Catherine Smith



Capitulo Seis – Catherine Smith

N/A: Catie é abreviação de Catherine...

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- HARRY?! – gritou uma voz distante, separando o casal. Hermione olhou para a entrada da pista de patinação, ainda abraçada ao rapaz. Só o que pode ver foi uma bela mulher. Ela era da sua altura, tinha os cabelos e os olhos tão pretos que Hermione chegou a ficar chocada.

Harry pareceu inquieto, mas saiu do abraço de Hermione e olhou-a nos olhos. Como sempre, ela entendeu perfeitamente o que ele queria dizer. Ele pegou a mãe dela e foram patinando até onde a mulher estava.

- Olá, Catie. – disse Harry sorrindo. Ela retribuiu o sorriso. – Não esperava te ver.

- Eu também não sabia que você ainda vinha a esta cidade. – disse ela. – Não vai me apresentar sua namorada?

- Oh, me desculpem. – corrigiu-se Harry. – Mione, essa é Catherine Smith. Catie, essa é Hermione Granger.

- Muito prazer – disseram as duas mulheres em uníssono. – Eu devia ter imaginado. – completou Catherine.

- O quê? – perguntou Harry.

- Que ela era Hermione Granger. É exatamente como você a descreveu, até o ultimo fio de cabelo.

- Andou falando muito de mim? – perguntou Hermione a Harry.

- Pois é...

- Afinal, como vocês se conhecem? – disse Hermione, curiosa. Ambos pareceram ficar mais inquietos ainda com a pergunta. – Disse algo errado?

- Não. É que... – começou Harry, segurando mais forte a sua mão.

- Se não se sente bem em responder não há problema.

- Mais acho melhor te contar. É claro que eu só conto se você permitir, Catie. – disse Harry.

- Não há problema. – disse a mulher dos olhos negros.
...

- Nós nos conhecemos nesse café há alguns anos. – explicou Harry, no conforto do café em que estavam antes.

- Meses depois que vocês brigaram por causa do que aconteceu – completou Catie.

Hermione nunca esqueceria aquela briga...

Hermione devia ter seus 19 anos quando aconteceu o fato que, hoje, ela considerava engraçado. Ela acordou em território desconhecido naquela manhã. Sentia um forte cheiro do perfume de um homem. O cheiro era bom, mais a dor em sua cabeça não era nada agradável. Lembrava-se vagamente de ter aceitado a carona que Harry oferecera enquanto saiam da Toca. Depois disso, sua mente tinha um enorme buraco.

Talvez fosse por isso que sua cabeça estava doendo tanto. Ela tentou, em vão, se lembrar como foi parar naquele quarto. Era grande e espaçoso, com uma enorme cama de casal (em que ela estava sentada), armários de marfim e um enorme aparelho de televisão. Passou a mão sobre sua barriga que roncava de fome e foi aí que percebeu que estava nua. Apesar de ninguém estar no quarto, ela se enrolou no lençol, se perguntando onde estariam suas roupas.

Se levantou e abriu a porta, caminhando por um corredor. Aquele corredor não lhe era estranho. Se pudesse raciocinar direito talvez se lembrasse na casa de quem estava. Não, ela não precisou raciocinar. Quando chegou a beira da escada soube onde estava. Aquela escada ela nunca esqueceria, pois estava ali praticamente toda semana! Era casa de Harry! Não podia estar na casa dele... Simplesmente não podia...

- Bom dia – disse Harry, quase num sussurro, vindo do outro lado do corredor. Ele estava com olheiras enormes e ela também devia estar. Hermione virou-se de costas ao perceber que ele estava apenas vestindo uma cueca preta, que praticamente não escondia nada. – Que é isso, Mione?

- Você está quase nu. Quer que eu veja isso? – perguntou.

- Você me viu sem nada ontem. – debochou ele.

- Mais não me lembro muito bem. Espero que continue assim. – disse Hermione. O que não era bem verdade. Ela sempre teve uma atração física por Harry, principalmente nos últimos anos, em que ele estava ficando cada vez mais “gostoso”. Adoraria se lembrar de como foi passar uma noite com ele.

- Você não está falando sério. – disse Harry, se aproximando dela e colocando as mãos em seus ombros – Não parou de gemer a noite toda. Aposto que gostaria que eu te contasse como foi...

- O que houve? Como isso aconteceu?

- Acho que bebemos um pouco além da conta.

- Quer dizer, eu bebi um pouco além da conta. Você parece se lembrar bem de tudo...

- O que quer dizer?

- Está muito claro para mim que você me fez beber só para dormir comigo. Eu conheço sua fama, Potter.

- Ah, Hermione! Eu não acredito que estou ouvindo isso. – disse indignado. – Como pode pensar isso de mim? – perguntou ele, passando a mão em sua face.

- Onde estão minhas roupas? – quis saber Hermione, afastando a mão dele.

- Não vou dizer até você entender que dormimos juntos porque você também quis. Eu nunca faria nada que você não quisesse fazer...

- Escuta aqui, eu sei que você diz isso pra todas, esse papinho já é velho. Então quer, por favor, devolver minhas roupas e me deixar em paz?

- Não, eu não digo isso pra todas porque elas já sabem disso. Porque está assim comigo, me tratando como se eu fosse a reencarnação do Voldemort?

- Você também devia estar assim. Imagine-se acordando em um quarto que você não conhece e dar de cara com o seu melhor amigo, sem saber o que realmente aconteceu.

- Eu lhe digo o que aconteceu (de novo). Nós bebemos um pouco mais do que deveríamos e acabamos descobrindo que o que sentimos é mais do que amizade.

- Sentimos mais do que amizade? Acho que não...

- Pelo menos eu, sim.

- Mais eu não. Você sabe que eu gosto do Rony. Nunca deveria ter encostado em mim.

- Uh, está prometida a ele?

- Como você é engraçado. Apenas não gostaria de ter estragado nossa amizade, Harry.

- Não estragou nossa amizade. Podemos fingir que nada aconteceu se você quiser.

- Espero não ter que fingir pra ninguém, pois não espero te ver de novo depois do que você fez.

- Hermione: Dormiu comigo porque quis! E não diga que não gostou!

- Não posso gostar de algo que eu não me lembro. – disse ela. O que também não era bem verdade. Agora, flashes de lembranças vinham à sua mente... Harry beijando-a... Harry passando as mãos por todo o seu corpo... “Acho melhor eu parar por aqui”, pensou. Ao se lembrar disso, ficou evidente que ela havia gostado, pois estava até arrepiada.

- Eu não quero mais tentar te convencer. Se você acha que eu dormiria com você a troco de nada e te embebedaria pra isso o problema é seu. Suas roupas estão na sala... – disse ele, se afastando para o quarto, ligeiramente abalado com a opinião dela.

“Na sala? Nós começamos na sala? Devia estar muito bêbada...” pensava ela, descendo as escadas...

- Sei... – disse Hermione. Catie não estava mais tão sorridente quanto antes. – Vocês tiveram um caso, então?

- Não. Nós namoramos durante dois anos. – disse Catie. – O Harry estava muito mal e acabamos conversando durante muito tempo. Ai foi tudo muito rápido. Quando percebi já estávamos quase nos casando.

- Nossa. – disse Hermione, surpresa.

- O que foi? Acho que ele não podia ter outra que não fosse você? – alfinetou Catie.

- Parem com isso. – disse Harry. Ele parecia cansado de tudo aquilo. Segurou a mão de Hermione por debaixo da mesa. – Eu realmente gosto de você, Mione. Mais a Caty foi muito legal comigo e acabou rolando. Já tínhamos até a data do casamento marcada, mas...

- Mas ele descobriu que não tinha te esquecido – interrompeu a mulher.

- Vocês chegaram a se casar?

- Não. – disse Harry. – Eu fui sincero e disse que era apaixonado por você, mas a Catie disse que estava grávida.

- Quer dizer que vocês têm um filho?! – exaltou-se Hermione. – Porque nunca me disse, Harry?!? POR QUÊ?

- Mione... – começou Harry. Mais ele não continuou, pois Catherine começou a soluçar de tanto que chorava. Harry sentou-se ao lado dela e a abraçou. Hermione observou a cena sem entender.

- Eu perdi meu filho... Eu perdi... – suspirava Catie. E Hermione entendeu e comoveu-se com ela. Finalmente entendia o porquê de Harry ficar tão inquieto ao falar sobre aquele lugar, sobre o relacionamento com Catherine... Ele havia perdido um filho. E essa deveria ser a pior dor que se pode ter.

- Me perdoe, Mione. Eu devia ter contado. – disse Harry.

- Eu sou quem pede perdão, meu amor. – disse ela. – Deve se sentir tão mal... – Hermione estava péssima por ter achado que Harry era um cara arrogante, que não entendia nada de amor...

Catherine demorou alguns minutos para conseguir se controlar e segurar choro. Seus olhos, tão lindos, agora estavam vermelhos como sangue. Ao olhar para Harry, Hermione viu que o rapaz também não conseguiu conter as suas lágrimas.

- Se não for incomodo pra vocês, eu gostaria de saber como aconteceu... – pediu Hermione, calmamente.

- Nós decidimos que não iríamos mais nos casar, mas eu prometi a ela que não a deixaria sozinha nunca mais. – disse Harry, ainda abraçado a Catie. – Só que quando ela estava dando a luz, eu não pude chegar a tempo. Acabei deixando-a sozinha...

- Eu fiquei tão desesperada, porque eu estava com medo e o Harry sempre me passava segurança... – disse Catherine. – O meu desespero era tanto que eu desmaiei durante o parto e não vi meu filho nascer... – A mulher voltou a chorar, ainda mais abalada.

- Então, o filho de vocês nasceu morto? – perguntou Hermione.

- Sim... – disse Harry, cabisbaixo.

Hermione levantou-se e foi até Harry e Catherine. Sentou ao lado de seu amado e o abraçou. Nunca pensou que uma só pessoa pudesse sofrer tanto. Primeiro Harry perdeu os pais. Depois, o padrinho e Dumbledore, de quem ele gostava muito. E agora perdera um filho.

Chegou a uma conclusão. Não deixaria Harry sofrer mais. Nunca mais magoaria ele e prometera a si mesma que não morreria por nada nesse mundo.

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N/A: Oie!! Ai, eu sei q esse cap. foi muita viagem e peço desculpas se tiver ficado muito dramático (soh a Pink deve ter gostado disso). Mais eh isso ae... pretendo postar o cap. 7 o mais rápido possível! Bjos p tds q lêem e comentam. Tami, Re, Pink, Lila_GraNgeR e Binha: AMO VCS!! BjO, Tha.

OBS: Se alguém ficou com alguma duvida, comenta que eu respondo, tah??

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Comentários (1)

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