hipérbole.




 Hipérbole.


 Um milhão de pessoas me olhando entrar sozinha naquele salão Principal ao ser anunciada por Dumbledore na metade do quinto ano na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Meus pés quase tropeçaram uns nos outros, mas me mantive firme. Não adiantava em nada me esconder – todo mundo já tinha botado o olho em mim e fofocava alguma coisa pra alguém do lado com risadinhas. Pessoas tão acolhedoras.


 Três dias até a monitora ruiva me achar e me dizer que poderia me mostrar o castelo se eu quisesse. Eu não estava fazendo nada mesmo... um segundo pra perceber que estava na companhia da melhor pessoa que eu conheceria na vida.


 Um quase ataque cardíaco quando um garoto de olhos azuis trombou em mim enquanto eu saía de uma porta qualquer dando risada de algo que Lílian havia dito, sete meses depois. Um comentário insuportável da parte dele e uma vontade de matar da minha parte. Um belo começo.


 Umas centenas de provocações e olhares furiosos trocados nos corredores e nas salas de aulas – porque sim, ele era da mesma Casa que eu e seu nome era Sirius Black. “Quem são os Black? Uma família de comensais, você não vai querer se meter com eles”, explicou-me Alice, uma garota da Corvinal que fazia dupla em Feitiços comigo. “A não ser que você esteja falando de Sirius, mas aquele lá converteu toda a maldade em promiscuidade, então não conta.” Uma risadinha baixa e uma detenção. O que diabos eu estava fazendo conversando em horário de aula, mesmo?


 Uma raiva mortal quando a detenção foi marcada no mesmo dia e local que a de certo alguém. “Não adianta mudar”, ele destilou na minha direção, “provavelmente eu estou em todos os outros horários também.” E lá estava eu, sem conseguir evitar uma risada. Eu realmente tentei me segurar, mas daí ela veio e ele também: “Do que está rindo, McKinnon?” Mas eu não conseguia parar para responder. Mesmo que eu parasse, o que eu estava pensando em dizer? Ah, só é engraçado a maneira como você se mete em encrencas. Rindo da desgraça dos outros, tsc tsc. Duas horas que pareceram cinqüenta limpando lombadas de livros em seções que ninguém imaginava existir na Biblioteca. Duas horas que resultaram em dois adolescentes completamente encharcados e até amigáveis um com o outro – coisa que nunca na vida imaginariam acontecer. Mas aconteceu. E foi acontecendo mais a cada dia.


 Até que chegamos ao ponto crítico de momento constrangedor e estupidamente romântico. “Assim”, ele ensinou gentilmente, enquanto segurava minha mão com uma das suas e pousava a outra na minha cintura, inconscientemente. Meus braços amoleceram e minhas pernas ficaram bambas, e todo o calor do corpo dele atingia a ferro minhas costas. Engoli seco e tentei seguir as instruções dele, e atirar a pedra do lago para ver quantas vezes quicava. Quicou uma e mergulhou definitivamente nas profundezas do Lago Negro. Com uma risada alta, eu me afastei dele, que começou a me fazer cócegas. Umas cócegas de matar. Eu tentei correr – mas minhas pernas atrapalhadas eram lerdas e quando dei o terceiro passo ele me alcançou, me abraçando por trás com seus braços fortes e me girando no ar. Me esperneei e consegui enroscar uma perna na dele – e então tudo girou e, de alguma maneira, eu me vi no chão com uma horrível dor nas costas e ele por cima de mim. Ainda estávamos dando risada e quando nossos olhares se encontraram e, bem, não aconteceu nada. Simplesmente ficamos daquela maneira pelo menos uns cinco minutos, e eu ergui meus dedos para afastar os cabelos negros que caíam no rosto afogueado dele. Sirius sorriu pra mim e eu respondi, sem ter noção do que estava fazendo – quer dizer, só podia ser isso. Ele já estava se inclinando na minha direção quando ouvimos um grito – James Potter e seu timing perfeito. Sirius estava cinco dias atrasado para o treino.


 Dezenas de abraços carinhosos e fortes que não tínhamos idéia se significava outra coisa. Conversas profundas sobre futuro, coragem e fé. Centenas de detenções juntos, fugas noturnas para lugar nenhum. Uma tonelada de sapos de chocolate e restos nos cantos da boca. Uma proximidade absurda para ajudar a limpar e novamente, as pernas bambas. Isso estava acontecendo muito. Me afastei e sorri, sentindo meu coração disparar, porque era a primeira vez que eu havia percebido.


 Eu estava irrevogavelmente apaixonada por Sirius Black.


 Essa percepção acarretou afastamento. Porque era óbvio que a promiscuidade dele nada tinha a ver com fidelidade, e a nossa amizade não podia envolver outros sentimentos. Lílian e Alice perceberam e me ampararam quando eu caí ao vê-lo beijando como louco uma garota da Sonserina – uma morena baixinha e corpulenta. Não na frente deles, é claro – não, na frente deles eu apenas sustentei o olhar dúbio que ele me lançou e dei as costas, tornando a dar a volta para o salão comunal. Ele havia me chamado para conversar. Ele havia dito que estava com saudades da minha companhia. Mas ele só queria me derrubar. Meu coração se comprimiu com a dor.


 Então veio o inverno e com ele o baile de Natal. Eu comecei a sair com Jeoffrey Samuels, da Corvinal, e ele realmente gostava de mim. Ele realmente conseguia me fazer distrair das milhares de vezes que Sirius Black tentou se aproximar novamente e conversar comigo. Ele me fazia rir quando não pareceria possível e até fazia meu estômago dar leves reviravoltas. Mas Jeoffrey não podia entrar nos meus sonhos e tirar deles um par de olhos azuis e sorrisos sedutores e incríveis.


 No baile, Sirius me puxou pelo braço para um corredor. Sozinhos. Ele me perguntou qual era a porcaria do meu problema e porque o estava ignorando há séculos. Eu respondi, dando uma risada sarcástica, que não era tanto tempo assim, se ele fosse ver. Porque eu não tinha uma resposta eficiente para dar. Eu não podia simplesmente dizer que... então ele me perguntou o que eu estava fazendo com o retardado do Jeoffrey. Eu o defendi, e Sirius ficou possesso. Ele passou as mãos pelos cabelos negros e me olhou, furioso. Dessa vez, fui eu quem perguntei qual era a porcaria do problema dele. E me arrependi.


 Porque ele se aproximou subitamente, de uma maneira que não era boa pra minhas pernas. E segurou o olhar bem dentro do meu, onde eu não poderia mentir, nem que quisesse. As mãos dele estavam encostadas na parede atrás de mim, os braços passando por cima do meu ombro. E ele disse que não acreditava que eu não desconfiasse. Com o coração a mil por hora, eu fiz que não com a cabeça devagar. E lá estava ele, inclinando-se na minha direção. Roçando o nariz no meu e fechando os olhos, me fazendo olhar para qualquer lugar que eu pudesse do rosto dele – tão perto. A boca dele era idiotamente tentadora ali, a menos de um centímetro da minha. “Bom ou ruim?”, ele murmurou baixinho, sem mover um músculo. Como não havia oxigênio suficiente no meu cérebro pra responder, eu não o fiz. Apenas suspirei profundamente, fechando os olhos e franzindo de leve a sobrancelha. Senti meus neurônios pifarem quando ele roçou os lábios nos meus, quase sem pressão alguma. E senti, para meu horror, quando os meus próprios lábios moveram-se nos dele, tentando gravar qualquer milímetro da maciez perfeita que eles tinham. De início, Sirius ficou sem ação, mas devagar seus braços de encaixaram em minha cintura e me puxaram para tão perto que parecia impossível. Minhas mãos agarraram seus braços com força. Mas com mais força ainda ele me prensou na parede e aprofundou o beijo, fazendo definitivamente com que minhas pernas virassem gelatina enquanto suas mãos percorriam as curvas no meu corpo, queimando qualquer parte que tocasse. E então, depois de vários verões, quando finalmente nos separamos ofegantes, as bochechas completamente vermelhas, eu olhei nos olhos dele pela primeira vez naquela noite. E vi um brilho mágico dentro deles que eu nunca havia visto, não na minha direção. Era desejo. Pura e unicamente desejo.


 “Nós não podemos fazer isso”, eu disse começando a me afastar. Ele me chamou uma vez. Duas. Na terceira, seu braço estava em meu ombro. Na quarta, eu me virei e disse que não queria conversar. Na quinta, o punho de Jeoffrey estava esmagando o nariz dele. E o fazendo cair para trás com força contra o chão enquanto o outro gritava que eu havia dito que não queria conversar!


 Então, três horas depois, me deixavam ver como ele estava na Enfermaria, porque Madame Pomfrey era realmente exagerada em seus cuidados. Ele ainda usava a roupa de gala e estava sentado, encostado na cabeceira da cama folgadamente, no nariz um esparadrapo gigante e branco. James e Remo estavam com ele e quando me viram, pararam de cochichar no mesmo instante. Eu não consegui ouvir nenhuma mísera palavra do que eles estavam falando, mas tinha certeza que era sobre mim. Ou sobre nós. Porque pela maneira como Sirius me olhou, a coisa não estava nada bonita.


 Ele me perguntou o que eu queria e eu disse que tinha ido ver se ele estava bem. Fez-se um silêncio absurdo enquanto eu me aproximava mais; porque, droga, eu tinha que ter certeza absoluta que ele estava inteiro. Então eu disse que era porque o nariz dele tinha feito um barulho engraçado ao quebrar. Ele devolveu que eu deveria parabenizar o Jeoffrey, ele tinha feito aquilo – mas se ele pensasse que não teria volta, estava muito enganado. Fiquei muda, sem acreditar no que ele estava falando – quer dizer então que ele tinha que me agredir pra se sentir melhor? “Não”, ele respondeu depois de suspirar longamente, “é claro que não, Lene, que porcaria de idéia foi essa.”


 Eu não demorei para sair da Enfermaria, e a festa já estava no final, com todo aquele cenário de praxe: casaisinhos se pegando pelos corredores, outros se segurando para não cair do muro por causa da pós-festa, e Jeoffreys esperando sentados furiosamente em escadas. Eu suspirei e me aproximei, ficando em pé na frente dele. “Eu não posso te enganar. Aconteceu alguma coisa antes de você chegar.”, despejei antes que ele dissesse qualquer coisa. Eu não podia mentir para ele – não pra ele que havia me ajudado tanto! Ele me perguntou o que eu sentia por Sirius. Eu pensei que ele fosse perguntar o que diabos havia acontecido, por quanto tempo, como e porque, mas ele apenas perguntou isso. “Eu não sei”, respondi de súbito.


 “Eu não posso ser seu escape, Lene.” Ele disse, sinceramente magoado. Me sentei ao seu lado e enlacei seus dedos nos meus. “Tem razão”, concordei, “Você merece alguém muito melhor do que eu, Jeoffrey.” Ele afagou meus cabelos e beijou minha testa antes de sair. Nós continuaríamos amigos, até mesmo depois... depois do Ano Novo.


 Quando a maioria dos alunos voltou para casa, mas eu não. Meus pais estavam na Austrália com meus avós meio doentes, e eu fiquei em Hogwarts, com o Poltergeist e meia dúzia de fantasma. Mentira, vários outros alunos também ficaram, e eles puseram uma mesa única no salão Principal para as refeições, o que foi até divertido, já que Mike Frinch, um secundanista da Lufa-Lufa, não parava de contar piadas idiotas do outro lado da mesa para mim, tentando me seduzir no primeiro café-da-manhã comunitário.


 E qual não foi a minha surpresa quando Sirius Black irrompeu o salão com uma expressão inchada de sono, de quem não havia dormido nem um segundo da noite. Ele passou as mãos pelos cabelos e acenou rapidamente para mim com a cabeça, parecendo estranhar a pessoa com quem eu estava. Qual é, Sirius, e o seu espírito de união?  Remo vinha logo atrás, parecendo meio doente. Quer dizer, ele parecia meio esverdeado, meio mole.


 Eu tentei ignorar Sirius de todas as formas. Na verdade, não sabia exatamente qual era a nossa situação – porque apesar de não se aproximar de mim, ele também não era visto com outras garotas desde o baile de Natal; Lily e Alice se certificaram bem disso, porque no banheiro feminino isso era tudo o que se falava. Em cinco dias de abstinência, Sirius já virava lenda. E da mesma forma eu, que havia terminado com Jeoffrey, havia voltado à mesma situação anterior: eu só conseguia pensar nele, onde quer que eu fosse, fizesse o que fizesse. Mesmo evitando os lugares que ele freqüentava.


 Mas quando eu o vi na véspera do Ano Novo, chegando no salão comunal de manhãzinha, aos primeiros sinais de sol, não consegui evitar. Ele parecia cansado e estava todo sujo. “O que aconteceu?”, perguntei, me aproximando. Ele tomou um susto e colocou as mãos em defensiva, mas ao perceber que era eu abaixou a guarda e suspirou: “Nada”, disse monotonamente. “Não parece que não aconteceu nada”, retruquei, espreitando os olhos. “Então porque você não se toca que não é problema seu e para de perguntar?” – ele atirou rudemente contra mim. Senti meu peito gelar e fechei o punho. “Eu só estava...”, comecei, mas não consegui terminar. Não porque a vontade de chorar veio ou porque não havia o que falar, mas porque o olhar dele foi demais para mim.


 Passei o resto do dia enfiada no dormitório, escrevendo cartas para Lily, Alice e meus pais. Tive a ligeira impressão de que uma ou duas corujas tentaram entrar pela janela de vidro fechada, mas não dei a mínima atenção. Eu não queria pensar em mais nada – eu não conseguia me focar em mais nada a não ser uma coisa: eu tinha que esquecê-lo. Porque isso não estava sendo mais saudável para mim.


 Quando começou a escurecer, tomei um banho e coloquei uma calça jeans e um moletom, e puxei a capa de chuva pra levá-la junto: sempre chove nas viradas de ano. Faltando uns quinze minutos para a estoura de fogos, eu saí do dormitório, e desci correndo as escadas. Pra trombar furiosamente contra uma criatura alta e de ombros largos, que caiu embaixo de mim. “Ah, não...” gemi antes de ver quem era – porque o destino era um canalha que gostava de brincar comigo. “Marlene?” era Remo. Ah, sim, era ele, Deus sabe o que faz. Comecei a dar risada, saí de cima dele e o ajudei a se levantar. Ainda dando risada. Ele perguntou, com um ar risonho, o que era tão engraçado. Não respondi, apenas saí dando risada do salão comunal. Tive a impressão de tê-lo ouvido gritar se eu sabia onde o Sirius tinha se metido, mas eu nem ousei me virar para perguntar se era isso mesmo. Que se danasse o Sirius hoje.


 “Pensando em mim, como sempre”, ouvi aquele sussurro no pé do meu ouvido e minha pele se arrepiou enquanto eu me virava. Pra encontrar os olhos mais lindos do mundo voltados com carinho para mim. “Suas mudanças de humor estão começando a me deixar com transtorno”, atirei, magoada. “Me perdoa por hoje, Lene, eu estava...”, ele começou e eu quase acreditei. Até ele chegar à parte em que não conseguia me dizer onde estava, e eu entendi tudo.


 “Não precisa se explicar para mim”, murmurei dando de costas. Foi o ápice pra mim, e eu senti a minha decisão se consolidar. Eu iria esquecê-lo, de uma maneira ou de outra. Nem que eu tivesse que me torturar por isso.


 Três segundos depois ele estava ao meu lado, em silêncio. Fiquei sem acreditar, mas continuei andando para fora do castelo, onde as pessoas que tinham ficado pro feriado estavam indo. Sentei-me em um banco de pedra, de uma maneira que coubesse apenas uma pessoa, e quase fiquei com pena quando ele se sentou na grama aos meus pés. Quase.


 Vi o Mike de longe e ele acenou, animado. Pensei em chamá-lo para me fazer companhia, mas, mesmo que meio amarga, eu já tinha uma companhia. Engoli seco quando percebi isso e me afastei, deixando um espaço no banco para Sirius se sentar. Ele olhou para trás e me encarou, doido para fazer um comentário audacioso, mas se segurou e sentou-se ao meu lado.


 “Então...”, ele começou, “Você ficou chateada porque eu tenho um segredo”. Eu disse que ele não precisava falar daquela maneira, porque eu fazia bem idéia qual era o tipo de segredo dele. Ele pareceu transtornado: “Lene, eu não estava com uma garota!”


 Fiquei em silêncio. Eu não estava exatamente no clima de briga.


 “Por que não acredita em mim?” ele perguntou mais baixinho agora, os olhos nos meus tão brilhantes que eu podia jurar que... era desejo. Então, o brilho significava outra coisa, porque não era a situação.


 “Eu sei que a minha fama não é boa. Mas eu... estou tentando mudar.”, ele meio que engasgou para falar isso. Se eu estivesse falando, eu também teria. “Por você”, completou antes que não conseguisse mais falar nada.


 “E por isso estava beijando a Rodges.”


 “Você tem todo o direito de ficar magoada comigo por causa disso... eu fui um estúpido, porque estava desesperado. Testando em qualquer garota para ver se o que eu sentia por você era verdadeiro.”


 Fiquei alguns segundos no ar, pensando se acreditava ou não. “E funcionou”, ele completou com um sussurro, aproximando-se de maneira que uma de suas mãos fosse parar em minhas costas e outra fizesse uma carícia arrasadora no meu cabelo, perto da nuca.


 “Eu não consegui sentir o que eu senti com você por nenhuma outra garota, e aposto que é com você assim também”.


 “Convencido”.


 “Eu quero você, Marlene.” Ele disse, perto do meu ouvido. “Eu amo você.”


 Aquilo foi meio que o apocalipse pra mim. Meu coração disparou a uma velocidade extraordinária, que eu tinha certeza que ele poderia ouvir. Meus olhos se encheram de lágrimas e refletiram os fogos que começaram a estourar no segundo depois que ele disse aquilo. Por um lado, havia uma força que me puxava para o lado negativo – não, Sirius Black não pode amar você, ele ama todas e todas o amam! Mas era uma força gigantesca aquela que me puxava para o lado positivo. Porque eu o amava também. E todas as células do meu corpo chamavam por ele, ardiam por ele e imploravam que eu o tocasse.


 Saltei no colo dele, prendendo-o entre minhas pernas e segurei seu rosto entre minhas mãos antes de colar seus lábios nos meus. Senti as mãos dele, quentes, subirem pela minha coxa, e seus lábios se apossaram dos meus com rapidez e destreza. Com um desejo furioso. Com necessidade.


 Então ele me afastou subitamente: “Bom ou ruim?”, repetiu, as bochechas lindas afogueadas.


 “Ótimo”.


 “Foi o que eu pensei”, ele disse e eu ri: “Eu te amo também, idiota.”


 E aquele brilho nos olhos dele se fez presente mas uma vez, e dessa vez eu sabia exatamente qual era o significado. E era o melhor do mundo.




 


n.a: oooooi, hm, acho que não tenho nada mesmo pra dizer.. só que os meus bloqueios de criatividade estão me dando nos nervos e eu queria saber como é que isso saiu porque honestamente, não achei uma das minhas melhores.. só gostei da idéia de repetir hipérboles J tomara que vocês gostem! E comeeeentem, por favor, é tudo o que um autor precisaaa.. beijo !

aah, meu presente lindo da Gaby Black! as capas dela neeeem são perfeitas não, magiina.

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Comentários (2)

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