Plano Secreto



“ Harry, acorda. Voce não pode ficar ai deitado o dia todo.”
“ Pode ir Tonks, não tenho a menor condição de sair da cama.”
Tonks entrou no quarto. Era obvio porque Harry não queria se levantar. Era o quinto aniversário de Hermione que eles não comemoravam juntos... Harry, Rony, Hermione e Gina. E bebiam cervejas amanteigadas, e whisky de fogo... e cantavam parabéns...
“ Eu nem sei se ela está viva. Nem ela, nem Gina, nem muitos outros que foram raptados...”
“ Inclusive Lupin Harry.”
Ela tinha razão. Ele tinha que superar tudo aquilo. Cinco anos sem noticias, ele podiam nem estar vivos. O que era duro admitir, mas não podiam descartar essa possibilidade.
“ Tio Harry, você prometeu me levar na casa do Fred hoje.”
“ É?” – perguntou Harry para afilhado enquanto colocava os óculos.
“ É. Quero ver o tio Rony também, e depois queria passar no parque.”
“Já vi que vou passa meu dia por sua conta não é?” – e Harry sorriu.
“ Voce podia aproveitar Harry, e chamar Lilá pra sair, você sabe que não teve ninguém desde da...”
“ Hermione, eu sei, mas é assim que tem que ser Tonks. Não vou chamar Lilá pra sair.”
“ Voce é quem sabe”
“Voce ficaria com alguém e tentaria esquecer de Remo?”
Tonks assentiu e saiu ralhando com o filho por ter deixado a casa toda bagunçada na noite anterior.

Harry bateu a campainha na casa de Fred e Angelina.
“ Oi Harry, oi Hull, entrem, Fred está acabando de limpar a bagunça do Jorge. Fred deixou uma vomitilha em cima da mesa pra poder modifica-la, mas Jorge pegou por engano, e você sabe o que acontece.”

Jorge era o filho de Fred. Jorge, um dos gêmeos também havia desaparecido há cinco anos, mas ninguém o viu desaparecer, como no caso de Hermione, que Rony viu claramente quem era. Então Fred deu o nome do filho, o mesmo do irmão.
“ Ah, certo, Hull vai esperar aqui, eu tenho que sair por uns instantes, pode ser?”
“ Claro, Harry. Fred vai adorar, ele acha Hull muito divertido.”
Harry se despediu do afilhado e saiu. Não sabia o porquê, mas acabara de ocorre-lhe uma idéia... Como não pensara nisso antes?
Aparatou em frente à casa de Rony. Sabia que Hull queria ir lá, mas aquela conversa não poderia ter ninguém ouvindo.
Bateu na porta, e logo um homem alto, forte de longos cabelos cor de fogo preso em um rabo de cavalo atendeu.
“ Rony, cada dia mais parecido com Carlinhos.”
“Hum, oi Harry, e você não ta diferente, parece muito com seu pai. Mas você não veio aqui, me falar com quem eu pareço.”
“ Não, eu vim falar que quero invadir o Ministério.”
“Você o que? Você está doido né?! Quero dizer, hoje é aniversário da Hermione, mas isso afetou seu cérebro?”
“ Não Rony, Lucio era muito amigo de Fudge, talvez em algum arquivo tenha o endereço da casa dos Malfoy.”
“Certo, e como vamos invadir o Ministério?”
“Fizemos uma vez, a noite, não deve ser muito diferente.”
“Por que não entra, e conversamos.”
Harry entrou e sentou-se no sofá.
“ Percy está aqui?” – perguntou Harry.
“ Não, ele Penélope e as meninas saíram.”
“ Ótimo, podemos conversar então.”
Harry explicou tudo. Invadiriam á noite, com ajuda de mais pessoas, procurariam nos registros antigos.
“ Se pelo menos Lucio ainda estivesse vivo...” – lamentou Rony.
Lucio Malfoy fora preso, torturado e depois morreu, mas não disse uma única palavra onde ficava a Mansão Malfoy, e nem contou quem dos seqüestrados ainda estavam vivos. Narcissa ninguém sabia do seu paradeiro, mas não estava com o filho, porque todos sabiam que Bellatrix havia expulsado a irmã da própria casa.
Harry escutou um barulho vindo do andar de cima.
“ Tem mais alguém aqui Rony?”
“ Ah, esqueci, Carlinhos está dormindo aqui. Ele deve ter acabado de acordar.”
“Hum... mas ele não escutou... quero dizer, eles nos impediríamos de fazer isso...”
“ Não, eu tenho certeza...”
Carlinhos desceu as escadas e sentou com os meninos. Antes de falar, acabou de amarrar os cordões das botas. E se Harry não conhecesse muito bem Rony, não saberia dizer se estava conversando com Rony ou Carlinhos.
“ Eu vou com vocês...”
“ Desculpe?” – Harry não entendeu aquela frase.
“ Vocês querem entrar no ministério a noite, descobrir onde fica a casa dos Malfoy, e provavelmente vamos matar Draco.” – Repetiu Carlinhos, como se fosse uma criança repetindo os afazeres em voz alta para não esquecer.
“ Certo. Mas como nos ouviu, quero dizer, Rony disse que você...”
“Caro Harry, convivi bastante tempo com Fred e Jorge. Mesmo que Jorge não está aqui, Fred tem suas maneiras de escutar conversas, ainda mais sendo uma conversa do Harry Potter.”
“ Certo” – concordou Harry – “ Mas vamos precisar da Tonks... Ela sabe como entrar lá...”
“Harry, ela não vai concordar...”
Harry não sabia se ia ou não concordar, mas tinha um bom pressentimento, de que logo, logo, iria encontrar os amigos, e a namorada, que há cinco anos, ele não via...
Harry voltou pra casa. Já devia ser umas oito da noite. Ele tinha que tentar convencer Tonks.
Depois do jantar, Tonks mandou Hull tomar banho. Ela sentou-se perto de Harry.
“ Eu queria conversar com você, Harry.”
“Hum, eu também queria conversar com você.”
“ Certo, o que eu quero falar, é que... Bom, Lupin, Hermione, Gina e outras pessoas sumiram, nós procuramos, e você sabe disso, não encontramos. Mas foi tudo pelas mãos do Ministério. Você lembra do caso dos Evans, os aurores, eles morreram e a garota, Roy, desapareceu, mas achamos que ela está morta... Sabe Harry, cansei disso. “
“E o que você quer fazer a respeito?”
“ Quero tirar o Ministério disso tudo, e fazer por mim mesma, reunir a Ordem da Fenix, como era antes, e não precisamos prestar com o Ministério.”
“ Você quer dizer...”
“Não estou certa...”
“Vamos invadir o Ministério.” – falou Harry, como se fosse algo normal.
“ Certo, Que dia, e pra que?”
“Foi mais fácil do que eu pensava te contar tudo isso.”
Tonks começou a chorar.
“ Hey, calma. Tudo no final dá certo, e eu to aqui. Não sou o melhor tio, nem o melhor amigo, mas estamos juntos em todas...”
“Harry, eu sinto falta do Lupin, ele é o pai do Hull, e você é o melhor padrinho, mas não é o pai dele, e você sabe que considero você um excelente “irmão mais novo” mas foi o único homem que amei Harry, e quero ter ele de volta.”
“ Eu entendo, sinto o mesmo por Hermione...”
“ E se ele não estiver vivo, quero matar Draco, e poder enterrar o pai de Hull.”
Falando isso, Tonks recomeçou a chorar.
Harry então resolveu. Eles iriam entrar no ministério na noite seguinte.

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