E a primavera me fazia em core



DISCLAIMER: Reconheceu é da J.K.Rowling. Não reconheceu... é meu!
AVISO: É uma história slash, se não gosta, não leia, mas é antes de mais nada um romance, daqueles melosos... toda construída sob o ponto de vista de algum personagem. O uso dos termos originais ou da tradução para o português variou conforme a forma que soaram na minha cabeça ...

Simplesmente desconsiderando o último livro...

Capítulo 4: E a primavera me fazia em cores!
POV TONKS
Aquele foi um dia longo... Quando acordei, Remus já estava na cozinha preparando o café. Parecia tranquilo e eu também estava. Entender porque ele não me dava bola só abriu meu coração para a amizade que ele me oferecia. E uma coisa eu aprendi nesta minha vida meio doida: valorizar!
_ Bom dia! - balbuciei em meio a um bocejo.
_ Bom dia Tonks, dormiu bem?
Movimentei minha cabeça tentando dizer que sim e peguei uma torrada. Mas não levei-a à boca. Fiquei olhando pra ele, toda sua serenidade, toda sua doçura. Como não amá-lo? E não digo só como homem, mas como ser humano? Se houvessem mais pessoas como ele, não haveriam seguidores para lunáticos como Voldemort.
_ Remus...?
_ Sim?
Fiquei por um instante olhando suas mãos que habilmente serviam chá em duas xícaras. Mãos suaves, mas, ao mesmo tempo, tão fortes...
_ Quero te pedir uma coisa, mas quero que seja sincero...
_ Se eu puder te ajudar... - ele falou com aquela voz mansa.
_ Posso te chamar de Moony? - falei num supetão. Sabia que era um apelido dos tempos dos Marotos e que atualmente só o Harry o chamava assim e não era sempre. Era íntimo demais. Mas pro meu deleite, ele abriu um sorriso lindo.
_ Eu ficarei muito feliz se você o fizer, Tonks!
Pronto! Ganhei o dia! Parecia que toda a primavera desabrochava dentro de mim e me fazia em cores!
Depois disso nada foi pesado... Bom, conseguir arrancar o Harry da cama antes que o povo chegasse pra reunião da Ordem e lembrá-lo que o resgate ainda era segredo foi um pouco, mas tudo bem!
A reunião foi um pouco cansativa. Estávamos nós três, Arthur, Minerva, Moody e Kingsley. Ficou decidido que pela memória de Dumbledore, e de tantos outros, a Ordem persistiria. Minerva continuava irritada por Harry não explicar o que fazia com o Diretor naquela noite, mas Arthur a convenceu a deixar este assunto pra depois. Moody estava mais preocupado com o novo feitiço Fidelus pra sede e a cara de bobo que o Moony fez quando Harry o escolheu foi impagável.
No final da reunião, Moony pediu ao Arthur pra deixar o Rony e a Gina passarem uns dias com o Harry, pois o garoto estava num quadro depressivo e a presença dos amigos poderia ajudá-lo. Claro, que com a cara de santo dele, o Sr. Weasley permitiu e ficou combinado que as “crianças” viriam, via flu, no final da tarde. Faltaria somente buscar a Hermione no dia seguinte.
Quando só restávamos nós e Kingsley passamos a tratar do resgate. Meu Ibeji predileto trataria da infra básica. Rony e Gina estariam em casa pra suporte. De acordo com a Hermione, todo o processo não deveria ultrapassar 15 minutos. Seria tempo mais que suficiente para o Remus entrar e sair do véu.
_ Acho que seria prudente termos um medibruxo acompanhando todo o processo. - Kingsley falou com sua voz retumbante, surpreendendo-nos.
_ Mas pra isso teríamos que abrir esta história pra mais alguém! - falei meio histérica.
_ Não se o medibruxo for alguém de confiança, que não fará perguntas desnecessárias e estiver disposto somente a ajudar.
_ E quem será este “deus”, maravilhoso, sublime e magnânimo? - perguntei, agora totalmente histérica, vendo minha carreira e nossa segurança escorrendo pelo ralo.
_ Meu irmão mais novo, Adam! A quem você pensa que eu recorro cada vez que os Aurores precisam de ajuda “secreta”?
Suspirei e me acalmei. Pra ser sincera, nem me lembrava que meu Ibeji tinha um irmão, mas isso era assunto pra outra hora. Com tudo acertado, Moony deu-lhe um pergaminho, devidamente protegido, para que Adam pudesse chegar à casa e eu fui enviar uma coruja pra Hermione. Iria buscá-la no dia seguinte e ainda precisava sair pra comprar mantimentos. Iríamos passar longas férias ali.
Não sei porque não me surpreendi quando Harry me chamou e entregou uma bolsinha com galeões. Apesar da idade, o garoto tinha senso prático.
_ Serão muitos pra comer e... - rindo completou- O Rony e o Sírius comem pra caramba!
Rimos os dois e segui meu rumo. Pelo visto, Harry e Moony não tinham terminado a conversa da noite anterior, pois o Harry nem mesmo esperou que eu saísse pra arrastar o Remus pra cozinha e começar a tagarelar. O garoto sempre tão fechado estava finalmente se abrindo com alguém. Isso era muito bom!

POV HARRY
A Tonks nem saíra e eu já estava arratando o Remus pra cozinha. Além de precisar desesperadamente comer alguma coisa, eu queria lhe contar sobre as horcruxes, apesar da promessa feita a Dumbledore de não contar a ninguém além do Rony e da Mione, que poderiam me ajudar. Remus é mais que um amigo e percebi que precisaria de uma base fixa de apoio e ele é a pessoa certa pra me fornecer isso.
_ Remus... A Gina e o Rony virão a que horas?
_ Pouco antes do jantar. Saudades?
_ Também... Mas antes deles chegarem quero te falar algumas coisas. O Rony já sabe e a Gina não vai saber... Então, prefiro conversar com calma.
Notei que Remus ficou sério. Terminou de preparar nosso lanche e sentou-se a minha frente. Contei-lhe tudo sobre as horcruxes, as explicações de Dumbledore e nossa saída. Expliquei também minha promessa, o porque de não revelar nada à professora McGonagall e porque não me sentia culpado por estar falando pra ele.
Pela cara que ele fazia, em alguns momentos achei que levaria uma carraspana. Mas ele nada falou. Terminou de comer gesticulando para eu comer também. Somente quando terminamos é que ele falou com aquele sorriso paternal de sempre.
_ Eu te falei que estava aqui pra TUDO que precisasse. Pode contar comigo. Em alguns dias teremos uma reunião em Hogwarts. Moody quer abrir o segredo da sede o mínimo possível desta vez. Verei o que descubro por lá e... Harry... não tente carregar sozinho este fardo!
Sorri agradecido. Limpamos a cozinha e deixamos o jantar preparado. Quando chegassem seria só aquecer. Eu era só anciedade. Estava louco pra ver a Gina e quando a cabeça do Sr. Weasley apareceu na lareira dizendo que tudo estava pronto e que seus filhos estavam a caminho, meu coração veio na boca.
Gina foi a primeira a sair da lareira. Não esperei nem que ela batesse as cinzas das vestes. Abracei-a com força, meio desesperado, como se tudo dependesse daquele abraço. Meus olhos estavam fechados. Uma das minhas mãos segurava-a pela cintura e a outra lhe afagava os cabelos.
_ Harry?
_ Não sei viver sem você! - falei baixo.
A voz dela ligara im interruptor dentro de mim e sem ela eu ficaria no escuro. Detesto trevas!
Abri os olhos e sorri. Remus e Rony nos olhavam divertidos. Rony estava meio vermelho, provavelmente por eu estar abraçando a irmã dele daquela forma depois de ter terminado com ela. Mas não dei bola. Estava feliz. E ele, controlando o riso e o sangue Weasley em suas veias, falou irônico.
_ Pelo visto era preciso somente um Weasley pra curar sua depressão, não é, Harry?
Sorri e o abracei.
_ Deixa de ser idiota, Rony! Se quiser eu afago seus cabelos vermelhos também...
_Não, 'brigado! Acho suas mãos... grandes demais. Pra tocar este cabelinho que mamãe lavou, só mãozinhas delicadas e...
_ Pertencentes a uma certa Srta. Grifinória, não é? - Remus brincou- Uma que é... especial!
_ O que você falou pro Remus, Harry?
A voz do Rony estava bastante alterada e seu desespero era visível pelo tom arroxeado que seu rosto assumiu.
_Ele não me falou nada, Rony, eu não sou tão tolo quanto pareço.- Remus explicou- Mas antes que me pergunte, ela chega amanhã!
Rimos muito da cara ligeiramente esverdeada do Rony enquanto levávamos as bagagens deles.
_Harry?
Remus me chamou e de repente, pareceu-me muito sério.
_ Eu te coloquei no quarto de sempre, mas... é uma escolha sua. Esta casa é sua. A suíte da Sra. Black, por exemplo...
_ Não, Remus! Esta é a nossa casa! E o quarto esta ótimo.- falei sério, minha cabeça trabalhando rápido – Tenho planos para aquela suíte.
Ele me deu um sorriso maroto e dirigiu seu olhar para o quarto das garotas. Desta vez fui eu que vibrei com as conclusões erradas dele. Seria minha surpreza!
Depois do jantar contamos as novidades aos dois. Rony quase teve uma distenção no maxilar de tanto que abria a boca e a Gina só sorria, contente. Esperei algum comentário infeliz do Rony sobre os sentimentos do Remus, mas não houve. Acho que meu amigo esta mais sensível.
Foi uma noite alegre e ficou mais interessante quando a Tonks chegou. A Gina brigou com ela por trazer muita comida semi-pronta. Claro que teve o apoio do Remus e resolvi entrar na brincadeira, apoiando a Tonks, afinal, aquilo era bem prático.
_ E quem vai ficar querendo encarar a cozinha? - apelei- Alguém entende do assunto?
_ E por acaso o Sr. acha que Molly Weasley deixaria que sua única filha não soubesse cozinhar, Sr. Potter? - Gina rebateu brava.
_ Está reclamando do seu jantar. Sr. Potter? - Remus completou.
_ Ok, ok! Já entendi! Gina e Remus sabem cozinhar!- sorri – Não morreremos de fome, nem viveremos de ovos com bacon, que é o que eu sei fazer!
_ Pelo menos a Gina vai ter a sorte de receber excelentes cafés na cama! - Tonks provocou.
_ Isso eu garanto! - falei orgulhoso. A Gina ficou escarlate e o Rony não pareceu gostar muito da brincadeira.
Não demorou muito para nos recolhermos, mas antes de subir as escada segurei a Gina pela mão. Precisava falar com ela, pedir desculpas, reatar se ela aceitasse.
_ Gi, eu...
_ Harry! - ela me calou com um dedo em meus lábios- Me escute, por favor. Não me interessa se você é o herói do mundo mágico. Pra mim você é só o Harry, só o meu Harry, o garoto que eu vi pela primeira vez meio perdido na plataforma, com os olhos mais divinos do universo e o cabelo mais rebelde que um pente possa sonhar. Não me interessam profecias, Voldemort ou Dumbledore. Só me interessa o Harry. Meu coração é seu, Harry, assim como sei que o seu é meu. Então não adianta tentar dizer que não quer ser mais meu namorado. Sua cabeça pode pensar isso, mas seu coração não sente. Não é isso que sentimos. Senti sua alma ligada à minha naquele abraço. Isto me importa, mais nada!
Eu estava completamente atordoado.
_ Te amo! - balbuciei.
_ Eu também! - e me dando um selinho subiu – Amanhã conversamos, Sr. Potter, inclusive sobre esta história de café na cama!
Sorri feliz! Se não fosse a morte de Dumbledore e a ira profunda que sentia pelo Snape e pelo Malfoy, poderia dizer que era o momento mais feliz da minha vida. Tinha minha ruivinha ao meu lado e traríamos Sírius de volta. Uma aura de lar me envolvendo, esperança de dias melhores. Isso, é claro, se eu sobrevivesse ao inquérito do Rony...

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Capítulo curtinho... mas transitório...
Beijocas especiais pra Carla, Mariana, Lúcia, Patrícia, Ju e Akasha.

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