Tranfiguração e DCAT



Capitulo 7 – Transfiguração e DCAT


A sala de Transfiguração, que pertencera a McGonagall, não exibia mais aquela quantidade de artefactos da “pré-história”, que lhe dava um aspecto de ter saído de um filme muggle da idade média. As paredes, antes ocupadas por quadros antigos, exibiam agora posters alusivos a vários episódios da área da transfiguração humana, sendo que um ou dois eram de animagia.
Harry lembrava-se da sua primeira aula com McGonagall. Recordava que nesse dia, em vez da professora encontrara uma gata malhada. Deu um sorrisinho interior. Será que agora encontraria um cervo no meio da sala? Seria divertido, mas tinha a certeza de que isso não aconteceria.
Tal como previra, nem sinal de chifres ou cascos na sala de aula. James encontrava-se de pé, junto à sua secretária, acolhendo todos os alunos com um grande sorriso nos lábios. Rapidamente, todos estavam sentados, com pergaminhos desenrolados e penas na mão, prontos para escrever. Nunca, durante os 6 anos em que McGonagall os ensinara, os alunos se prepararam para a aula tão depressa.
- Bom dia, turma!
- Bom dia, professor Potter.
A expressão de todos os alunos era de puro interesse. Pareciam querer absorver todas as palavras que o professor iria dizer. Harry não podia deixar de se divertir com as caras dos colegas. Parecia que viam no seu pai uma espécie de Deus. Nisso sentiu-se grato, porque enquanto a atenção fosse desviada para os dois novos professores, poderia caminhar tranquilamente pelos corredores, sem ser assediado por um bando de raparigas, que mais pareciam gatas assanhadas na altura do cio.
James prosseguiu o seu discurso.
- Para cumprir o meu papel de professor vou começar pelas cinco palavras que tanto me irritavam no sétimo ano. “Estais em ano de NIEM”. Mas passando para assuntos mais interessantes… bem, pelo menos para mim… este ano vou ensinar-vos tudo o que precisais de saber sobre transfiguração humana. Para começar vamos falar, durante esta semana, do meu tema preferido, animagia. Trata-se de um tema muito belo.
- Acredito que sim, professor. Afinal, tendo a sua forma animaga tantos “enfeites”! – proferiu Harry fazendo gestos com as mãos por cima da cabeça e dando estalos com a língua, imitando o barulho de casco.
James, que ficara de boca aberta, sem reacção, semicerrou os olhos para Harry, lançando-lhe um olhar zangado, que foi logo substituído por um sorriso malicioso.
- Potter, detenção.
A expressão de gozo de Harry foi imediatamente substituída por um olhar de espanto e incredulidade. Acabara de receber a sua primeira detenção… e pior… do seu pai. O mundo era tão injusto!
- Como eu estava a dizer, antes do vosso colega me ter, inoportunamente interrompido, vamos falar de animagia. E que ninguém se atreva a referir as palavras “chifres”, “enfeites” ou “veado”.


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Mais tarde, nesse dia, Sirius percorria os corredores do castelo, até ao corredor principal. Parou no momento em que ouviu, na sua direcção, alguém cujos pesados pés batiam forçosamente no chão. Da esquina do corredor, surgiu um Harry a bufar de raiva. Apesar de Sirius não perceber, com clareza, o que ele dizia, podia ouvir, por entre os resmungos lançados, expressões como “malditos chifres” ou “não tem sentido de humor nenhum”. Vendo o afilhado aproximar-se, falou-lhe:
- Então, afilhadito, que tal correu o primeiro dia de aulas?
Sem que dissesse uma única palavra, Harry fulminou Sirius com o olhar e prosseguiu o seu caminho, sem nunca parar os insultos para alguém invisível. Com uma expressão absolutamente chocada, Sirius observou Harry, o seu pequeno Harry, abrir uma porta com um forte pontapé, e fechá-la com um estrondo ainda maior.
Ainda boquiaberto com toda aquela situação, Sirius irrompeu pelo gabinete de James.
- James, alguma coisa muito grave está a acontecer com o Harry. Alguém o irritou a valer. Ele parecia que ia matar aquele que ousasse meter-se na sua frente.
James apenas sorriu satisfeito para o melhor amigo. Sentado na sua cadeira, ergueu os pés para colocá-los na mesa e cruzou os braços atrás da cabeça.
- Digamos que acabei de o por no seu devido lugar. Quem vai adorar vai ser a McGonagall!

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- Hei Potter, onde vais a esta hora? Já devias estar no dormitório.
Harry virou-se para a directora. De todas as pessoas que existiam naquele castelo, tinha de ser exactamente ela a apanhá-lo quando estava prestes a receber a sua primeira detenção.
- Detenção, professora.
- Já, Potter? Conseguiste quebrar o recorde do ano passado e apanhar uma detenção logo no primeiro dia? Quem foi o professor que ta deu?
Sarcástico, Harry respondeu:
- Foi o Prof. Potter…
A expressão de reprovação de McGonagall foi substituída por um olhar pensativo, mas muito mais contente.
- Parece que finalmente os meus sermões começaram a dar efeito e ele decidiu criar responsabilidade de uma vez por todas…
- E a vítima dessa mudança tinha de ser logo eu…
A directora nem se deu ao trabalho de responder ao aluno. Apenas encolheu os ombros e seguiu o seu caminho.

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No dia seguinte, Harry parecia já ter recuperado da humilhação que sofrera no dia anterior e já voltara à boa disposição de sempre. A primeira aula do dia seria DCAT e ele ansiava-a mais do que qualquer outra. Afinal era a sua disciplina preferida e a única em que conseguia ser melhor do que Hermione.
Sirius, tal como James, recebeu os alunos com boa disposição, o que arrancou alguns suspiros a algumas alunas menos discretas. Mas o professor ignorou-as. Decidira esquecer por completo tudo o que lembrasse do seu sucesso com a população feminina enquanto aluno. Não porque queria esquecer mesmo. Mas Marlene avisara-o de que o castigaria da pior maneira que ele poderia imaginar se ele não esquecesse de uma vez por todas que fora em tempos o maior galante de Hogwarts e se convencesse de vez que era um homem casado. Era difícil imaginar esse lado de Sirius, principalmente para quem o conhecera logo a seguir à sua fuga de Azkaban. Mas como dizia Remus “Há coisas que nunca mudam, apenas ficam esquecidas”.
Tal como Harry reparara, a disposição da sala tinha mudado. O seu tamanho parecia ter sido aumentado magicamente. As mesas, antes paralelas entre si, estavam agora afastadas, formando um grande círculo em torno da sala. Harry ficou sem saber se deveria sentar-se, ou se pelo contrário deveria ficar em pé. Como que lendo os pensamentos do afilhado, Sirius começou a falar.
- Bom dia, sei que devem ter achado estranha a nova organização da sala. Mas eu explicar-vos-ei de seguida. Agora pousem os vossos pertences e voltem para o centro da sala.
Os alunos, ainda sem perceberem nada, pousaram as mochilas nas mesas e juntaram-se em frente ao professor.
- A explicação para isto é muito simples. Eu falei com a professora McGonagall e com o professor Dumbledore e eles acham que já tiveram teoria que chegasse e sobrasse, por isso, eu decidi fazer uma aula diferente. - Sirius falava com um tom de voz sério, mas o brilho nos seus olhos contrariava totalmente essa seriedade. Aqueles que o conheciam sabiam que ele se estava a controlar ao máximo para não cair no riso. – Vamos treinar duelos. Para quem fez parte, vai achar semelhante à ED.
Um braço ansioso apareceu no ar.
- O professor sabe da existência da ED?
Sirius deu uma pequena gargalhada.
- Thomas, eu tenho uma tendência natural para descobrir actos ilegais, nesta escola. Ainda mais se eles forem praticados por um certo trio que adora meter-se em confusões.
O referido “trio” pareceu levar um choque. Hermione escondera-se atrás de Neville, Ron corara até à ponta dos cabelos. Harry apenas trocou um olhar cúmplice com o padrinho.
- Mas como eu estava a dizer, vamos treinar duelos. Em todas as aulas vão fazer duplas. Até Fevereiro, vão treinar os feitiços que vos serão mais úteis numa luta e até ao fim do ano irão duelar com os vossos respectivos pares. Devo avisar que a vossa prova prática nos NIEM será um duelo. Agora vamos ao que interessa. Durante os próximos tempos vamos treinar um feitiço que todos adoram aprender, que a maioria tem dificuldade em fazê-lo e que me teria feito muito jeito nas minhas “férias forçadas”. Alguém sabe do que eu estou a falar?
- Do Patronus.
- E suponho, Potter, que também sabes fazê-lo uma vez que quase foste expulso por tê-lo conjurado fora da escola.
- Claro, professor, fui obrigado a aprendê-lo pois decidiu cancelar as suas “férias forçadas”.
- É claro, devo ter-me esquecido… mais alguém sabe fazê-lo?
Harry viu com orgulho, que praticamente todos os que levantavam o braço, numa turma de Gryffindor e Slytherin, tinham pertencido à ED.
- Longbottom, tens a tua oportunidade de mostrares o que vales.
Neville assustou-se. Não levantara o dedo. Nas reuniões da ED apenas via a sair da sua varinha uma fumaça prateada. Foi com um olhar de puro terror que se dirigiu ao centro da sala. Sirius, pelo contrário, parecia saber o que fazia, uma vez que lançou um olhar encorajador para o aluno.
- Pensa numa lembrança feliz, a mais feliz de todas. Eu dou uma pista: algo que aconteceu no final do Verão. – Sirius sussurrou-lhe isto, enquanto Neville, suado por todos os lados, começou a erguer a varinha. – Agora diz, Expecto Patronum.
- Expecto Patronum!
Da varinha de Neville saiu um grande leão prateado, que rugiu, mesmo antes de se desvanecer em fumaça.
- Eu sabia que conseguias. Trinta pontos para os Gryffindor. Quem diria que dentro de ti estava escondido um grande leão!
Neville não cabia em si de felicidade. Nunca na vida dera tantos pontos de uma vez só à sua equipa, apenas pelo mérito na sala de aula. Foi a partir daquele momento que todos tiveram a certeza que, sem dúvida alguma, aquele seria o melhor professor de DCAT de sempre. Sem querer tirar o mérito a Lupin, é claro, mas Sirius era de certa forma, um professor fora do comum.

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NA: Oi pesssoal!!!
Consegui por este capítulo hoje. Vitória!!! Mas o oitavo só estará disponível na sexta-feira ou no sábado.
Mais uma vez, lembro para não esquecerem de comentar e votar. Se não comentarem vou ser obrigada a fazer uma coisa que não gosto muito (Guida acaba de soltar uma risada maléfica). Vou começar a fazer chantagem........... Estou a brincar, eu não faria isso. Mas poderei não ter muita vontade de escrever, pelo que demorará muito a actualizar.
Dêem-me pelo menos uma felicidade e enviem-me um e-mail. Por favooooooor........
Bjocas, Guida Potter.

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