Enfim a verdade



                                                       Enfim a verdade

  Harry não conseguira acreditar no que ouvira, não conseguiria acreditar.
  __ Não minta para mim, Monstro. - Harry olhava de Monstro para Hermione, que ficara muito constrangida com a situação. - NÃO MINTA PARA MIM! - Dessa vez o garoto alterara o seu tom de voz, segurava Monstro pelos seus trapos, a fúria lhe consumindo.
  __ O que você queria Harry? Não era isso o que queria ouvir? Não era essa  a sua suspeita? - Hermione postara-se entre os dois mais uma vez, impedindo o contado visual Harry/Monstro. 
  O garoto sabia muito bem que era essa a verdade. Hermione tinha razão, por quê estava descontando tudo em Monstro? Envergonhado, Harry voltara em si, e percebendo que ainda segurava os trapos de Monstro, libertou o Elfo de sua fúria. No momento seguinte ouvira-se um estralo.
  Dobby olhava curioso a cena: Hermione à beira das lágrimas, um Harry furioso e Monstro caído no tapede grifinoriano.
  __ Dobby? O que faz aqui? - Hermione afastara-se de Harry, temendo outra explosão do amigo.
  __ Dobby ouviu Harry chamar Monstro, então Dobby se perguntou por quê Harry Potter  não chamara o seu servo e amigo mais leal?
  Harry demorou a processar as palavras do elfo, que vestia uma meia laranja na cabeça.
  __ Huun.. Eu estava.. Dobby! Você sabe alguma coisa sobre Brianna Black? - Harry notou o constragimento do elfo, que baixou o olhar instantaneamente. - DOBBY?
   __ Harry, DÁ PRA SE ALCAMAR?
  __ Não Senhorita Granger, Harry Potter tem toda razão de ficar bravo com Dobby. - Dobby tomou coragem e se diriguiu a Harry. - Eu ia contar a Harry Potter... Eu ia... Mas Dobby precisava esperar o Senhor Dumbledore. Dobby precisava.
  __ Dumbledore? O que ele tem a ver com isso? - Hermione agora estava começando a enteder a situação. 
  __ Foi o Senhor Dumbledore que trouxe Brinna Black a Hogwarts. Ele fez uma viagem muito cansativa, uma viagem muito longa. - Dobby tentava sanar as dúvidas que pairavam no ar.
  __ E Onde ele está agora? O Dumbledore?
 __ Se Dobby soubesse, Dobby jura pela liberdade dele, Dobby contava a Harry Potter, entretanto...
  __ Está bom. Podem voltar para a cozinha. -  E num grande estalo, Monstro e Doby desapareceram.
  __ Huun.. Acho que eu já vou indo também, Harry. - Hermione levantara da aconchegante poltrona, deu um beijo na testa marcada por uma cicatriz. - Você vai ficar Bem?
  __ Acho que sim. - Harry forçou um sorriso, a cabeleira de Hermione já desaparecera pela porta quando Harry a chamara outra vez. - Huum.. Obrigada Por Tudo! - Hermione sorrira sinceramente para Harry e em seguida saiu pela porta. 
                                                           * * *
  O salão comunal estava apinhado de gente na manhã seguinte. A entrada de Harry e Rony foi recepcionada pelo coro " Weasley é o nosso rei" vinda da mesa grifinoriana. A primeira partida de quadribol já estava marcada no dia seguinte, o clássico jogo entre Sonserina x Grifinória.
  __ Com quem você estava conversando ontem à noite? - Rony sentara-se na mesa e servia-se de pudim com suco de abóbora.
  __ Você não ouviu? - Interveio Hermione.
 __ Nom tenhof sono pesãdo. - Rony cuspia pedaços de pão enquanto explicava à amiga, que censurou com um olhar a falta de educação do garoto.
  Harry já estava preparando seu discurso explicativo referente a noite passada, quando notou que haviam dois Dumbledore na mesa.
  __ Vejam, o Professor Dumbledore resolveu aparecer. - Havia sacarsmo na voz do garoto, mas apenas Hermione percebeu.
  Dumbledore estava majestoso na cadeira imponente, altivo e descontraído numa conversa com Minerva. Harry percebeu que Aberforth não estava entretido na mesma. Realmente restava mágua, raiva, seja lá o que fosse entre os dois irmãos.
                                           ****
  O dia de Harry seria bem cansativo levando em conta os seus horários e a sua recém descoberta. Harry queria poder olhar para Brianna e compará-la com Sírius. Queria esclarecer as coisas logo. Mas quando estava à caminho do seu dormitório um dúvida lhe ocorreu. Por que Dumbledore não contara nada a ele antes? Será que Dumbledore não sabia que poderia confiar esse segredo à ele, Harry Potter? Pensando melhor, Dumbledore não tinha direito algum de esconder Brianna dele, afinal, ela era quase sua prima.
  Uma onda de raiva tomou Harry de novo. Estava cansado de ter de descubrir fatos da sua vida por acaso, ou por terceiros quando estes achavam necessário repassar a ele. E mais uma vez Harry deu de costas para a Fortuna Major para guiar seus passos às enormes gárgulas de pedra.

                                 ***
  __ Varinha de Alcaçuz - A senha soou como uma pergunta. Harry não fazia ideia da nova senha.- Huuun.. Gota de Limão?
  __ Dumbleodore nunca repetiria uma senha se quer saber!
  Harry virou-se e deu de cara com Luna Lovegood.
  __ Luna? O que você faz aqui? - Harry ficara sem jeito, assim como todos os encontros anteriores.
 __ Dumbledore enviou-me uma carta- A garota balançou um pergaminho enrolado,  e Harry pôde ver a letra inclinada e fina do professor que transparecia pelo papel. - Mas e Você? O que faz aqui?
  __ Huun.. É que preciso falar com ele... É particular desculpe... - Por mais que Harry pudesse confiar em Luna achou mais prudente privá-la dessa confusão. - Então você deve ter a senha, não?
  __ Ah, Claro - e dizendo para a enorme gárgula de pedra acrescentou-  Bombas de Caramelo.  - A gárgula girou e Harry e Luna a acompanharam.
  
  Dumbledore se encontrava observando Fawkes que acabara de renascer das cinzas.
  __ Ahh, Alô Harry, imaginaria que viesse fazer-me uma visita hoje. - Dumbledore alisava a nova Fawkes, de costas para Harry e Luna.
  __ Ann, Senhor?
  __ Sim?
  __ O que tenho para te falar é particular. 
  __ Ah, Acho que sim, receio. Então devo ter que remarcar nosso encontro, Srt. Lovegood - Dumbledore encarava os dois pela primeira vez. Harry notou que ele estava muito cansado.
  __ Ah, Claro, mas... É Sobre o meu pai, não é? - Harry notou que Luna de repente ficara triste. O que é que tenha acontecido com Xenófilo, se agravara.
  __ Ah, querida Suponho que sim. Mas prometo que nossa reunião não tardará a acontecer. - Dumbledore disse abrindo a porta delicadamente para Luna, que acenou, despendindo-se de Harry.
  Os segundos seguintes foram dominados pelo silêncio, que reinava absoluto. Dumbledore convertera novamente sua atenção à Fawkes.
  __ Senhor, desculpa pela aparição. Não queria...
  __ Creio eu que o que tem a me dizer não é mais importante do que a minha reunião com Luna, que  você fez questão de adiar...
  __ Me desculpe não era minha intenção, se quiser posso voltar dep...
  __ Entretanto, o que tem a me dizer não é menos importante, e não deveria, de qualquer forma, ser adiado. - Continuou o seu raciocínio como se Harry não o tivesse interrompido, e apontado para a cadeira a frente da escrivaninha, continuou - Queira se sentar para podermos colocar nosso papo em dia.
  Harry se acomodou e observou o Professor dar a volta para se sentar atrás de sua escrivaninha, à sua frente. Agora era só ele, Dumbledore e suas mentiras. 
                                              * * *  

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