"Fleuma"



A Toca' 

  Ginny sempre odiou Fleur Delacour.  A odiava porque tinha medo. Ela tinha medo que Harry se apaixonasse por Fleur por causa de sua parte Veela. Agora mais que a "Fleuma" (apelido dado por Ginny, porem ela nunca mencionou isso na frente de Fleur) iria fazer parte de sua familia. Molly, estava tão anciosa para a festa. O pior de tudo era que em menos de 4 dias, Harry, Rony e Hermione teriam que partir, em busca das horcruxes restantes; Molly tentava interrogar um por um, não iria deixar seu filho e os amigos deles, viajarem pelo mundo assim, correndo perigo mortal, e além de tudo sem destino, ela não apoiava essa ideia. Mas não poderia fazer nada, Ron e Hermione eram maiores de idade, e Harry já estava no mesmo caminho em cerca de horas. 
   Molly de jeito algum deixavam os três se comunicarem. Dava diversas tarefas domesticas, tratavam eles como elfos. Mas tudo tinha uma razão, impedir que entrassem em contato entre si. 
   
   Harry estava arrumando as coisas na sala, pois o casamento se aproximava, e ele e os outros haviam se comprometido a ajudar nos preparativos.
   
   - Mamãe não quer vocês conversando.. Ela pensa que se impedir de vocês se falarem pode adiar a saida de vocês - disse Ginny.

   - Porém ela sabe que não vai adiantar, pois Hermione ja arrumou as nossas malas, e estamos prontos a partir a qualquer momento. - Retrucou Harry, ele não aguentara falar assim com ela. Algo dentro de si falava que nunca mais poderia ve-la.

   - Eu tenho que arrumar meu quarto, agora. Nos falamos depois - e ela partiu.


31 de julho, A toca, 1997.

    - Hoje é seu aniversário Harry! - exclamou Rony. 

     - Ah é, verdade. - com todo o trabalho que havia tendo nos preparativos, nem tinha mais noção dos dias, só precisava ficar mais 24 horas para o casamento e iriam partir. 

   Em menos de horas havia recebido varios presentes. Hermione tinha lhe dado um bisbilhoscopio. Sra e Sr. Weasley deram a ele um relógio, o que era uma tradição quando algum bruxo atingia a maioridade. Os gemeos deram uma caixa com as ultimas Gemialidades Weasley. Fleur lhe deu um barbeador encantado e Rony deu um livro, chamado  Doze maneiras infaliveis de encantar bruxas jovens. 

   - Harry, você poderia vir aqui um instantinho? - Era Ginny, Rony ficou tenso, Hermione o segurou pelo pulso e puxou-o para baixo da escada. Harry estava a tremer muito, e entrou no quarto com Ginny. 

   Ele nunca estivera ali. Era um quarto pequeno, claro. Na parede tinha um poster da banda bruxa as Esquisitonas, a favorita de Harry. Ela também estava nervosa, tomou fôlego e disse: 
 
  - Feliz 17. 

  - Ah, obrigado Ginny.

  Ela continuou encarando-o com firmeza, ele no entanto não conseguia olhar em seus olhos castanhos. Era similar a fixar o olho ao sol. Ele olhou pela janela do quarto da menina.

  - Linda vista. - comentou Harry, meio sem graça. 

  Ginny passou despercebida. 

  - Não consegui pensar em que lhe dar Harry. - começou

  - Você não tem obrigação de me dar nada. 

   Ela ignorou-o novamente.

 - Não posso te dar nada grande. Você não poderia levar na sua viagem. 

    Ele tornou a olhar em seus olhos. Ela não estava chorosa, aliais nunca fosse, isto era uma das qualidades da menina que Harry mais admirava. Ela aproximou dois passos a mais do garoto. 

 - Estava a pensar.. gostaria de te dar algo que te lembrasse de mim, se você esbarrar em alguma veela por ai na viagem...

 - Relaxe, não pretendo encontrar garotas.

 - Você é uma pessoa perfeita. O lado bom que sempre estive procurando - comentou a garota, e ela se aproximava novamente. Ela o beijou como nunca beijara antes, o menino retribuiu o beijo. Ela era a melhor realidade, a melhor sensação. Uma das maos de Harry estavam em seus cabelos ruivos, e a outra em suas costas. 

  Rony escapara dos braços de Hermione. Eles estavam naquele quarto a muito tempo. Abriu a porta com agressividade. 

 - Oh, desculpe pombinhos. 

 - Rony! - exclamou Hermione.

 - O que?!?! Ela é minha irmã. Não posso deixa ela agarrada com meu melhor amigo. 

 Harry e Ginny pararam imediatamente e passaram a encara-lo 

 - Rony, não precisa dar uma de irmão protetor o tempo todo. - disse Hermione.

 - Ginny, é melhor a gente se ver mais tarde... - e a voz de Harry ia decrescendo.

 Os três desceram as escadas e deixaram Ginny no quarto, sozinha. 

 - Qual é a sua Harry? Você deu o fora na minha irmã! E agora o que esta a fazer com ela?

 - Rony, você esta entendendo mal, eu não estou me metendo com ela. Eu não dei o fora nela. - retorquiu rapidamente.

 - Ela ficou realmente arrasada quando terminou com ela.

 - Eu também fiquei. Você sabe porque eu terminei com ela. Não foi por querer...

 - Claro! Mas agora fica de beijos e abraços com ela pelos cantos, sempre que pode. Renovando as esperanças dela - o tom de Rony ficara bastante elevado.

 - Ela não é idiota. Sabe porque eu terminei, e não esta esperando que a gente.. que a gente se case, e que tenhamos filhos, e nem que... - Ao falar isso, vinha uma imagem em sua mente de Ginny de vestido branco, casando com um desconhecido, que não fosse ele. Mas ela era uma menina livre e sem compromissos, e ele apenas que via uma longa guerra no horizonte.

 - MAS VOCÊ PODERIA PARAR DE SE ATRACAR COM A MINHA IRMÃZINHA SEMPRE QUE TEM CHANCES, NÃO PODIA? - Rony estava mais vermelho que seus cabelos.
 
 - Não vai acontecer novamente Rony, - retorquiu Harry - esta bem?

 Rony ficou menos vermelho e mais sem graça. e comentou: - Ok então.. é isso.

 Até o fim do dia embora tivesse varias chances, não buscou encontro com Ginny o resto do dia. O dia estava claro, mas para Harry apos a briga com Rony, parecia uma manhã nublada e chuvosa. Evitara olhar Ginny nos olho, e demonstrava em seu olhar que alguma coisa tinha dado errado.
  Harry deitara em sua cama, e pensara o resto da tarde, lia o livro Doze maneiras infaliveis de encantar uma bruxa... A noite seria o casamento e comemoração de seu aniversário.


  Era quase noite, o bolo em formato do pomo de ouro era em homenagem a Harry. Todos estavam com fome, passaram o resto do dia trabalhando. Cantaram o um belo parabens para Harry, e cortaram o bolo. 

 - Seguindo as tradições trouxas, para quem sera o primeiro pedaço ? - comentou Arthur. 

Agora Harry ficara vermelho. Dava o primeiro pedaço a quem? 

 - A vocês, que me acolheram aqui. Sempre me trataram bem. Só agradeço a vocês, aos Weasleys, é claro, Hermione também. (Hermione percebera que quando Harry falava, tratava-a como uma Weasley) 

 Todos comeram o bolo e partiram para o casamento. Estavam ta presentes os parentes de Ron, amigos de trabalho do Sr Weasley, a tia Muriel, Luna e a familia de Fleur. Estava a tocar uma bela musica para dançar. Luna estava com seu pai, Ron com Hermione. Ginny tomou iniciativa:

- Vamos dançar Harry? 

- Claro. - respondeu rapidamente.

 Ele segurou na cintura da garota, e eles começaram a dançar, juntamente aos outros da festa. Não tinha percebido como os olhos de Ginny eram tão bonitos. Não ligava se a Sra. Weasley e outros estivessem na festa, ele queria abraçar Ginny com tanta força, e nunca mais parar. De repente, ocorreu-lhe um péssimo presentimento. As luzes se apagaram, a garota em seus braços soltou uma pequena expressao de medo. Ele apertou suas maos e a protegeu. Uma esfera apareceu e iluminou o salão.  A esfera azul estava encantada e mencionou:

 O ministério caiu. O ministro da Magia esta morto. Eles estão vindo. Eles estão vindo..

As luzes retornaram e todos entraram em panico, figuras encapuzadas invadiram o casamento, e metade dos convidados estavam aparatado. Harry correu com Ginny e a deixou segura, com Tonks e Remo. Encontrou Hermione, Rony e aparatam. 

 - Onde estamos Hermione? - gritou Rony, numa rua movimentada, quase foram atropelados.

- Avenida Tottenham Court - corram, apenas corram. Precisamos de um lugar para nos trocarmos.


  

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