Eis um Conto de Fadas



Hermione estava nervosa. Não tinha falado para ninguém ainda que aquele anel tão chamativo era de noivado. Quando perguntavam, mesmo Harry e Gina, ela dizia que contaria logo.
Só Dumbledore sabia, e mesmo assim porque Snape lhe contara. Sim, ele contara a um quadro. Minerva também sabia, mas fingia que não sabia. Hermione e Snape não podiam se encontrar no castelo e só. Era a única coisa que ela queria saber daquela relação estranha.
Mas agora era finalmente o dia do grande baile de formatura. Fazia uma semana que as aulas haviam acabado. Agora era o dia da festa. O que todos diriam quando a vissem entrando com Snape, de braços dados? Pouco importava. Ela estava feliz. Ele estava feliz, e não parecia se importar nenhum pouco com o que diriam dele.
Hermione se olhou no espelho. Vestia um vestido longo, vermelho com detalhes em prata, misturando perfeitamente as duas casas. Apesar da cor, o vestido era bem comportado; tinha um decote quadrado, mangas regatas, um corpete que lembrava de longe um espartilho trançado nas costas e a saia do vestido era leve e solta. O penteado era meio que um rabo de cavalo, mas era alto e meio solto, deixando os longos cachos caindo-lhe pelos ombros. Sim, estava linda. Linda só para ele.
Ela olhou para seu anel e sorriu. Naquele dia, Hogwarts estava aberta para aparatação a todos os que fossem alunos, pais e professores. Por isso, ela aparatou na porta no salão principal. Sabia que estava atrasada, mas não se importava. Todos estariam dançando e mal notariam sua presença.
Ela adentrou o salão, olhando em volta, um pouco ansiosa. Ninguém a tinha visto; arrumara-se sozinha, sem ajuda de ninguém ou nada que não fosse magia.
Finalmente, seus olhos encontraram olhos negros que a espreitavam, num canto distante. Ela abriu um largo sorriso; Snape aproximou-se com um sorriso no canto da boca e olhou-a da cabeça aos pés.
- Você está divina – ele disse, puxando-a para si levemente. E sussurrou no ouvido dela: - Espero que não queira fugir de mim, arranjando um outro pretendente mais novo e mais simpático.
Ela riu e disse:
- Ah, você não sabia?
Ele fez que não com a cabeça, meio que sorrindo, e ofereceu o braço a ela. Alguns olhares se viraram para eles. E muitos se detiveram. Passar pelos cantos não foi suficiente para evitar os olhares curiosos e os murmúrios que logo surgiram.
Harry e Gina aproximaram-se.
- Oi, Mione – disse Harry. – Ah, oi, professor.
- Não mais seu professor, Potter; parece que você passou nos NIEMs – disse Snape, mas bem menos desagradável do que costumava ser.
- Tem um povo comentando o casal mais... inusitado da festa – disse Gina, sorrindo, sem graça.
- Eu poderia beijar o Severo na frente de todo mundo, mas ele ficaria bravo comigo – murmurou Hermione. E os três riram, menos Snape.
- Pode ter certeza – disse ele, cruzando os braços.
- Então, srta. Granger, vai finalmente dizer o que tem para nos dizer? – perguntou Harry.
Hermione olhou para Snape com um sorriso radiante e, virando-se para os amigos, mostrou a mão com o anel e disse:
- Estou noiva.
Gina levou as mãos à boca, espantada, mas sorrindo. Harry fez cara de nojo, mas deu um sorrisinho amarelo.
- Se você acha que ele vai te fazer feliz... – disse Harry sacudindo os ombros e trocando um aperto de mão formal com Snape, enquanto Gina abraçava Hermione com força.
Snape deu um meio sorrisinho ao olhar para as duas; Harry fez o mesmo.
- Parece que vamos nos ver muito – murmurou Harry contrafeito, para Snape.
- Mesmo? – perguntou Snape com desdém.
- É – disse Gina mostrando a mão com um anel também. – Eu também estou noiva.
Foi a vez de Hermione abraçar Gina, sorrindo e parabenizando-a, e Snape ofereceu sua mão a Harry, que a apertou.
- É, Potter, parece que vamos nos ver muito – murmurou Snape, observando o longo abraço das amigas.
Os dois suspiraram.
- Agora... não sei o eu dizer... – começou Harry. – Tomara que o filho de vocês se pareça com você, Mione... especialmente o nariz.
O trio de jovens riu; Snape, ao contrário das expectativas, abriu um sorrisinho contido e disse:
- Concordo... Se se parecer com ela será muito mais bonito – disse ele, pondo as mãos nos ombros dela.
- Olha só – disse Hermione, apontando para as mãos de Snape. – Tão vendo? Esse é o máximo grau de contato que vocês vão ver entre nós... Pelo menos nos próximos anos...
- Pode ter certeza – disse Snape.
- Graças a Deus – disse Harry.
Os olhares estavam lá em sua maioria. Estava muito estranho ver Snape conversando amigavelmente com três grifinórios e até rindo um pouco. O mais estranho era ver as mãos dele nos ombros de Hermione, num gesto claramente possessivo.
- Para quando é o casamento de vocês? – perguntou Gina num sussurro.
- Para depois que Hermione terminar a faculdade – disse Snape calmamente. – Um noivado de quatro anos... Você faz questão de casar de branco, minha querida?
Hermione gargalhou.
- Não mesmo – respondeu ela, rindo. – E o casamento de vocês?
- Bom, vou fazer o treinamento para medibruxa – disse Gina. – E Harry vai fazer o de auror. Daqui a três anos.
- Hum... eles vão se casar antes, Sevie – murmurou Hermione olhando para ele.
- Mas aí vocês têm que ser os padrinhos – disse Harry. – Pela Mione, claro, né...
- Harry, vou te pôr de castigo – disse Gina num sussurro, e riu.
- Isso, ponha-o de castigo – disse Snape.
A festa ficou meio tensa, principalmente porque aquele quarteto parecia não dar a menor importância para os comentários e olhares que os cercavam. Mesmo entre os professores, havia comentários maldosos, que Minerva cortou com uma única frase.
Mais para o fim da festa, a velha diretora juntou-se ao quarteto.
- E então? – perguntou ela. – Parece que vocês se isolaram do resto do mundo... Que houve?
- Não precisamos nos misturar com pessoas que só têm comentários maldosos para nós, Minerva – disse Snape claramente. – Sim, estou quase infectado pelo leão da Grifinória, mas ainda estou vivo.
- Sevie! – exclamou Hermione. – Como você pode dizer uma coisa dessas?
- Está ficando tarde... – murmurou Harry.
- Cedo, você quer dizer – disse Hermione. – São duas e meia da manhã...
- É... vou levar a Gina para casa – disse Harry. – Tchau, Snape. Tchau, Mione.
- E nós também vamos – disse Snape. – Minerva, amanhã à tarde devo estar aqui para acertarmos tudo para o próximo ano letivo.
A diretora assentiu sorrindo e perguntou:
- Vai levar a srta. Granger para casa?
- É... – Snape olhou para a jovem e depois para a diretora. – Sabe que a casa dela era a dos pais, que agora não existe mais. Ela morava em Hogwarts... Agora, entretanto... como ela tem um noivo muito dedicado...
- Ele tá enrolando para dizer que estou na casa dele, diretora – disse Hermione com um sorriso leve.
- Ah, sim, Alvo disse que isso aconteceria – disse Minerva, mas sem esconder o choque. – Ele sempre sabe.
- Sempre – concordaram Snape e Hermione juntos.
E os dois se foram. Snape fê-los desaparatarem na mansão Snape, que estava passando por redecorações. Mas o cômodo mais importante já estava pronto.
Eles andaram meio que abraçados até o quarto – que tinha uma imensa cama de casal – e se abraçaram. Ele beijou-a e disse:
- Minha mulher. É isso o que você é. Espero que sempre se lembre disso.
- Nunca poderia me esquecer – disse ela, com um suspiro, enquanto ele começava a beijar o pescoço dela e descer pelos seios.
Ele abriu o fecho lateral do vestido, fazendo-o ir ao chão; Hermione desceu as mãos pelo tórax, abrindo a camisa com suavidade, enquanto ele beijava-lhe o colo com avidez.
- Você é deliciosa... – sussurrou ele, com a respiração entrecortada.
- Você me faz assim – sussurrou ela em resposta.
A camisa dele foi ao chão. Ela abriu o fecho da calça dele e acariciou o volume através do pano fino da cueca. Snape soltou um gemido abafado.
Ele beijou a altura entre o ombro e o pescoço dela, enquanto ela mantinha a carícia.
- Tire isso de mim... – murmurou ele com a respiração muito desritmada.
Ela imediatamente tirou a calça e a cueca dele e beijou a boca dele com avidez.
Eles caminharam juntos para a cama e ele deitou-se por cima dela. Ele desabotoou o fecho do sutiã dela e lançou-o longe. Trilhou uma linha de beijos desde a boca pelo pescoço até o colo dela. Tomou um dos seios na boca, fazendo-a gemer, e depois fez o mesmo com o outro. Ela arranhava suas costas enquanto envolvia o corpo dele entre as pernas e balançava-se contra ele. Ela sabia que isso o excitava.
Ele tomou o outro seio na boca e desceu uma as mãos por dentro da calcinha dela. Começou a brincar dentro dela com os dedos; o gemido dela veio alto.
- Severo... – gemeu ela.
Ele perdeu o controle. Ouvir seu nome vindo daquela boca, daquele jeito... Aquilo o fazia tremer de ansiedade de ver-se dentro dela. Tirou a calcinha dela e abaixou o rosto para beijá-la.
- Ah... sim... perca o controle, Sevie... – ela sussurrou, entre gemidos. – Por favor...
Ele ainda beijou o pescoço dela enquanto entrava nela de uma vez só, fazendo-a prender a respiração.
- Você gosta disso... – murmurou ele, movendo-se lentamente dentro dela.
- Eu gosto de qualquer coisa que você faz, meu amor... – sussurrou ela. – Eu te amo...
Ele suava muito. Suas investidas passaram a vir mais fortes, mais rápidas, gemidos cada vez mais altos, por parte dos dois. Ele entregou-se ao seu prazer com um urro, para assisti-la chegar lá pouco depois.
- Hermione... eu te amo... Você não é só a minha mulher... Você é a mulher que quero para ser a mãe dos meus filhos... – murmurou ele, beijando-a com ternura e saindo de cima dela logo em seguida.
- Você é um chato, mas eu te amo também – ela disse sorrindo. – E, mesmo sendo tão malvado, acho que vai ser um bom pai. Só espero que não rejeite o nosso filho por ser da Grifinória.
Snape olhou-a.
- Mas quem disse que ele vai ser da Grifinória? Vai ser um sonserino de primeira qualidade – retrucou ele, acariciando a curva da cintura dela.
- O que? Que sonserino o que! Você acha que ele vai ter vocação pra malvadão, tirano, estranho...
- Eu sou tudo isso?
- Não, Sevie, você é bem pior, mas eu te amo mesmo assim.
- Que bom, não? E o que foi que você viu em mim?
- Ah, eu reparei que você tem uma bundinha muito linda – ela disse pilheriando. E sussurrou no ouvido dele: – E a voz mais sexy que eu já ouvi. Mas não vou ficar enumerando tudo o que vi em você; você poderia ficar muito exibido.
- Ah, mas eu sou muito modesto – ele disse, com um meio sorriso, beijando-a levemente.
Os dois riram. Sim, Snape também. Laura Snape nasceu seis anos depois, seguida de perto por Alvo Snape. A menina seria sonserina, para o completo triunfo de outrora cruel mestre d Poções. O menino, entretanto, viria a ser da Grifinória, para alegria da mãe. O quarteto era uma família das mais estranhas e, por vezes, comentada, mas eram felizes, e assim seriam sempre.


BOM, AGRADEÇO PELO CARINHO DOS E-MAILS E COMENTS QUE RECEBI, PELOS PEDIDOS PARA CONTINUAR A FIC. ESSE AQUI É O ÚLTIMO CAP E NEM VENHAM ME PEDIR MAIS, HEIN? NÃO ADIANTA CHORAR

HAHAHAHA

BOM, COMO SOU UMA FIC WRITER MUITO BOAZINHA, ATENDI AO PEDIDO DA MINHA QUERIDA VIVVI PRINCE, QUE ME PEDIU DE ANIVERSÁRIO UM CAP COM UMA CENINHA CALIENTE... FELIZ NIVER, VIVVI!

BJOSSSSS A TODOS, QUE VEM MAIS FICS POR AÍ!!!

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