Vamos começar?



1º de tudo: Vamos agradecer aos comentários.... (n/a: esse vamos refere-se à mim, autora, e a nossa querida Mione personagem principal da estória)

Andressa Black: Obrigada mesmo pela força, pelo incentivo e pelas idéias...amoooooo!

Pati_lebeau: Valeu por ter comentado quando a minha fic era só um resumo mal feito...agora ela é um resumo, uma introdução e um capítulo mal feito..hehehehehehehehe, mas axo que vc vai acabar gostando...bjux

Katherine: Fiquei super feliz por vc ter gostado da minha fic e por eu ter conseguido ultrapassar sua barreira anti-Hr/D...valeu...continua lendo :D

Karyna Obrigada pelo comentário...minha Mione será inesquecível...não que eu tenha pretensão de ser melhor que J.K., mas a minha Mione ultrapassará barreiras...bjus e continue lendo.

Hermione J. Granger: Valeu por passar aqui e te digo mais você ainda num viu nada...bju e te espero sempre aqui....

Rhaissa Black Obrigada pelo comentário, continua comigo e com a Mione que a fic será 10....

Queridos Leitores obrigada mesmo de paixão por terem me ajudado indiretamente a concluir esse capítulo...eu gostei bastante dele, como a história ainda tá começando ele tá meio paradinho, mas aguardem que vai esquentar...bastante por sinal...bjus e conto com a presença de v6...amooooooooo!!!!






1º Capítulo: Vamos Começar?

"Nada é tão complicado que não possa complicar mais ainda e nada é tão mais complicado que nunca possa ser solucionado"


- Bom dia! – Gina cumprimenta à todos muito contente.

- Bom dia querida irmã - Rony responde com entusiasmo e Harry faz o mesmo.

- Bom dia por que Gina? Tem alguma coisa de especial nesse dia? Tá fazendo sol? Nós por acaso estamos de folga e vamos curtir o dia sem fazer nada? Não, né? Então sinto muito querida, mas Péssimo dia, isso combina melhor com a situação hj. – respondeu Hermione irritada num misto de ironia e sarcasmo.

- Noooossaaaaaa! Aconteceu alguma coisa, Mione? – Gina perguntou assustada e antes que a garota pudesse-lhe responder Rony adiantou-se.

- Não aconteceu, esse é o problema maninha.- concluiu a frase rindo.

- É Rony você sabe bem o que é isso, não é? Já dormi algumas vezes esperando alguma coisa acontecer e nada, tá lembrado? – Hermione devolveu prontamente a provocação fazendo com que Rony adquirisse a cor de um tomate maduro.

- É querida Mione, mas fazer o que se você nunca tá contente com nada! – Rony rebateu com outra provocação.

De provocações em provocações o dia naquele lindo e apertado apartamento ia se iniciando. Toda manhã de uns tempos para cá eram iguais, Gina sempre contente, Harry nem tão contente mas sempre apaziguando os animos enquanto Rony e Mione se deliciavam com o café em meio as provocações.

Hermione estava se preparando para responder quando Harry entrou no meio.

- Vamos parando com isso agora! – berrou dando um ultimato para os amigos - Toda manhã é esse inferno? – perguntou olhando para Rony e Hermione.

- Desculpe Harry se eu faço da sua vida um inferno, mas é que eu não tenho tido bons motivos para sorrir ultimamente. – Hermione explicou tentando se defender.

- É sempre a mesma coisa Mione, você nunca tem motivos para se alegrar e Rony sempre tem motivos para fazer disso uma guerra, enquanto eu e Gina assistimos a essa palhaçada de camarote, desviando para não levar uma porrada – concluiu Harry extremamente amargo.

O silêncio imperou naquela mesa de café da manhã, pelo menos até a hora em que Harry saiu para o treino de quadribol, ele agora era apanhador de um super time inglês além de jogar na seleção inglesa nas épocas de copa mundial. Gina que sempre saia junto com Harry para pegar uma carona ia direto para o ministério onde fazia um curso intensivo para ser auror. Apesar do namoro dos dois não ter resistido à última batalha ao contrário de Rony e Mione o ex-casal costumava se dar muito bem , às vezes é claro rolava um “remember”, mas fazer o que? Ninguém é de ferro não é mesmo?

Os dois habitantes da casa restantes na mesa do café da manhã ainda estavam mudos, não queriam nem se olhar mesmo sabendo que toda aquela bagunça teria que ser arrumada por eles, e detalhe, em equipe o que só de lembrar fazia Mione se arrepender de ter trocado seu horário no St. Mungus, hospital bruxo onde Mione era Medibuxa.

- Já terminou?- Hermione perguntou secamente.

Rony apenas balançou a cabeça afirmativamente e virou a cara.

- Que bom! Assim você pode começar a arrumar as coisas enquanto eu vou me arrumar. – Hermione respondeu com um sorriso enviesado.

- Nada disso o Mau-humor em pessoa! Nós arrumaremos isso juntos…- Rony levantou-se segurando o braço da garota.

- Ronyquinho, quebra essa amigo? – Hermione pediu fazendo beicinho.

- Desculpa Mionezinha, mas não vai dar…Nós sujamos juntos, nós limpamos juntos…Hoje é o NOSSO dia – respondeu Rony enfático.

Hermione bufou e voltou para tirar a mesa e lavar a louça do café, enquanto Rony passava um pano na casa e depois seguia para a cozinha para terminar sua tarefa enxugando a louça. Até aquele momento a harmonia imperava na casa, sempre educados Mione e Rony tinham pausados as provocações.

- De quem era coruja que veio aqui ontem aquela hora? Já era bem tarde né? – perguntou Mione inofenciva.

- Hum..errr… - Rony atrapalhou-se um pouco na resposta e voltou a ficar cor de tomate maduro, ou seja, extremamente vermelho.- Era de uma amiga… - Respondeu vagamente.

- Amiga?- indagou Mione tentando entender que amiga poderia enviar uma coruja àquela hora da noite.

- É Mione, é só uma amiga nada demais! – Rony respondeu impaciente.

- E essa amiga tem nome?- pressionou Hermione.

- Não Mione! Essa amiga é indigente, ela não tem nome, pelo menos não para você! – Rony perdeu a paciência.

- Ahhhh! Vamos ver se eu entendi…- Hermione fazendo cara de quem estava pensando sobre uma difícil problemática. – Se essa amiga não tem nome para mim, é por que provavelmente essa amiga não seja só uma amiga, seja quem sabe uma pretendente a namorada, ou então uma namorada de fato. – concluiu Hermione pressionando Rony contra a parede.

- Ok..ok Mione você venceu! – disse Rony sentindo um gosto amargo descendo-lhe a garganta, assumir para Hermione de quem era aquela carta não era só dizer à ela que estava realmente de rolo com uma garota, era perder qualquer chance de reatar com ela e quem sabe até de continuar sendo seu amigo, por que aquela garota…Bem…era um problema. Rony respirou fundo e sem encontrar outra saída respondeu rapidamente fechando os olhos – A carta era da Luna! Pronto falei…

- Da Luna? Você quer me dizer que sua suposta pretendente a namorada, é a Luna? – Hermione havia perdido o chão.

É Mione, estamos juntos…agora…- Rony despejou essas palavras vagarosamente.

- Rony…me diga que esse agora não se refere ao fato de Luna ter terminado o namoro dela com Neville ontem? – Hermione continuava passada.

- É…nós…bem, nós eramos amantes – Rony concluiu a frase mais difícil em toda sua vida.

- A que ponto chegamos, Rony?! Você amante da namorada de um amigo? – Hermione perguntava com visível indignação.

- Ahhh! Mione não faça drama, ok?! Todos nós sabíamos que os dois não estavam nada bem e que se não fosse eu seria qualquer outro, Luna nunca gostou de Neville como ele merecia. – disse Rony tranquilamente como se aquela conclusão fosse tão óbvia que não permitia tanta indignação.

- E Luna NUNCA vai gostar de VOCÊ como merece! Será que você não percebe que está sendo usado da mesma forma que Neville foi? Será que você não conseguiu perceber que Luna é uma tremenda sacana? – Mione ia continuar suas indagações quando foi bruscamente interrompida.

- Será que você nunca vai se recuperar do fato de nenhum dos seus namorados terem permanecido ao seu lado por mais de uma semana?- Luna surgia derrepente dentro do apartamento, havia aparatado dentro do quarto dos meninos.

- Luna?! O que você está fazendo aqui? – perguntou Rony visívelmente embaraçado.

- Ué?! Vim ver o meu namorado…Geralmente é assim no começo do namoro, ficamos contando as horas para estar junto do nosso amor. – Luna respondeu calmamente, enquanto Mione segurava a raiva.- E você Hermione Granger, quando vai deixar de ser tão careta? – Luna tinha a intenção macabra de provocar Hermione.

- Eu ainda prefiro a minha caretice a sua falta de caráter, mas infelizmente nós somos tão diferentes que eu não sei se você conseguirá entender o que eu quis dizer. – Hermione respondeu, ou melhor, tentou responder a altura a provocação de Luna,.

Luna que não era nem de longe uma garota que se abalava com esse tipo de agressão, sofrera muito durante os tempos de Hogwarts com toda retalhação à revista de seu pai e também ao jeito excêntrico da família que assim que se viu maior de idade e responsável por seus atos resolveu não só dar uma guinada de 360º na sua vida como nas suas atitudes também, já não se importava mais com o certo ou errado o importante era fazer o que bem entendia na sua vida.

- Ah! Granger, entender, eu obviamente entendo, mas não me importo, qualquer coisa que me disser entrará por um ouvido e sairá pelo outro…agora eu estou INABALÁVEL! – Luna sorriu ironicamente para Hermione que tentava segurar suas lágrimas de raiva.

- Cansei dessa palhaçada tô caindo fora! Rony termine de arrumar as coisa que eu vou terminar de me trocar, já estou atrasada e depois de tanta baboseira é melhor sair daqui antes que eu fique enjoada.

Hermione saiu da sala e atravessou o imenso corredor de ½ metro até chegar ao quarto que dividia com Gina. Enquanto procurava desesperadamente o seu uniforme que já estava separado em cima de sua cama, pensava com os seus botões raivosos. “ Será que Harry e Gina já sabem dessa loucura?” “ Será que Neville já sabe dessa traição? Meu Deus como vou olhar para esse rapaz quando chegar ao hospital?” “ Por que justo Rony?”. De todas suas indagações essa era a mais torturante de todas Por que Rony?Até se dar conta de que seu uniforme estava embaixo da sua bunda Hermione não conseguia entender por que Luna havia se interessado justamente por Rony Weasley, tá certo que ela sentia nessa situação uma pontinha de ciúmes, uma pontinha não, um ciúmes louco era o mais correto, não que Mione ainda fosse apaixonada por Rony, mas ela entitulou o garoto como uma propriedade e qualquer uma que se aproximasse dele era tida por ela como uma vagabunda sem êra nem beira. Hermione levantou-se de sua cama mais irritada ainda por ter amassado todo seu uniforme.

- Saco! Tinha que sentar bem em cima de você? – Hermione tentava inutilmente conversar com seu uniforme. Trocou-se o mais rápido que pôde e aparatou do quarto diretamente para o St. Mungus, não queria olhar para cara de Rony e Luna tão cedo.

No caminho para o campo de quadribol…

- Harry! Você não achou estranho aquela coruja aparecer lá em casa tarde da noite ontem? – Gina perguntou intrigada.

Harry corou-se um pouco, tentou disfarçar mas não deu, ou ele contava a verdade para ela ou seria um mentiroso como Rony.

- Aquela coruja? O que tem a coruja? – perguntou dissimulado.

- Harry, sem idiotices, ok?! A coruja trazia um bilhete para Rony que eu vi…só estou querendo saber quem o enviou, fácil não é? – Gina pressionou o amigo.

- Gina…não me pergunte mais nada ou então terei que mentir para você e na boa…eu não estou nem um pouco afim de fazer isso. – respondeu Harry sinceramente.

- Ok! Já vi que boa coisa não é…Só espero que Rony não tenha entrado numa fria, ele costuma fazer isso… - concluiu Gina preocupada.

- O que vai fazer sábado anoite? – Harry perguntou esperançoso.

- Hum…Humm, tenho que verificar minha agenda – Gina brincou – Nada né Harry?! O que eu geralmente faço aos finais de semana?

- Estava…Errrr…Estava pensando se não gostaria de ir comigo à Hogsmead dar um passeio, sabe matar a saudade do povoado, relembrar uns momentos bons…

Gina avaliou o pedido sabia que naquele “relembrar uns momentos bons” podia-se incluir uma passadinha num lugar mais reservado para tomar alguma coisa quente, tão quente que seria capaz de fazê-los despir a roupa num quarto de hotel horas mais tarde.

- Tudo bem, eu acho que vai ser ótimo… - Gina sorriu maliciosamente para o rapaz (mesmo que essa não fosse sua intenção, imaginar uma noite com Harry a deixava maluca).

O casal, ex-casal, provavelmente futuro casal, despediu-se quando Harry chegou ao seu ponto, Gina ainda caminharia alguns metros até a cabine telefônica que dava acesso ao ministério.

No St. Mungus….

Hermione aparatou um pouco amassada diretamente em sua sala o que não era habitual, uma vez que mesmo em uma fase ruim da vida a medibruxa saudava todos seus colegas de profissão, era uma maneira de manter o bom andamento do trabalho.

- Mione já chegou? – perguntou Neville, seu companheiro de turno e também medibruxo.

Hermione engoliu seco, estava vendo Neville frente a frente depois da notícia infame que recebeu sobre o mais novo casal do pedaço.

- Ah! Oi Neville, que bom te encontrar… - foi a primeira coisa que veio na cabeça de Hermione que estava com uma tremenda cara de choro.

- Não precisa ter dó de mim ou qualquer coisa do tipo, eu já sabia que existia mais alguém entre nós só não sabia quem era, ontem finalmente eu descobri…peguei os dois juntos na casa dela..foi horrível – suspirou Neville triste – Mas é melhor assim…seria muito ruim, mas muito ruim mesmo se eu já tivesse entregado o anel de noivado que eu comprei na esperança de trazê-la novamente para mim. – Neville concluiu sorrindo fracamente.

- Sinto muito, sinto muito mesmo Neville! Não pelo namoro que não deu certo, sinto pela falta de caráter de Luna e Rony, eles se merecem e você vai encontrar alguém que mereça esse anel de noivado. – Hermione tentou animar o amigo.

- Deixa pra lá…o pior de tudo é aguentar minha avó buzinando na minha orelha que enquanto eu for um boboca as mulheres farão isso comigo.

Hermione sorriu para o amigo e negou a afirmação da avó do amigo.

- O dia aqui está super tranquilo, não teve nenhuma ocorrência grave, nada para nos preocupar – Neville começou a interar Mione de suas tarefas profissionais.

- Ainda bem, a agitação daqueles dias de batalha não ia cair nada bem aqui, pelo menos não hoje. – Hermione suspirou

- Hermione?

- Sim?

- Só mais uma pergunta – A garota assentiu – Eles pareciam felizes juntos?

- Neville…Vamos esquecê-los é o melhor que temos a fazer no momento. – Hermione disse de forma sensata.

O dia passava sem maiores problemas, o hospital estava numa calmaria de dar gosto, não se ouvia se quer o barulho do silêncio. Hermione estava absorta em alguns relatórios de pacientes, lia com total voracidade apesar de achá-los a pior parte de sua profissão hoje eles pareciam extremamente convidativos.
- Srta. Granger comparecer à sala de emergência – Ecoou uma voz pelos corredores do hospital, Hermione levantou-se prontamente abandonando toda a papelada e correndo para sala de emergência.

- Sim? – disse Hermione urgentemente observando um corpo desfalecido sobre uma maca.

- Srta. Granger esse é …

- Draco Malfoy! – Hermione completou o raciocínio do curandeiro responsável pela entrada do paciente na emergência.

- A srta. o conhece? – perguntou o curandeiro em tom expeculativo.

- Conheço, estudamos juntos em Hogwarts… – Hermione completou a sentença aproximando-se do corpo para checar suas funções vitais.

- Presumo que seja a única pessoa viva que o conhece – o curandeiro anotou rapidamente o nome da medibruxa na sua prancheta.

- Como assim? Por que anotou meu nome aí? – Hermione perguntou assustada.

- Esse garoto não tem nenhum parente vivo e aparentemente vive sozinho na antiga mansão dos Malfoy, como a senhorita o conhece é de praxe que na emergência alguém seja responsável e acompanhante do paciente.

- Eu não posso me responsabilizar por ele…Nós nos odiávamos nos tempos da escola, sem contar que ele não presta…Não vou fazer isso! – disse Hermione com indignação.

- Srta. Granger, agora é uma medibruxa, não pode simplesmente se dar ao luxo de deixar um paciente a beira da morte somente por que no passado não eram bons amigos. Espero que a Srta se lembre de suas atribuíções como médica… e uma delas é não negar socorro. – disse o Curandeiro retirando-se da sala permitindo que Hermione começasse imediatamente o atendimento.

- Malfoy? Malfoy? – Hermione chamava o garoto dando palmadinhas leves em seu rosto.

Já fazia mais de uma hora que Draco dera entrada na emergência do St. Mungus e Hermione esgotara todas as alternativas para fazê-lo acordar, havia também checado seu pulso, tinha batimentos leves porém constantes, respiração lenta, parecia estar em um sono profundo, parecia estar apagado.

- Malfoy, será que você andou abusando do Wisky de fogo? – Hermione perguntava para o garoto desacordado. – Provavelmente sim…Preciso verificar o sangue – Hermione preparou uma seringa e a penetrou no braço do garoto colhendo um pouco do seu sangue e mergulhando-o em uma poção reveladora.- Sabia, estava tudo funcionando perfeitamente bem, a única alternativa seria mesmo um coma alcóolico.

Hermione deu baixa na enfermaria da emergência e o internou em um quarto onde passava de hora em hora para aplicar-lhe uma poção que tinha o poder de limpar o alcóol do sangue trazendo o paciente de volta a sanidade. O turno de Hermione já havia acabado fazia tempo, mas como era responsável pelo rapaz não poderia ir embora a menos que ele acordasse.

no apartamento

- Nossa a Mione tá demorando, né? – Gina perguntou preocupada.

- Acredite em mim maninha, é melhor assim… - disse Rony aliviado com a ausência da colega de apartamento.

- Melhor assim? Não estou te entendendo… - Gina surpreendeu-se.

- Digamos que Hermione não aprova a nova namorada de seu irmão – Harry pronunciou-se explicando.

- Ah! Rony não seria a primeira vez que Mione implica com suas namoradas, ela tem um pouco de ciúmes, isso é natural entre ex-casais – disse Gina olhando para Harry.

- O problema maninha é a minha nova namorada, acredite em mim…Mione agora me odeia com todas as forças – Rony disse angustiado.

- Nossa! Quem poderia ser essa namorada pra Mione detestar você assim? – Gina perguntou curiosa.

- Luna! – Rony respondeu de olhos fechados como se esperasse um tabefe da irmã.

Gina olhava para Rony incrédula, não podia ser, o irmão com quem ela teve mais contato, a pessoa com quem dividia sua vida havia tornado-se um monstro naquele momento, era um absurdo o que Rony estava fazendo.

- Ela tem razão, não é? – disse Gina com raiva nos olhos – Como pôde Rony? Como pôde fazer isso com Neville? Você é um monstro. – Gina concluiu a frase dirigindo para seu quarto e batendo a porta com força.

Rony olhou para Harry que apressou-se em abaixar a cabeça para não encarar o amigo, não queria julgar Rony, mas também não poderia admitir que ele estava correto, pelo contrário também sentia-se traído é certo que a amizade dos dois não se comparava em nada a amizade que Rony tinha com Neville, porém Rony demonstrou que não se importa muito com a amizade em certos casos e isso deixara Harry receoso.

- Harry? – Rony chamou o amigo esperando que ele lhe confortasse.

- Prefiro abster-me de qualquer opinião…me deixa fora dessa amigão – pediu Harry sinceramente.

- Tá certo..será que você poderia ir dar uma palavrinha com Gina pra mim? – Rony pediu encarecidamente.
- Claro! – Harry levantou-se e foi para o quarto.

Rony ainda ficou na sala por muito tempo, pra falar a verdade acabou dormindo no sofá, não tinha a menor vontade de se levantar e ir para cama começara a sentir o peso de suas atitudes, agora estava começando a se colocar no lugar de Neville imaginado como era duro assumir uma traíção, ainda da forma mais cruel possível, não conseguia entender como o ex-amigo não havia pulado em seu pescoço e acabado com a cara dele.

Harry acabou adormecendo na cama junto com Gina, eles passaram a noite conversando primeiro sobre Rony e sua nova namorada e depois sobre tanto assuntos diversos que pegaram no sono sem perceber.

No Hospital

Amanhecera sem Hermione voltar para a casa, a garota agora dormia em uma poltrona ao lado da cama de Draco que somente há poucas horas parecia estar retornando à consciência. Hermione que estava começando a entrar em um sono profundo foi despertada com os gemidos agonizantes de Draco.

- Nam, deixe-me…sai daqui… - repetia o garoto de tempo em tempos. Hermione levantou-se a se aproximou da cama.

- Malfoy? Malfoy? Tá tudo bem agora… Sou Hermione Granger e você está no hospital, pode ficar calmo, ninguém aqui pretende te pegar.

Draco abriu os olhos lentamente, estava acostumando-se com a claridade do sol que entrava pela janela do quarto. Hermione estava segurando sua mão ao lado de sua cama.

- O..O..q-que e-e-eu tô fazendo a-aqui? – perguntou levando a mão vazia de encontro a testa e a pressionando para tentar fazer a dor de cabeça sumir.

- A cabeça vai doer bastante hoje – disse Hermione sorrindo para o paciente, naquele momento seu lado médico estava falando mais alto e ela estava esquecendo-se de que aquele rapaz era o mesmo que outrora lhe chamava de sangue-ruim.

- O que você está fazendo aqui? – disse Draco suprimindo um gemido de dor ainda pressionando a cabeça.

Hermione retornou à realidade e mudou sua feição.

- Eu sou médica nesse hospital e estou responsável por seu atendimento no momento.

- Esse hospital é mesmo patético, contrata médicos sangues-ruim para cuidar de seus pacientes – Draco voltando à sua antiga forma.

- Sr. Malfoy eu gostaria de lembrar-lhe que o senhor está me ofendendo e eu como médica de um hospital tenho o dever de comunicar aos meus superiores tais ofensas, isso faz com que o senhor tenha que pagar uma certa quantia de multa, o que me leva a crer que seria um grande problema para você no momento, já que chegou à esse hospital ontem durante o meu turno completamente embriagado, mais propriamente em coma alcóolico, mal trapilho, sem documentos e que se não fosse pela minha boa vontade em ajudá-lo seria com certeza medicado e devolvido à sua casa no estado em que estava, sem nenhum cuidado médico posterior. –disse Hermione de forma controlada e superior.

Draco olhou a garota com raiva e nem assim abaixou a bola.

- Humpf! Acha que me comove, Granger? Você não fez mais que sua obrigação.

- Ahhhh! Sr. Malfoy fiz sim…do contrário o senhor não estaria aqui…Eu assumi que o conhecia e me tornei então responsável por sua vida garantindo-lhe a sobrevivência… e se quer saber mais sei perfeitamente o que está passando por sua cabeça nesse momento e sei que você enfrenta a pior fase de sua vida a beira da falência bebendo desesperadamente na tentativa de amenizar do sofrimento da solidão. – Hermione despejou essas palavras em um tom de voz alterado com muita raiva, ao terminar sentou-se na mesma poltrona onde passara a noite velando o sono de Malfoy aguardando sua melhora e pôs-se a chorar desesperadamente.

As palavras de Hermione atingiram em cheio o peito de Malfoy penetrando sua pele como espinhos, nem nos mais remotos pensamentos o rapaz se dera conta de que alguém poderia saber tão perfeitamente de todos os problemas que ele estava atravessando e que estava encontrando na bebida uma grande aliada.

- Desculpa…eu não deveria ter feito isso…me desculpa – Draco repetia o pedido para Hermione desconsolado.

A garota passava as mãos sobre os olhos em um tentativa frustrada de segurar o choro.

- Mas você fez…deve ter se sentido muito melhor…esse deve ter sido o momento mais feliz de sua vida nesse período sombrio que atravessa, não é?

- Confesso Granger, que quando abri os olhos e te vi aqui na minha frente frágil e atenciosa pensei que poderia ser feliz novamente, xingando você, desfazendo de seus cuidados, senti até uma pontinha de alegria ao dizer-lhe aquelas palavras, mas assim que me calei percebi que nem isso me faz bem, eu estou sozinho, eu não tenho ninguém..hoje eu sou tão desprezível quanto um cachorro de rua. – disse Draco visivelmente abalado e cabisbaixo.

Hermione olhou o garoto com incredulidade, de todas as suas expectativas mais remotas a de Draco tornar-se gente era a mais improvável, a garota sorriu internamente não demonstrando quão feliz havia ficado com aquelas palavras, pela primeira vez em muito alguém estava lhe pedindo desculpas por tê-la tratado mal.

-Granger? – Draco chamou e Hermione que já o estava encarando despertou de seus pensamentos. – Será que existe alguma coisa que pode curar essa minha ressaca mais rápido? – pediu o rapaz apertando a testa.

- Dra…Malfoy..er …- Hermione foi interrompida.

- Pode me chamar de Draco, ok? – a garota assentiu.

- Draco, há quanto tempo está bebendo assim?

O rapaz corou-se violentamente, era difícil se abrir com alguém como ela que havia sido uma de suas maiores adversárias no tempo de escola, mas o que ele poderia fazer? Ela era sua única alternativa no momento.

- Há bastante tempo…não sei quanto tempo- disse displicente – Humpf! Acabei com o estoque de Wisky que Lúcius Malfoy me deixou de herança…É ele não foi tão ruim assim, me deixou uma herança valiosa, pelo menos para apagar por momentos as lembranças sórdidas que assombram minha mente – Draco concluiu sarcástico.

- Draco, não fale assim! – Hermione pediu assustada com o modo como Draco estava levando a vida depois da queda de Voldemort e consequentemente da morte de seus pais.

- Granger, acostume-se eu sou prático, de que me adianta tentar tapar o sol com uma peneira a essa altura do campeonato? Eu sou falido…e não estou falando de dinheiro, não! Estou falando moralmente…eu não tenho nada, nada, nada e o pior de tudo…eu não sei se um dia eu tive ou se algum dia eu irei ter…

A porta do quarto se abriu e Neville entrou.

- Mione seu turno acabou faz horas, o que faz aqui ainda? – Neville perguntou só então se dando conta de que ela estava no quarto com Malfoy.- O que você tá fazendo aqui, Malfoy?

- Ele deu entrada ontem a tarde na emergência, então foi transferido para o quarto e como eu o conhecia fui obrigada a acompanhá-lo – disse Mione explicando as duas perguntas de Neville.

- Como esse mundo gira, hein Malfoy? Quem diria nossa querida Mione sendo acompanhante hospitalar de Draco Malfoy, o engomadinho de Hogwarts.

- E você continua na mesma, não é? O tolo maravilha! - Draco respondeu retornando às suas origens brevemente esquecidas. - Qual é a sensação, hein Neville?

- Do que? - Perguntou Hermione confusa.

- De ser trocado pelo pobretão do Weasley - disse Malfoy gargalhando com a mão na cabeça pressionando para que não doesse.

Neville corou-se fortemente e não conseguiu responder.

- A sensação que você nunca vai sentir Malfoy...Você nunca será traído, por que nunca será amado e consequentemente nunca terá ninguém ao seu lado a não ser a sua belissima herança de garrafas de Wisky - Disse Hermione secamente, Draco a olhou com superioridade sem deixar transparecer que aquilo o havia afetado - Maldita hora em que eu escoli essa profissão é uma pena não poder deixar certas pessoas morrerem - concluiu Hermione saindo da sala carregando Neville, certa de que não deveria ter dito aquilo, não para alguém como Draco Malfoy, sua atitude impulsiva poderia custar-lhe muito caro.


N/a: Comentem bastantão...cada comentário faz o capítulo crescer...bjus

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