A Ordem da Fênix e os Comensai

A Ordem da Fênix e os Comensai



Na Toca, Olhos-Tonto recrutavam e organizavam todos os espíritos e fantasmas que podia.
-Seria maravilhoso se tivéssemos os espíritos das quatro casas – disse Molly – Mas Salazar não vai lutar contra seu herdeiro.
-Mas nós temos a maioria – disse Lupin – Ravenclaw, Hufflepuff e principalmente Gryffindor – disse olhando para Rony que corou de repente.
-Vamos deixar a conversa para quando a situação estiver resolvida – disse Moody – Harry!
O garoto desceu as escadas enxugando os olhos na manga da blusa.
-Querido – disse Molly docilmente ao se aproximar do garoto – estava chorando?
Harry tentou fingir que não, mas Molly era muito esperta.
-Estou preocupado com Ginna...
-Não fique – disse uma voz atrás de Harry – Ela esta bem. Sua mãe esta tomando conta dela.
Harry se virou e viu seu pai sorrindo pra ele.
-Você pediu que sua mãe cuidasse dela não foi? Então, é isso que ela esta fazendo.
Harry correu ate o pai para abraçá-lo, mas se lembrou que ele era um espírito e parou de repente.
Tiago o encarou e sorriu.
-Acho que já esta na hora né? – disse Tiago tentando esconder a emoção.
-Sim – concordou Moody – Mais do que na hora.
-Hermione – chamou Rony – Você esta certa de que...
-Estou Ronald – respondeu a garota seria. – Se for para correr perigo, que estejamos juntos.
Os dois se abraçaram e seguiram a Ordem que rumava para o jardim.
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-Ótimo – disse a voz fria e satisfeita de Voldemort no cômodo ao lado – Não poderia ser melhor.
-Com quem ele esta falando? – perguntou Ginna a Lílian.
-Com algum comensal. Não da pra ouvir a voz direito. Ginna, o que foi?
Ginna havia se sentado na poltrona suja no canto do quarto e estava pálida. Lílian foi a seu socorro.
-Você esta com fome não é? Não come há horas.
-Deve ser – respondeu Ginna – Mas acho que é mais ansiedade. Já faz duas horas que Tiago saiu daqui e a Ordem ainda não apareceu.
-Calma querida...
A porta se abriu bruscamente e Lílian sumiu.
-Com quem estava falando Weasley? – disse Voldemort puxando a garota mais uma vez pelos cabelos ruivos.
-Não é da sua conta – disse furiosa.
-Mas – continuou Voldemort largando a garota no chão – será que você não sabe respeitar os melhores do que você?
Uma brisa entrou pelos vidros quebrados da janela e apagou as velas que iluminavam pobremente o quarto.
-“Voldemort...” – disse uma voz em sussurro.
-Quem está ai? – perguntou o bruxo com a varinha erguida e com uma expressão de pânico.
Mais uma vez, a luz branca iluminou a sala. E Lílian se materializou na frente de Voldemort.
-Você? Mas eu...
-Sim você me matou! Mas vim para te avisar que seu tempo esta acabando e você terá seu fim e seu castigo. – disse Lílian sumindo.
-ERA COM ELA NÃO ERA? – perguntou Voldemort furioso para Ginna – ERA COM ELA QUE VOCE ESTAVA FALANDO?
-Era – respondeu Ginna rindo sem medo algum na cara de Voldemort – E falei com Tiago tambem. Eles vão acabar com você!
O rosto de cobra de Voldemort lançava farpas de raiva para todos os lados.
Pegou Ginna pelo braço e saiu arrastando a garota pela casa.
-Lord – disse Lucio que subia as escadas para saber o motivo dos gritos de seu mestre – O que esta havendo?
-QUERO TODOS LA FORA – gritou Voldemort furioso – VAMOS MOSTRAR A ORDEM DA FENIX DO QUE LORD VOLDEMORT É CAPAZ!
Lucio seguiu Voldemort pelo corredor batendo nas postas e fazendo muito barulho.
-ME SOLTA – gritava Ginna – ME DEIXA EM PAZ!!!
-Vou deixá-la Weasley. Uma paz eterna.
Em poucos minutos, a Ordem já havia aparatado no triste jardim da mansão dos Ridlle.
Uma fila de comensais diante da porta da mansão, de varinhas em punho ria maliciosos para os membros da OF.
-ONDE ESTA GINNA? – gritou Harry.
-ELA ESTA SEGURA POTTER... O LORD ESTA CUIDANDO MUITO BEM DELA. – disse Lucio acompanhado de uma onda de terríveis risadas.
Harry sentiu o coração apertar. O que ele queria dizer com “esta cuidando bem dela”?
-Moody, acho que não temos mais o que esperar – disse Lupin com um tom de voz preocupado.
-Não mesmo – concordou o auro soltando um assobio chamando alguém.
Um barulho de fortes cavalgadas tomou conta do local. Os centauros saiam do meio da floresta com arcos prontos para o ataque. A frente do grande bando, estava Allan e Firenze.
-Centauros? – disse um comensal – O que faremos?
-Faremos o que o Lord mandou nos mandou fazer – Lucio fez um gesto estranho com a varinha e um som estranho tomou conta do local. Parecia uma musica muito triste.
-De novo não – disse Harry.
-O que é isso? – perguntou Rony que estava ao lado do amigo.
-Inferis.
O jardim, que estava silencioso a alguns minutos atrás, agora era tomado por uma onda de barulhos inconfundíveis. Lobisomens surgiram de trás da casa, inferis vinham flutuando tristemente pelo terreno.
-Tiago – chamou Moody – Esta na hora de chamar os outros fantasmas e espíritos.
-Pode deixar – disse Tiago sumindo de repente.
-Vou avançar Moody – disse Lupin tirando o frasquinho com liquido azul do bolso.
Lupin o tomou e logo se transformou. Saiu correndo em direção aos lobisomens que avançavam.
-Ele não vai conseguir sozinho – disse Tonks tirando a varinha do bolso e correndo na direção de Lupin.
-NINFADORA – gritou Moody – AONDE VOCE VAI? VOLTE AQUI!
Mas ela não voltou. Colocou-se entre Lupin e um lobisomem e o estuporou.
-O que ela pensa que esta fazendo? – disse Carlinhos revoltado.
-Acho que ela nem esta pensando direito. – respondeu Moody – Vamos então. Gui Carlinhos vão à frente e destaiam Rookwood. Rony, Harry e Hermione vão salvar Ginna. Artur e os outros vem comigo, vamos derrubar só comensais que aparecerem no caminho.
Harry, Rony e Hermione seguram para os fundos da casa para ver se achavam Ginna.
-Onde será que ele foi com ela? – perguntou Mione com uma voz chorosa.
-Vamos descobrir... – respondeu Harry.
Cruccio...
-Vocês ouviram? – perguntou Harry parando de repente.
Rony e Mione concordaram com a cabeça.
-Não é possível! – Harry saiu correndo desesperado em direção a casinhas dos fundos onde possivelmente morou o antigo jardineiro dos Ridlle.
-Harry espera – disse Mione. Mas já era tarde. Harry já tinha derrubado a porta do casebre e encarava Voldemort nos seus olhos sem vida.
-Potter – disse ele olhando para Ginna que respirava com dificuldade e tinha cortes profundos por todo o corpo. – Veio salvar a Weasley?
Harry correu ate Ginna e apoiou a cabeça da garota no colo.
-O QUE VOCÊ FEZ COM ELA?
-Snape – começou Voldemort – Ou Príncipe Mestiço se preferir, me ensinou o maravilhoso “Sectusempra”. Nunca havia usado e me surpreendi quando vi o que ele faz. Maravilhoso, maravilhoso... – disse Voldemort sorrindo doentio para Harry.
Uma luz iluminou o local. Voldemort tapou os olhos e não pode ver Lílian Potter curar os ferimentos de Ginna e sorrir para Harry. Sumiu tão de repente como apareceu. Ginna se levantou forte como se nada tivesse acontecido.
-Que luz foi essa? – perguntou Voldemort ainda assustado.
-Não importa – respondeu Harry – Você vai mesmo ficar escondido aqui, enquanto aquele bando luta lá fora por sua causa? Por lealdade a você?
-Harry, você já jogou xadrez não? Então deve saber que os piões vão sempre à frente. Você fez o mesmo. Aqueles idiotas da Ordem estão preparando o terreno pra você. Deixando mais fácil.
Harry olhou furioso para Voldemort. Ele nunca faria isso, todos na Ordem eram seus amigos.
-Eu não preciso disso – respondeu furioso.
-Ah não... – Voldemort foi interrompido por uma explosão que estouraram os poucos vidros da janela e derrubou a porta.
-Vocês estão bem? – perguntou Fred surgindo em meio a fumaça.
-Estamos – respondeu Ginna
-Maninha! – disse Jorge feliz logo atrás de Fred e abraçando a irmã.
-Me larga Jorge. Estou bem!
-Onde esta Voldemort? – perguntou Tiago que apareceu de repente.
-Aproveitou a explosão e fugiu.
-Fugiu? – disse Tiago impressionado – Voldemort não foge. Deve estar aprontando.
-Vamos pra fora então. – chamou Rony que já estava na porta – Ele deve estar lá fora.
Todos correram para o triste jardim em chamas.
-Ginna querida – disse Artur abraçando a filha – fiquei tão preocupado com você!
-Estou bem pai. É serio.
A confusão era geral. Mais uma vez feitiços e maldiçoes imperdoáveis eram lançados como palavras ao vento. Dessa vez Harry não se sentiu tão mal, não era a visão do lugar que ele mais amava. Dessa vez só pensava em proteger Ginna e acabar com Voldemort.
Um frio começou a tomar conta do local. Os gêmeos começaram a bater os dentes, Lupin e Tonks que lutavam juntos contra os lobisomens que estavam sendo comandados por Greyback olhavam para o céu que se tornou mais escuro.
-Essa não – disse Rony – Não pode ser!
-Mas vocês não tinham acabado com todos eles? – perguntou Neville que veio correndo na direção de todos segurando a mão de Luna que olhava sonhadora para o céu.
-Pensávamos que sim – respondeu Harry.
-Voldemort deve ter um exercito deles muito maior do que imaginávamos – disse um velho baixinho e calvo que tinha o nariz sangrando.
Uma legião de dementadores apareceu pelos céus por cima da mansão dos Ridlle e deixou o céu azul, negro.
-E agora? – perguntou Ginna.
As ordens dadas por Voldemort aos dementadores, pareciam ser mais radicais do que da outra vez. Ate os comensais estavam sendo atacados. Caiam em todas as direções.
-Não vai ser fácil dessa vez. – disse Rony – Eles estão atacando a todos. Porque não vieram direto a nós?
Realmente era muito estranho. Eles não estavam tão distantes do dementadores.
-Voldemort deve estar tentando eliminar a todos que podem atrapalhar o caminho dele. – respondeu Moody.
-Mas ate os comensais?
-Voldemort não tem consideração por ninguém. – começou Ginna – Depois que Bellatriz recuperou a horcruxe, ele a deixou morrer e depois matou Rodrigo Lastrage, marido de Bellatriz.
Todos olhavam espantados para a ruiva.
-Como você sabe disso? – perguntou Artur.
-Eu contei a ela. – disse Lílian reaparecendo de uma luz branca ainda mais forte do que das ultimas vezes.
Ao seu lado surgiram mais três vultos envoltos em luzes cada um de uma cor: azul, amarelo e vermelho.
-Vocês são...
Realmente eram sem duvidas, Rowena Ravenclaw, Helga Hufflepuff e Godric Gryffindor.
-Ola a todos – disse Rowena.
Era realmente bela como todos diziam. Pele clara, olhos azuis e longos e brilhantes cabelos negros.
-Eles estão atacando a todos porque querem somente vocês quatro – disse Godric – O plano agora é acabar com os quatro.
-Mas por quê? – perguntou Artur olhando assustado para os filhos – Minha Ginna? Não...
-Ela ama Harry, e isso não é segredo pra ninguém – começou Tiago – Voldemort tem medo que esse amor seja forte como o de Lílian.
-E ele é. – disse Ginna.
-Acho que tudo já foi esclarecido – disse Moody indo a direção aos dementadores – Não temos tempo pra conversa.
Todos correram com varinhas em punho. Ginna corria ao lado de Harry que evitava encarar a namorada. Rony corria atrás de Hermione, não queria deixá-la para trás dessa vez.
-Espectro patrono – era possível ouvir em coro vários bruxos gritando.
Havia mais uma vez, muitos corpos espalhado pelo gramado úmido de chuva e sangue.
Rony que corria atrás de Hermione, trombou com a garota que parou de repente.
-Mione você... Hermione!
Uma dementador avançara na direção de Hermione, e sugava sem dó ou piedade a alma da garota.
-Deixe a em paz. ESPECTRO PATRONO.
Um enorme leão apareceu mais uma vez. De patas erguidas rugiu espantando o dementador que atacou Hermione e alguns que tentavam se aproximar.
-Rony – disse ela com dificuldade – Obrigada de novo.
-De nada, farei quantas vezes for necessário. – disse ele sorrindo.
O casal foi despertado por um uivo triste e desesperado.
Avistaram ao longe, Lupin tinha um corpo nos braços.
-Aquela é...
Era Tonks. O Lupin foi se transformando aos poucos com Tonks ainda nos braços. Descansou o corpo da Ninfadora no chão e se jogou por cima dela enquanto Greyback fugia.
Todos correram em sua direção.
-Ele a mordeu... Mordeu a Tonks... – dizia ele desesperado misturando as lagrimas com o sangue que escorria de seu rosto todo ferido.
Todos se olhavam espantados. Tonks tinha os cabelos cinza escuros, estava pálida e tinha uma mordida enorme no pescoço.
-Ela não deveria ter vindo me ajudar... – dizia Lupin ainda mais desesperado. – Vou acabar com Greyback... – disse o lobisomem correndo na direção que Greyback havia sumido minutos atrás.
-LUPIN NÃO – gritou Gui. Mas já era tarde, Lupin sumira na escuridão.
-Temos que ajudá-lo – disse Harry.
-Harry não – começou Lílian entrando na frente do filho – Essa luta é dele. Você tem outra missão a cumprir.
Mas uma luz surgiu no escuro do jardim. Um vulto alto, de porte imponente vinha acompanhado de um mais baixo, de vestes longas.
-Professor Dumbledore – disse Harry forçando a vista para enxergar o outro – Sirius.
-Sim Harry – disse Sirius – Vim ajudar Lupin em sua batalha pessoal. E quanto a Dumbledore...
-Vim ajudar você e a todos na batalha contra Voldemort.
Harry sorriu. Era importante pra ele rever Sirius e Dumbledore, assim como foi importante ver os pais que ele nem lembrava como eram.
Sirius sumiu mais uma vez. Harry teve certeza de que fora ajudar Lupin.
-E quanto a nós – começou Dumbledore – temos uma missão a cumprir não é?
Harry sempre achou profundamente irritante a calma que Dumbledore tinha, mesmo diante de situações como esta. Porém desta vez achou maravilhoso. Sentiu-se mais calmo e confiante. Os dementadores seguiam para a floresta ao redor da mansão, deixando pra trás um rastro de corpos imóveis e pálidos: Comensais e bruxos da Ordem.
-Dumbledore – começou Moody – O que você acha? – disse fazendo uma cara suspeita pra o bruxo.
-Vamos – disse Dumbledore pra Moody e indo para a floresta.
Todos os espíritos presentes o seguiram. Os vivos tambem foram, mas Harry, Rony, Ginna e Hermione ficaram para trás.
-E então? – perguntou Rony.
-Acho que dessa vez não há escapatória. – começou Harry – Agora tudo isso terá um fim!
Os quatro se encararam por um segundo que pareceu uma eternidade, com todas as suas vidas passando como um filme em suas mentes.
-Vamos prometer que nada de ruim acontecera a nenhum de nós! – disse Ginna.
-Nada – disseram Harry, Rony e Hermione juntos.
Os quatro tiraram as varinhas dos bolsos e seguram atrás de Dumbledore.
Da entrada da floresta, era possível ouvir os feitiços sendo lançados e patronos se revelando.
-O que vocês estão esperando? – disse Dumbledore sorrindo.
-Nós? Bem...
-Ronald... Sei que estão nervosos, mas precisamos de toda a ajuda possível. E principalmente da ajuda de Harry. – disse o bruxo piscando para o garoto.
Os quatro entraram na floresta. Lá estavam os centauros. Firenze lutava incansável contra um lobisomem enquanto Allan ajudava Hagrid com os gigantes.
Um grito forte ecoou pela floresta fechada. Era Artur que tentou espantar um dementador, mas foi pego covardemente por mais quatro.
-PAI – gritaram Ginna e Rony juntos.
Os irmãos correram ate o pai que já estava cercado por Fred, Jorge, Carlinhos e Gui. Os irmãos tentavam salvar o pai mais era inútil.
-Rony – disse Ginna desesperada – faça alguma coisa!
Mas Rony parecia não ouvir a irmã. Olhava espantado para o pai caído no chão. Estavam ambos pálidos e com um olhar perdido.
-RONALD – gritou Gui.
Carlinhos interrompeu seu patrono e sacudiu o irmão. Mas Rony não reagia.
Hermione olhava de longe enquanto ajudava dois membros da ordem com dois inferis. Harry vinha em sua direção.
-Vá ajudá-los – disse Harry a amiga – eu os ajudo aqui...
-Mas...
-VAI HERMIONE!!! – gritou Harry pela primeira vez.
Hermione correu na direção do namorado e da família Weasley. Todos os patronos estavam em ação, mas nada acontecia.
-Rony – chamou Hermione – acorda. Seu pai!!!
A palavra “pai”, foi como um alarme aos ouvidos do ruivo. O garoto caiu de joelhos sobre o pai.
-Pai – dizia ele chorando – Não se entregue. Não agora! Preciso de você!
-Eu tambem... – disse Artur com uma voz pastosa e triste.
Rony se ergueu.
-Não consigo sozinho. Não desta vez.
-Eu te ajudo. – disse Mione olhando para o namorado.
Os dois deram as mãos e juntos gritaram:
-EXPECTRO PATRONO!!!
O imponente leão do Herdeiro de Godric Gryffindor surgiu de patas erguidas rugindo furiosamente. Mas desta vez ele não estava sozinho. Uma pequena lontra surgiu ao seu lado. Corria ao redor do Sr. Weasley espantando os dementadores.
O casal os olhava encantados.
Mas uma vez, a poeira caiu sobre todos. Agora não havia mais dementadores, em lugar algum.
Cumprimento da profecia e o fim do Lord das Trevas.
Sem mais dementadores, Artur se levantou com dificuldade cambaleando. Os filhos foram ao seu socorro e o abraçaram.
-Pai – dizia Ginna chorando. – Fiquei tão preocupada com você.
-Oh queridos – disse Artur com um tom de voz emocionado – Eu nunca iria deixá-los.
-ARTUR! – uma voz desesperada ecoou pela mata fechada.
-Molly? O que você esta fazendo aqui?
-Disse para ela não vir. Mas ela e Mila estavam irredutíveis – confessou Minerva.
-O que aconteceu? Você está pálido e...
-Molly – disse Sr. Weasley acalmando a esposa – Estou bem. Foram dementadores, mas já passou. Rony e Hermione me salvaram.
O casal corou quando Molly os abraçou com toda força.
-Mas e os comensais? Cadê eles?
-Os dementadores não tiveram dó desta vez – respondeu Dumbledore – Tivemos perdas de ambos os lados.
Molly olhava ao redor encarando cada um dos espíritos presentes no local.
-Mas não é possível!
-Lílian... – disse Mila – Você...
-Ora mais que lindo – disse uma voz fria e pastosa atrás de todos.
O rosto ofídio, pálido e sombrio de Voldemort encarava a todos.
-Onde esta o lobisomem e a Ninfadora? – perguntou ele sorrindo.
Nesse instante, Lupin apareceu trazendo o corpo imóvel de Tonks nos braços e Sirius trazia o corpo todo sangrento de Greyback.
-Estamos aqui – disse Lupin.
-Que ótimo – continuou Voldemort – A família traidora do sangue, duas sangues ruis e...
-Nós – disse Severo aparatando com mais duas pessoas ao seu lado.
Draco correu ate Voldemort e o agarrou pela gola de sua capa.
-Onde esta meu pai?
Voldemort sorriu pra ele e soltou uma terrível gargalhada ao olhar para Narcissa aos prantos ao lado de Snape.
-Narcissa querida – disse Voldemort – Você consegue sobreviver sem o incompetente do seu marido? Não, porque foi isso que ele foi durante todo esse tempo. UM GRANDE INCOMPETENTE IDIOTA. – terminou atirando Draco longe para se livrar do garoto.
-Agora me escutem – disse Voldemort de varinha erguida e apontando para todos os presentes. – Vocês não precisam estar aqui! Minha batalha é com Potter.
-Mas nós vamos ficar – disse Ginna cheia de coragem.
-Weasleyzinha – começou Voldemort – Você não é tão corajosa quanto parece. Pare de tentar ser...
Enquanto Voldemort falava, a legião de espíritos presentes tirava suas varinhas das vestes e se juntavam ao lado de Dumbledore. Hermione olhava com muita atenção. Tiago sorriu para a garota enquanto fazia sinal de silencio. Hermione se virou disfarçadamente e tirou do bolso da jaqueta a moeda da AD que sempre trazia com ela e sabia que Luna, Neville, Harry, Rony e Ginna tambem traziam consigo. A garota acionou a moeda e em seguida viu os amigos colocarem as mãos no bolso procurando a moeda.
Sem comensais, Voldemort não tinha olhos de auxilio para enxergar tudo. O bruxo falava de costas para todos enquanto os amigos se afastavam dele.
-Porque estamos nos afastando? – sussurrou Rony para a namorada.
-Olhe pra trás...
Rony olhou e viu: todos os espíritos de varinhas em punho esperando o silêncio de Voldemort para atacar.
-Voldemort não notou algo estranho? – perguntou Ginna.
-Ele esta fora de si. Completamente, só quer acabar comigo e por isso não presta atenção nos outros. Se você o atacasse agora ele seria pego de surpresa.
-Nem tanta surpresa. – sussurrou Lupin agachado no chão com Tonks em seu colo – A Ordem não vai acabar com ele desta vez. Harry, você sabe que é sua tarefa. A OF só vai deixá-lo um pouco tonto. Porem será poderoso, é melhor que se afastem.
-... Lílian tambem foi corajosa. Eu ia lhe dar uma chance de viver, ia mesmo. Mas ela preferiu morrer pelo Potterzinho e... – Voldemort parou de repente notando que estava tudo muito quieto.
O bruxo se virou. Sem tempo de sacar a varinha os espíritos gritaram:
-ESTUPEFAÇA!
Voldemort voou alguns metros a fora da floresta.
-Harry – chamou Lílian – Venha cá!
A mulher abraçou o filho que sentia assustado o calor da mãe.
-Mãe, mas você...
-Eu sei – disse ela sorrindo – Mas foi me dado esse momento, essa dádiva só para que eu pudesse te abraçar e dizer olhando nos seus olhos que te amo muito.
Tiago surgiu atrás da esposa olhando para o filho encantado.
-Nós só o atrasamos filho – disse Tiago – Esse é o seu dever. Eu sei que você pode...
Um barulho em meio as arvores anunciou que Voldemort estava voltando.
-... Mas se precisar de ajuda, estaremos aqui. – Tiago abraçou Harry junto com Lílian.
-Depois que eu derrotar ele, vocês vão embora não vão? – perguntou Harry com os olhos azuis cheios de lagrimas.
-Sim, mas antes vamos conversar com Ginna – disse Lílian sorrindo – Quero saber se ela é tão parecida comigo quanto falam.
-SECTUSEMPRA – gritou Voldemort.
Lílian viu o filho cair a alguns metros dela e se contorcer no chão. Em volta de Harry, uma poça se formava.
-Tiago – falava Lílian desesperada – É sangue!
-Eu nunca vi esse feitiço! – Tiago foi à direção de Voldemort e apontou a varinha em seu pescoço. – O que você fez com meu filho?
Voldemort sorriu olhando Sra. Weasley curar os cortes profundos de Harry.
-Sabe quem me ensinou isso Potter? Snape. É você não se enganou com ele!
Snape andava ate a saída da floresta tentando não ser visto, mas tropeçou em uma pedra e caiu de costas no chão.
-Em pensar que eu te defendi um dia – disse Lílian furiosa – Meu filho Snape! Você mostrou um feitiço desses ao maior inimigo do um filho!
Snape não sabia o que fazer. Tinha um terror desenhado nos olhos.
-Lílian eu...
-Ele é um completo idiota Lílian Potter. Fez tudo que fez por medo, assim como Rabicho. E assim como ele... – Voldemort sorriu – VAI MORRER POR ISSO! AVADA KEDAVA!
Os olhos de Snape continuaram com a expressão de pânico, mas diferente de minutos atrás, estavam parados, sem vida.
-SNAPE! – gritou Narcissa ao se aproximar do homem morto no chão. – Snape não!
A mulher colocou a mão no bolso das vestes de Snape e tirou um pedaço de pergaminho e entregou a Lílian sem que ninguém notasse. Em meio ao escândalo que a mulher fazia, não seria possível notar o que ela sussurrou para Lílian:
-Ele precisava que lessem isso. E eu tambem! Merecemos que nos aconteceu.
Lílian ficou sem entender. Não havia acontecido nada a ela. Não diretamente pelo menos. A perda do marido e da prima, a fariam sofrer, mas...
-Avada – disse Narcissa para Voldemort sem a menos certeza do que fazia.
-AVADA KEDAVA! – gritou Voldemort para a mulher a matando tambem. – Você será o próximo Draquinho?
-NÃO! Vou acabar com você...
-Pare Draco. – disse Harry se levantando com dificuldade – Isso não compete a você.
-Como assim Potter? – disse Draco com mesma marrudeza de sempre – Esse monstro deixou o meu pai morrer e...
-Não tenho tempo pra descutir isso Draco! – interrompeu Harry – EXPELLIARMUS!
-PROTEGO! – rebateu Voldemort. – Vamos Potter diga o feitiço. O que pode acabar com tudo de uma vez, Ava...
-NÃO! EU NUNCA DIREI!
-ENTAO, COMO PRETENDE ACABAR COMIGO? VAMOS POTTER, VOCE SÓ TEM UMA CHANCE!
-SECTUSEMPRA...
-PROTEGO!
-Assim eles vão passar a noite aí... – disse Hermione temerosa – Vai se tornar uma batalha eterna!
Ginna olhava a briga dos dois com muita atenção! Até que Dumbledore e Sirius se aproximaram dela.
-Ginna – chamou Sirius – você já sabe não é?
-Amor – sussurrou a garota
-Isso, ótimo. – concordou Dumbledore – Mas desta vez, espero que ninguém tenha que se sacrificar por ele. Harry já é quase um homem Ginna, e diferente de 17 nos atrás ele vai poder se proteger. Porem vai precisar de ajuda, pois como disse a senhorita Granger, isso pode se tornar uma batalha eterna.
A garota encarou o velho, prestando muita atenção em seu nariz torto.
-Professor o senhor...
-Não há tempo para perguntas Ginna. Você sabe o que fazer!
A garota concordou com a cabeça e seguiu para junto de Harry.

-Ginna – disse Harry – Saia daqui...
-Não, não vou deixar você!
-Ginna não quero que ninguém se sacrifique por mim!
-Então não será por você, será por minha família! REDUCTO!
As árvores ao redor de Voldemort, começaram a cair como dominós.
-Onde ele esta? – perguntou Rony ao ver Voldemort sumir de repente.
-AQUI... – disse Voldemort depois de aparecer atrás de Rony e puxar o garoto pelo pescoço.
-RONY – gritou Molly
-Vamos Weasley – disse Voldemort para Molly – Faça o que Lílian fez. Mostre todo o seu amor pelo herdeirinho!
Molly tirou a varinha das vestes e apontou para Voldemort.
-NÃO MÃE – disse Rony quase sufocando – Não escute ele...
-Calado Herdeiro. – disse jogando Rony no chão – Essa família é muito valente não é? Mas ninguém faria o sacrifício de Lílian.
-CALA A BOCA! – gritou Harry com os olhos marejados
-Olhem o Potter esta chorando!
-Pare de ficar falando da morte da minha mãe!
-Você se sente culpado não é?
-Não foi culpa dele – disse Lílian
-Chega de conversa – disse Voldemort – Estou aqui há horas, e você ainda não fez o que é de sua obrigação Harry.
-Eu farei – disse o garoto.
Lupin olhava nervoso para a cena. Enquanto lutava com Greyback, Sirius lhe explicou a situação. Harry não poderia usar a maldição da morte, pois assim ele se tornaria como Voldemort e então morreria tambem. Afinal, matar alguém era a única coisa que Harry nunca havia feito.
-Alguém tem que dizer a ele! – sussurrou ele.
-Dizer o que? – perguntou Hermione.
-Ele não conseguira sozinho. Sozinho só há uma forma e dessa forma ele morrera tambem. Ele precisa de ajuda.
-Ajuda? Mas a profecia dizia...
-Todos nós sabemos o que a profecia dizia, mas ela não preveu que Lílian morreria por Harry e que ele ganharia uma vantagem sobre Voldemort.
Hermione parou pensativa. Sabia o que fazer.
-Rony – chamou a garota – Você consegue aparatar não é?
-Sim, mas...
-Leve Harry para o interior da floresta. Eu levo Ginna.
-O que? Mas...
-Faça Rony!
-Ok – disse o garoto correndo na direção do amigo. Agarrou Harry pelo braço e sumiu em um estralo.
-Mas o que ele pensa que esta fazendo? – perguntou Voldemort confuso.
Mione puxou Ginna e sumiu tambem.
-Estão todos loucos – perguntou Voldemort ao ver Ginna e Hermione sumir, seguidos de Lílian, Tiago, Dumbledore e Sirius.
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-Rony – disse Harry ao sentir os pés no chão – O que pensa que esta fazendo?
-Hermione que pediu! Não sei o que... – o ruivo parou ao ouvir mais um estalo – Hermione!
-Mione – disse Harry – O que você quer me trazendo pra cá? Tenho que acabar com Vol...
-Pare de falar e escute: Lupin me disse que se você usar a maldição da morte, morrera com Voldemort, pois se tornara como ele. Você tem que usar uma arma que só você tem e que faz a diferença entre você e ele. Você tem as qualidades dele e os defeitos tambem, mas há algo em você que o difere dele...
Harry parou. Então era isso, fazia sentido.
-Mas Mione, a profecia...
-Eu sei Rony, Lupin disse que a profecia não sabia do sacrifício de sua mãe e a vantagem que você tem. Por isso estamos aqui Harry. Amor. O amor de Ginna e o amor de amigos que eu e Rony temos por você.
-E nós tambem – disse Sirius aparecendo seguidos de Lílian e Tiago. Em seguida o professor Dumbledore surgiu com os três fundadores de Hogwarts.
-Vocês vão precisar de uma ajudinha extra – disse Godric – Meu Herdeiro vai precisar de uma mãozinha!
O barulho de folhas assustou a todos.
-Deve ser ele – disse Rony já com a varinha em punho. Mas em meio às folhas, Luna e Neville apareceram cansados.
-Valeu por esperarem. – disse Neville
-Lupin nos contou, nós também gostamos do Harry. Não vamos abandoná-lo. – continuou Luna se aproximando de Harry.
Uma luz verde-esmeralda surgiu. Era Voldemort. Todos se posicionaram em um circulo. Harry estava à frente com Ginna ao seu lado esquerdo junto com Lílian e Tiago, ao direito Rony, Hermione, Luna e Neville. Ao lado de Tiago, estavam Dumbledore e Sirius. Atrás de Rony estava Godric, de Luna estava Rowena e ao seu lado Helga.
Estavam todos prontos para Voldemort. Mas uma surpresa maior surpreendeu á todos.

Um homem alto, imponente de longos cabelos negros e vestes medievais verdes-esmeralda.
-Quem é você? – perguntou Harry surpreso
-Salazar – disse Godric – Quanto tempo não! O que faz aqui?
-Vim a socorro do meu herdeiro, assim como você!
-Onde ele esta? ONDE ESTA VOLDEMORT? – gritou Harry.
-Acalme-se garoto...
-Já esperei demais não acha?
-Vim só para ver o garoto que derrotara meu último e único herdeiro.
Todos fizeram uma cara de espanto. Então Salazar ia deixar que Voldemort morresse?
-Mas você não ira ajudá-lo?
-Sim é claro que vou ajudá-lo. Mas será inútil. Voldemort esta com tanta vontade de acabar com você Harry, que não tem forças necessárias pra isso! Será uma dura batalha sim, ele lutara até o fim, mas você vai conseguir.
Harry estava pálido e incrédulo com que ouvia. Não era possível que Salazar Sonseria dava toda força e apoio para que ele vencesse.
-Mas estão onde esta Voldemort? – disse Tiago sem sair de sua posição.
Uma nova luz verde, mas muito mais fraca surgiu em meio às arvores.
-Aqui, Potters. – disse Voldemort com um sorriso louco e descontrolado nos lábios.
-Agora não tem mais conversa – disse Harry olhando para Salazar ao lado de Voldemort – SCTUCEMPRA!
-AVADA KADAVA!
Uma bolha apareceu e cobriu os dois combatentes. Harry caiu ajoelhado no chão.
-Vamos Potter – disse Voldemort – Levante-se.
Harry sentiu sua cicatriz arder como nunca antes. Sentiu como se as mãos de Voldemort espremessem sua cabeça.
-HARRY – gritou Ginna correndo até o garoto. Mas foi impedida de tocar no namorado que queimava como brasa. Harry estava vermelho e soava muito. – LILIAN ME AJUDE!
-Querida – Lílian seguiu para a bolha tentando atravessá-la e ajudar o filho, mas ao colocar a mão dentro dela, sua mão esfarelou assim como os dementadores. – Eu não posso!
Ginna olhava ao redor. A grande maioria ali, eram fantasmas. Só ela, Rony, Hermione, Luna e Neville podiam fazer alguma coisa.
-Por Merlin, o que faremos? – disse a Garota desesperada quando viu Harry rolar no chão com cicatrizes expostas.
-Dumbledore – disse Lílian chorando – O feitiço de Harry rebateu contra ele!
-Harry vai ficar sem nenhuma gota de sangue no corpo!
-RONY! – gritou Hermione
-Me desculpe, pensei alto!
-Lílian – disse Dumbledore – Sabe o que fazer!
Lílian pegou as mãos de Ginna. A garota olhava encantada para os olhos verdes de Lílian, os olhos que ela amava tanto, os olhos de Harry. Uma lagrima escorreu dos olhos de Lílian e caiu nas mãos unidas das duas. Ginna tambem derramou uma lagrimas que se uniu a outra. Um brilho inocente fez Ginna sorrir.
-Sabe o que é isso querida? – perguntou Lílian – É o meu amor por Harry, ele se uniu ao seu. Agora você pode ajudá-lo.
Seria possível que Ginna amasse Harry mais do que já amava? A garota seguiu até a bolha sozinha. Rony ia atrás da irmã quando sentiu uma mão puxá-lo pelo braço.
-Me solte é minha irmã! – disse o garoto para Godric
-Eu sei – disse o homem – Mas antes... – Godric soprou no rosto vermelho de Rony. – Agora, meu Herdeiro, pode ir. Leve Granger com você. Agora você pode fazer tudo que precisar e que quiser.
Rony e hermione começaram a andar ao lado de Ginna, acompanhados de Neville e Luna.
-Mas vocês...
-Nós somos gratos á Harry – disse Luna – Ele nos deu a amizade e o carinho dele. Não vamos deixá-lo agora.

Os seis seguiram corajosos ate o amigo que sofria dolorosamente. Ginna deixava escapar lagrimas e seus olhos ao ver o garoto naquele estado.
Ela foi à primeira. Colocou a mão na bolha, se assustou de inicio, mas depois perseguiu. Entrou seguida por Rony e Mione e depois Luna e Neville.
Dentro da bolha era frio e não era possível ver as pessoas do lado de fora. Quando Neville entrou por ultimo, viu Ginna de joelhos ao lado de Harry tentando curar seus ferimentos.
-Mione – disse Ginna – Me ajude!
-Me deixa tentar!
As duas ficaram um tempo tentando enquanto Luna, Rony e Neville tentavam não romper a ligação de Harry e Voldemort, pois assim estariam desprotegidos.
Quando Hermione finalmente conseguiu curar boa parte dos ferimentos de Harry, o garoto já estava em pé de varinha em punho.
-Harry você não...
-Estou perfeitamente bem Ginna! Não há mais tempo a perder.
Os seis companheiros de varinhas nas mãos apontavam corajosamente para o inimigo.
-Será que vai dar certo? – perguntou Neville ainda um pouco desconfiado.
-Vai sim – disse Luna pegando docemente a mão do garoto.
Rony e Hermione tambem estavam de mãos dadas, assim como Ginna e Harry.
Harry tinha no rosto, os traços de quem lutaria ate a morte. Mas só um iria morrer aquela noite, e teria que ser Voldemort.
-Harry – começou Ginna – Não esta dando certo...
A garota foi interrompida por uma sensação de alegria que ela nunca sentira em sua vida. Em sua mente a visão de uma garota ruivinha, de cabelos ajeitados em maria-chiquinha sorria claramente. Depois um garoto de cabelos totalmente bagunçados e de oclinhos redondo se aproximou de Lílian Evans. Os dois se olharam e depois olharam juntos para de trás da arvore onde Ginna sentiu que estava. Os dois olharam pra ela e sorriram. Lílian se aproximou de Ginna e disse: “A historia se repete. Vocês não terão sua felicidade interrompida, serão felizes assim como nós, alem da vida.”.
Ginna sorriu. Sabia que tudo daria certo, graças a Lílian.
Rony e Mione estavam muito concentrados no que faziam. Porem Rony viu saltar uma lagrima dos olhos de Hermione. Uma lagrima de frustração, Hermione sempre foi boa em tudo que fazia, mas desta vez não estava dando certo. Sua tentativa de acabar com tudo isso, todo sofrimento causado nesses últimos meses. Rony a abraçou.
Uma luz vermelha saiu do meio dos dois, parecia sair do coração de Rony. Harry não podia enxergar o que acontecia do lado de fora da bolha, mas podia ouvir. E conseguiu ouvir a voz de sua mãe e sua tia, Mila gritando para que ele abraçasse Ginna. Não era necessário pedir duas vezes. O garoto o fez e uma outra luz, desta vez branca, surgiu entre o casal.
Um leão pomposo colocou as patas no chão com a leveza de uma pluma, acompanhado de um cervo brilhante e de longas galhadas. Os casais permaneceram abraçados com medo de que o feitiço fosse desfeito.
O leão olhou pra Rony como se olhasse um filho. O cervo acariciou o rosto de Harry com o seu rosto.
Os dois foram na direção de Voldemort formando uma espécie de túnel ate o inimigo.
-Voldemort – pensou o cervo de forma que Voldemort podia ouvir seus pensamentos – Chega de dor e sofrimento. Você não tem mais força, renda-se.
-NUNCA – gritou o Lord – EU SOU LORD VOLDEMORT, NUNCA IREI ME RENDER!
-Não – começou o leão - você é Tom Ridlle. Mais nada.
-NÃO ME CHAME COM ESSE NOME IMUNDO. NOME DE TROUXA. NÃO VOU ME ENTREGAR, NÃO ENQUANTO NÃO ACABAR COM POTTER.
-Então seremos obrigados a...
Rony, Hermione, Harry, Ginna, Luna e Neville sentiram como se alguém dissesse a eles o que fazer. Os seis apontaram suas varinhas e sussurraram algo que não foi possível identificar.
O cervo e o leão avançaram em direção a Voldemort, que sumiu em um piscar de olhos.
-O que? Mas o que aconteceu? – disse Harry ao ver o inimigo sumir junto com a bolha que os envolvia.
Para sua surpresa, o rosto ofídio de Voldemort surgiu mais uma vez por cima do cervo e do leão que ainda estavam la. Todos puderam ver seu triste fim.
Voldemort encarava as mãos que sumiam como fumaça, em seguida seus pés, pernas... Seu rosto monstruoso foi o ultimo. Onde Harry pode ver uma lagrima escorrer com um pedido de perdão ao seu lado.

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