O Vira-Tempo



   Onde estou agora?


   Bom, agora eu estou na sala do grande mago Alvo Percival Wulfric Brian Dumbledore.


   Mentira?


   Não, pior que não.


   Vou voltar alguns (longos) momentos atrás para vocês entenderem melhor o que eu estou passando. E pode acreditarem... Eu tô ferrada, muito, muito ferrada.


   Alguns momentos antes de Lily Luna Potter conseguir se ferrar sozinha...


   – Epa! - grito chamando a atenção de todos na Floreios & Borrões para mim. Uhu, sou famosa! ¬_¬ - Vou ver os meus livros! - falou olhando para a mamãe.


   – Aí estão vocês?


   James está querendo chamar a atenção de todos para ele só? Humpf! Todos olharam pra ele depois que o retardado gritou.


   – Não, são E.T's disfarçados. - digo sarcástica.


   – Ha-Ha-Ha, tô morrendo de rir! Ha-Ha - fingi James. Péssimo ator!


   – Acho que você está vendo muitos filmes trouxas, Lilyndinha. - diz Alvito (?) vindo atrás de James.


   – Não muito, só achei interessante o filme E.T. - falo revirando os meus lindos olhinhos encantadores. [NJames: Cof! Cof!¬¬.


   – Aquele filme é velho. - James faz careta.


   – Mas eu gosto! - me defendo.


   – Claro, você só gosta de coisa ruim.


   Tá bom, agora ele cutucou a cobra.


   Mostrei minhas unhas perfeitamente lixadas e arranhei o pescoço de James.


   Tá, certo, isso pareceu mais coisa de gata.


   Espera aí, eu sou gata! Uma gatinha muito fofa!


   Miau!


   – Ai! - se queixou James.


   – Mereceu.


   – Lílian Luna! - mamãe me olhou mortalmente. Glup!


   – Desculpa, mamãe. - digo fazendo carinha de anjo.


   Papai dá um risinho.


   Nossa, até me esqueci que ele estava lá. É que ele é meio quietinho, sabe?


   – O.k, vamos comprar os meus livros! - falo sorrindo e dando pulinhos.


   – Só seus livros? - pergunta James arqueando uma sombrancelha.


   – Eu me importo com os meus, o.k? - retruco.


   James revira os olhos.


   Compramos todos os livros que iamos usar esse ano em Hogwarts.


   – Olá! - ouvimos uma voz simpática atrás de nós.


   – Olá, Rosa! - falo dando um sorriso amigável.


   A Rosa é nossa prima. Ela é filha do Tio Rony e da Tia Mione. Ela é muito inteligente e tiras melhores notas da Grifinória. Ela tem uma quedinha pelo Escórpio Malfoy, que, por acaso, é o melhor amigo do meu irmão, o Al.


   – Oi, como vocês vão? - perguntou Rosa.


   – Bem, e você? - pergunto.


   – Melhor se o Hugo não tivesse vindo junto. - respondeu ela sorrindo.


   – Eu sei bem como é isso, agradeça à Deus que que o Hugo é beeem melhor do que o James. - falo.


   – Pior, acho que um dia inteirinho com o James so meu lado, morreria! - ela fala rindo.


   – Sabe como é, né, anos de prática. - digo segurando uma sacola (pesadééésima) cheia de livros.


   Ela ri.


   – Ei, esqueceram da gente? - James dá seu ar de graça.


   – Sim. - respondemos eu e Rosa juntas.


   Al dá um risinho.


   James faz cara de ofendido. Dane-se.


   – Você fica mais feio fazendo essa cara medonha, James. - falo. Rosa e Al riem.


   James só bufa.


   – Vão parar vocês os dois? - pergunta mamãe nos olhando de cara feia. Papai sorri.


   Meus pais estão meio apagados, não?


   – Não. - eu e James falamos juntos.


   Nos olhamos e semicerramos os olhos.


   – Para de falar junto comigo. - falamos juntos cruzando os braços - Para! - de novo - Por que tá me imitando? - ele tá tirando onda da minha cara perfect? - Eu disse para você parar! Ai que saco! - falamos ao mesmo tempo.


   Meus pais, Al e Rosa riem, enquanto eu e James Sirius ficamos com cara de bunda.


   – Ah, aí está você, é? - ouvimos a voz de Hugo atrás de Rosa.


   O Hugo é o irmão caçula da Rosa. Quando eu estava no meu primeiro ano em Hogwarts, acabei fazendo um Trio juntamente com o Hugo e o Louis, que também é meu primo. Nós somos melhores amigos. O Louis é o filho mais novo da Tia Fleur e do Tio Gui, e ele é loirinho.


   Rosa revirou os olhos.


   – Ah, olá, Hugo. - ela fala com tédio na voz.


   – Olá Tia Gina, olá Tio Harry. - Hugo cumprimentou os meus pais.


   – Olá, Hugo, como vão os seus pais? - perguntou mamãe com um sorriso amigável. Eca!


   – Vão bem, Tia Gina, e... Ah! Aí vem eles! - Hugo aponta onde Tia Mione e Tio Rony vinham.


   – Olá, Gina, olá Harry! - cumprimentou Tia Mione quando chegou do lado de Rosa e Tio Rony do de Hugo.


   – Olá, Mione. - disse mamãe.


   Não demorou muito papai e mamãe engataram uma conversa longa com os pais de Rosa e Hugo. Eu estava quase dormindo encostada no ombro de Al, então James Sirius toma a iniciativa de acabar logo com aquela conversa chata sobre o Ministério e blá-blá-blá.


   – Tá, nós vamos ou não vamos ir na Madame Malkin?


   Mamãe o olhou com um olhar mortal, o que fez com que James se encolhesse corando. Ha-ha, bocó!


   – Certo, Mione, Rony, nos vemos depois de tirarmos as medidas das pestes. - falou papai sorrindo. Como ele consegue ficar sorrindo durante tanto tempo, senhor? Enquanto ele faz isso, eu não me dou nem ao trabalho de dar um sorrisinho, fico lá, com cara de *$#!@?* bem grande.


  Nós fomos à Madame Malkin, e, posso dizer, que demorou mais ou menos... muito tempo lá. Sério, ficavam tirando medidas de tudo quanto é lado de nós. Eu já estava já quase dormindo em pé, quando mamãe ficou brava pela demora e disse (lê-se gritou) para a mulher se apressar, então a mulher andou tipo ''O Flash''.


   Ela disse que demoraria um pouco mais para terminar, então nós a um lugar qualquer fazer sei lá eu o que. Papai ficou conversando com o Tio Rony.


   Me sentei em um banco de cadeira ao lado de James, que (graças à Merlim!) ficou quieto o tempo todo. Mas só porque dormiu encostado em um velhinho gagá.


   Me cansei de ficar naquele local fazendo absolutamente nada, então me levantei e fui para um lugar mais afastado dali. O banheiro.


   Fui em direção ao banheiro (que por sinal cheirava mal) e entrei em uma cabine. O banheiro estava super lotado, tinha mulheres velhas se maquiando em um espelho, como se assim ela fosse ficar mais bonita, outra estava com uma menina de onze anos que estava com alguma coisa grudada no cabelo... ih, eu fuzue só!


   Me sento no vaso (não ia usá-lo, aliás nem sabia o que eu estava fazendo ali, só queria mesmo era sair daquela chatice) e enfiei a mão no bolso da minha jaqueta. Meus dedos encostaram em uma corda geladinha. Tirei de dentro do bolso a Ampulheta dourada que eu tinha achado debaixo do sofá da minha casa.


   Fiquei analisando durante um tempinho aquele colarzinho, então, não percebo, mas o banheiro já tinha esvaziado todo, só estava eu lá. Me levantei e eu ia abrir portinha, mas vozes femininas me chamaram a atenção, e me fez ficar quieta escutando.


   Era mamãe e Tia Mione.


   – Tem certeza de que não viu ele lá na sua casa, Gina? - perguntou Tia Mione, com a voz meio que de imploração.


   – Absoluta, Hermione. - disse minha mãe.


   – Mas... eu preciso achá-lo logo! Se cair em mãos erradas...


   – Tipo a do James. - interrompeu mamãe.


   – Isso! Se cair em mãos erradas, eu juro que eu não sei nem o que pode acontecer! Isso pode mudar o tempo, Gina! E eu tenho total certeza de que a última vez que eu vi aquilo foi na sua casa.


   Do que elas estavam falando? 'Aquilo' o quê? Se cair em mãos erradas? Hum...


   – Não sei, Mione, vai ver você pode ter deixado n'A Toca e se esqueceu lá. - falou mamãe.


   – Não! Eu sei que não! Eu e Rony não vamos À Toca faz um tempo! - disse Tia Mione.


   Eu, em toda a minha magnífica existência, tinha visto (na verdade ouvido) a Tia Hermione tão... preocupada. Não, desesperada é a palavra certa. Nossa, a coisa deve ser séria mesmo. Resolvi então continuar escutando.


   – Mione, vamo conversar depois, com mais calma, aqui não é o lugar nem a hora para falar disso. - sugeriu minha mãe.


   Droga!


   – Certo... - concorda Tia Hermione.


   – Mas eu prometo, que, quando eu chegar em casa, eu procuro. - falou mamãe.


   As duas saíram do banheiro, me deixando curiosissíma.


   – O que será que elas estavam falando?


 


   1º de Setembro...


   Primeiro de Setembro! Uhu! O meu primeiro dia de aula no segundo ano em Hogwarts! Ai, não vejo a hora de reencontrar a Mel, a Meri, a Cat, a Ella, a Otávia, a Grace, a... tá bom, parei.


   – Anda logo, James Sirius Potter! - grito do andar debaixo.


   – Já vai! - ele grita de volta.


   Nós estávamos todos (exceto James) na sala de estar já com as malas prontas para irmos à Estação King's Cross. Já estava quase na hora de sair, mas James ainda estava arrumando as malas!


   – Depressa, James! - falou papai.


   – Já vai, papai! - James fala imitando a minha voz.


   Al dá um risinho e eu chuto a sua canela por causa disso.


   James desce as escadas com uma cara de puro tédio.


   – Pronto? - pergunto.


   – Nããão! - ele abri toda a boca para fazer isso. Reviro os olhos.


   – O.k, tudo pronto? - pergunta mamãe para garantir.


   Assentimos.


   A mamãe não havia comentado nada sobre ''a tal coisa perdida'' com ninguém, desde aquele dia no banheiro. Ela não confia em mim?


   ???????????????????????????????????????????


   X_X


  Enfim, chegamos na Plataforma nove três quartos. Agora são 10:55, daqui a pouquinho o Expresso já vai partir rumo à Hogwarts. Arrumei minha mala e estou levando Brownie comigo agora. Brownie é o meu gatinho de estimação, ganhei ele quando estava indo para o meu primeiro ano em Hogwarts.


   Entrei no Expresso e me sentei em uma cabine vazia.


   – Olá, Lily, posso me sentar aqui com você? - perguntou Roxanne, minha prima.


   – Claro! - respondo sorrindo.


   – Olá, Brownie! - ela faz carinho em Brownie.


   Não posso negar... senti um puquinho de ciúmes de Brownie, afinal ele é o MEU gatinho fofinho! [N Rosa: Você quer dizer gordo, não é?] ¬¬.


   – Ué, o Louis e o Hugo te deixaram sozinha? - perguntou Roxy com a testa franzida.


   – Não, na verdade eu não achei ninguém, então vim me sentar aqui.


   – Então que sorte eu te encontrar aqui, não? Estava passando pelo mesmo! - ela diz sorrindo.


   – Sim.


   Ficamos esses cinco minutos em total silêncio, acho que devo dizer que a Roxy não é muito de conversar. Pois é, ela não é. E eu também não tinha muito assunto.


   – AHHH! Estávamos te procurando esse tempo todo, sua maluca! - gritou uma louca/retardada/histérica no meu ouvido. Roxy se assustou e colocou a mão sobre o peito


   – Que susto, Cat! - falo.


   – Desculpa, Lily!


   – Certo, cadê o resto da cambada? - pergunto.


   – Sei lá.


   A Catherine Deruna, mais conhecida como Cat, é minha amiga desde o meu primeiro ano na Escola. Ela não é da Sonserina, é da Corvinal. Ela é meio maluquete, sabe? Ela também tem um estilo... estranho. Agora ela estava usando uma saia preguiada amarela com flores azuis; uma blusa rosa de manga comprida; uma sapatilha rosa-vinho; uma faixa preta no seu cabelo muito negro; um gloss mega rosa; e um brinco e um colar de joaninha verde.


   Fala sério, é muito mais fácil sentir vergonha das pessoas quando a Cat está por perto.


   A Roxy olhou para o colar e o brinco de Cat e fez uma careta.


   Eu e Cat ficamos conversando sobre como os meninos são chatos, principalmente quando são seus irmãos.


   A Cat tem um irmão, tipo, super gato! O Rett. Os pais da Cat deram esse nome a ele por causa de um filme trouxa que eles assistiram: E O Vento Levou. Ele não é da Corvinal como a Cat, e sim da Lufa-Lufa, e está no seu terceiro ano.


   – Achei vocês! - ouvimos uma voz completamente aguda.


   Era Mel, Melina Minere


   – Que bom, Mel. - disse.


   A Mel é Grifinória. A Mel é uma menina rockeira. Ela tem o cabelo bem loiro, e usa umas roupas estilo PB, camisetas de bandas trouxas, tipo, Beatles, Ramones, Metallica, The Misfits, ect. Agora a Mel estava usando uma camiseta de uma banda chamada AC/DC; uma calça jeans preta; um All Star branco; um brinquinho e uma tiara preta segurando seus cabelos loiros mega, super, hiper lisos.


   – Viram o Laberna por aí? - perguntou Mel.


   Martin Laberna é um Sonserino muito arrogante. Nato. Mel nunca gostou dele, por isso sempre aprontou para o Laberna. Ha-ha, não é a toa que o Louis tem uma quedinha pela Mel.


   – Não, mas deve estar por aí com a sua gangue. - digo, dando de ombros.


   – Provavelmente. - concordou Mel.


   Mel se sentou do lado de Roxy, que sorriu.


   – Oi, Roxy! - cumprimentou Mel.


   – Oi, Mel! - retribuiu Roxy.


   Alguém entra na cabine em que estávamos, por um momento eu até achei que seria mais uma das meninas, mas era só o James, falando para Roxy que o Trevor Williams estava na cabine junto com a Penélope Thompsom. Roxy saiu em disparada para o local. James olhou para a Mel e sorriu.


   – Mel...


   – Melina. - interrompeu, Mel, o James.


   – O.k, Melina, o Louis está te procurando por tudo quanto é canto. - disse divertido. Até eu me forçei e dar um risinho.


   Mel corou violentamente. Cat sorriu.


   – Por que está tão vermelha, Mel? - perguntou Cat.


   James ainda não tinha saído, então riu alto, e so depois foi-se embora. Ufa!


   Quando James se foi, Mel olhou para Cat com uma expressão de dar medo em qualquer um.


   – O que foi? - perguntou Cat para Mel.


   – Você não devia ter perguntado aquilo com o irmão da Lily aqui! - falou Mel ainda vermelha.


   – Qual é o problema? - perguntou Cat inocente.


   Mel bufou e se virou para a janela.


   A porta da cabine se abre violentamente, e nos assusta.


   – Alguém pode me dizer porque o irmão mais velho da Lily saiu gargalhando? - perguntou Grace.


   Grace Vaniza, da Lufa-Lufa. A Grace é a menina mais estudiosa da sua Casa, estuda dia e noite, noite e dia,e tira uma das melhores notas de toda Hogwarts. Ela tem o cabelo castanho, olhos azuis, e a pela super branca. No ínicio do ano, a Grace usava um óculos com a armadura azul, para combinar com os olhos, mas agora ela usa lentes de contato.


   – Ah, ele só estava rindo porque a Mel ficou vermelha ao tocar o nome do Louis. - digo sorrindo, e Mel fecha a cara.


    – Claro! - ri Grace.


   Grace se sentou ao lado de Mel com um sorrisinho.


   – Como vocês acham que vai ser esse segundo ano em Hogwarts? - perguntou Grace.


   – Não sei, vamos esperar e ver. - disse.


   – Nossa, essa cabine está cheia, né? - ouvimos a voz da Ella.


   A Ella White. Sonserina. A Ella não tem um estilo definido, a cada semana ela se veste diferente. Agora ela estava usando uma blusa rosa-pink; uma calça jeans branca, uma sapatilha rosinha; uma tiara branca com um top fofo; e um gloss transparente. Bem ''paty'', mas no dia seguinte ela vai estar em um estilo hippie, entende?


   – É, está, agora vaza!- brinca Cat.


   – Nossa, quanta educação. - Ella se fingi se magoada.


   – A Cat está brincando, Ella, vem, senta aqui. - falo apontando para o lugar do lado da Cat.


   – A-hã. - diz Ella.


   – Viu a Meri? - pergunta Grace para Ella.


   – Sim, ela está conversando com o Úlisses Anderson.


   Merdedith Williams, ou se preferirem: Meri. Uma Sonserina bipolar. Uma hora tá de boa, e na hora, do nada, tá de mal. Nos meus primeiros dias de aula eu não gostava muito dela, eu a achava muito chata, metida, mas conforme o ano foi passando, eu fui conhecendo melhor a Meri, e hoje nós somos grandes amigas!


   – Como sempre. - sussurra Grace, o suficiente para eu ouvir.


 


 


   Já tinhamos chegado em Hogwarts. Agora estamos vendo a seleção das Casas dos primeiranistas.


   – Foy, Caroline!


   '' Corvinal!''


   – Parker, Edward!


   '' Lufa-Lufa!''


   – Delivy, Benjamin!


   ''Corvinal!''


  – Zemarishy, Kayla!


   ''Sonserina!''


   – Allen, Nicole!


   ''Grifinória!''


   – Alunos da Sonserina, me sigam! - falou o diretor da casa, quando acabou a seleção.


   – Bonito aquele Benjamin Delivy, não é? - perguntou Ella quando saímos do Salão Principal.


   – Achei mais o Edward Parker. - falei dando de ombros.


   Eu, Ella e Meri e mais uma menina nova, Kayla Zemarishy (ô sobrenome esquisito!) fomos ao nosso dormitório.


   – Vamos dormir. - falou Meri.


   Acho que Kayla estava sem graça perto de nós, talves seja porque a Meri tenha dado a louca e começado a gritar com a Ella dizendo que a Lady Gaga era melhor do que a Madonna, e eu dizendo que Pranchana Jack é muito melhor do que One Direction! Aff!


   Kayla foi a primeira a se deitar, depois foi Ella, logo foi a Meri.


   – Não vai dormir, Lily? - perguntou Meri.


   Eu não estava com muito sono, só estava mexendo na ampulheta dourada.


   – Já vou. - respondi.


   Meri se virou e caiu no sono cinco minutos depois. Acho engraçado essas pessoas que dormem rápido, eu, por exemplo, demora cerca de 40 minutos para pegar no sono, e olhe lá! E eu nem estava de pijama ainda, estava com as vestes da Sonserina.


   Quando todas já estavam dormindo, eu ainda estava analisando a ampulheta. Eu não sei porquê, mas aquela coisa me chamava a atenção.


   Levantei o colarzinho e o coloquei no meu pescoço. Achando que estava fazendo barulho, sai do dormitório, tomando cuidado para não me pegarem, então mexi um pouquinho no colarzinho, mas algo saiu estranho.


   Foi como se um anzol tivesse puxando o meu umbigo, tudo na minha volta começou a girar. Eu não sabia o que fazer, então só fechei os olhos.


   Senti uma vontade de vomitar, mas controlei. Quando tudo parou, fiquei olhando em volta, eu estava no mesmo lugar. No corredor do dormitório feminino. Andei mais um pouco, estava indo voltar para o dormitório, mas ouvi uma voz atrás de mim.


   – Acordada a essa hora?


   Era Filch, o zelador odiado.


   – Ãh... - nossa, quando eu preciso de uma desculpa, não sai nadané, Lily Luna?


   – Eu nunca te vi por aqui. - ele disse.


   Estou ficando esquecida?


   – Como não? Sou eu, Lílian Luna Potter...


   – Potter? Deixe de brincadeirinhas, mocinha! Detenção!


   Ferrei-me! Mamis vai me matar!


  Segui Filch até uma sala e ele me trancou lá. Que legal, eu tinha que limpá-la sem magia! Epa, eu não tinha varinha! Humpf!


   Olhei para aquela sala bagunçada. Eu já tinha estado lá uma ves, quando peguei detenção com a Mel, mas ela me parecia mais velha. Agora ela estava com aparência mais nova, sei lá...


   Demorei horas para arrumar aquilo, e eu estava morta de sono. Nem percebi, mas eu tinha dormido ali mesmo.


   Acordei e vi Filch me olhando rabugento.


   – Anda, vai lá para o café! - ele diz. Antipático!


   Saiu daquele lugar e fui em direção ao Salão Comunal da Sonserina. Fiquei em frente à parede de pedra vazia.


   – Água Cristalina - disse a senha, mas não abriu


   – Água Cristalina - repeti. Nada.


   – Precisa de ajuda? - perguntou uma voz feminina atrás de mim.


  Me virei. Vi uma menina com os cabelos castanhos e brilhosos, olhos azuis e a pele bem branca.


   – Não está abrindo. - disse.


   – Frutos Nobres. - a menina disse e a parede se abriu.


   Frutos Nobres? A senha era Água Cristalina, eu me lembro!


   – Quer que eu te acompanhe ao seu dormitório? - ela me perguntou educadamente. - Que ano está?


    – Segundo. - respondi.


   – Estranho, não me lembro de ter te visto antes. - ela fez uma cara de pensativa.


   Ok, hoje é o dia das pessoas se esquecerem de mim!


   – A propósito, meu nome é Matilda Juvine, e o seu?


   – Lílian Luna Potter. - digo e ela ri.


   Do que ela está rindo?


   – Potter? Tá, sei! Então,quer que eu te acompanhe?


   – Adoraria. - falo de mau-humor.


   Fomos até o meu dormitório.


   – Esse é o meu. - ela disse.


   – Não, é o meu. - falo.


   – Não, não é.


   Ela estava começando a me irritar.


   Ela fez uma cara confusa, e colocou a mão na minha testa.


    – Eu não estou doente. - falei irritada.


   – Não está?Sério? Primeiro você diz que é uma Potter, depois confunde o meu dormitório com o seu. Têm certeza de que não está?


   – Absoluta!


   – Ótimo, tenho uma idéia para nós não discutimos - como ela sabia que era isso que eu pretendia fazer? -, porque, caso você não saiba, eu não gosto disso. Vamos chamar o diretor Dumbledore.


   O quê?? Diretor Dumbledore? Ela está louca? É a DIRETORA Minerva. E depois diz que a ''doente'' sou eu!


   – E depois diz que a doente sou eu. - rebato. - Meu bem, é DIRETORA McGnogall, não Dumbledore, Dumbledore morreu fez 22 anos!


   – Tá certo, agora eu tenho total certeza de que você está doente. Doente da cabeça! Maluca! Dumbledore está vivo! Vivo!


   Ô, coitada!


   – Não brinque com essas coisas. - digo.


   – Não brinque você! Ah, quer saber? Se vira! Tchau!


   Virou as costas e saiu pisando firme. Eu, hein?


   Desisti de ir no dormitório, embora eu devesse uma explicação para as meninas, sobre o porquê que eu não dormi com elas. E fui direto para o Salão Principal.


   Mas aconteceu uma coisa estranha.


   Eu abri as portas, e não vi NENHUM rosto conhecido ali.


   Fechei as portas de novo para ver se estava sonhando. Porque... EU VI ALVO PERCIVAL WULFRIC BRIAN DUMBLEDORE LÁ! EM CARNE E OSSO, OSSO E CARNE! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!


   Botei rapidamente a mão na minha boca para não gritar, e fui o mais longe o possível dali.


   Fui para os jardins, e conforme eu ia caminhando eu me lembrava das coisas.


   ''- Potter? Deixe de brincadeirinhas, mocinha! Detenção!''


   ''- Tá certo, agora eu tenho total certeza de que você está doente. Doente da cabeça! Maluca! Dumbledore está vivo! Vivo!''


   – NÃO! - gritei.


   Daí me houve um estalo!


   ''- Isso! Se cair em mãos erradas, eu juro que eu não sei nem o que pode acontecer! Isso pode mudar o tempo, Gina!...''


    Essa não! Será que...


   AHHHHHHH! COMO EU SOU BURRA! BURRA, BURRA, BURRA!


   Olhei para o meu pescoço e vi aquilo. Aquele maldito Vira-Tempo!


   Sim, era um Vira-Tempo!


   UM VIRA-TEMPO!


   Tirei ele do meu pescoço e o analisei. Coloquei-o de volta e girei. Nada. Girei. Nada. Outra vez. ABSOLUTAMENTE NADA!


   AHHHH! EU VOU MORRER! [N/James: E vai rolar a festa! Vai rolar!...]


   O VIRA-TEMPO... QUEBROU! Q-U-E-B-R-O-U!


   X_X


   Cansei de ficar jogando mentalmente mil azarações em mim e resolvi tomar uma inciativa. Esperei o café-da-manhã passar e fui falar com Dumbledore.


   – ALVO PERCIVAL WULFRIC BRIAN DUMBLEDORE! - chamei em alto e bom som para os professores me olharem estranhos, quando o Salão já tinha esvaziado e só sobrou eles lá.


   Dumbledore me olhou sério ( AAHHHHHH! MORRI! DUMDLEBORE MO OLHOU??? É ISSO MESMO PRODUÇÃO??? UHU!). Minerva me olhou muito, muito séria. Normal, já estou acostumada.


   – Oh, senhorita...?


   Minerva ia falar, mas me lembrei que nesse tempo ninguém sabe quem eu sou.


   – Diretor Dumbledore, poderia falar com o senhor em particular? - perguntei tentando não parecer nervosa. Mas não deu muito certo.


   Ele me olhou, parecendo me analisar, através dos óculos meia-lua.


   – Claro. - ele disse.


   Eu só faltei pular de alegria nessa hora. Dumbledore falou comigo! DUMBLEDORE FALOU COMIGO! Ok, chega de dar ataque de tiete.


   – Mas... - tia Minnie ia falar, mas Dumbledore só levantou a mão e ela se calou.


   Os outros professores sairam me olhando, e Severo Snape (AHHHHH, EU CONHECI O SNAPE!!! AHHHH! E ELE É HORROROSO!!! AHHHH!) me olhava com uma expressão triste. Bom, devia estar se lembrando da minha avó, já que dizem que eu sou igual a ela, claro, na aparência só :P.


   – Me acompanhe até minha sala, senhorita...


   – Potter. - falei.


   – Potter? - ele repetiu.


   – É uma looonga história.


   Tá, não tão longa assim, mas...


   – Como é o seu nome, minha cara? - ele me perguntou.


   – Lílian Luna Potter, mas prefiro Lily. - digo sorrindo.


   – O quê? - ele perguntou confuso.


   Também, não é todo dia que uma viajante do futuro está na sua frente.


   – Posso te explicar, mas tem que ser na sua sala. - falei.


   – Ótimo, tenho certeza que a conversa vai ser longa.


   – Ah, se vai.


   Sabe, estou começando a achar que essa história de viagem no tempo pode não ser tão mal assim.


   Eu acho.


   Chegamos em frente à uma estátua de gárgula, e ele disse: 


   – Gota de limão!


   A gárgula se afastou e apareceu uma escada circular que protegia.


   Fomos até sua sala, então nos sentamos.


   – Fale, senhorita... Potter.


   É agora. 


   Me desejem sorte!

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   Sério? Nenhum comentário? Nem UMZINHO??? Estou decepcionado com isso, realmente! Espero que nesse capítulo tenha COMENTÁRIOS, o.k? Não prometo postar o capítulo 3 rápido, viu? Mas vvou tentar fazer o possível.
   Beijos e COMENTEM, POR FAVOR! 

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Comentários (2)

  • LilyLuppin2

    Amei!!!!! Vou ler AGORA o próximo!

    2013-11-13
  • AnaLú

    Não desanime estou lendo a fic e gostando bastante, espero muitas aventuras para a Lily, kk.Beijoos 

    2013-11-09
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