A busca incansável por nada



Harry, Rony e Hermione agora já sabiam o que fazer. Mas idéia de que tudo estava muito esquisito não saia da cabeça de Hermione. Ela entendeu tudo o que a Profº McGonaghall havia dito, mas nunca tinha a visto tão confusa e contraditória. Porém, em sua mente inteligente, nada estava aparentemente acontecendo. Pelo menos era o que parecia.
Só agora Rony e Hermione tinham conseguido ficar sozinhos. Harry estava passeando pela escola lembrando os bons tempos. Rony e Mione estavam no salão comunal de Hogwarts. E é claro, sentados a mesa da Grifinória. Já era de costume.
- Você realmente acha que se Gina está fazendo alguma coisa ela escreveria isto em seu diário? – indagou Hermione
- Mione, tenho que te confessar uma coisa... – falou Rony, envergonhado. - ... não tenho a certeza se Gina tem um diário, só disse...
- Ah Rony! – saiu Mione interrompendo Rony.
Rony já esperava essa reação de Hermione. Já havia percebido que se esse diário existisse, as chances de saber com certeza o que está acontecendo seriam muitas. Mas agora, estavam juntos novamente à estaca zero. Rony se perguntava porque havia dito aquilo. Estava se achando um perfeito idiota. Soltou um muxoxo longo.
Harry estava estritamente feliz ao rever todos os lugares onde passava quando estudava na escola. Olhava para as salas de aula, para os quadros, e principalmente para o salão comunal, onde havia estado seus melhores anos. Lá ao fundo, viu Rony sentado a mesa só. Foi até lá.
- Onde está Mione? – perguntou Harry.
- Ela saiu correndo quando... – parou Rony
- Quando...?
- Quando disse que não tenho certeza se Gina realmente tem um diário.
- Rony! Como você fez isso? Você mentiu pra McGonaghall! Nos encheu de esperança. – gritou Harry.
- Desculpa, eu não soube o que fazer, ela é minha irmã! – se defendeu Rony.
- Mas... – falou Harry sendo interrompido.
- Algum problema?
Harry sentiu como se seu estômago tivesse embrulhado. Rony ficou pálido.
- Já disse meninos. Algum problema? – falou Lúcio Malfoy.
- O que faz aqui? – perguntou Harry.
- Provavelmente visitando o filho que está no quarto ano. Tadinho do Draco, a inteligência não é o seu forte. – falou Rony, fazendo Harry soltar uns risinhos baixos.
Nesse momento, Draco entrou no salão.
- Como se atreve seu insolente de sangue ruim. – retrucou Draco.
- Me chame de sangue ruim mais uma vez e eu te mato. – ameaçou Rony.
- Uhh! Que medo! Insolente de San-gue Ru-im – falou Draco deixando Rony furioso.
- Extratouvisius! – falou Rony, após tirar a varinha do bolso.
Apesar de parecer mentira, Rony realmente havia jogado Draco pelos ares. Ao que parecia, Lúcio Malfoy não havia mexido um dedo pelo filho. Na verdade, até dava pra imaginar que ele estava gostando do que via. Mas isso seria maluquice demais.
Hermione apontou na porta do salão. Correu muito rápido em direção a Rony. O abraçou deixando Rony até mesmo tonto.
- O que aconteceu Mione? – perguntou Rony.
- Eu te amo! Muito... – declarou-se Mione.
- Eu também Mione, mas o que houve? – persistiu Rony
Hermione não disse mais nada. Apenas ficou mais alguns segundos abraçada com Rony, e depois se soltou.
- Mas o quê esse traste está fazendo aqui? – falou Mione.
- A quem está chamando de traste? Sua sangue ruim. – falou Draco.
- Parece que sua única defesa é chamar os outros de Sangue Ruim. Até mesmo quem não é, como esses dois. – falou Harry, apontando para Mione e Rony. – A Mione nasceu trouxa sim, mas hoje é uma bruxa muito maior e melhor que você.
- Veja só. Como já de costume o Potter está defendendo seus amiguinhos. – retrucou Draco.
- Vamos embora Draco. – falou o Sr. Malfoy, apenas movendo um dedo para Draco.
Draco seguiu seu pai. Mesmo assim, a cada dois passos olhava para trás encarando Harry. Lúcio e Draco saíram pela porta.
- Preciso lhes contar uma coisa. – falou Harry.
- O quê? Fala! – disse Rony, já muito curioso.
- Vocês perceberam como o Lúcio estava desdenhando do Draco.
- Sim. E daí? – falou Mione.
- Perceberam como o bolso dele não parava de se mexer? – perguntou Harry.
Essa pergunta de Harry fez com que os três ficassem rindo por um bom tempo. Rony até mesmo sugeriu que Lúcio poderia estar um pouco mais animadinho. Harry não parava de rir.
- Não pessoal. É sério! Vocês não perceberam nada? – disse Harry.
- Harry! Que isso? Eu lá ia ficar olhando pro bolso do Lúcio. Não tem nada de interessante lá. – falou Mione. – Aliás, nem aqui...
. Hermione e Rony ficaram se olhando diretamente. Harry se sentiu até mesmo excluído.
- ... Nem aqui em Hogwarts. Mas lá fora tem muitas, não é meu amor. – falou Hermione, parecendo tentar corrigir o que tinha dito antes.
- É mesmo! – respondeu Rony.
Harry se sentiu até mesmo esquisito. A mentira era evidente. Mas...
Rony, Mione e Harry saíram do castelo de Hogwarts. Foram até a casa de Hagrid, e lá encontraram a casa dele, cheia de raízes por todos os lados, até mesmo na porta. Parecia que Hagrid não morava mais lá.
Eles voltaram ao castelo, e para a surpresa deles, deram de cara com Hagrid no corredor que vai pro salão comunal.
- Hagrid! O que você está fazendo aqui? – perguntou Hermione.
- Mione? Harry? Rony? Como vocês estão grandes! Quanto tempo! – disse Hagrid.
Hagrid em um impulso abraçou os três. Seu abraço deixou Rony até mesmo sem ar.
- Será que agora poderia soltar a minha garganta, por favor? – pediu Rony.
- Claro! – falou Hagrid soltando os três.
Mione e Harry continuaram a conversar. Rony estava apoiado na parede, com a mão no peito, respirando fundo.
- Mas então Harry. Como vai? – perguntou Hagrid.
- Vou bem. Agora que já saí de Hogwarts.
Hagrid era uma criatura muito esquisita. Era muito alto, seu cabelo e sua barba eram enormes. Perto de Harry, Mione e Rony, bruxos que já tinham maioridade, ele era um gigante. Os três se despediram de Hagrid e seguiram para o salão comunal.

OBS:

Oi gente! Espero que estejam gostando de "Harry Potter e o Guarda-Passos". O 4º capítulo já está quase pronto. Acho que hoje ou amanhã eu termino. Não esqueçam de comentar! Tchau!

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