A Ultima Canção



Capitulo Dois
A ultima canção...

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Você fala? Mas mesmo assim não sei do que esta falando, o que quer dizer?”pergunta Nagini, confusa.


Você não se lembra de Voldemort, Nagini? Não se lembra das coisas que vocês fizeram? Das coisas que você fez por ele?” pergunta Harry, tão confuso quanto ela.


 “Ainda não sei o que quer dizer menino-serpente. Tudo que eu me lembro é de um homem olhando pra mim e murmurando algo que não reconheci e o resto é um borrão pra mim.”diz Nagini

Harry se vira imediatamente para Hermione.

“Não sabia que a “Imperius” funcionava em cobras!” – diz Harry surpreso.

“É possível, não é muito comum ou usado, mas possível!” - responde Hermione, também surpresa, pensava nas chances de ter acontecido.


Mas antes que pudesse chegar a uma conclusão, uma forte chama apareceu, pairando no ar à frente deles. E quando a chama cessou não foi surpresa para Harry ver Fawkes, esticou então, seu braço direito para que ele pudesse pousar.


 “Eles estão mortos Fawkes, até mesmo Dumbledore esta morto, só sobrou à gente!” – diz Harry à Fawkes, olhou para Hermione, que estava ao seu lado acariciando as penas de Fawkes com um olhar triste. “O que vamos fazer Fawkes? O que vai acontecer agora?


 E como se para o destino não fosse o suficiente, ele lhe pregou mais uma peça.


“Não se preocupe, eu posso lhes ajudar, posso dar a vocês outra chance para a felicidade, mas ainda assim vocês teriam que batalhar por ela, uma batalha que não será fácil!” – diz Fawkes, ainda no braço de Harry, fazendo com que tanto ele quanto Hermione dessem um pulo de susto.


 “- Deve ser assim que ele falava com Dumbledore!” – pensava Harry.


 Ninguém havia notado, mas assim que a fênix apareceu, a cobra começou a sibilar de forma perigosa, mas se aquietou quando percebeu que ela não era uma ameaça a sua existência.


 “Explique-se” – pediram Harry e Hermione ao mesmo tempo, recuperados do pequeno susto.


 “Muitos mundos existem, várias dimensões paralelas pelo que eu sei. Eu poderia mandá-los para lá, mas jamais conseguiriam voltar. El se tornaria a nova casa de vocês para sempre.”  Ele parou para ver a reação deles e parecia assentir quando ambos fizeram uma careta.


 Por que eles gostariam de voltar para este mundo? Eles eram os únicos sobreviventes de Hogwarts, dessa guerra maldita.

Fawkes continuou sua explicação.

Vocês não existem nesse mundo. Seus pais Hermione, nunca nasceram, e consequentemente, você também não. E você Harry, foi morto quando ainda era um bebê. Não há menino- que-sobreviveu, não há esperança, e Voldemort ainda tem uma posição de poder sobre o mundo magico, ele ainda sai de seu esconderijo mais frequentemente e mostra um lado mais provocante e ousado. Vocês poderia recomeçar sua missão lá e moldar seus próprios futuros, porque Harry, como você já sabe é o único que possui uma ligação com Voldemort. E o único que tem condições de derrota-lo.” – termina Fawkes.

Sua face mostrava uma expressão determinada e seus olhos brilhando com uma antecipação e seriedade renovados. Este não seria um passeio, ele sabia, tinha certeza de que iria fazer o seu trabalho corretamente dessa vez e proteger esse novo mundo como estava destinado a fazer.

Afinal, ele derrotou Voldemort aqui, então já sabia como o bastardo gostava de brincar. Ele sabia de coisas que as pessoas da outra dimensão provavelmente nem suspeitavam, e ele era muito poderoso para alguém com dezessete anos, mais poderoso do que qualquer estudante de Hogwarts deveria jamais ser.


Ele então se virou para Hermione, e soube por seu olhar, que ela o seguiria para onde quer que fosse e antes que tivesse a chance de perguntar se ela tinha certeza, recebeu sua resposta.

“Eu irei com você Harry, não terei mais nada aqui se você for embora. Além do mais, quando lutarmos, venceremos, dessa vez estamos preparados!” – disse Hermione, com olhos marejados; e ele sabia que o que ela tinha dito era a mais pura verdade.


 Percebeu então que a decisão já estava tomada antes mesmo de Fawkes terminar sua explicação.


 “Espere só um segundo!” Harry ergue sua varinha e murmura “Accio”.


Mas ao contrario do que Harry esperava, segundos depois, não foi sua brilhante Firebolt, presente de seu falecido padrinho, seu velho álbum de fotos, sua capa da invisibilidade, dinheiro bruxo e a chave de seu cofre em Gringotts que vieram flutuando em sua direção, ao invés disso, vinha uma bolsinha de contas em sua direção e algo atrás dela, para surpresa de ambos, Edwiges veio voando com uma gaiola presa firmemente em suas garras, que continha Bichento dentro.


 Harry agarrou a bolsinha por reflexo, enquanto Edwiges colocava a gaiola nas mãos de Hermione e pousava no ombro de seu dono.


Harry olhou para a bolsa, e se voltou para Hermione, confuso, ela ao contrario tinha um grande sorriso maroto nos lábios.


“Hermione!”


 “Ah Harry, não faça essa cara” – diz Hermione, se segurando para não rir. “Você sabe que eu gosto de estar sempre preparada!”- termina Hermione com um grande sorriso.


 “Você me surpreende cada vez mais” – diz Harry, ainda meio abobalhado. “Oque você colocou aqui dentro?”


 “Todas as coisas essenciais, sua capa, sua vassoura, seu álbum, dinheiro bruxo, a chave de seu cofre, algumas roupas suas e minhas, entre outras coisas!” – termina Hermione, ainda sorrindo.


 “Tudo bem!”. “Acho que estamos prontos!” – diz Harry à Fawkes, que agora pairava no ar a alguns passos a frente deles.


 Deram um passo para frente em direção a Fênix, quando alguma coisa pressionou o calcanhar de Harry.


 “Você estão indo pra algum lugar? Posso ir com vocês? Poucas pessoas aqui falam a minha língua e eu não quero ficar sozinha. É estranho, mas eu também sinto como se eu devesse a vocês minha vida, e gosto muito de você menino-serpente!”


 Harry encarou a cobra suplicante e se abaixou devagar, mostrando a ela seu braço parcialmente coberto; suas roupas estavam em farrapos, assim como as de Hermione, mas eles poderiam consertar isso mais tarde.


Nagini sibilou contente e se enrolou ao redor se seu pulso. Quando ela finalmente parou de se mover, a cobra quase não podia ser vista de dentro da capa de Harry.


Virou-se para Hermione, que observava tudo com uma sobrancelha erguida.


 “Não podemos deixa- lá aqui sozinha não é?” – Diz Harry, com a expressão de um garotinho matreiro pego no flagra.


 “Não Harry, não podemos!” – concorda Hermione rindo. Ela sabia que não havia problema de Nagini ir junto, já sabia é claro, que Harry não a deixaria ali mesmo ela sendo a ex-cobra de Voldemort, mesmo ela tendo tentado mata-lo, mata-los, diversas vezes, não seria seu Harry se a deixa-se. E tinha certeza que a cobra lhes seria fiel, principalmente a ele, descobriu isso enquanto Nagini subia no braço de Harry, mas a encarava com a cabeça ligeiramente inclinada, como se avaliasse, se ela era uma ameaça ao seu jovem-novo-mestre, e pareceu chegar a uma conclusão positiva já que ainda estava inteira, não tinha sido atacada afinal, e podia jurar que se Nagini tivesse lábios ela teria lhe dado um sorriso em aprovação.


 Fawkes voou para Harry, para deixa-los acariciar sua cabeça uma ultima vez, e então pairou sobre a cabeça deles. A canção da Fênix se juntou ao som emitido pela varinha de Harry, e ele e Hermione começaram a brilhar com uma cor avermelhada.


 Enquanto começaram a desaparecer, eles ouviram as ultimas palavras de conselho de Fawkes.


 “Não esqueçam: nesse mundo ninguém os conhece, e será difícil de viver sem atrair muita atenção para si mesmo. Vocês podem dizer o que quiserem quando chegarem, e podem ou não ir para Hogwarts, não importa. Mas lembrem-se: algumas coisas SERÂO diferentes, pois é um universo paralelo. Boa sorte, meu outro “eu” ira encontrá-los se problemas surgirem!”


 Harry sentiu um forte puxão, ainda mais forte do que uma chave-de-portal, e por estar tão cansado e esgotado para resistir, após ser o alvo de tantas maldições e imperdoáveis, ele perdeu a consciência enquanto as ultimas palavras de Fawkes ecoavam ao seu redor. Se tivesse aguantado mais um pouco, teria visto Hermione perder a consciência também.


 Segundos depois o terreno ficou mortalmente parado novamente, quando a Fênix explodiu em flamas.


Entretanto.
Das cinzas...
Nada surgiu.

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oiiiiiii!!!!!
Sinto pela demora.
Espero que gostem!!!!!
AAHH!!! Obrigado pelos comentários, Bruneca e Rosana F.
Quem mais quiser dar sua opinião, estamos ai.

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Comentários (2)

  • Natascha

    oi eleitora nova! achei o assunto da fic super interessante, ela por enquanto est´aótima espero q continue assim!

    2011-11-04
  • rosana franco

    Ta ficando cada vez mais interessante vamos ver agora que história eles vão contar nesse novo mundo,e como serão recebidos por todos.

    2011-11-04
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