Laços Consangüíneos





PLOP


Aparatei e senti o leve frescor daquela noite inundar tudo à minha volta . Abri os olhos calmamente. "Home, Sweet home!" Eu pensei, dando um sorriso de canto de boca . Estava com saudades de todos ali dentro . Principalmente dela . Virgínia, minha mãe. Dizem que eu tenho os olhos extremamente parecidos com os do meu falecido progenitor, o Potter, mas tenho o mesmo caráter e a mesma doçura de Virgínia Weasley Malfoy. Confesso que essa segunda parte me deixa bem mais tranqüilo, visto que não tenho muitas lembranças daquele a quem deveria chamar de pai. Pai pra mim é quem cria, neste caso, meu pai é um loiro, alto, irritante e pomposo Malfoy. A história parece confusa, não é? E realmente tenho que admitir: ter os três sobrenomes mais improváveis de estarem juntos do mundo mágico não é pra qualquer um não . E eu sou especial! E humilde. Ah, quem se incomoda? Dylan Potter Weasley Malfoy pode tudo, e mais.

Ou eu pelo menos pensava que podia . Até conhecê-la . Julienne Le Blanc. Ô mulher difícil, viu! E misteriosa . Acho que vou precisar de ajuda profissional. Melhor conversar com mamãe antes que ela vá dormir.


...


_Olá? - Eu falei meio exasperados, visto que os Zabini, que eu nem sabia que estavam aqui em casa, saírem às pressas quase me atropelando - Boa noite também!!

_Desculpe, querido . - Tia Luna me falou rápido, alcançando o Tio Blaise nos jardins e sumindo num PLOP com o filho agarrado á ela .

_Que povo doido - falei mais pra mim, quando percebi que algo estava errado . - Alô, todos! Cadê o povo dessa casa, gente? - Falei andando até a sala de jantar, que estava com a luz acesa .


A cena foi arrasadora . Mamãe estava chorando, miseravelmente, sendo abraçada por meu pai, que parecia estar morto a julgar pela cara pálida que ostentava . Norah estava bebendo um Hidromel pelo gargalo da garrafa e Luke estava ausente. Não estava entendendo nada, mas fiquei preocupado .


_O que aconteceu? - perguntei indo em direção à minha mãe.

_Lia e sua grande boca imunda . - Quem respondeu foi Norah, que já estava um tanto 'alta' por não ter o costume de beber.

_Não fale assim da sua irmã, Norah. - meu pai falou firme e cansado - vocês devem subir. Vão para seus quartos. Andem...

_Mas eu... - falei recebendo um olhar decidido de Drago . - está bem... To indo .

_E leve a sua irmã. - ele falou calmamente guiando minha mãe para a outra sala, no fundo da Sala de Jantar.

_Está bem, estou levando - falei pegando Norah pela cintura, visto que estava vermelha e um tanto zonza .

_Eu estou bem. Estou ótima! - ela falava enquanto subíamos as escadarias rumo aos quartos. - Me solta, Dylan.

_Solto sim, mas não aqui. - falei continuando a arrasta-la até o quarto de Luke. Abri a porta sem nem ao menos pedir permissão . Meu irmão estava irritado, fazendo chamas e faíscas saírem de sua varinha por todos os lados. - Pare com isso garoto, vai acabar se matando assim.

_Tenho total controle das minhas emoções. - ele me disse numa imitação perfeita de papai. Tive que rir.

_Com certeza - falei irônico, despejando a nossa irmãzinha ruiva na cama dele. - Precisamos conversar. Sabe o que aconteceu pra mamãe ficar daquele jeito? Dá pra alguém explicar o porque a Lia voltou antes do prazo? E, aliás, onde está ela agora?

_Deve estar no quarto pensando numa boa forma de se matar... - falou Norah, inesperadamente desperta . Olhei para Luke com cara de assassino .

_Não lance feitiços na nossa irmã. -falei seriamente. - ela pode ter alguma reação, você sabe...

_Cara, relaxa . Não sou curandeiro, mas de feitiços pra curar pileque eu entendo! - falou-me rindo .

_Está bem, alguém aqui vai me dar atenção? - Norah perguntou sentando-se na cama com as pernas cruzadas. - Temos que dar o troco na Liazinha . O que ela fez foi muito errado, meninos.

_E o que você pretende fazer? - indagou Luke com cara de irritado .

_Algo que seja muito doloroso, só pra começar. - ela falou num olhar perverso, que muito me lembrou o velho Lúcio, levantando-se rapidamente da cama em direção à porta.

_Dá pra explicar isso com calma, garota? - meu irmão mais pentelho falava novamente. Quanta cena por pouca coisa.

_Não, não dá! - disse minha irmã ruiva tentando sair do quarto - eu vou acabar com a raça daquela vaca chinesa de meia-tigela!

_Mas o que aconteceu afinal? - me intrometi ao chilique de minha irmã mais nova - vocês sempre foram amigas Norinha.

_Éramos! - ela me disse com frieza na voz - até ela trair a minha mãe. - Ops?!?!

_Ela fez o QUÊ? - Luke perguntou com os olhos escurecendo. Mau sinal.

_Acalmem-se pessoal! - eu falei pulando para bloquear a porta - talvez a Lia esteja estressada com a viagem, vocês sabem... - tentei pôr panos quentes pra aliviar a barra da Ni-sei, mas não tava dando muito certo a julgar pelas caras dos meus gêmeos adoráveis.

_Saia da nossa frente agora. - Norah me disse com arrogância. Não, não gosto disso.

_Peça com educação, querida. - eu ironizei. E adivinha o que aconteceu?




Pois é. Crianças... elas crescem.



...



O lustre. Sim, o lustre do quarto do Luke é realmente algo invejável. Alto, claro, limpo . Perdi a conta dos segundos em que fiquei olhando para o teto alto do quarto do meu irmão . Ah, sim. A Norah me lançou um feitiço que me tacou do teto ao chão, consecutivamente.
Resultado: estou com dor nas costas. Com dor na cabeça, a bati no chão caramba! E também ficando surdo com a gritaria que vêm do corredor.

“E que venha a cavalaria .” Pensei com escárnio, me levantando rapidamente e ganhando os corredores.

_Abre essa porta AGORA! - Norah berrava para a barreira de carvalho imponente à sua frente. - Abre essa porra, Lia!!!

_Que isso gente, como estamos educadas! - Luke falava numa mistura de riso com raiva . Devia estar querendo um pedaço da nossa irmãzinha de olhos puxados também.

_Gente, parem! - eu falei correndo até eles. - Não querem que mamãe piore, não é? Ela pode ouvir essa gritaria toda e daí sim, estaremos TODOS encrencados.


Eles se olharam longamente, e suspiraram derrotados. Luke olhando para o final do corredor, onde o Sol estava fraco e a brisa convidativa para um vôo tranqüilizador. Norah continuava encarando a porta . Tive receio de que estivesse lançando maldições sem varinha naquele momento . Por fim, depois de três longos minutos eles se manifestaram ao mesmo tempo .


_Vou voar. Preciso espairecer. - Luke falou voltando ao seu quarto para buscar a vassoura .

_Estarei nas estufas. -ela me disse com o olhar perdido . Provavelmente estava tentando se acalmar do acesso de fúria . - Não a deixe sair do quarto hoje, ou eu não respondo por mim.

_Está bem. - respondi aliviado ao constatar que tinha conseguido fazer a paz reinar novamente, pelo menos por algum tempo . Suspirei e olhei para a porta do quarto onde se lia “Lia” na porta . Bati. - Lia, sou eu. Precisamos conversar.


Aguardei alguns minutos até que a porta do quarto se abriu num CLIC. Esperei que ela se afastasse da porta, para que eu a empurrasse e ganhasse espaço no aposento . Assim que entrei no quarto entendi o que estava, de fato, incomodando minha mãe. Lia estava lá. E não estava sozinha .




*********

Continua...


*********




N/A: Hello Folks!!!!!
VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIIIIII !!!!!!!!!!!

Consegui, nesse tempo em que estive ausente, colocar as idéias no lugar.
A fic virá com força total !!! Então, não percam os próximos capítulos.
Não me matem. Não me azarem.
Eu amo vocês !!!!!
*__*


Beijocaaaaaaaaaaaaaaassssssssssssssssssssssssss

E comentem, of course.

=)

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