Capítulo III



N/A: vamos lá...


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Capítulo III – Chuva...


- Está mesmo morta. – uma garotinha de seis ou sete anos falava baixinho. - Acha que ela vai para o céu?

- Claro que sim! – um garotinho com cabelos castanhos falava esganiçado. – Olha só! Ela tem os pés mais limpos que já vi!

Hermione abriu os olhos devagar.

- Onde estou?

- Está no pavilhão infantil do Hospital Saint Louis. – a garotinha falava, quase automática.

Uma mulher muito alta entrava agora. Hermione abriu a boca, mas a mulher ergueu a mão e pediu que se calasse.

- Sou a sua médica. Tente não falar.

- Estou paralisada?! – Mione exclamou ao perceber seu pescoço imobilizado.

- Você mexe os braços e as pernas. – a mulher falou com a sobrancelha erguida. – Não, claro que não está paralisada.

Outro médico entrou na sala, mas não era um comum. Era aquele... “Nossaaaa, o cara que cheira a ameixas e queijo! Ele é médico?!”.

- Como está a paciente, Dóris? – ele sorriu e pediu luz, a mulher passou-lhe uma pequena lanterna.

- Esteve por um fio. – respondeu a médica, com ar de riso.

Ele examinou-a atentamente.

- Está ok...

- Você foi quem... – ela começou.

- Harry Potter. Sim. Sou o pediatra chefe.

- E eu sou Hermione...

- Granger. Já sei. Tirei a identificação da sua carteira. – ele piscou o olho. Não conheço ninguém que guarde cartões de crédito por ordem alfabética, aliás, nem que tenha tantos cartões pra por em ordem alfabética.

Ela corou violentamente.

- As radiografias estão boas, os níveis de hemoglobina, normais. Só faltam os resultados da tomografia.

- Já pode tirar isto. – falou apontando para seu pescoço. - Você tem um pescoço grande.

- Grande?

- Não me interprete mal, o seu pescoço está ótimo.

- Há três anos que não atendo ninguém com mais de dez anos.

- O que aconteceu com a sua mão? – ela viu uma fina faixa em volta.

Harry riu.

- Você caiu em cima com o seu pescoço grande.

- Ah, desculpe. – estava muito sem jeito.

- Meu Deus! Você está viva! Nem imagina como estou feliz! – seu pai entrava assustado. - A enfermeira encontrou o meu telefone na sua agenda e me ligou! Foi ele que te salvou?

Harry corou ligeiramente.

- Não foi propriamente um salvamento. Eu estava no lugar certo na hora certa.

- O que posso dizer? OBRIGADO! – o Sr. Granger abraçou Harry, muito desconcertado.

“Solteiro ou não?” foi tudo o que Mione pôde pensar naquele momento.

Penny entrou na sala, quase ocasionalmente.

- Penny?

- Você está bem?

- Sensacional!

- Penny Nicholson. Muito prazer. – ela se virou para cumprimentar Harry.

- Sou Potter, Harry Potter. O prazer é meu. Sente-se, fique à vontade. A Hermione vai ficar ótima.

- Você deve trabalhar muito... Vai trabalhar hoje de noite? – Penny puxou conversa. Mione arregalou os olhos.

- Não, hoje nem sequer estou de serviço.

- Fantástico! A Mi e eu vamos ao Parque Golden Gate. Passam lá filmes antigos, ao lado do Museu. Você podia vir com a gente. Não pode recusar!

Penny ignorou o olhar assassino de Hermione.

- Penny, deixa ele em paz, ok?

Harry ergueu as sobrancelhas para Mione.

- Não quer que eu vá? – ele fingia ressentimento.

- Não!

- Claro que ela quer que você vá. – agora era Penny quem fuzilava a morena. - A verdade... é que tenho pensado numa carreira médica, algo... medicinal, sei lá. Na verdade, gostaria... de recolher todas as idéias que puder. – inventou na hora...

- Eu vou adorar!

- Ótimo, a gente se encontra lá! – Penny encerrou o assunto, puxando Hermione.

- Conversa médica? – ela ergueu as sobrancelhas - Conversa médica? – repetiu, como se não obtivesse resposta.

Penny riu abertamente.

******************


- Não me deixe aqui. – Hermione sibilava.

- É para o seu bem. Vou fazer com que esqueça o tal Krum e já!

- Já se passaram seis anos. Eu já me recuperei. Eu tenho vida amorosa! – Mione falou irritada. - Como pode me deixar aqui?

- Mi, deixa de ser histérica! A propósito, você não tem vida amorosa. E Não é um encontro!

- Não me deixe sozinha! – Mione viu Harry se aproximando, ele estava extremamente charmoso. “Merda, ele tá lindo! Meu Deusss, como ele tá lindo!!!! - Penny, não se atreva!

- Aqui está. – ele sorriu piscando o olho. - Aqui estão os chocolates.

- Que bom. Nunca vem das cores que queremos. – Penny recebeu os chocolates que ele trazia.

Harry e Hermione se encararam por algum tempo. Penny bateu na própria testa.

- Não! Droga, acabei de lembrar que prometi à madrinha do irmão de um amigo, que o ia ajudar a mudar o cartucho do fax esta noite, porque ela vai sair da cidade amanhã, para um safári na África.

“Essa foi a desculpa mais esfarrapada que eu já escutei em toda a minha vida!!!” Hermione tornava a arregalar os olhos.

- Tenho que ir. Que pena, não vamos ter essa conversa médica.

- Caramba! Espero que tudo corra bem com a madrinha do irmão do seu amigo.

Ele parecia que havia entendido. Penny se despediu.

- Tenho lugares reservados. – ela indicou.

- Está bem.

- Vamos.

- Obrigado por cuidar da minha árvore. – Mione falou para um ruivo a sua frente.

- Sim, cuidei muito bem dela. Aí está o seu lugar.

- Obrigado. Sou Harry Potter.

- Rony Weasley. – o ruivo sorriu. - Estava na hora de você arranjar alguém Mi. Este não é... – Hermione corou e pisou no seu pé, fazendo Rony interromper a frase. - O que você faz?

- Sou médico no Saint Vincent.

- É médico. Ele é doutor. – Mione falou em tom de quem encerra o assunto.

- Entendo. Nos vemos no jogo de Scrabble.

- Jogo de Scrabble? – Ele repetiu intrigado.

- Por favor... não pergunte. – Hermione riu.

- “Nos vemos no jogo de Scrabble" O que é?

- Sou membro do Clube de Scrabble. – ela corou ligeiramente. - Palavras cruzadas... Patético, eu sei.

- Sim, é patético.

- Cale-se. Ao menos sei escrever. E você, o que sabe fazer?

- Sou um ás no iô-iô. E não coma mais pipocas doces. Sabia que elas engordam mais?

- Sério?!

- Sei lá. - Ele deu de ombros.

Caíram na risada.

- Não conheço ninguém que jogue Scrabble em clubes...

- Quando os meus pais chegaram da Itália, ingressaram num clube de Scrabble para aprenderem inglês. Depois da morte da minha mãe, o meu pai ficou obcecado com o jogo e queria jogar comigo a toda a hora. Era o meu fardo.

- S-U-P-E-R. – ele catava uns confeitos agora.

- O que está fazendo?

- Só como os marrons. – ele falava, enquanto jogava no chão confeitos de quase todas as cores. Um cachorrinho solitário gostou muito disso...

- Porquê... ?

- Acho que têm menos corante, porque o chocolate já é marrom.

- É muito científico da sua parte, Dr. Potter.

- Obrigado, Hermione.

- Mione... me chame de Mione.

- Mione. – ele chamou sorrindo. - Onde há essas partidas de Scrabble?

- Olha, está começando. – Mione apontou enquanto o filme começava. Mal começou e uma chuva fina caiu, estragando o divertimento. Todos corriam de um lado para o outro enquanto Mione limitou-se a caminhar contra a chuva.

- É lindo.

- Você gosta? – ele estava atrás dela.

Mione sorriu e estendeu-lhe a mão.

- Quer dançar?

- Não sei, há muito tempo que não danço.

- Se uma garota lhe convida para dançar, você dança. – falou mandona.

Ele riu de seu ar autoritário.

- Sim, Mione, gostaria de dançar. – ele tomou sua mão.

Àquela altura já não havia quase ninguém no parque. Ele apertou de leve sua cintura.

- Não quero que se sinta obrigado a dançar.

- Tarde demais - ele riu.

- Onde aprendeu a dançar assim?

Hermione estava impressionada com Harry, ele dançava perfeitamente bem.

- Nas aulas de dança de salão.

- Ah, você é gay. – ela falou como quem não quer nada e ao mesmo tempo constata.

- Dos piores! A minha mãe me colocou em dança de salão aos 8 anos.

Ele riu mais ainda. As pernas de Mione vacilaram mas ela manteve-se firme.

- Ela queria que eu fosse o Fred Astaire. Eu queria ser o Marcus Welby.

- Agora você é um pouco de ambos?

Ele a puxou mais para si.

- Você está sendo simpática, Mione. Mas pare, vou ficar vermelho.

- Como está o seu polegar, Y.M.C.A.? – brincou Hermione.

- Melhor que nunca.

- Minha próxima partida de Scrabble é no sábado à 1:00. Será o evento social da temporada. Talvez você devesse ir. – “NÃÃÃO, convidando o galã pra palavras cruzadas???” Uma vozinha falava em seu cérebro.

- Talvez você não devesse pisar no meu pé. – ele fez uma cara de dor.

- Pisei? Desculpa.

- Deixa pra lá. Contanto que não se repita.

- Não me diga o que fazer. – ela falou, mais uma vez autoritária.

- Senão o quê? – ele provocou.

Mione sentiu sua respiração muito próxima. Ele encarou-a estranhamente e ia se afastar, mas Hermione não permitiu, selando seus lábios aos dele. Ele se deixou levar por alguns segundos e desvencilhou-se, fechando os olhos com força.

- É melhor a gente ir...

Mione estava totalmente azul de vergonha. Nunca havia feito algo assim antes...

- É...

Ele estava bastante preocupado...



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