Armando a detenção



CAPÍTULO 6: Armando a detenção


Já passava de três horas da madrugada e os marotos ainda estavam na sala comunal. Tiago estava nervoso.
- Cara, não é possível!!! – dizia ele, andando de um lado para o outro – Essa porcaria dessa sala não esvazia nunca!
- Fala baixo! De qualquer forma, - Remo olhou pro casalzinho que namorava no sofá – aqueles dois ali não vão perceber se o buraco do retrato abrir sozinho.
- Acha mesmo que eles não vão notar? – perguntou Tiago, hesitante
- Do jeito que eles estão animadinhos? – perguntou Sirius, irônico

Eles subiram para o dormitório masculino do sexto ano, pegaram a capa da invisibilidade e desceram encobertos por ela. Eles passaram pela sala, abriram o retrato e saíram sem ser notados.
- Poxa, se o mapa já tivesse pronto... – lamentou Pedro
- Seria bem melhor, é claro. – disse Sirius
- Acontece, - disse Remo, irritado – que não é tão fácil assim encontrar um livro decente que tenha um feitiço de identificação.
- Bom, pelo menos o mapa já ta desenhado, pintado e os pontinhos já estão se movimentando. – disse Tiago, contando nos dedos
- Mas não estão identificados! – disse Remo, ainda mais irritado – É o mesmo que nada!
- 1o: Fala baixo. – sussurou Sirius, divertindo-se – 2o: A parte da identificação é sua. Se vira Aluado. Eu já desenhei o mapa e coloquei a apresentação.
- Eu também já fiz a minha parte. O mapa já ta colorido. – disse Pedro, feliz
- Eu já coloquei o movimento nos pontinhos e... ora o mapa inteiro ta se mexendo – murmurou Tiago – Só falta a sua parte Aluado.
- É eu sei. Só que a mais difícil.
- Nós sabemos – disseram Tiago e Sirius juntos
- É, eu sei que vocês sabem.

Os marotos passaram o resto do percurso em silêncio. Encontraram Filch no caminho. Eles tiveram que se encolher no canto da parede, pois o zelador passou a cinco centímetros dos quatro. Uma vez no campo de quadribol, os garotos puderam tirar a capa.
- Ainda bem! – disse Pedro, aliviado – Credo, parece que a capa encolheu.
- A capa não encolheu Rabicho. – riu Tiago – Nós é que crescemos.
- Obrigado por dizer que eu cresci. – orgulhou-se o baixinho
- Pois é, - disse Sirius, debochado – você cresceu pros lados.

Eles riram. Depois que entraram no vestiário, se instaurou a dúvida no ar.
- Nós vamos sujar o vestiário com o que?
- Bom, eu disse à Lílian que houve uma invasão de pufosos. – disse Tiago – Logo, nós temos que sujar com terra.
- Hum, - disse Sirius, brincando – mais precisamente quatro pufosos.
- Exatamente!

Em pouco tempo ficou parecendo que caíra um barranco dentro do vestiário. Estava tudo marrom. Mas por incrível que pareça, daquilo, o vestiário ficou preto. A maior craca. No final, os garotos fizeram marquinhas de patas de pufosos no chão. Pra dar mais realismo à mentira.
Eles voltaram para o castelo exaustos. Talvez eles devessem ter fiado mais um pouco. Talvez não. Assim que eles entraram no castelo, o vulto de alguém entrou no vestiário carregando algo. Ou alguém.

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