Descobertas no estudo.



Juro solenemente que não vou fazer nada de bom.


Como isso pode acontecer? Como eu, Lily, que sempre o odiei posso estar gostando dele agora? Ele é o James, e tem mais, ele nunca vai olhar para mim. Ele me odeia!

Mas, quando eu comecei a reparar nele fui vendo o quanto ele é especial, diferente espontâneo e, principalmente, lindo! Foi quando a minha mente enlouqueceu:

Ele é muito lindo

Mas te odeia

Eu gosto dele

Mas eu o amo

O que fazer?

Bem, querem saber como é a história? Ok.

Antes eu o odiava, mas, um dia, eu estava na poltrona da sala comunal da Grifinória quando ele chegou para me aperrear. Ele se jogou ao meu lado ( na mesma poltrona ) porque, antes, eu odiava isso mas, agora, eu gosto e não me incomodou quando ele fez aquilo, ao contrário, eu gostei e queria que ele ficasse muito tempo ali, ao meu lado. Assustador, não é?!

Agora eu não me incomodo mais quando ele me aperreia, fico sempre querendo estar perto dele. Só sei de uma coisa: Eu tenho que conquistá-lo. Eu vou conseguir afinal, acho que já o peguei me olhando.

- Lily!

Foi quando eu ouvi a voz de James me chamando. Imediatamente eu parei e esperei que o mesmo me alcançasse.

- Que é?

Falei com o mesmo tom de ignorância de sempre pra não ter perigo do James desconfiar.

- Olha, eu sei que não nos damos muito bem, mas é que eu preciso muito de uma ajudinha em poções, e como você é a melhor da turma em poções pensei que poderia me ajudar.

Aproveitei-me da situação.

- Ainda não me convenci de que devo lhe ajudar. – Ele fez uma carinha de cachorro abandonado e suspirou desapontado. – Mas acho que posso me convencer se você repetir comigo: Lilysinha do meu coração, já que você é tão inteligente, será que pode me ajudar em uma matéria que eu não consigo entender?

Ele devia estar mesmo precisando de uma ajuda em poções, pois ele repetiu exatamente o que eu lhe pedi. Resolvi então usar minha inteligência para fazer caridade para pessoas completamente desprovidas de inteligência como, por exemplo, o James.

- Ok, então eu o vejo hoje às onze horas da noite na biblioteca.

- Por que tão tarde?

Logo corei com a pergunta que ele havia feito, mas, mesmo assim, disfarcei.

- Porque não quero que ninguém me veja com você, e, suponho que você também não quer ser visto comigo, estou certa?!

- Tem razão, a vejo mais tarde!

Ele falou com aqueles lindos cabelos esvoaçando, aqueles olhos mostrando um brilho vitorioso por ter conseguido o que queria... Deus, como alguém pode ser tão perfeito?

É àquelas horas pareciam que não passavam. Estava quase louca esperando, ansiosa para que o relógio mostrasse que eram onze horas para que eu possa ficar sozinha com James.

Como será que vai ser? Bom, o jeito é esperar.

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Quando o relógio apontou exatamente eu fui me arrumar (Claro!) para ir ensinar a James.

Quando eu cheguei à biblioteca percebi que o mesmo ainda não havia
chegado. Como ele tem a ousadia de chegar atrasado?

- Surpresa!

Eu dei um grito, pois James estava debaixo de sua capa de invisibilidade e só sal de baixo dela para me assustar. Ele tinha que ser tão irritante? Mas nem foi to ruim assim porque quando eu gritei, ele colocou sua mão em minha boca para eu me calar, mas, como o mesmo estava atrás de mim, ele teve que me abraçar para permitir que sua mão alcançasse a minha boca. “Senhor, como ele é cheiroso! Além de lindo, era cheiroso!”

- Você esta ficando louca? – Todo o meu corpo tremeu a ouvir a aquela voz rouca sussurrando no meu ouvido. Sua cabeça estava a um centímetro de distancia da minha para que eu pudesse ouvir o que ele estava falando. “Por Merlim, ele esta com hálito de menta! Será que ele faz isso só para me provocar? Ele tava conseguindo!” Eu me arrepiei toda ao sentir o ar quente que saiu de sua boca e esquentou o meu pescoço quando ele voltou a falar. – Se alguém pega agente aqui na biblioteca em vez de no dormitório, é detenção na certa!

- Ta desculpa... Vamos começar os estudos?

Falei enquanto me afastava um pouco do rosto dele que, a pouco, estava praticamente colado no meu.

- Ok, vamos.

Ele pegou uma cadeira e a colocou ao meu lado sentando na mesma. Em seguida ele abriu o livro Preparo de Poções.

Eu comecei a lhe explicar o que ele não entendia (Vale salientar que era praticamente a matéria toda!) e, de vez em quando, ele fazia uma graçinha e nós dois riamos juntos. Ele é muito lega, para ser bem sincera. Nós finalmente estávamos conversando por muito tempo e sem brigar.

- Sabe, nós nunca tínhamos conversado tanto tempo sem brigar.

“Por Merlim, será que ele leu os meus pensamentos?” Foi a primeira coisa que me veio a cabeça na hora, afinal, ele havia acabado de falar o que eu estava pensando.

- É, tem razão.

- Lily, você está doente?

Ele colocou a mão na minha testa como se conferindo se eu estava com febre. Quando a mão dele tocou a minha pele todo o meu corpo estremeceu.

- Não, es...tou doente não, Por que?

Minha voz quase não saiu e dei graças a Deus por ter gaguejado apenas uma vez.

- Porque você acabou de dizer que eu tenho razão.

Não pude deixar de rir com o comentário.

- Bem, eu não posso discordar, né?

Ele falava comigo como se soubesse que eu tinha um segredo e queria que eu lhe contasse de qualquer forma.

- Por que não?

- Por que é verdade.

- Anham, sei.

- Vamos voltar a estudar?

Indaguei já irritada com sua persistência.

- Está bem. Vamos.

Foi quando nós dois escutamos um barulho. Nós dois não podíamos deixar de excitar com o susto que tivemos ao ver Argo Filch na porta da biblioteca.

- Merda! Vem para debaixo da capa Lily!

- O que?

- Não se preocupe, é só ate ele sair e, alem do mais, eu não mordo.

- Não tem como agente sair por outra porta não?

Indaguei, pois, para mim, entrar debaixo da capa de James estava fora de
cogitação.

- Não, há essa hora só tem essa porta disponível.

- Ok, mas só ate ele sair.

- Ta, mas vem logo! Não quero pegar uma detenção!

Eu corei e corri para debaixo da capa.

- Aqui esta apertado!

Não pude deixar de reclamar assim que vi o quando eu estava perto de James para poder impedir de sermos vistos.

- Não reclama, e, afinal, você devia ta agradecendo porque não é todo dia
que se pode ficar tão perto de uma pessoa como eu.

Ele me fitou durante um bom tempo e não pude deixar de ver um sorriso maroto se formando em sua face.

“Não acredito! Como ele é safado!”

- Não acredito!

Fui tirada de meus devaneios ao o ouvir reclamar.

- O que foi?

- Ele pegou uma cadeira e agora ta lá de guarda, na porta da biblioteca!

“Que velho rabugento, como ele consegue se sentar na primeira cadeira que encontra e ficar sem fazer nada por tanto tempo?”

- Ótimo! Agora vamos ter que passar a noite toda aqui porque, pelo jeito, ele vai ficar de guarda junto com essa gata nojenta!

Logo exclamei.

- Não reclama que a idéia de vir pra cá foi sua.

- Eu sei... Será que agente pode sentar?

- Ta Ok.

Nós dois fomos para trás da estante e sentamos ainda grudadinhos por causa da capa.

- Aqui ta muito escuro, devia ter pegado a minha vela.

Eu comentei.

- Pois é pelo menos eu trouxe a minha.

- Graças a Merlim.

Foi nessa hora que James sussurrou e, sem querer (pelo menos eu acho ), apagou a vela. Eu sempre tive medo de escuro e naquela hora, involuntariamente, pulei em cima de James que, com o susto, acabou me abraçando. Meu corpo estava tão colado com o dele que podia sentir seu coração bater, e pela velocidade que o cora,cão do mesmo pulsava, pude perceber que não era única nervosa. “Ai meu Santo Pai, que braços musculosos!” Não pude deixar de reparar nesse detalhe.

- Não sabe quanto tempo eu esperei por isso.

O ouvi sussurrar no meu ouvido arrepiando todos os cabelos da minha nuca. E, de repente, senti seus lábios quentes encostando-se aos meus. Coloquei uma de minhas mãos em sua nuca e comecei a cariciar seus cabelos lisos a bagunçá-los ainda mais (se isso era possível, é claro.) e a outra eu depositei em seu rosto e pude sentir ele fazendo o mesmo com a sua mãe que estava livre, pois a outra já havia descido até a minha cintura.

- Te amo James!

Foi inevitável não dizer aquilo.

- Também te amo Lily!

Nunca pensei que fosse escutá-lo dizendo essas quatros palavras que ao mesmo tempo eram tão pequenas e tão significativas. Nossos lábios se separaram e o beijo terminou. No mesmo instante o abracei feliz. Estava apreciando aquele momento.

“Finalmente você é meu, Deus grego!”

Pensei. E o silencio se quebrou quando James falou:

- Nunca pensei que estudando ia ter uma descoberta como essa: Você me ama!

James que comentou e então eu respondi.

- É como eu sempre te disse James: É estudando que se têm novas descobertas!

Mal feito, feito.

Até a próxima história.

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