A raiva de Snape



Harry pegou Hermione no colo, tentou acordar a menina e nada.
O corpo de Rony estava em cima do corpo de Snape, e ao lado, o corpo de Tom Riddle.
Logo as pessoas que ajudaram Harry e Dumbledore correram pra onde Harry estava.
__ Você está bem Harry?
__ Por favor, cuide antes de Hermione.
__ RONY! – gritou Gina ao ver o corpo do irmão. – Rony, por favor, me perdoa por todo mal que te fiz, me perdoa.
Harry abraçou Gina.
__ Calma, tudo vai ficar bem agora. Você tem Hermione e eu. Tudo vai mudar.
__ Harry, eu quero o meu irmão, foi tudo o que sobrou. Ele era a pessoa mais importante pra mim, mesmo não conversando comigo.
Harry só pode abraça-la.
__ O filho dele está lá dentro.
__ Você ainda gosta do Draco?
__ NÃO!
__ Escuta, pode contar comigo.
__ Quando vir Laurence, por favor, diga o quanto o pai o amava.
__ Laurence?
Mas o menino, de mais ou menos três anos, veio correndo em direção á Gina.
__ Mãe? – perguntou o garoto. – o que aconteceu com ele? – apontou em direção á Rony.
Gina abraçou o sobrinho, mas o menino se soltou e caiu em cima do corpo do pai.
__ Pai, levanta. Pai! Pai!
Harry pegou o menino no colo.
__ Garoto, seu pai o amava muito, e ele sentia muitas saudades.
Harry pegou a varinha de Rony e entregou ao menino.
__ Guarde isso, Rony gostaria muito se ficasse com isso.
O garoto abraçou a varinha.
Harry sentou-se no chão, contra a parede do castelo, abaixou o rosto, colocando entre os joelhos.
Começou a pensar, em tudo que aconteceram naquele curto espaço de tempo.
Foi sorte, pura sorte o que aconteceu.
Uma mulher sentou-se ao seu lado.
__ Eu sabia que Harry Potter tinha potencial para matar Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Grande menino aquele. Eu acho que não conheço você. Não sei, mas também não vejo tantas pessoas desde que a guerra começou.
__ Desculpa, mas eu não conheço você.
O homem levantou a cara, encarando a mulher.
__ Harry?!
__ Tonks?
Os dois se abraçaram.
__ Eu sinto muito pelo que aconteceu.
__ Hermione vai ficar boa?
__ Vai sim. Ela é forte.
__ O que você sabe sobre quem realmente é Severo Snape.
__ Então ele revelou quem é pra você?
__ Eu não entendo...
__ Ele me pediu pra contar pra você. A história toda. Eu fiquei sabendo há pouco tempo.
__ E qual a história?
__ Seu avô, pai de Thiago achava que sua avó não podia ter filhos. Então ele se envolveu com a mãe de Snape. Mas descobriu que a mãe de Thiago estava grávida. Ele então não quis saber de Martha.
__ Martha...?
__ A mãe de Severo. Ele não sabia que era pai de Severo. E não voltou a procurar Martha, porque ela havia casado com John Snape.
__ Meu pai, ele sabia?
__ Não Harry. Seus pais e seus avós morreram sem saber quem Severo era. E ele ficou sabendo mesmo quando Martha morreu, três anos atrás.
__ E por que ele tinha tanta raiva de mim e do meu pai?
__ Quer mesmo saber?
__ Quero
__ Isso ele não contou pra ninguém, mas eu sei.
__ Então...
__ No trem indo pra Hogwarts, Sirius e Snape se desentenderam. Snape não era tão bonito igual Srius, então as meninas humilharam Snape, dizendo que a razão era de Sirius. Thiago bateu em Snape, que ameaçou Sirius. A única garota do primeiro ano, que deu a razão pra Severo foi sua mãe Harry.
__ Minha mãe?
__ É, e a partir daí os dois se tornaram amigos. Seu pai não se conformava. E alem disso, Snape andava com Lúcio Malfoy. Ele era três anos mais velho que Severo, mas Snape era um garoto inteligente, Malfoy não perderia aquele menino. Os Potter nunca combinaram com os Malfoy, que sempre foram amigos dos Black. Severo na verdade não tinha amigos, mas tinha uma amiga Lílian Evans.
__ Mas Snape ajudou a matar minha mãe!
__ Eu sei. Thiago e Lílian eram rivais também, apesar de pertencerem à mesma casa, nunca se deram bem. No sexto ano ira ter um baile e seu pai era o garoto mais bonito e popular da escola. E sua mãe não ficava atrás. Thiago não queria ir com qualquer menina. Queria ir com sua mãe. Ele pediu a ela. E as amigas da sua mãe, colocaram muita pressão, e ela acabou aceitando. Horas depois Severo foi pedi-la também, e ela disse com quem ia. Ele ficou nervoso. Conseguiu uma companhia. No dia, seu pai brigou com Snape, na frente de Lílian, e ela não fez nada. Não o defendeu como costumava fazer.
__Mas por que?
__ Por que ela não sabia do que se tratava a briga. Snape ficou chateado. Três dias depois, quando Severo e Lílian foram para a biblioteca, estudar como faziam quase todos os dias, ele disse que era apaixonado por ela, mas depois do que ela fez, sentia nojo da sua mãe, e a odiaria pro resto da vida dele. Ele nunca se sentira tão humilhado. Na semana seguinte, sua mãe e seu pai começaram a namorar. E no ano seguinte, seu pai salvou Snape do salgueiro. Snape odiava seu pai, por ter tirado sua mãe dele. E odiava sua mãe, por não ter feito nada contra a humilhação em publico.
__ Uau.
__ É.
__ Como ficou sabendo disso tudo.
__ Eu fui casada com Lupim, era um dos melhores amigos do seu pai.
__ Como foi? Não é mais?
__ Ele morreu Harry, Mês passado.
__ Desculpa, eu não sabia.
__ Não importa não é? Tudo acabou.
Tonks saiu. Harry se sentiu culpado pela lágrima que insistia em cair dos olhos de Tonks.
Um homem se aproximou de Harry.
__ Grande luta Harry!
Era um homem muito bonito. Mas Harry não o reconhecia.
__ Em pensar que lutamos juntos um dia, e que podia ter sido eu em seu lugar.
__ Neville!
Os dois se abraçaram.
__ Cara, você está muito diferente!
__ Pois é. E você! O melhor bruxo do mundo! E mais. Meus pais. Eles melhoraram sabe, o tratamento com os meus remédios deu certo.
__ Medico?
__ É.
__ O que, então, você está fazendo aqui?
__ Lutando. Faltam aurores, e me juntei.
Os dois se abraçaram de novo e Neville saiu.
Hermione veio andando em direção á Harry.
__ Fique deitada. Vai ser melhor pra você.
__ Eu vim me despedir.
__ Despedir? Mas por que?
__ Tudo isso acabou. Nada tem mais sentido Harry. Eu não te conheço mais, perdi o meu melhor amigo. Eu vi o Rony morrer. Eu não tenho pais.
__ Tudo acabou agora!
__ É. E será que vai ser diferente?
__ Tudo vai ser diferente.
__ Eu tenho uma avó na Itália. Eu vou morar com ela. Já mandei uma carta. Está tudo pronto. Não tem por que mais eu ficar aqui.
__ Você não precisa ir.
__ Eu não tenho mais lugar. Gina vai cuidar do Laurence, Tonks vai voltar pra casa. Eu não tenho casa.
__ Mas pode ter uma!
__ Adeus Harry.
Harry pensou em tudo que passou desde pequeno.
__ Case-se comigo!
Hermione parou de andar, mas não se virou.
__ Eu não vou perder você outra vez. Eu vou com você pra Itália, vou com você pra Hogsmead, pra minha casa. Mas por favor, fica comigo!
A mulher se virou.
__ Nós mudamos muito. Eu não conheço mais você. Harry, foram oito anos! As pessoas mudam em oito anos.
__ Então fica comigo. Podemos nos conhecer, mas não vai embora. Não vamos nos separar... De novo não.
Hermione sorriu pra ele, mas Tonks a chamou.
As duas conversaram por um momento, e Hermione voltou pra conversar com Harry.
__ Olá. Meu nome é Harry Potter.
Hermione não entendeu, mas respondeu:
__ Oi...?
__ Creio que você não tem casa não é senhorita Granger... – dizia Harry com um sorriso no rosto – Sabe, talvez devesse aceitar o meu convite de morar na minha casa.
__ Harry Potter? Talvez eu aceite.
__ Não fica muito longe daqui. É só aparatar.
__ Como...?
__ Como amigos.
__ Ótimo, como amigos.
Harry entrou para o castelo. Por dentro ele estava todo destruído. Subiu as escadarias. Viu Belatrix e Rodolfo Lestrages, Lúcio Malfoy e muitos outros comensais mortos. Viu também o corpo de Rony, dois rapazes, que se pareciam muito quando jovens, Dino e Simas. As gêmeas Patil também estavam mortas. Olivo Wood, estava no chão também.
Chegou no quarto que dormia. Juntou suas coisas, tomou um banho e desceu as escadas.
Estava limpo, com uma roupa de verdade. Harry emprestou Hermione algumas roupas, a mulher se lavou e trocou de roupa. Harry se sentou em frente a ela, pegou alguns curativos, e enfaixou a mão de Hermione.
Harry se despediu de Dumbledore, e disse que ia para casa que os avós tinham deixado pra ele. Eles iam para Godric’s Hollow.
Aparataram em um velho monte te escombros.
__ Qual é a sua casa Harry?
Harry sorriu.
__ Sabe esse lugar que estamos agora? Meus pais morreram aqui. Eles morreram nesta casa, que hoje é apenas um lugar onde as pessoas nem passam na porta com medo.
__ Mas esse medo acabou.
__ Vamos começar nossa vida. Vamos para a casa de verdade.
Eles andaram algumas quadras. O sol estava quase nascendo.

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