O Começo de Tudo.



Estavámos em dezembro, mais exatamente no dia 23. Aquele clima natalino nunca fora algo que eu prezasse, já que minha familia era totalmente descrente. Já se viam algumas pessoas indo embora, todas muito bem vestidas e com seus grandes malões. Ah...claro, o ano, 1944.
  Naquela época noventa porcento da escola ia para casa, apenas alguns mestiços, sangues ruins e sangues puros descrentes ficavam. Eu havia vindo de Durmstrang 3 anos antes e já me habituara a seguir um modo de vida chamado de monótono pelos outros. Tinha a aparencia de uma menina de 15 anos, mesmo estando no 4º ano. Meu dia se resumia a ficar na biblioteca e assistir aulas, não posso dizer que era feia, porém era uma das meninas mais estranhas dali. Minha pele era pálida demais, um branco cera,  meus olhos azuis piscina cintilavam tamanha transparência, minha boca vermelho-sangue tinha uma forma caída, tristonha. O que mais me deixava longe de todos era o meu cabelo, o meu escudo contra tudo e todos. Eles eram negros, grossos e longos, eu cuidava bem dele e sempre jogava-o para frente, tampando minha face. 
  Como estava contando, era véspera da véspera do natal e a escola já começara a se esvaziar. Nesse dia não fui à biblioteca, mas sim para o salão principal, diretamente para a mesa da Sonserina. Fui a passos rápidos e leves até lá, abraçando meus livros com força. Avistei um rapaz mais velho, realmente estranho: Tom Riddle, o rapaz que estava no sétimo ano. Nunca me atrevi a conversar com ele, ainda mais pelo jeito dele. Ótimo aluno em DCAT, meio excluído, sombrio. Os capangas dele não estavam ali, milagre! Andei calmamente até ele, porém não para conversar, apenas para sentar-me perto a ele.
   Sentei sem olhá-lo, ele era realmente curioso para mim. Poucos amigos, poucas palavras e pelo que ouvira, manipulador. Não quis fitá-lo, porém joguei o cabelo para trás, deixando minha face livre de qualquer cabelo. Abri um livro que trouxera de casa, Artes das Trevas, e comecei a lê-lo, quando percebi que Riddle não estava mais onde estava. "Droga" pensei, porém esse pensamento veio cedo demais, quando ouvi a voz meio macia, meio debochada atrás de mim:
   - Artes das Trevas, Srtª? Creio que meninas da sua idade deviam...uhm...estar aprendendo a fazer curativos.
  Merlim! Ele estava falando comigo! Sorri sem jeito, porém minha cara foi a mais cínica possível, combinando com a resposta:
  - E rapazes como o Sr. não deviam ficar atrás de ver o que 'menininhas' lêem. -Sorri displicente e ele deu um meio sorriso, sentando-se ao meu lado, com as pernas pro corredor:
  -Forgotten, não é? 
  - Sim. - Gelei, porém não demonstrei, como ele sabia meu nome? Mesmo sendo monitor ele não saberia quem era a 'menina estranha'.Ele se inclinou mais em minha direção e começou a murmurar em meu ouvido, enquanto olhava para cima, cretino:
  -Eu vi no Profeta Vespertino. Seu pai foi expulso do país, pelo que soube... Artes das Trevas e... Sacrificio humano, se não me engano.
  -E a que interessa-o isto?! - Olhei-o com raiva, minha face ficando vermelha já, porém ele soltou um risinho maroto perto do meu ouvido e continuou "É por isso que o mundo bruxo não melhora, Srtª...Os poucos que fazem algo por nós, são expulsos." Me afastei um pouco dele e fitei-o atentamente. De perto ele nem parecia tão assustador como falavam. Mordi o lábio inferior e abri um sorriso leve e doce, dizendo em seguida enquanto segurava uma mão com a outra:
  - Seremos bons amigos, não é?
  -Claro que seremos. - Tom falou com a leveza de uma pluma, aquilo realmente me encantara. Naquela hora eu percebi que eu estaria com ele sempre, não como uma namorada ou esposa, mas como uma seguidora fiel.

N.A: Tá meio curtinho mas nas próximas melhoro...dêem um desconto, primeira fic...Comentem please ;D

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