C. F;



                CHAPTER FIVE;



Quando Remus, Lily e Sirius chegaram ao chalé, o que devia ser umas quatro ou mais da manhã, estranharam a cena que viram (que Marlene e James também haviam estranhado): Dorcas e Peter dormiam, meio abraçados, no sofá. Com certeza teriam que descobrir sobre aquilo mais tarde. Principalmente Remus, que estava mais surpreso do que qualquer um, pelo simples fato de que Dorcas era a pessoa da qual ele era mais próximo naquela casa, e ela não havia comentado nada sobre o Peter com ele. Aliás, Peter nem era o tipo de cara pelo qual Dorcas costumava se apaixonar!


E não que os dois não pudessem ser só amigos, mas é que pelo jeito como dormiam ali, pareciam que haviam decidido ser mais do que isso.




Peter acordou depois de um tempo, mais ou menos umas nove e meia, e notou que havia dormido no sofá. Levantou vagarosamente, notando também que sua cabeça estava prestes a explodir. Foi até a cozinha com a mão na cabeça pra tomar alguma coisa e viu Dorcas fazendo café. Sentou-se na cadeira da mesinha branca e abaixou a cabeça.


- Bom dia – ouviu a voz de Dorcas ecoar gentilmente em sua cabeça, de maneira que quase fez com que a dor passasse.


Levantou o rosto e sorriu pra ela, dizendo bom dia também.


- Tá com dor de cabeça? – ela perguntou.


- Só até a morte.


- Calma, vou te ajudar então – sorriu e foi até o quarto rapidamente.


Procurou em sua bolsa por seu melhor remédio contra dor de cabeça e voltou rápido à cozinha. Colocou um pouco do café recém-feito numa xícara e levou até Peter. Esperou que ele tomasse o remédio e o café e colocou a xícara na pia. Deu um beijo na testa dele e falou que logo ia melhorar.


- Obrigado – ele disse quando ela já estava na pia lavando a xícara.


Ela apenas sorriu por um tempo, até decidir se pronunciar: - Quer ir ao cinema hoje? Tá passando um filme legal – perguntou como quem não quer nada.


- Quero sim – ele também respondeu como quem não queria nada.


E, claro, nenhum dos dois admitiria (ou talvez eles mesmos nem tivessem percebido àquela altura), mas alguma coisa estava começando ali. Bem pequenininha e indefesa, mas estava começando.


Outras coisas que estavam começando apareceram na cozinha rindo animados: James e Marlene. Falavam sobre alguma coisa aparentemente divertida, mas assim que viram Dorcas e Peter pararam e disseram bom dia aos dois. Pegaram, ambos, um pedacinho do bolo de banana que havia sido comprado pro café e avisaram que estavam saindo. Assim, sem mais nem menos. Pelo que dava pra entender, que não era muito, os dois iriam a alguma espécie de feira de ciências ou coisa assim.


- Que droga de menina – Lily Evans apareceu alguns minutos depois, assustando um pouco Dorcas e Peter – Ela faz de tudo pra tornar minha vida um inferno, só pode. Que droga esses dois também! Por que raios não se comem logo? Não... Feirinha aqui, feirinha ali, vou ver a ciência ganhar vida com você, blábláblá – ela fazia uma voz enjoada e revirava os olhos.


Estava claro que a ruiva havia acordado com um humor não muito bom.


- Aconteceu alguma coisa, Lils? – Dorcas perguntou.


- A Marlene é um inferno, e é só isso que eu digo. Essa menina merecia ter a cabeça esmagada por formigas gigantes – falou colocando um cigarro na boca e saindo da casa – Ainda inventou essa mentira estúpida de que é alérgica a cigarro, fala sério! – dava pra ouvir a ruiva gritando enquanto deixa o chalé pra fumar.


Dorcas deu uma risadinha como quem pensa que a mulher não tem jeito (e de fato, não tinha mesmo). Essas duas ainda vão dar muito trabalho, pensou. Olhou pra Peter: ele também ria um pouco da ruiva nervosa. Era de fato engraçado.


- Vou tomar um banho – ele disse se levantando calmamente, com um sorriso fofo no rosto – Obrigado pelo remédio. Te vejo às seis?


- Sim – concordou com um sorriso também. Esperou que ele se fosse e começou a lavar o resto das coisas que estavam na pia.


Estava cantarolando sozinha quando notou a presença de mais alguém. Esperava por Sirius ou Remus, mas nunca por Emmeline. A loira estava encarando a geladeira aberta, provavelmente procurando pelo que comer. Sua feição era indiferente, como sempre.


- Bom dia – Dorcas falou após um tempo. Estava tão feliz e com um humor tão bom que nem se importaria se a loira fosse grossa.


- Bom dia – ela respondeu, estranhando um pouco que a morena estivesse falando com ela.


- Tá se sentindo bem? – perguntou ao ver Emmeline fazer uma careta e apertar a cabeça.


- Não muito. Dor de cabeça, sabe como é – tentou revirar os olhos, mas descobriu que isso doía como os infernos.


- Quer um remédio? Eu tenho o melhor! – pegou a caixinha que estava no canto da pia esperando pra voltar pra bolsa branca da Chanel de onde saiu.


Quando segurou o remédio nas mãos percebeu que só havia um comprimido restante, e que se desse pra Emmeline só poderia tomar algum dali dois dias, pois não conseguiria encomendar outro antes disso.


Percebendo que a morena hesitava, a loira resolveu se pronunciar.


- Não precisa me dar. É o último, né? – deu uma espécie de sorriso amarelado (que Dorcas nem imaginou que fosse um sorriso) e foi colocando um pouco de leite numa xícara.


- De jeito nenhum! Não vai fazer falta, tenho mais cartelas na minha bolsa – sorriu abertamente – Toma – entregou o último comprimido à mulher e jogou fora a caixinha.


A loira deu de ombros e tomou o remédio.


- Obrigada.


- Sem problemas, disponha.


- Certo – sorriu um pouco, mesmo que ainda não parecesse bem um sorriso e tomou mais um gole do leite.


Dorcas apenas a olhou por um tempo, sem que Emmeline notasse, inclusive, e ponderou sobre perguntar ou não o que estava louca pra perguntar a um tempo. Decidiu que na pior das hipóteses a loira seria ridiculamente grossa com ela.


- Emmeline, pode fazer uma pergunta?


A loira apenas a olhou, instigando-a a continuar.


- Por que você não conversa com ninguém daqui?


Deu de ombros mais uma vez: - Ninguém daqui foi conversar comigo, oras.


Tá brincando! Dorcas pensou. Não era possível que Emmeline só era afastada de todos pelo fato de ninguém ter puxado assunto primeiro!


- Sério?


- Por que não? – abriu um pouco os olhos. Pra ela era tão normal quanto... ah, enfim.


A morena ficou um pouco em silêncio. Aliás, alguns minutos. De repente, quando a loira estava se levantando, pois o leite estava acabando e faltava apenas um gole, ela virou com um sorriso alegre.


- Você pode ser minha amiga, então?


Fofa. O melhor adjetivo pra ela naquele exato momento, se não fosse retardada, seria fofa.


Emmeline riu. Riu e bebeu o último gole do leite, colocando a xícara no copo e depois se virou pra Dorcas, com algo que definitivamente era um sorriso estampado no rosto.


- Relaxa, Dorc – passou a mão pelo cabelo dela, bem perto da nuca, de maneira indiferente.


Um ato bem comum entre meninos, mas só aqueles que sabem como seduzir uma mulher mesmo quando não fazem muita questão disso. Aqueles que agem de um jeito que parecem, não sei, talvez impossíveis, ou eu diria, o topo da cadeia animal. É, talvez fosse isso. Aliás, era isso. E isso fez Dorcas ter certeza de que se Emmeline fosse lésbica (o que ela não sabia se a loira era, inclusive), ela definitivamente teria milhões de mulheres aos seus pés.


Tá, talvez Dorcas não tivesse tido essa noção tão clara naquele exato momento, mas de qualquer forma, é um fato.


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Enrolou a toalha na cabeça e procurou pelo creme de morango. Viu que ele havia caído e se agachou para pegá-lo, e fazendo isso, pôs-se a passá-lo pelo corpo. Enquanto o fazia, cantarolava algumas músicas bestas; estava empolgada, excitada, curiosa. É.


Terminou de passar o creme, soltou o cabelo, o penteou e enrolou a toalha no corpo, indo até o quarto. Chegando lá, viu que Emmeline estava entre deitada e sentada, escutando música e tocando sua bateria invisível, e Lily estava de bruços, lendo alguma revista pouco interessante, pois passava as páginas rapidamente e de vez em quando bocejava. Assim que as duas viram a morena baixinha as encarando, pararam com suas respectivas atividades e passaram a olhar pra ela.


- Que roupa eu uso? – perguntou nervosa.


Emmeline deu de ombros. Lily deu umas opiniões vagas, sobre usar um vestido, ou uma saia, e nada muito comprido, nem nada muito quente, nem nada muito formal, etc.


- Diz alguma coisa, Emmy! – Dorcas pediu.


- Relaxa. Você vai ficar linda de qualquer jeito – falou de maneira indiferente (só pra variar).


- Com certeza, mas não custa nada dar uma caprichada – dizendo isso, a ruiva se levantou rapidamente da cama e foi até o armário da morena.


Procurou por alguma coisa, e revirou todas as gavetas até achar, entre as roupas penduradas, algo que era bom o suficiente. Tirou de lá um vestido meio de verão, todo preto com uma camada rendada por cima. Era frente única com decote em V, e nem tão comprido, porém nem muito curto. Pegou também uma sandália de dedo rosa chiclete da menina que combinava perfeitamente com suas unhas e sua gominha em forma de mola de amarrar o cabelo.


- Agora seca seu cabelo, faz um rabo de cavalo, passa uma maquiagem discretinha e pronto! Você vai ficar transcendental!


Emmeline riu um pouco enquanto balançava a cabeça e se levantou: estava na sua hora de ir. Deu um beijo na bochecha de Dorcas, desejou-lhe boa sorte e mandou um “falou” pra Lily.


- Que charme – a ruiva comentou olhando a loira se afastar e a morena riu.


Obviamente ela havia chegado a mesma conclusão que Dorcas, só que de maneira mais clara.


- Mas oh, você tá linda, divina, vai arrasar! – voltou a olhar pra amiga e abriu um sorriso – Qualquer coisa grita, e juízo! – pegou o sapato de salto preto, o calçou e depois passou a mão rapidamente na bolsa e no cigarro e mandou um beijo no ar para Dorcas.


A mesma retribuiu, rindo, e voltou-se para o espelho, como quem dá a última checada. Olhou, olhou, olhou, e acabou decidindo que não podia ir embora sem a opinião dele.


- Remus! – gritou.


Logo o loiro estava na porta do quarto.


- Aconteceu alguma coisa? – perguntou.


- Não – ela disse de maneira fofa – Eu só queria te ver antes de ir.


Ele sorriu: - Você tá linda.


- Obrigada – sorriu de volta.


Ficaram algum tempo em silêncio, enquanto Dorcas olhava pra si mesma no espelho e refletia sobre alguma coisa.


- Remus... Isso é certo, não é? – perguntou de repente.


- Errado não pode ser, pequena – beijou a bochecha dela. – Mas agora vai, antes que o menino desista de sair com você!


Os dois riram um pouco, mas o riso de Dorcas era meio nervoso. Ainda se perguntava se aquilo era de fato certo ou não, mas acreditaria em Remus: errado não podia ser. Além do mais, ela só descobriria se vivesse a experiência, não é?


Por um momento ficou com medo de que Peter esteve drogado. Seria infinitamente mais chato sair com ele naquele estado. Pensou que, caso ele estivesse, ela inventaria alguma desculpa e desistiria. É.


- Boa sorte – Remus lhe disse e logo voltou ao quarto.


Ela olhou pras escadas. De maneira confiante, as desceu olhando para cima. Assim que chegou à sala, viu que ele estava sentado no sofá assistindo televisão. Parecia bem vestido pelo que ela podia ver dali: uma camisa verde, uma calça jeans e um tênis Nike. Perfeitamente adequado. Ela então o chamou de maneira delicada; ele se assustou um pouco ao ver que ela estava ali, mas sorriu ao olhá-la por inteiro.


- Vamos? – perguntou.


- Vamos – ela respondeu.


E ao ver como ele andava, como sorria, como falava e sua expressão, ela pode ter certeza: não havia qualquer vestígio de droga em seu corpo naquele momento; a felicidade que ela sentiu ao constatar isso, ah, era muito mais do que ela poderia expressar. 

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Sei que demorei muito com o 5, me perdoem. Mas eu desanimei total, pelos seguintes motivos: a) pessoas pararam de comentar aqui b) minha escola começou a irritar c) tava com um problema sério de entupimento (acreditem, isso me deu ódio no peru) e d) surgiu um bloqueio na minha vida. Eu não ando conseguindo escrever. Essa semana eu consegui terminar uma fanfic que eu tava reescrevendo pra postar, mas nem ficou muito bom. E o capítulo 6 eu ainda não escrevi, mas tá no caderno. Só preciso passar pra cá. Enfim. Prometo que vou tentar demorar menos tempo possível! Mas de qualquer forma, a recuperação de história é dia 14, tem dia dos namorados dia 12 (e eu não tenho criatividade nenhuma pra presente, tô no cu) e ainda é aniversário do meu namorado no dia 13, só pra eu ter mais problemas, HEHEHEHE QQ lecal né NOT. Estudar pra história é minha prioridade, porque o Renzo é o cão! Mas ainda tenho essas outras coisas, mais um curso de costura pra terminar, livros pra ler, e um bloqueio pra lidar. 

Sei que vocês não tem nada com isso e não merecem esperar por causa disso, mas eu talvez demore e só poste o 6 depois do dia 14, infelizmente. Minhas mais sinceras desculpas <3 E bom, obrigada a todos que comentam, porque isso faz eu dar cada sorriso que vocês não tem nem noção! É lindo mesmo, e eu abraço uma árvore pra cada pessoa que comenta aqui, hihi. Seus lindos *-* Enfim. É isso. Beijócas pra vocês e até o capítulo 6.

Aliás, admito, eu adoro escrever isso aqui. É tão legal ver eles se desenrolando, haha.  
P.S: sem beta por tempo indeterminado. 

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