Chiclete Sabor Tutti-Frutti



Nota: Essa fanfic acontece durante o quarto ano do Harry, que equivale ao sexto dos gêmeos.



- ACORDA, IMBECIL!

- Ãh, o quê? Que aconteceu?

Lino caiu rindo na cama, diante do susto de Jorge.

- Ah, pelo amor de Merlin... - Jorge virou para o outro lado tentando dormir de novo - Que horas são?

- Dez e meia. Levanta logo que o pessoal está te esperando para ir a Hogsmeade.

Dizendo isso, Lino saiu do dormitório. Jorge levantou reclamando baixinho e se vestiu. Seu mau humor não durou muito, pois iria a Hogsmeade e poderia comprar logros divertidos na Zonko's.

Desceu a escada caracol e encontrou seus amigos esperando por ele em frente à lareira.

- Até que enfim chegou! - gritou Fred.

- Vamos descer logo, eu quero ir a Dedosdemel! - disse Alícia levantando-se e arrumando a saia. Ela estava muito bonita, com os compridos cabelos castanhos soltos e grandes brincos de argola de prata.

- Resolveu engordar um pouquinho? - caçoou Katie.

Alícia fuzilou a menina com o olhar e saiu pelo buraco do retrato, seguida pelos outros.

- Será que os alunos estrangeiros também vão? - perguntou Angelina quando eles chegaram ao saguão de entrada.

- Espero que sim - disse Fred espiando um grupo de alunas da Beaxbatons, que incluía Fleur Delacour.

Fazia muito sol lá fora e vários estudantes atravessavam o gramado verde de Hogwarts. Eles se demoraram bastante, caminhando devagar e conversando sobre o que fariam naquele dia.

Quando finalmente chegaram a Hogsmeade, se dividiram: as meninas foram a Dedosdemel e os meninos a Zonko's e combinaram de encontrar-se dali a vinte minutos no Três Vassouras.

Mas Fred, Jorge e Lino passaram mais do que vinte minutos na Zonko's, comprando tudo o que seu ouro permitia e montando seus "kits Enlouquece-Filch", que incluíam bombas de bosta e de Gás Garroteante.

Quando finalmente saíram, iam para o Três Vassouras, mas Lino olhou para a outra extremidade da rua e viu algo que lhe chamou a atenção.

- Fred, Jorge! Venham ver isso!

Eles foram até o final quase deserto da estradinha, onde se encontrava um grande e pomposo cão negro, que estava sentado imóvel com um jornal na boca. Lino enfiou a mão no bolso e pegou um dos caramelos incha-língua, dos quais os gêmeos haviam lhe dado um pacote na véspera. Ele tirou a embalagem do logro e ofereceu-o ao cão, com a palma da mão estendida e Fred e Jorge atrás dele abafando o riso.

O cão nem piscou.

- Bem treinado - comentou Lino - Que pena - e guardou o caramelo de volta no bolso - Dois sicles para quem arriscar fazer carinho nele!

- Oba, dois sicles? - riu Fred avançando para o cachorro.

Ele aproximou a mão do cão, que recuou a cabeça para impedi-lo de lhe tocar. Fred passou um bom tempo tentando tocar o animal, mas esse se esquivava veloz.

- Afinal eu não quero seus sicles - exclamou ele irritado, se levantando.

- Acham que vai entregar o jornal para o dono? - perguntou Lino.

- Não, Lino, ele vai ler o jornal - ironizou Fred - É óbvio que vai entregar para o dono, seu babaca!

- Duvidam que eu tiro o jornal dele? - perguntou Jorge.

- Dois sicles - tornou a oferecer Lino.

Jorge tentou pegar o jornal da boca do cão, mas este se esquivou como fizera com seu irmão.

Quando Lino e Fred cansaram de ver as tentativas de Jorge, deixaram-no lutando contra o cachorro teimoso e foram ao Três Vassouras, onde as meninas já deviam estar cansadas de espera-los.

Chegaram lá e logo localizaram suas amigas, sentadas a uma mesa próxima à porta.

- Venham logo - chamou Katie acenando para eles - A Alícia está distribuindo docinhos!

Alícia praguejou algo como "depois sou eu quem vai engordar" e em seguida disse em voz alta:

- Vocês demoraram muito, já acabaram as balas de hortelã!

- Ah, que pena! - disse Fred irônico - O que sobrou para nós?

- Chicletes.

- Acho que serve... Fazer o quê!

Ela riu, colocou na boca um chiclete de tutti-frutti (enfeitiçado para não perder o gosto) e começou a distribuir os outros para os amigos. Foi então que uma aluna do quinto ano, velha conhecida dela, se aproximou.

- Eu ouvi bem, Alícia? - perguntou a garota - Você está distribuindo doces?

- Estou, mas só para os amigos. Você não tem vez, Kássia!

A menina fez um biquinho nem um pouco convincente e Alícia atirou um chiclete para ela, que agradeceu e foi se sentar em outra mesa.

- Droga - disse ela despreocupada - Eu tinha só um chiclete para cada um de nós, seis exatos. Onde o Jorge está?

- Tentando roubar um jornal de um cachorro.

Angelina olhou intrigada para Fred, que deu uma piscadela para ela.

- Toma, Fred - disse Alícia oferecendo um chiclete a ele - E um para você, Angelina.

- E para mim, não tem?

Ela olhou para trás e viu Jorge, que se sentou ao lado dela sorrindo.

- Creio que não, acabou. Mas tem penas de açúcar se quiser.

- Não, eu queria um chiclete mesmo!

- Só sobrou esse aqui - disse ela apontando para o chiclete que estava na própria boca.

Para o espanto da garota, Jorge estendeu a mão.

- Pode me dar, eu não tenho nojo.

Alícia corou violentamente, mas conseguiu dizer:

- Se quiser vem pegar - e mostrou o chiclete por entre os dentes.

Jorge também corou um pouco, mas não fez nada. Nesse momento, as cervejas amanteigadas que as meninas tinham pedido chegaram.

- Compramos para vocês também - disse Angelina passando um copo a Lino.

- Puxa, obrigada!

- Não agradeçam, paguem! Vamos lá, dois sicles cada um!

- Nessas horas é que os dois sicles do Lino ajudariam, não é Jorge? - disse Fred tirando duas moedas de prata do bolso e entregando a Angelina - Jorge?

- Ãh? Ah, sim, é... Dois sicles.

Ele também pagou Angelina.

- O que foi, está distraído, é? - riu Katie, notando que o motivo da distração de Jorge era a boca de Alícia mascando chiclete.

Jorge não respondeu, confirmando as suspeitas de Katie.

- Hey, achamos um cachorro sinistro na rua da Zonko's - comentou Lino - O Fred nem conseguiu encostar nele!

- Ah, cale a boca - mandou Fred empurrando Lino de leve - E você que nem consegue fazer um animal comer um doce!

- Era um logro, Fred - lembrou Lino - Os animais sabem farejar coisas suspeitas.

Fred cuspiu a cerveja amanteigada.

- Ah, é? Então acho que ao invés de bisbilhoscópios devemos comprar cães jornaleiros e eles serão mais eficientes, não?

Foi então que Alícia se interessou na conversa:

- Era esse o cão do qual o Jorge estava tentando roubar o jornal?

Lino e Fred confirmaram com a cabeça.

- Se tivesse vindo para cá com os meninos ao invés de ficar brigando com o cachorro - disse Angelina - teria ganho um chiclete também!

- Ainda bem que o cachorro estava lá - disse Jorge sério - Assim eu posso tentar roubar o chiclete da Alícia.

Alícia virou-se para ele, com os olhos brilhando.

- Já disse que não me importo se você pegar o que está na minha boca.

- Posso mesmo?

- O que você acha?

Ele deu de ombros e beijou carinhosamente Alícia, os outros os olhando assustados. Quando eles pararam de se beijar, ela exclamou:

- Jorge, o chiclete ainda está comigo!

- Ui - exclamou ele em um tom falsamente preocupado - Esqueci!

E eles se beijaram de novo, agora demorando um pouco mais. Então Jorge chegou bem perto do ouvido de Alícia e perguntou:

- Você quer ser minha namorada?

Ela fez que sim com a cabeça. Jorge olhou para os amigos, que não desgrudavam os olhos dele e da namorada.

- O que estão olhando? Vocês já ganharam seus chicletes!



N/A: Essa foi uma fanfic pequenina que eu fiz com carinho. Agradeço MUITO à minha amigona Mariana (a idéia do chiclete era dela na verdade) e à minha amiga e beta-reader, Kássia - as duas lêem tudo o que eu escrevo e me incentivam a continuar! Adoro vocês! E a você que gastou seu precioso tempo com a minha fanfic... Obrigada! Espero que tenha gostado e que comente!

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