Grimmauld Place



A/N: Nesse capítulo conhecemos a nova casa do Harry. Fiz um blog com as imagens nas quais me baseei para descrever os cômodos, para que possam visualizar como ela seria por dentro. O endereço é: ficpicturesfic . blogspot . com


Me mandem reviews se gostaram ou tem alguma sugestão, por favor.






O casamento de Percy foi surpreendentemente chato, até mesmo para quem conhecia os noivos e não esperava nada demais.


Grande parte dos convidados fazia parte do Ministério, todos muito sérios e sisudos. Após a cerimônia não houve sequer um baile, apenas tocaram música clássica durante festa, que se resumiu a um brunch já que Percy e Audrey queriam passar em seus escritórios e resolver algumas coisas antes de viajar.


- Que tipo de pessoa vai trabalhar no dia do próprio casamento? – Rony resmungou, atônito.


- Percy Perfeitinho... – Fred respondeu. Tinha levado como acompanhante a funcionária das Gemialidades Weasley, que estava muito bonita com um vestido verde claro que realçava a cor de seus olhos.


Um elfo doméstico com vestes laranjas e um chapéu de bobo da corte desaparatou na frente deles, quase fazendo Rony cair da cadeira com o susto.


- Chefe, acabaram os caramelos canários... posso convencer os clientes a comprarem outra coisa ou peço para voltarem? – o elfo perguntou, parecendo contente.


- Venda outra coisa E peça para voltarem amanhã – Fred respondeu, com a aprovação do irmão. O elfo desapareceu novamente em um estalo.


- Como vocês fizeram eles usarem roupas? – Hermione perguntou curiosa – Quer dizer... dando roupas vocês estariam dispensando os serviços deles, tentamos fazer isso no ministério mas eles ficam tremendamente ofendidos, isso que eles nem trabalham para a gente...


- Ah, minha cara Hermione... mas aí é que está... – Fred sorriu – nós não demos as roupas para eles... apenas emprestamos e pedimos que usassem... – ele piscou.


Harry tinha que admitir, como fizera várias outras vezes, que os dois eram simplesmente geniais.


Como a celebração do casamento de Percy acabou muito cedo, tendo os gêmeos voltado para a loja e ninguém estando com paciência para ouvir as reclamações de Fleur e os comentários de como seu casamento estava melhor mesmo tendo sido invadido por comensais, Harry, Rony, Hermione e Gina resolveram passar na casa de Andromeda, a quem estavam devendo uma visita desde a ultima vez que a encontraram no Beco Diagonal.


Como uma típica avó de contos de fadas, Andromeda sempre tinha em casa v´rias qualidades de biscoitos e sempre fazia uma quantidade enorme de comida quando esperava visitas, o que deixava Rony muito feliz de aparecer em sua casa.


Naquele dia em particular ela tinha feito dois tipos de bolo, tortinhas salgadas, cupcakes, scones e sanduíches, os quatro amigos estavam tendo dificuldade de dar conta de tantas coisas, mesmo com a ajuda ansiosa de Rony.


Teddy tentava se equilibrar sem muito sucesso na vassoura que Harry lhe comprara de presente de aniversário de um ano, ele e Gina riam de seus esforços. Não havia muito com que se preocupar pois Andromeda conjurou um tapete fofo que impediria que ele se machucasse se caísse.


Os periquitos cantavam alegres, mas estavam com um tom diferente que de costume.


- Espera um pouco – Disse Harry, observando com mais atenção – Não está faltando um deles?


- Ah, sim... – Respondeu Andrômeda – O que imitava a voz do John Lennon. Ele sumiu uns dois dias atrás... saiu voando atrás de uma alauda japônica...


Harry e Hermione quase caíram da cadeira de tanto rir pela infeliz coincidência., Andromeda não pôde evitar um sorriso e Gina ficou olhando os dois entendendo tanto quanto Teddy o que estava acontecendo.


(A/N: Sim, é uma referencia à Yoko... eu não podia deixar passar.)


A atenção de todos foi tomada pelo pássaro que ensaiava para pousar no quintal, uma coruja branca que pareceria muito Edwiges não fosse o fato que a parte interna de suas asas estava tingida de rosa choque.


O pássaro deu alguns vôos rasantes e rodopios trazendo um envelope amarelo ouro em seu bico e Hary pôde então notar que, além de tudo, ela soltava algo parecido com purpurina de suas asas enquanto voava.


Stardust, concluiu.


A ave depositou o envelope em seu colo, no qual seu nome estava escrito com letras bem desenhadas.


Harry abriu o envelope enquanto Rony tossia por causa da purpurina espalhada.


Potter


A Stardust companhia de arquitetura e decoração tem o orgulho de lhe convidar para conhecer sua nova, magnífica, exuberante e recém reformada casa.


Estaremos apresentando sua nova morada para quem quiser convidar neste domingo, a partir das oito da manhã.


Aguardamos ansiosos por sua aprovação."


Harry mal podia acreditar, sua casa finalmente estava pronta. Com muitos meses de atraso, é claro, mas não teria que se preocupar mais com ela.


Daria um jeito nos cisnes de Stardust depois.


Na manhã seguinte, todo um grupo de pessoas estava reunido para conhecer a nova casa do Largo Grimmauld. Como era domingo, ninguém estava trabalhando e puderam se juntar ao grupo o sr. e sra. Weasley, Fred, Jorge, Rony, Hermione e Gina. Gui e Fleur estavam viajando, não tiveram tempo de sair em lua de mel na época que se casaram então resolveram aproveitar para viajar agora que tudo estava calmo. Fizeram questão, de qualquer forma, de viajar para o lugar mais longe possível de Percy e Audrey.


Stardust já estava na porta com suas longas vestes de um amarelo ovo muito berrante e um cinto roxo, rodeado por seus assistentes que pareciam aliviados.


A casa estava irreconhecível, mesmo por fora. Se destacava muito entre os prédios vizinhos do mesmo modelo e teria chamado muito a atenção de trouxas passantes se estivesse visível a eles. As paredes antes carcomidas pelo tempo e tingidas de cinza pela fumaça dos carros e falta de reparos haviam sido lixadas e pintadas de um simpático amarelo-creme. As mãos francesas antes em formato de serpentes que aparavam as janelas foram substituídas por outras mais neutras, com folhas e arabescos que, junto com os afrescos, rosáceas e molduras das janelas eram brancos. Algumas das janelas ainda tinham floreiras dais quais despencavam ramos muito verdes de heras e outras tinham ganhado sacadas adornadas com arbustos redondos em vasos.


Fez um grande floreio antes de se afastar da porta e Harry pôde ver que havia uma fita vermelha com um laço impedindo a passagem. Stardust entregou a ele uma tesoura para que estreasse a casa, o que Harry fez a contragosto, mas decidindo não contrariar o magigeto para que tudo corresse o mais rápido possível.


Um dos assistentes se apressou a trazer uma garrafa de champanhe enquanto outros distribuíam taças aos convidados. Harry ficava cada vez mais perdido.


- Precisa mesmo de tudo isso? – perguntou aflito.


- Claro, você precisa batizar a casa...


- Batizar? – aquilo ficava mais e mais confuso.


- Ah seu tolinho... é óbvio! – respondeu o magiteto em seu tom afetado – Você precisa dar a ela um nome, senão como é que vão conseguir chegar nela via pó de flu?


Harry nunca tinha pensado nisso... Verdade, a casa dos Weasley se chamava 'A toca' a de Gui 'Shell Cottage', mas nçao havia imaginado que tinha que dar um nome para o que sempre chamara de casa no largo Grimmauld, número doze.


- Gina? – Ele olhou para a namorada, suplicando para que ela tivesse uma idéia.


A menina deu de ombros, apesar de Harry insistir que um dia eles dois orariam juntos naquela casa, ela não tinha pensado em um nome.


- Casa amarela? – Rony sugeriu, olhando para a fachada.


- Feito, "A casa amarela" será. – Harry respondeu a Stardust que batizou a casa com um aceno da varinha.


Harry cortou a fita. Agora podiam finalmente ver as transformações prometidas pelo mago extravagante que contratara.


O hall de entrada estava muito diferente do que Harry lembrava. As paredes escuras agora, estavam pintadas de um tom de marrom que puxava para o dourado adornadas por molduras; um lustre pendia do teto iluminando o ambiente e o odioso porta guarda-chuvas de pé de trasgo deu lugar a uma bela chapeleira.


- Não conseguimos tirar o quadro – Stardust explicou – Tivemos que emparedá-lo.


Harry sorriu, assim como seu amigos, era um bom destino para aquele quadro de aparência e personalidade tão perversos.


- H-Haarry... – Rony gritou, pedindo socorro. Uma samambaia que estava na entrada estava enrolando seus ramos no pescoço do menino ruivo.


- Oh, me desculpe, esqueci de avisar... ela faz isso com as pessoas que entraram sem ser convidadas a entrar... – e fuzilou Rony com o olhar como se o julgasse pela falta de modos.


- Estou convidando todos a entrar – Harry disse. A planta soltou Rony que a olhou feio.


Seguiram Stardust que mostrava cada detalhe da casa como se fosse um guia de museu. Quadros de paisagem decoravam os corredores com campos de flores tocados pelo vento, montanhas, cachoeiras e lagos límpidos que eram iluminados por arandelas de bronze; havia ainda um aparador muito parecido com um que Harry vira na loja que compraram os presentes de Percy com um grande espelho.


No fim do corredor, a sala de jantar onde a ordem antigamente se reunia.


A sala de jantar mantinha as paredes escuras de outrora, mas tinham sido repintadas, janelas de cor bege com cortinas do mesmo tom davam conta de iluminar o ambiente durante o dia e promover um equilíbrio com as paredes negras. O odioso lustre de serpentes retorcidas deu lugar a outro de uma elegância simples, com pequenos cristais pendurados e cúpulas que pareciam minúsculos abajures. A mesa e as cadeiras ainda eram as mesmas, mas receberam um bom tratamento com todos estofados trocados por uma estampa floral sóbria, organizadas sobre um tapete persa que complementava as cores da sala. Uma cristaleira com diversos objetos que pertenceram à família Potter ocupava o lugar das relíquias tenebrosas da família Black e um buffet pequeno com dois abajures de cor âmbar davam mais luz ao ambiente.


- Achei que você usaria aquele lustre que tanto gostou na decoração... – Harry disse, notando que os lustres da sala de jantar, embora muito bonitos, não se pareciam em nada com o lustre que Stardust quase beijou no dia em que o levara para conhecer a casa a ser reformada.


- Ha! Como se eu fosse desperdiçar um legítimo Strauss Sputnick em uma sala de jantar... – ele exclamou – Não não... ele está no salão de baile que tem um magnífico pé direito de dois andares! – adicionou, contente.


- Salão de baile? – Harry ficou surpreso e percebeu que as outras pessoas pareciam tão confusas como ele.


- Aiai... – o magiteto suspirou – vocês realmente não conheciam nada dessa casa, não é mesmo? Francamente, gentem, Essa era a mansão dos Black, uma das mais tradicionais famílias de bruxos da grã-bretanha, onde vocês esperavam que eles recebessem seus convidados para festas formais? Hello-ow. – disse quebrando a mão para trás. – O acesso ao salão é por uma porta oculta na parede debaixo da escada – ele informou, como seu fosse uma coisa óbvia – é uma pena que vocês não tenham visto o antes – fez um biquinho – mas ah... vou mostrar agora, quer saber? Depois vocês vêem a cozinha e o jardim.


Todos já estavam encantados com a sala de jantar mas nada podia prepará-los para o que estava por vir. Com dois toques da varinha, Stardust abriu a parede que dava acesso a um cômodo gigantesco com uma imponência que Harry somente vira antes em Hogwarts.


O salão era imenso e tinha janelas por todas as paredes com colunas brancas e douradas; o teto era dourado envolvidos por várias molduras com diferentes arabescos do qual pendia o lustre gigantesco que Stardust tanto gostara. O chão era formado por mosaicos de granito preto e mármore e Harry pensou que seria realmente uma boa idéia ter um elfo doméstico para cuidar de tudo aquilo, o cômodo devia comportar fácil mais de cem pessoas.


Em uma das paredes estava uma lareira muito alta em pedra dentro da qual caberia mais de uma pessoa em pé – pó de flu – Harry logo pensou.


- Estou particularmente orgulhoso dessa lareira, se me permite... – Stardust se adiantou – Ela tem um dispositivo que tira todas as cinzas das roupas das pessoas que saem dela, não é maravilhoso? Pode receber os convidados direto no salão...


- Dá pra fazer uma festa de casamento aqui... – Fred disse, olhando para todos os lados. Jorge puxou Angelina pelo braço, fingindo que os dois estavam dançando.


Stardust deu mais um aceno com sua varinha e um piano de cauda que estava em um dos cantos da sala começou a tocar sozinho para acompanhar o casal.


- É uma boa, Gina, não precisaremos passar a tarde toda erguendo aquelas tendas no quintal da Toca quando você casar com o Harry – Fred provocou, a menina que ficou vermelha como um pimentão. Harry sorriu, passando o braço em torno da sua cintura.


- Está tudo muito lindo, Harry... – a cumprimentou. Arthur estava inspecionando a lareira muito interessado.


- Vamos vamos, deslumbrem-se depois, ainda temos mais três andares para conhecer! – Stardust chamou, batendo suas características palminhas.


Saíram do salão de baile voltando para o corredor, o magiteto queria mostrar a sala de visitas ates de subirem para os quartos.


Harry, Rony e Hermione conheciam bem o cômodo, onde tinham dormido quando estavam procurando as horcruxes, mas ele não se parecia nada com o que lembravam.


Paredes vermelhas contrastavam com o teto branco de molduras e brocados. As cortinas eram de um tom puxado pra o dourado como a moldura de um grande espelho que ficava em um dos cantos. Uma lareira branca tinha destaque no cômodo mesmo com todos os diferentes sofás, poltronas e mesas e pufes. Do lado oposto, um aparador com grandes castiçais e um vaso de flores atrás do qual podia-se ver um quadro de tapeçaria ladeado com arandelas e pratos de porcelana. Outros vasos de flores e uma palmeira davam um toque ainda mais aconchegante ao que parecia ser o cômodo mais social da casa.


Apesar da insistência de Rony em testar o sofá par ver se era realmente confortável para uma soneca, Stardust guiou os convidados até o piso superior.


Até mesmo as escadas tinham sido reformadas, seu corrimão trocado por outro de uma madeira avermelhada. A parede tinha a mesma cor daquelas do Hall de entrada, como se fossem uma continuação.


O piso superior continha um quarto e um escritório.


O escritório tinha móveis entalhados de uma madeira nobre, escrivaninha, estantes, sofá e cadeiras. Uma luminária com o braço trabalhado e algumas plantas ajudavam a deixar o lugar menos sóbrio.


O primeiro quarto tinha as paredes mostarda e cortinas amarelas, uma penteadeira com um busto de alabastro e um suporte para casacos estavam do lado oposto à porta; uma cama de casal com a cabeceira e pés entalhados em marrom escuro em cima de um tapete bege com desenhos de flores ficava de frente para um sofá de dois lugares com almofadas estampadas de libélulas. O armário, que não estava visível para quem observava apenas da porta, tinha duas portas e, segundo Stardust, seria o suficiente para visitas.


Não havia mais cômodos naquele andar por o pé direito alto dos cômodos do térreo tomavam uma boa área.


No andar acima, mais dois quartos e uma biblioteca.


O segundo quarto tinha as paredes de um tom bordô com brocados de um marrom amarelado, com móveis coloniais como o anterior, uma cama de casal, duas cômodas, criados-mudos, um armário de quatro portas e uma escrivaninha. Tinha ainda uma mesinha com duas cadeiras com uma bandeja de prata e um jogo de chá. Em cima de uma das cômodas estava um espelho que dava opiniões sobre a pessoa refletida, como os espelhos que haviam na pensão do Caldeirão Furado.


O terceiro quarto tinha as paredes de um bege neutro, uma cama com pilastras esculpidas e um divã marrom com franjas. Tinha pequenos vasos de heras e quadros que decoravam a parede da cabeceira da cama, dois criados-mudos com abajures de cúpula preta. O armário tinha apenas duas portas, mas havia uma cômoda maior que do quarto anterior e um baú antigo. Do outro lado uma poltrona marrom de couro e um pufe acompanhavam uma estante alta.


Os dois quartos desse andar tinham lareiras que, embora fossem pequenas para viagens com pó de flu eram suficientes para manter seus hóspedes aquecidos mesmo na pior nevasca.


Hermione ficou absolutamente encantada com a biblioteca e fez questão de comunicar a Harry que pretendia visitá-lo com freqüência para usá-la.


A biblioteca tomava dois andares com seu pé direito. Tinha uma bancada que dava acesso a várias estantes de livros na parte superior e um lustre muito grande com duas cúpulas pendia do teto. Era toda forrada em painéis de madeira, deixando em destaque uma pareira branca. Na parte de baixo havia uma escrivaninha, duas poltronas brancas colocadas de lados opostos a uma mesa de centro, uma grande mesa redonda com cadeiras mais afastada da lareira além de outras estantes de livros que corriam as paredes.


O ultimo andar tinha apenas dois quartos e um pequeno hall que encontrava as escadarias. Ali estava o quarto principal, onde Sirius deixara Bicuço trancado quando estava morando ali e outro do tamanho dos anteriores.


O quarto principal era fabuloso. Não havia um resquício sequer da destruição causada pelo hipogrifo em sua estadia no casarão.


Tinha uma ante-sala elegante com dois sofás e uma poltrona de cor bege, acompanhada por um pufe com detalhes em uma madeira avermelhada esculpida. Uma mesa de centro com tampo em mármore estava adornada com uma cesta de ameixas maduras e duas plantas em vasos de chão complementavam a decoração.


A cama de tamanho king tinha pilastras altas e em vez de criados-mudos havia duas pequenas cômodas ao seu lado. Uma Palmeira enfeitava o quarto ao lado de uma grande lareira com detalhes em madeira esculpida. Além dos lustres elegantes, uma clarabóia de vitral deixava a luz do sol iluminar o quarto durante o dia.


O outro quarto seria digno para uma princesa. Stardust realmente caprichara.


As paredes azul claras combinavam perfeitamente com os móveis creme e dourado adornados com desenhos de flores e detalhes esculpidos. Parecia um cômodo de casa de boneca, todos os móveis acompanhavam o desenho da cama, dois criados mudos, uma penteadeira com um grande espelho de moldura dourada, duas cadeiras de braço fazendo jogo com uma mesinha de chá e, em uma extensão do quarto, um vestiário com um divã, mais espelhos e um armário de quatro portas.


Gina adorou esse quarto em particular, ficava brincando com os vidrinhos de perfume na penteadeira enquanto Stardust tentava em vão chamar a atenção das pessoas para o quadro de pôneis que brincavam alegremente no closet. Ele queria por toda a lei do mundo mostrar o jardim, o que Harry tanto temia depois que o viu carregando cisnes pelo Beco Diagonal. Mas, pensou o garoto, se o trabalho tivesse sido tão bem feito quanto o resto da casa, ele poderia perdoar as aves extravagantes.


Desceram novamente as escadas para tomar o acesso ao jardim pela cozinha, que mantinha seu aspecto original, tendo sido apenas restaurada.


Através da porta antes oculta por um armário podia-se chegar a uma estufa com várias plantas decorativas. No meio dela, uma mesa com um sofá e algumas cadeiras, onde se podia fazer as refeições durante o dia observando o jardim.


Era impressionante que um jardim daquele tamanho tivesse ficado oculto por tanto tempo. Um caminho de pedras levava a um gramado muito verde com muitas árvores, flores e arbustos. Ao fundo, o lago do qual Stardust falara, com seus novos habitantes pescoçudos.


Grandes arbustos de flores que Harry nunca vira antes estavam espalhados por todos os lados e Hermione achou ter visto uma fadinha sair de alguns deles.


- Fiquei sabendo que você tem um afilhado... ele pode desfrutar disso enquanto você não tiver filhos.


Do outro lado do lago havia a casa da árvore mais fantástica que Harry já vira. Poderia muito bem ser um chalé e não um brinquedo de crianças. Os galhos da árvore se entrelaçavam com s paredes, servindo de sustentação em alguns pontos. Tinha uma pequena varanda e mais de uma escada, além de escorregador e balanços na parte de trás. Fred e Jorge estavam "inspecionando" a casa, para o desespero e aflição de Angelina.


Harry não sabia o que dizer. Era tudo perfeito demais. Grande demais. Mesmo para alguém abastado a casa seria considerada luxuosa, quanto mais para alguém que viveu grande parte da vida debaixo de uma escada. Se os Dursley pudessem ver aquilo... pensou, sorrindo com o canto dos lábios.


- Acho que vou te mandar uns dois elfos de uma vez – Hermione disse, olhando para casa pelo jardim.


- Estou achando que vou precisar mesmo. – Harry concordou.


O sr. e a sra. Weasley o parabenizaram pela casa, o que deixava Harry muito encabulado. Mesmo com tudo isso, sempre achara que a Toca era a casa mais aconchegante que conhecera em toda sua vida.


Stardust sugeriu que todos fizessem um lanche, já que comprara quitutes para a inauguração e guiou os visitantes de volta para a sala de visitas. Discretamente, puxou Harry para um canto, entregando a ele um envelope.


- Meus honorários – cochichou.


Harry tinha a leve impressão que ele estava prestes a ficar falido.

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Comentários (2)

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