior briga de todas com Remo. Chorava como chorou no dia, seu coração batia igual, seus pensamentos, seus desejos... tudo estava igual aquela noite. Só não sabia por que se lembrava daquilo. –Nada disso aconteceu. Não conheço aquele cara, não me lembro daquele dia, nada disso é real.
Ouviu a campainha tocar. Correu e abriu a porta. Lá estava Patrick parado com cara de quem ganhou na loteria.
-Por que ta com essa cara de quem ganhou na loteria? –perguntou ela fechando a porta depois dele passar.
-Porque eu ganhei você. –respondeu ele abraçando ela.
-Me solta, Patrick. –falou ela se soltando dele. - Eu não to me sentindo muito bem. Eu vou lá ao banheiro.
-Vai lá querida. –falou ele se sentando no sofá. Assim que ouviu o som da porta se fechando, começou a revirar sua mochila. Tirou dela um pacotinho e algumas cartas. Leu os papéis rapidamente e guardou-os na mochila. Segurava o mesmo pacotinho que Lupin iria dar de presente a ela de Dia dos Namorados. A porta do banheiro se abriu e Tonks logo apareceu na sala.
-Feliz Dia dos Namorados atrasado. –disse ele entregando o pacote.
-Que fofo! E o que é? –perguntou ela desembrulhando.
-Pois é, tem que descobrir! –respondeu ele tentando ver o que era.
-Um colar! –falou ela segurando o colar.
-É claro, um colar! –disse ele aliviado.
-Ninguém nunca me deu um colar que eu gostasse. Obrigada. –falou ela se sentando no sofá.
-Sempre o que eu mais desejo é te ver feliz. –falou ele lembrando-se de uma das frases das cartas de Lupin.
-Que coisa linda. –começando a chorar novamente.
-O que foi? –perguntou ele preocupado.
-Eu não faço idéia! –disse ela se jogando no sofá.
-Vamos jantar? –perguntou Patrick tentando melhorar a situação.
/*/
-Ninfadora... –falou Remo fracamente ao ver que Dora tinha dobrado a esquina. Fechou seus olhos e desejou não ter presenciado aquela cena tão desagradável. Desejava rever aquele dia do cabelo laranja...
Abriu os olhos. Agora estava deitado na cama, no apartamento de Tonks, e essa se encontrava na sua frente, de calcinha e com os cabelos laranja berrante e uma blusa da mesma cor.
-O que achou? Ficou bom? –perguntou ela dando um girinho.
-Linda. Ficou perfeita. –falou ele em resposta. Ela se jogou na cama e se deitou ao seu lado.
-Eu adorei o laranja. –falou ela.
-É claro. Dora.
-Do que me chamou? –perguntou ela se levantando.
-De Dora. Em vez de te chamar de Ninfadora, vou te chamar de Dora.
Ela o abraçou fortemente. ‘’Como é bom sentir seu cheiro de novo. ’’ pensou ele tristemente. Abriu os olhos. Não estava mais no quarto, e sim prestes a entrar num lago congelado para patinar.
-Por que você parou? –perguntou uma Ninfadora agora com os cabelos azuis.
-Por nada. Só acho que é loucura estarmos aqui.
-Sem essa de loucura! Vamos logo! –falou ela puxando ele pelo braço.
Começavam a andar sobre o gelo. Estava tudo bem, até Tonks escorregar e cair, levando Lupin junto.
-O céu é mais bonito longe da cidade, não é? –perguntou ela quando acabou de rir.
-Não sei por que eu vim parar em Bristol com você! –falou ele se deitando no gelo.
-Minha loucura é contagiante. –falou ela também deitada. –Por mim eu ficava o resto da vida assim. Só não fico porque é muito frio!
/*/
-Eu acho que não. Não quero ir jantar. –falou Dora finalmente depois de Patrick esperar por cinco minutos a resposta. –Desculpa, mas deu vontade de... ficar com o cabelo azul e ir para Bristol! É! Vamos pra Bristol logo. –falou ela saindo do apartamento.
-Ficou maluca? Espera aí! –falou ele correndo atrás dela.
-Eu quero ir pra lá. Preciso estar lá, sentir aquilo de novo. –falava ela entrando no carro.
-Bem, se você quer tanto, vamos então. –falou Patrick se sentando ao lado dela.
Saiu rápido com o carro. Murmurava palavras que nem ela sabia por quê. Continuava chorando sem parar, continuava se lembrando dela com Lupin, deitados no gelo e olhando para as estrelas...
/*/
-É melhor irmos logo ou a gripe vai aparecer. –falou Remo se levantando e dando sua mão para ajudar à namorada. –Vamos pra casa?
-Podemos ir tomar um café por aí. –disse ela se levantando.
-É. Não é uma... –ele parou de falar ao ver que as coisas começavam a sumir. –Não. Não, agora não.
Não queria sair dali. Estava tão feliz.
-O que tem de errado com um café? –perguntou Dora sem entender nada.
-Temos que sair daqui. –falou ele puxando ela.
-Mas por que tanta pressa?! Precisa mesmo correr? –perguntava ela sendo arrastada por ele para longe dali.
-Estão querendo tirar você de mim! Não vão conseguir! –eles tinham chegado ao estacionamento, onde o carro dela estava parado. –Ninfadora?
Ela tinha desaparecido novamente.
-Ninfadora? DORA! –gritava ele a procura dela. –Eu não quero mais fazer isso! Quero desistir! STAN!
Ele se sentou no chão, desesperado. Tinha que parar com aquilo. Não queria que ela fosse apagada de sua memória.
-NÃO QUERO MAIS ISSO! –falou ele socando o chão. Estava quase chorando. Fechou os olhos. Iria passar, ela já iria voltar...
/*/
Ninfadora pisou no freio.
-O que houve? –perguntou Patrick assustado.
-Não quero mais ir pra Bristol! O que ta acontecendo? Eu to parecendo uma maluca! –falou ela desesperada. Passava as mãos pelo rosto tentando conter as lágrimas.
-É melhor nós...
-Não de idéia! –gritou ela. –Não estou me sentindo bem.
Ela abriu a porta e saiu do carro. A rua em que estavam parados estava completamente deserta.
-Já sei o que eu preciso. –falou ela.
No quarto de Remo, Stan e Milla se divertiam. Pulavam na cama e dançavam uma música trouxa.
-Isso é divertido. Mas cansa demais! –disse Milla quando a música terminou. Ela se sentou numa cadeira e começou a comer uns biscoitos que tinha acabado de comprar. –Não precisa checar o cara?
-Não. É tudo automático. E ele não acorda em possibilidade alguma... eu acho. –comentou Stan.
-Será que o Patrick ta se divertindo?
-Sei lá.
/*/
Agora Remo estava sentado no sofá do apartamento de Dora, e ela ao seu lado vendo TV e comendo pipoca.
-Já sei o que eu preciso. –falou ele olhando pra ela.
-De uma camiseta nova? Eu te falei isso hoje de manhã e você nem pareceu...
-Não! Nada disso é real. Então eu só preciso imaginar coisas. –explicou ele.
-É um daqueles jogos doidos. Adoro eles! –falou ela animada. –Pode começar pensando que está chovendo!
Ele fez força pra imaginar uma forte chuva dentro do apartamento. E começou a chover mesmo.
-Como fez isso sem a varinha? –perguntou Tonks impressionada.
-Você me falou. E como eu faria pra reverter um processo de apagar uma pessoa da minha memória?
-Depende. –respondeu ela colocando uma almofada sobre a cabeça para evitar um pouco a chuva.
-Depende do que?
-De quem ta sumindo da sua cabeça. –respondeu ela levantando os pés do chão e depositando-os em cima do sofá.
-Digamos que seja você. –falou ele sem graça.
-Gostei da brincadeira. Bem, basta se lembrar de memórias em que eu não estou presente.
-Não entendi. –respondeu ele se sentindo incomodado pela chuva. Levantou-se e correu pra debaixo da mesa de jantar.
-Não me deixa sozinha aqui! –falou ela se escondendo debaixo da mesa também. –Bem, eu não estive na sua vida toda. Se lembre da sua infância, da adolescência. É tão fácil.
-Te amo! Sabia que é genial? –falou ele dando um beijo nela.
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-Milla, vem aqui. –chamou Stan.
-O que foi?
-Tem alguma coisa de errado com ele. Eu olhei a poção, - ele se virou para outro caldeirão. – e ela mostra que ele está... sumindo.
-Sumindo? Mas ele continua deitado aí na cama.
-Não é isso. Ele saiu das memórias que tinham que ser apagadas. Se ele sair, o processo já era, não funciona.
-E o que eu faço? –perguntou ela angustiada.
-Mande uma carta pro Henry. –falou ele começando a arrumar o quarto. –Se ele não souber o que fazer, vamos ter sérios problemas.

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(N/A:)Espero que gostem!

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