Godric's Hollow



Capítulo 11: Godric´s Hollow

No dia seguinte a conversa com Dumbledore, Harry acordou muito mais descansado e animado.

Lembrou-se o porquê de se sentir tão bem: Gina.

Só o fato de seus sonhos serem povoados pela figura da menina na noite anterior, já foi capaz de produzir a sensação de felicidade que há tempos ele não sentia. Cada vez mais, ele concordava com Dumbledore. Tinha que manter o amor de Gina sem ficar com ela. Somente ainda não fazia idéia de como conseguiria isto.

Harry se levantou e percebeu que dessa vez fora o primeiro a acordar. Como ainda era muito cedo, resolveu não acordar Rony.

Harry trocou de roupa, escovou os dentes e resolveu descer para a Sala Comunal. Desceu as escadas e encontrou a Sala vazia. Dirigiu-se à poltrona em frente à lareira, que permanecia acesa, e se sentou de forma a ficar olhando o fogo. Segundos depois, Harry sentiu uma mão em seu ombro e se virou rapidamente (em sua cabeça, imaginou que Gina tinha descido e que de alguma forma eles tinham uma conexão), mas encontrou Hermione.

- Bom dia, Harry. Acordou cedo hoje – Hermione se sentou no sofá ao lado de Harry.

- Bom dia, Mione. Dormiu bem? – respondeu o garoto.

- Muito bem. Você parece que dormiu bem também. A conversa com Dumbledore foi muito boa pra gente, não? – Hermione sorria para o amigo.

- É verdade, mas precisamos definir muitas coisas até sexta-feira. Há muito em que se pensar antes de irmos para a antiga casa dos meus pais – Harry olhava com firmeza para Mione.

- É verdade, mas antes você tem que me dizer o que Dumbledore queria com você quando conversaram a sós. E nem me venha com aquelas desculpas que você deu antes, pois sei que tem a ver com a Gina – Hermione parecia não dar chance a Harry de não contar a verdade.

- Como você consegue sempre saber e ter razão em tudo? É difícil te esconder qualquer coisa – respondeu Harry com um olhar zombeteiro.

- Faz parte do meu charme, de acordo com Rony. Agora me conta o que ele falou – disse a garota.

Harry então contou pra garota toda a conversa que tivera com Dumbledore sobre Gina, e pediu pra ela não contar nada nem para Gina, nem para Rony, pois se tratava da irmã de seu amigo.

Hermione mantinha sua opinião. Para ela, Harry tinha que assumir logo um namoro com Gina, mas aceitou a decisão dele. Ela ainda achava que não era preciso fazer nada para garantir que o amor de Gina por Harry continuasse forte, pois tinha sobrevivido sozinho por sete anos sem precisar de ajuda. Porém, sugeriu que Harry desse mais atenção a Gina e que a tratasse com carinho.

A conversa foi interrompida pela chegada dos alunos que acordaram. Quando finalmente Rony e Gina desceram para a Sala Comunal, todos se dirigiram ao Salão Principal para tomarem o seu café da manhã.

Durante o café, Harry tentou ser o mais gentil que pôde com Gina, conversando com ela quando podia. Gina notou a diferença no comportamento de Harry e chegou a perguntar o que estava acontecendo, mas Harry desconversou dizendo que não estava acontecendo nada.

Após o café, Gina seguiu para sua aula enquanto o trio ia para as estufas para a aula de Herbologia.

A aula de Herbologia seguiu sem problemas durante toda a manhã e foi particularmente interessante, pois estavam estudando as plantas mais venenosas que já haviam visto. O único problema era o aspecto asqueroso delas, e o fato de precisarem usar roupas muito pesadas de couro de dragão para se protegerem delas. Neville, que normalmente se dava bem em Herbologia, desmaiou diversas vezes até ser finalmente retirado da sala.

Após as aulas de Herbologia, o grupo seguiu em direção ao Salão Principal para o almoço e novamente encontraram com Gina. Todos na escola notaram como se tornou constante a presença de Gina com os outros três e que quase sempre eles se sentavam afastados dos outros alunos.

- Acho melhor nos sentarmos mais próximos de outros alunos amanhã para não chamar tanta atenção – disse Hermione. – Podemos tentar conversar sobre outras coisas enquanto estivermos perto deles e conversamos sobre a nossa busca depois das aulas na Sala Comunal ou na biblioteca.

- Você tem razão, Mione. E acho melhor a Gina sentar um pouco com os alunos de seu ano – comentou Rony.

- Não – disse Harry de supetão, assustando tanto os colegas quanto alguns alunos que estavam sentados a uma distância deles. – É que precisamos deixar ela a par de tudo que está acontecendo. Dumbledore disse que é importante – Harry agora baixava o tom de voz e tentava passar um certo descaso.

Gina, que estava cada vez mais intrigada, se sentiu muito feliz vendo Harry ser contra o seu afastamento e sentia cada vez mais que valia a pena lutar por esse amor.

Inconscientemente, Harry estava fazendo o que Dumbledore pedira. Estava fazendo o amor que existia no coração dos dois permanecer firme de forma sincera, mesmo com a distância entre eles.

Após o almoço, o grupo se separou novamente e o trio seguiu para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Embora já conhecessem Quim Shacklebolt, estavam curiosos de como seria sua aula.

O grupo chegou até a porta da sala de aula e logo foi recebido pelo novo professor, que a abriu e solicitou a todos que entrassem.

Quando todos estavam acomodados, Shacklebolt começou a falar:

- Boa tarde a todos. Meu nome é Quim Shacklebolt e serei seu novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Espero poder ensinar-lhes várias coisas e estar à altura do cargo. Para quem não me conhece, eu estudei em Hogwarts e fiz o curso para Auror do Ministério. Até o ano passado, eu trabalhei de Auror, e a pedido da Diretora e com consentimento do Ministério, eu tirei uma licença da carreira de Auror e ficarei aqui até o fim do ano letivo.

Quim olhou para os alunos e prosseguiu:

- Neste ano, estudaremos as criaturas das trevas que vocês ainda não estudaram como, por exemplo, as acromântulas, e como se defender de feitiços e maldições. Teremos muito a estudar, portanto não percamos mais tempo.

A aula de Shacklebolt foi muito boa, o que fez até Hermione compará-las às de Lupin no 3º ano de Harry em Hogwarts, que foram de longe as melhores que tivera de Defesa Contra as Artes das Trevas em sua vida.

Na saída dos alunos, o professor fez sinal que aguardassem. Dirigiu-se a eles e disse:

- Tudo bem com vocês? Gostaram da aula?

- Tudo ótimo. E realmente a aula foi muito boa, não sabia que você era tão bom professor – disse Harry.

- Na verdade andei tendo umas conversas com Lupin e ele me deu umas dicas. Eu só estou aqui porque Minerva e Scrimgeour resolveram que seria bom ter um reforço para ajudar na segurança da escola – comentou Quim. – De qualquer forma, é um prazer revê-los e se precisarem, sabem onde me encontrar.

Harry gostou de saber que o Ministério queria ajudar com relação à escola, e talvez o que o ministro tinha lhe dito quando esteve na toca pudesse ser verdade.

- Foi bom te ver de novo, “professor”. Até a próxima aula – despediu-se Harry com um ar maroto, o que fez o professor rir.




No horário marcado, Harry subiu até a sala da Diretora para encontrar Dumbledore. Ele foi recebido pela Professora McGonagall, que após fazer o garoto entrar e parar em frente ao retrato de Dumbledore, se despediu e saiu da sala para deixá-los a sós.

- Boa noite, Harry – disse Dumbledore.

- Boa noite – respondeu o garoto.

- Agradeço pela pontualidade, e como havia comentado vamos utilizar esses encontros para discutir minhas antigas lembranças e coisas que possam te ajudar na busca das Horcruxes – disse Dumbledore com as mãos entrelaçadas.

- Certo, professor, mas como vamos relembrá-las? Não vejo como poderemos entrar na penseira juntos – Harry escolhia as palavras para não tocar no assunto da morte do antigo Diretor.

- Estou ciente disso Harry, infelizmente você terá que entrar na penseira sozinho e quando terminar de vê-la, você retornará e então a discutiremos.

- Ok – respondeu Harry.

- Peço-lhe que apanhe a penseira no armário e a coloque em cima da mesa para podermos começar – disse um sorridente Dumbledore para Harry.

Harry foi até o armário, pegou a penseira de Dumbledore e a colocou sobre a mesa.

- A primeira lembrança que discutiremos diz respeito ao ataque dos seus pais em Godric’s Hollow, e foi retirada de Lucius Malfoy em Azkaban já faz algum tempo.

Harry balançou a varinha sobre o líquido da penseira. Quando a figura de um jovem Lucius Malfoy apareceu, ele abaixou o rosto até que a ponta de seu nariz tocasse o líquido.

Harry começou a cair e sentiu seus pés baterem no que parecia ser o chão de uma sala escura. Olhou em volta e viu uma poltrona virada de frente a uma lareira acesa, e percebeu que havia alguém sentado nela. Não precisou olhar, nem escutar a voz da pessoa que estava sentado lá, ele sentiu a presença daquele que havia destruído tudo de bom de sua vida. Tinha certeza de que era Voldemort que estava sentado lá.

Alguns segundos depois, houve uma batida na porta. Após Voldemort mandar a pessoa entrar, surgiu atravessando a porta a figura de um Lucius Malfoy bem mais jovem. Parecia não ter mais do que uns 25 anos, e foi até a poltrona, parando ao seu lado.

- Mandou me chamar, milorde?

- Sim, Lucius. Hoje iremos ao encontro dos Potters e finalmente selarei o meu destino. Serei imortal e destruirei todos que poderiam me vencer – a voz fria de Voldemort fez Harry estremecer.

- Como, milorde? – perguntou Lucius.

- Como não te interessa, Lucius. A única coisa que você deve saber é que eu vou entrar sozinho na casa dos Potter, e você deverá guardar a entrada da casa com Rabicho. Por nenhum motivo, vocês devem entrar lá – ordenou Voldemort.

- Eu ouço e obedeço, milorde – Malfoy fez uma reverência e saiu da sala.

A sala girou e Harry foi para a frente de uma casa ao lado de Lucius e Rabicho, quando a figura de Voldemort se aproximou e entregou algo a Lucius, dizendo:

- Tome, proteja-o como a sua vida. Agora retorne a sua casa e me aguarde lá. Assim que acabar aqui, irei encontrá-lo.

- Como queira, milorde. E Rabicho, devo levá-lo junto? – perguntou Lucius.

- Não. Ele me espera aqui! – respondeu Voldemort.

Voldemort virou-se e seguiu em direção a casa onde se encontravam Lílian e Harry Potter.

Lucius puxou sua varinha e aparatou em seguida.

Harry sentiu sua cabeça rodar e seu corpo ser puxado para cima. Alguns segundos mais tarde, Harry se encontrava de volta à sala da Diretora.

Dumbledore esperou Harry se recuperar e perguntou-lhe:

- O que você acha, Harry?

Harry tomou fôlego e disse para Dumbledore:

- Que as nossas suspeitas sobre uma das Horcruxes estar em Godric’s Hollow parecem certas.

- Concordo com você. Na minha opinião, muito provavelmente deve ser a taça de Hufflepuff que Voldemort levou para fazer uma Horcruxe após a sua morte. Imagino que ele fez a Horcruxe do diário quando matou seu pai, e pretendia fazer a da taça quando te matasse. Como não conseguiu matá-lo, ele usou a morte de sua mãe para fazer a Horcruxe da taça – disse Dumbledore.

- Isso explicaria o fato do diário ter ficado com Lucius. Pois como Voldemort matou meu pai do lado de fora da casa, ele fez a Horcruxe do diário e o entregou para que Lucius o guardasse. Ele não imaginava o que iria acontecer e achou que o pegaria depois – completou Harry.

- E como Voldemort ficou muito fraco com a explosão que ocorreu após tentar te matar, ele provavelmente teve que guardá-la por lá – finalizou Dumbledore.

- Mas por que ele não voltou lá para buscá-la? – perguntou Harry.

- Acredito que ele preferiu não tirá-la de lá, pois como ninguém tinha achado a taça até agora, pensou que o lugar era seguro – respondeu Dumbledore.

- Pode ser, mas acho que só teremos respostas indo lá – afirmou Harry. – Então é melhor nos prepararmos o melhor possível para sexta-feira.

- Concordo, e por esse motivo não discutiremos mais nada por hoje – finalizou Dumbledore. – A propósito, eu disse que queria te dar algumas coisas minhas e uma delas é essa penseira com todas as minhas lembranças. Sei que será de muita valia para você e que a usará com sabedoria. Agora é melhor você ir, pois já é tarde e você deve ter pressa de encontrar seus amigos e contar as novidades. Boa noite.

Harry pensou em agradecer, mas entendeu que não era necessário. Sorriu para Dumbledore e se despediu.

Harry caminhou até a Sala Comunal pensando no que tinha visto e na revolta de ver Voldemort na hora em que matou seus pais, porém sua determinação sempre foi maior, e retornou seus pensamentos à caça das Horcruxes.

Chegando na Sala Comunal, Harry encontrou Rony, Hermione e Gina. Ele fez sinal para que esperassem todos irem dormir para conversarem.

Já tarde da noite, Harry explicou para os colegas o que havia acontecido na sala da Diretora, e qual era o palpite de Dumbledore sobre o que eles deveriam procurar em Godric’s Hallow. Harry notou que Gina estremeceu ao falarem do diário e lembrou do medo que a garota sentiu em seu primeiro ano.

Quando acabaram a conversa, Gina fez menção de subir ao dormitório. Como Rony e Hermione disseram que iriam ficar mais um pouco ali, Harry resolveu subir com dela.

Quando estavam na divisão das escadas dos dormitórios, Harry segurou na mão da garota e disse:

- Não se preocupe, Gina, não deixarei que Voldemort faça nada contra você e que nunca mais ele entrará em sua cabeça.

- Obrigada. É que eu realmente não consigo me controlar quando me lembro do diário. Eu prometi a mim mesma que não iria mais sentir medo disso, mas é mais difícil do que imaginei – respondeu a garota, com um olhar que mesclava gratidão e vergonha do medo que sentia.

- Agora relaxe, pois sei que sua ajuda será valiosa e a simples idéia de voltar pra você quando tudo isso terminar me dá força – Harry olhou fixamente para aqueles olhos castanhos e continuou. – Agora não podemos ficar juntos, mas me espere, por favor – ele se aproximou da garota a abraçou e beijou sua testa.

Uma Gina sem palavras apenas olhava para Harry, atônita.

- Boa noite – disse Harry com um olhar terno. – É melhor dormimos, afinal temos muito o que fazer nessa semana – e entrou em seu dormitório.

Harry novamente dormiu bem naquela noite e Gina continuou sendo a personagem principal de seus sonhos.





Durante a semana que se passou, Harry, Rony, Hermione e Gina usaram quase todo seu tempo livre para planejar a ida a Godric’s Hollow. Escolheram desde o que levar até que feitiços poderiam ser úteis na busca.

Gina resignou-se com o fato de que não poderia ir, então resolveu auxiliar no que fosse possível. Preparou listas de feitiços e pesquisou maneiras de quebrar proteções que o local onde a Horcruxe estivesse escondida pudesse ter.

Harry parecia feliz com a atitude de Gina, e estava cada vez mais convencido de que o que Dumbledore havia dito sobre a importância de Gina na luta contra Voldemort dizia respeito ao esforço da garota em ajudá-los e não especificamente na batalha contra ele. Pelo menos, era a esperança de Harry.

Na sexta-feira todos acordaram cedo e se dirigiram ao salão principal para tomar café. Os quatro permaneceram em silêncio quase todo o café da manhã e, quando foram se separar, Gina puxou Harry para um canto onde não pudessem ser vistos e o abraçou forte. Ficaram assim por alguns segundos, sendo observados apenas por Rony e Hermione. Quando finalmente se separaram, Gina deu um beijo no rosto de Harry e disse próximo ao seu ouvido:

- Boa sorte, estarei lhe esperando.

Harry apenas olhou para a garota e fez um sinal afirmativo com a cabeça. Gina então abraçou o irmão e Hermione, e disparou em direção às escadas para sua aula. Harry pode notar as lágrimas que se formaram nos olhos de Gina, mas ela as segurou para demonstrar segurança aos amigos.

O trio se dirigiu à sala da Diretora. Chegando lá, foram recebidos pela Profª. McGonagall e entraram na sala. No centro da sala, puderam notar uma chaleira velha sobre a mesa, e foram orientados por ela para que ficassem em volta dela.

- Embora eu não saiba para onde, essa chave de portal os levará ao seu destino. Conforme orientação do Professor Dumbledore, vocês deverão tentar retornar antes do anoitecer. Caso não seja possível, vocês devem avisar Dumbledore, que decidirá se mandará alguém para buscá-los – disse McGonagall. – Boa sorte.

O trio se posicionou e, após uma contagem feita pela Diretora, tocaram ao mesmo tempo a chaleira velha.

Harry, Rony e Hermione sentiram seus corpos serem puxados e começarem a rodar. Conforme foram se aproximando de Godric’s Hollow, ouviram a voz de Dumbledore sussurrar que eles deviam soltar a chave de portal. Ao soltarem a chaleira velha, eles caíram deitados numa relva macia e levantaram em seguida para observar se havia alguém por perto. Como não viram ninguém, se ajeitaram e resolveram localizar o vilarejo.

Alguns metros dali, encontraram uma placa que sinalizava que Godric’s Hollow ficava a uns 2 km pela estrada e seguiram em sua direção.

Conforme se aproximaram do vilarejo, Harry imaginou que o mesmo não devia ter mudado muito, pois mantinha a aparência típica de um vilarejo inglês.

Ao entrarem no vilarejo, notaram que a movimentação era pequena, pois se tratava de um dia de semana e provavelmente as pessoas estavam trabalhando. Chegaram a uma pequena venda e perguntaram ao vendedor onde ficava a Rua Playton nº 34 (endereço da antiga casa dos pais de Harry em Godric’s Hollow).

- A velha casa abandonada que foi destruída já faz mais de 15 anos? O que vocês querem lá? – perguntou o vendedor.

- Nada demais, apenas alguns parentes nossos falaram sobre ela e, como estamos de passagem, gostaríamos de conhecê-la – disse Hermione, tentando parecer o mais normal possível.

- Bem, é verdade que ela já recebeu algumas visitas, mas nunca foi um ponto turístico da cidade – respondeu o vendedor. – De qualquer forma, ela fica a uns três quarteirões acima. É uma casa de esquina, não tem como errar, pois é uma casa em péssimo estado.

- Obrigado – responderam os três.

Quando os três já estavam saindo da venda, Harry se virou e perguntou ao vendedor que já estava se distraindo com outras coisas que tinha que fazer:

- O senhor sabe quem andou visitando a casa?

- Na realidade, já fazia algum tempo que ninguém aparecia para visitá-la, mas alguns meses atrás um senhor de cabelos negros e um rapaz de cabelos louros estiveram por aqui perguntando sobre ela e se retiraram em seguida – respondeu o vendedor. – Eles apenas queriam saber se teve alguém perguntando sobre a casa.

Harry olhou para os amigos e eles pensaram a mesma coisa. Snape e Malfoy estiveram por ali.

Eles resolveram não perder mais tempo e seguiram para a casa conforme orientação do vendedor, mas Harry teve o cuidado de aplicar um feitiço da memória no vendedor, para que não dissesse a ninguém que eles estiveram ali.

Eles subiram as ruas rapidamente e se depararam com uma casa abandonada e muito maltratada pelo tempo. Era uma rua quase deserta e as casas ficavam distantes uma da outra, dando a eles a oportunidade de entrar na casa sem serem vistos.

Eles passaram pela porta de frente e encontraram uma sala com um cheiro de mofo e com quase todos os móveis destruídos pelo tempo. A sala era mal iluminada devido à pouca luz do outono e à sujeira das janelas. Além disso, algumas cortinas estavam fechadas e eles acharam melhor não abri-las para não chamar a atenção.

- Vamos até o andar de cima e então decidiremos por onde começar – Harry disse aos colegas, e seguiram pela escada que dava acesso ao nível superior.

No alto da escada, Harry pôde ver dois quartos e seguiu com Rony e Hermione em direção ao que estava à esquerda da escada. Chegou na porta e teve uma sensação de “déjà vu”. Veio em sua mente a imagem de sua mãe se colocando na frente de Voldemort, e este vindo em direção a ele. Viu um lampejo de luz verde e dobrou os joelhos. Por sorte, foi amparado por Rony e Hermione.

- Tudo bem, Harry? – perguntou Hermione, preocupada.

- Sim, foram apenas lembranças que retornaram – respondeu Harry. – Mas já estou bem. Vamos, não temos tempo a perder.

- Não é melhor você descansar um pouco? – sugeriu Rony. – Você está branco!

- Já disse, não temos tempo – Harry respondeu de forma ríspida. – Precisamos continuar – levantou-se e seguiu em direção ao quarto da direita.

Harry chegou a porta do outro quarto e verificou que estava em tão mau estado quanto o outro. Notou que havia uma cama de casal, um armário e uma cômoda. Devia ser o quarto de seus pais, pensou ele. Fitou o quarto por alguns segundos e virou-se para os amigos, perguntando:

- Nos dividimos e revistamos os quartos e a sala, ou fazemos um por vez todos juntos? – perguntou Harry.

- Acho melhor não nos separarmos, pois precisaremos de todos caso achemos alguma coisa – respondeu Hermione.

- Ok, então vamos começar pelo meu antigo quarto – sugeriu Harry.

Harry, Rony e Hermione passaram o dia inteiro procurando alguma coisa que pudesse levá-los a Horcruxe sem resultado. No fim do dia, já haviam revistado a sala e os quartos, sobrando apenas a cozinha e a área externa da casa.

- Acho melhor voltarmos para Hogwarts e retornar amanhã – sugeriu Hermione. – Está escurecendo e ficará difícil de achar qualquer coisa por aqui.

- Eu não vou voltar – respondeu Harry. – Tenho que achá-la e não vou desistir.

- Nós também não! – disse Rony. – Mas como Hermione disse, é melhor voltarmos e retornar amanhã para não chamar a atenção. Não podemos colocar tudo a perder logo no começo.

Harry sabia que os amigos estavam certos. Ele lutava contra a força que o impedia de desistir, e finalmente se rendeu à razão.

- Ok. Vamos. Voltamos amanhã.

Harry, Rony e Hermione saíram da casa se dirigiram para a chave de portal que se encontrava no mesmo lugar. Reuniram-se em volta dela e retornaram para Hogwarts.

Quando chegaram na sala da Diretora, explicaram o que aconteceu e que voltariam amanhã à casa. Ficou acertado que eles diriam ter aulas extras com a Diretora e só depois disso voltaram à sala comunal.

Chegando lá, encontraram Gina e lhe contaram o que havia acontecido. Informaram-lhe que Snape e Malfoy estiveram lá perguntando da casa e que iriam retornar no dia seguinte. Gina tentou convencê-los que deveria ir junto, mas eles recusaram utilizando o argumento de que ela precisava assistir às aulas. Gina novamente aceitou e foi se deitar com Hermione.

Harry e Rony seguiram para os dormitórios. Enquanto se arrumavam para deitar, Rony perguntou:

- O que será que Snape e Malfoy estavam fazendo lá? Será que estavam vigiando a Horcruxe para Você-sabe-quem?

- Acredito que sim, mas eles não devem saber o que há lá – respondeu Harry. – Duvido que Voldemort tenha contado sobre as Horcruxes para alguém.

- É melhor dormimos. Temos muito o que fazer amanhã – comentou Rony, virando de lado e adormecendo rapidamente.

No dia seguinte, eles seguiram a mesma rotina. Logo após o café foram até a sala da Diretora e usaram a chave de portal para Godric’s Hollow.

Após chegarem na casa, iniciaram novamente a busca. Dessa vez começaram pela cozinha e quando não acharam nada foram para a área externa da casa.

A área externa da casa era composta por um pequeno jardim e um chafariz de mais ou menos um metro quadrado. Eles começaram pelo jardim e já pelo fim da tarde iniciaram a busca no chafariz.

Quando Harry e seus amigos começaram a estudar o chafariz, não encontraram nada de especial, e o cansaço e o desânimo começaram a incomodá-los. Foi quando Hermione disse:

- Vamos voltar de novo? Procuramos em todo o lugar e não achamos nada.

- Não. Dessa vez não vamos voltar. Se precisar, ficaremos aqui a noite inteira – exclamou Harry.

- Mas Dumbledore disse para não ficarmos de noite fora de Hogwarts. Pode ser perigoso – continuou Hermione.

- Eu sei, mas não podemos perder tempo. Se Snape ou Malfoy passarem por aqui, aí então tudo estará perdido – argumentou Harry. – Vou avisar Dumbledore e continuaremos a busca.

Harry pegou o pergaminho, a tinta e a pena que foram dadas por Dumbledore e escreveu uma mensagem para ele dizendo que iriam continuar procurando a noite inteira e que estariam de volta de manhã.

Após isso, o trio continuou procurando.

Já tarde da noite, usando as varinhas para iluminar o jardim, Harry notou que haviam símbolos escritos no alto do chafariz que só eram vistos quando iluminados pela lua.

- Olhem aqueles símbolos no alto. Vocês sabem o que significam? – perguntou Harry aos outros.

Rony e Hermione olharam para o chafariz, e enquanto Rony fazia cara de quem fazia força pra tentar entender o que significava aqueles símbolos, o rosto de Mione se iluminou e ela abriu um sorriso.

- São símbolos de Runas Antigas – disse Hermione. – Preciso de um papel para que possamos traduzi-los.

- Você quer dizer, para você traduzir – comentou Rony. – É a única aqui que conhece essas coisas.

- Que seja. Preciso de papel, pena e tinta. – pediu Hermione.

Harry pegou uns pergaminhos, pena e tinta e entregou a Mione.

A menina começou a escrever, parando às vezes para pensar, até que soltou um suspiro e disse:

- Terminei.

- E o que diz, Mione? – disse Rony. – Anda logo.

- Esse é o problema. Não consegui entender nada – disse a menina com um ar desapontado.

Harry e Rony pegaram o pergaminho da mão de Hermione e começaram a ler. Era uma seqüência de letras sem nenhum sentido e que embaçaram a visão deles.

- Será que você não anotou errado, Mione? Isso aqui não faz o mínimo sentido – comentou Rony.

- É claro que não! – disse a menina parecendo que dizer que ela tivesse traduzido errado fosse a maior ofensa que poderia ser dito a ela. – É exatamente isso o que está escrito.

- Ok. Calma, só perguntei – Rony parecia temeroso em falar qualquer coisa para a menina agora. – Mas veja isso: BZIRASCHMINTA. Não faz nenhum sentido.

Harry com os olhos arregalados se vira pra Rony e diz:

- Repete isso Rony.

- Isso o quê? – perguntou Rony.

- A palavra que está escrita aí.

- O quê? BZIRASCHMINTA? – disse Rony sem segurança.

- Rony! Isso é língua de cobra! Preciso que alguém leia pra mim para que eu possa traduzi-lo – continuou Harry.

Então Rony começou a ler o pergaminho enquanto Harry anotava tudo.

Alguns segundos depois Harry parou de escrever, leu com atenção e olhou surpreso para os colegas.

- O que foi? – perguntou Rony. – Algum problema?

- Não. Descobrimos onde a Horcruxe está, porém ainda temos que descobrir como pegá-la – respondeu Harry. – A mensagem é um enigma, só que não consigo decifrá-lo.

- Deixe-me ver – disse Hermione, pegando o pergaminho.

Então Hermione leu o pergaminho em voz alta:

- Quando a luz da lua brilhar nos olhos de quem procura, o espelho do homem mostrará a passagem de quem deu a vida pela imortalidade.

Hermione pensou um pouco e disse, se virando para os dois amigos que a encaravam:

- Com certeza é um enigma, mas o que quer dizer eu nem imagino.

Harry olhou para Rony com desânimo, como se dissesse que se Hermione não conseguia decifrar o enigma, com certeza eles não conseguiriam.

- Me dá esse papel! – disse Rony decidido.

Rony olhava concentrado para o papel, enquanto andava de um lado para o outro sendo observado pelos colegas.

Hermione olhava para Rony e por alguns segundos encarou os olhos dele. Olhava fixamente para os olhos azuis de Rony parecendo enfeitiçados por eles. Foi quando viu alguma coisa e gritou:

- Pare onde está, Rony!

Rony se assustou e virou para Hermione dizendo:

- O que foi?

- Pare aí mesmo e continue olhando para o papel – disse Hermione para Rony enquanto chegava mais perto, sem tirar os olhos dos olhos dele.

Chegando próximo dos olhos de Rony, ela notou o que parecia uma porta na parede da casa, mas ao olhar diretamente para ela, não se via nada.

Hermione então foi puxando Rony na direção da porta sem que ela se virasse e Rony tirasse os olhos do pergaminho. Quando ela estava a poucos centímetros da parede, ela jogou o braço para trás e conseguiu sentir o que parecia ser um trinco. Girou o trinco e a porta na parede se abriu, revelando um corredor cumprido e escuro.

Harry se aproximou da porta e olhou dentro, observando a escuridão. Virou-se para os amigos e disse:

- Agora não tem volta – Harry olhou decidido para os dois e continuou. – Eu vou primeiro e se acontecer alguma coisa vocês dão o fora daqui.

- De jeito nenhum – respondeu Rony. – O melhor é que eu vá primeiro e se precisar você entra e me ajuda.

- Não, essa luta é minha! – agora Harry parecia nervoso com o amigo. – Não vou deixar você se arriscar por isso.

- Então só tem um jeito – Rony olhava decidido para Harry. – Vamos os dois.

- Eu vou também! – gritou Hermione.

- Você fica, Mione. – disse Rony para a garota. – Precisamos de alguém aqui caso alguma coisa aconteça e você é de longe a que tem mais capacidade de nos ajudar se alguma coisa acontecer, então você fica! – Rony encarava a namorada com um olhar direto, e Hermione pode sentir que ele não estava tentando protegê-la, e sim sendo sensato.

- O... Ok! – disse Mione. – Tomem cuidado.

Rony olhou decidido para Harry e os dois entraram pelo corredor escuro com as varinhas na mão. Harry iluminava o corredor com o feitiço Lumus, enquanto Rony o acompanhava atento.

Quando estavam chegando ao fim do corredor, Harry sentiu uma lambada em suas costas, seguidas de uma forte dor. Rony se virou e gritou:

- Impedimenta! – O galho que tinha atacado Harry ficou paralisado.

Rony olhou em volta e viu que a parede do corredor estava coberta de galhos espinhosos, e com o ataque de Rony a um deles, eles investiram contra os dois. Harry e Rony começaram a correr pelo corredor disparando feitiços em tudo que se mexia.

Por duas vezes, Rony quase foi atingido, mas Harry, que havia levado o golpe na primeira vez, estava cambaleando. Até chegarem ao fim do corredor, Harry foi atingido mais uma vez.

No fim do corredor, havia uma câmara circular. E no centro dela, um pilar com uma taça em cima. Embora Harry estivesse ferido pelos cortes dos galhos, ele se manteve em pé. Ele e Rony olharam para a taça e reconheceram o símbolo de Helga Hufflepuff. Rony se adiantara para pegá-la quando Harry gritou:

- Espere! Está fácil demais.

Rony parou e pensou por um segundo olhando para a taça. Pegou uma pedra no chão e a jogou em direção ao pilar. Quando a pedra se aproximou, uma luz vermelha a atingiu, transformando-a em pó.

Rony se assustou e recuou ao ver a cena. Olhou para Harry como se pedisse ajuda no que devia fazer. Harry parecia tão perdido quanto Rony, e começara a ficar tonto e com a vista embaçada.

- O que houve, cara? – perguntou Rony.

- Nada! Vamos! Precisamos pegar a taça! – respondeu Harry, juntando as forças e se colocando de pé.

Harry e Rony se aproximaram o máximo que podiam do pilar e Harry ficou pensando em como tirar aquela taça dali. Ele sabia que não podia esperar, pois sua cabeça girava cada vez mais. Harry então se virou para Rony e disse:

- Quando eu lançar o feitiço, você atira uma pedra na direção da taça. Se a pedra não for atingida, você a pega. Não demore, não sei quanto tempo vou agüentar segurar o feitiço.

Rony fez que sim com a cabeça e apanhou duas pedras no chão. Olhou para Harry e então atirou a primeira. Quando a luz vermelha saiu em direção à pedra, Harry gritou:

- Expelliarmus!

Agora o feitiço de Harry enfrentava a luz vermelha que saía do teto da câmara. Rapidamente, Rony atirou a segunda pedra que passou direto sem que nenhum raio a atacasse.

- Rápido! Pegue a taça! – gritou Harry.

Rony então se atirou em direção a taça.

Para desespero de Harry, o raio que lutava contra seu feitiço pareceu mudar de direção, indo para cima de Rony. Na mesma hora, Harry se atirou na frente de Rony, que tinha pego a taça, e gritou:

- Protego!

Uma explosão houve em seguida, atirando Harry e Rony contra a parede. Harry estava quase desmaiado e Rony tinha um corte na cabeça, mas se levantaram e um sorriso se formou em Rony que, erguendo a mão, mostrava a taça a Harry.

- Conseguimos! – gritou Rony.

- Sim, conseguimos! – respondeu Harry sem forças, desmaiando em seguida.

O desespero tomou conta de Rony. Como iria sair dali carregando Harry e a taça? Enchendo-se de coragem, apanhou Harry, colocou a taça no bolso e se aproximou do corredor.

De repente, Rony teve uma lembrança de seu primeiro ano, quando Mione utilizou a luz para afastar o visgo do diabo que o prendia. Segurou firme sua varinha e gritou:

- Lumus Solen!

Para sua decepção, nada aconteceu. Os galhos permaneceram parados, esperando eles entrarem no corredor.

Rony olhou para o amigo e sabia que não podia demorar, Harry estava cada vez mais pálido e ele sentia que a vida dele estava por um fio.

Rony teve outra idéia. Lembrou-se do teste de aparatação que tinha feito no ano passado e resolveu tentar. Não tinha ido tão bem, mas precisava tentar.

Rony se concentrou nos três “D’s” e tentou aparatar, mas não conseguiu.

Não sabia se era por incompetência dele ou se havia algum feitiço anti-aparatação na câmara.

Rony se concentrou de novo. Não podia desistir. A vida de seu maior amigo dependia dele. Então, Rony vislumbrou outra idéia, porém antes decidiu que se essa não funcionasse simplesmente agarraria Harry e tentaria sair correndo pelo corredor.

Rony segurou a varinha, olhou decidido para o corredor e gritou:

- Incêndio!

Um jorro vermelho atingiu os galhos que começaram a queimar. Os galhos recuaram, agitando-se como loucos. Rony apontou para Harry e disse:

- Aguamenti!

Ele encharcou a si mesmo e Harry e disparou em direção as chamas.

Embora se movessem o mais rápido possível, eles demoraram um tempo para conseguir sair do corredor.

Quando chegaram ao final do corredor, uma Mione assustada amparou os dois. Harry parecia quase morto e Rony tossia muito devido a fumaça.

- O que houve? – perguntou Hermione.

- Pegamos a taça, mas havia uma planta que nos atacou. Ela feriu o Harry e eu acho que ela é venenosa – respondeu Rony.

Ouvindo aquilo, Hermione foi até a entrada do corredor e cortou um pedaço da planta queimada que tinha atacado os dois. Retornou até o local onde Rony e Harry estavam caídos e disse:

- Vamos, Rony! Precisamos voltar à chave do portal! Harry e você precisam de cuidados médicos.

- Vá você e leve o Harry. Vou atrasá-los, e ele precisa mais de cuidados médicos do que eu! – respondeu Rony.

- De jeito nenhum! Vamos segure firme a minha mão – disse Hermione, se aproximando e segurando Rony com uma das mãos e Harry com a outra.

Hermione se concentrou nos três “D’s” e então aparataram em direção a velha chaleira a dois quilômetros dali.

Chegando lá, Hermione notou que Rony havia desmaiado também e o desespero começou a tomar conta da garota. Juntando a coragem que lhe restava, colocou Harry e Rony em volta da chaleira e pegou a chave do portal. Segundos depois, estavam na sala da Diretora.

- O que aconteceu? – perguntou a Diretora, que parecia esperar pelo retorno do trio.

- Harry foi atacado por essa planta! – disse Hermione, entregando o pedaço de galho queimado para a Diretora. – E Rony respirou muita fumaça quando colocou fogo nela para livrar Harry.

A diretora pegou a planta, a observou por alguns instantes e parecendo preocupada disse para Mione:

- Pegue essa planta e leve até a Professora Sprout. Em seguida, acorde o Professor Slughorn e leve-o até a enfermaria. Eu levarei os dois pra lá e acordarei a Madame Pomfrey.

- Tudo bem! – respondeu Hermione pegando o galho e indo em direção as estufas.

A Professora Minerva McGonagall levou os dois garotos até a enfermaria, acordou a Madame Pomfrey e acomodou os dois nas camas da enfermaria.

Alguns minutos depois, os Professores Slughorn e Sprout chegaram com Mione e foram direto conversar com a Diretora, que ajudava Madame Pomfrey. Conforme eles se aproximaram, Madame Pomfrey carregou Hermione para o lado, dizendo:

- É melhor você descansar um pouco aqui nesta cama. Não há nada que você possa fazer. Deixe conosco.

Hermione tentou argumentar, mas nada convenceria a enfermeira. Hermione deitou-se na cama olhando fixamente para as camas onde as duas pessoas mais importantes de sua vida (além de seus pais, é claro) estavam deitadas, com uma equipe de bruxos em volta tentando salvá-los.

Mione nem sentiu as lágrimas que escorriam de seus olhos, enquanto soluçava na cama. Ela sabia que Madame Pomfrey estava certa, ela não podia fazer nada, a não ser ter esperança e aguardar.

O que ela não sabia era que no momento que aparatara no jardim da antiga casa dos Potter, dois olhos negros a observavam, e quando sumiram um rosto com um nariz adunco e cabelo seboso apareciam no canto do jardim.

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.