O Casamento



Harry pegou a varinha no cós da jeans e saiu, o mais rápido que pode, descendo as escadas de dois em dois degraus e perguntou à Rony enquanto corria:
–Por que nenhum dos outros espantou os dementadores? Eles sabem produzir um Patrono!
–Junto com eles, vieram os comensais. Não sei quem são, mas não dá pra cuidar dos dementadores ao mesmo tempo em que você luta com um comensal! Você precisa tirar eles daqui! – diz o amigo, agora se embaralhando ao falar.
Os dois finalmente chegam fora da casa, e quando Harry sai, começa a se sentir mal, olha ao seu redor e vê: cem dementadores indo para cima dele.
–[i]Expecto Patronum![/i] – mas da ponta da varinha sai somente uma fumaça prateada.
“Concentre-se mais, concentre-se mais!” – pensa. Começa a pensar na surpresa que teve quando chegou n’A Toca, pensa com toda a clareza e dispara:
–[i]Expecto Patronum![/i] – não funciona. Um dementador estava perto demais dele agora, esticou sua mão para Harry, que pensou agora em Dumbledore, vivo, conversando com ele.
–[i]EXPECTO PATRONUM![/i]
Um enorme veado prateado saiu da ponta da varinha de Harry, e o animal colidiu com todos os dementadores presentes, que recuaram e foram embora. Quando Harry se deu conta, Tonks fora derrotada, mas Harry não encontrava o Comensal que lutava com ela.
–[i]Expelliarmus![/i] – a varinha de Harry voou longe. O comensal derrubou Harry no chão, apontando a varinha diretamente para ele.
–Imagine a recompensa que o Lorde das Trevas me dará quando souber que eu silenciei o grande Harry Potter. – disse o comensal, soltando uma gargalhada aguda.
–Harry! - gritou Lupin, impedido por um comensal de ajudar o garoto.
Foi quando Harry viu a solução. Perto dele, a poucos metros, uma cobra assistia a cena.
–[i]Ssssaaahhaassship![/i] – o comensal só entendeu o que Harry fizera quando a cobra o atacou. Ele soltou as duas varinhas, a sua e a do garoto. A cobra foi embora, Harry agradeceu-a, pegou sua varinha e foi ajudar os outros. Rony e Hermione agora lutavam com um comensal.
–[i]Petrificus Totalus![/i] – ordenou Hermione. Seu adversário ficou completamente duro e caiu, imóvel. A Marca Negra apareceu no céu e todos os comensais desaparataram, exceto o que foi atacado pela cobra.
Lupin, agora, ajudava Tonks a se levantar.
–Bem esperto, se me permite dizer, Harry. Usar a cobra como aliada. – disse um Lupin cansado.
–Obrigado.
–Molly, você tem uma bezoar? Temos que tirar o veneno da cobra dele.
–Acho que tenho só uma... vou lá pegar.
–Vamos ver quem é esse. – Moody tira a máscara do comensal e quando vê...
–Ah... Exatamente o Comensal da Morte que eu mais queria capturar... Boa-noite, Lúcio.
–Malfoy? – pergunta Harry. – Ele... não estava em Azkaban?
–Saiu de lá quando os dementadores se aliaram Àquele-que-não-deve-ser-nomeado.
Nesse instante, Molly volta com a bezoar.
–Aqui está.
–Obrigado, Molly. – diz Lupin, abrindo a boca de Malfoy e enfiando goela abaixo a bezoar. Malfoy abre os olhos.
–Por que vocês vieram até aqui? Responda!
Malfoy continuou quieto.
–É. Eu esperava isso. Por isso, já trouxe Veritasserum comigo.
–Você sabia que os comensais estariam aqui? – perguntou Hermione, curiosa.
–Desconfiava. E mesmo que pegasse um deles aqui, nunca contariam nada.
Então, Moody tirou um frasquinho do bolso, igual ao do Moody falso, e fez Malfoy engolir.
–Você sabe quem sou eu? – testa Moody.
–Alastor Moody – fala Lúcio, de contragosto.
–Você sabe quem é ele? – puxando Harry para que o interrogado o veja.
–Harry Potter.
–Ótimo. – disse Moody, satisfeito. – Por que os comensais vieram para cá?
–Viemos a pedido do Lorde das Trevas.
–E o que ele pediu?
–Pediu para capturarmos o Herdeiro de Grifinória.
Ao falar isso, seguiu-se um silêncio e todos olharam para Harry.



Foram se deitar, Harry e Rony no mesmo quarto.
–Não se preocupe, cara... Ninguém sabe quem é o verdadeiro Herdeiro... provavelmente só acharam que é você porque é o que o [i]Profeta[/i] publicou.
–Eu não sou o Herdeiro de Grifinória... eu não tenho poderes superiores ao dos outros.
–Como não? Harry, você sabe fazer coisas que muitos bruxos não sabem! – disse Hermione que acabara de entrar no quarto.


–Como o quê? – perguntou o garoto
–Harry, você sabe fazer feitiços melhor que todo mundo.
–Não sei, não!
–Harry, se você ensinou métodos de defesa para Fred e Jorge que na época estavam no último ano de Hogwarts! Eles usaram esse método num chapéu que eles inventaram, lembra? Até o Ministério da Magia comprou!
–Mas e daí? Eu não sou o melhor da escola em Defesa contra as Artes das Trevas.
–Você só não é o único aluno de Hogwarts que sabe produzir um Patrono porque você ensinou várias pessoas a fazer isso, ano passado.
–E sabe falar a língua das cobras. – disse Rony, voltando à conversa.
–Rony, isso não tem nada a ver. Só sei falar a língua das cobras porque Voldemort – Rony estremeceu ao escutar esse nome – me atacou e deixou um pouco dos poderes dele em mim.
–Taí! – disse Mione. – Você foi o único que escapou de Voldemort! E cinco vezes! Quem já fez isso alguma vez?
Harry ficou calado durante um tempo, refletindo na possibilidade de ser o Herdeiro de Grifinória.
–Amanhã falamos nisso. Estou cansado, vou dormir. Boa noite.

Acordara muito cedo. Novamente ele estava em pé às cinco da manhã. Ainda estava escuro. Puxou a varinha e murmurou:
–[i]Lumus{/i] – mais uma vez a luz da varinha guiava-o até a cozinha.
Ao chegar lá, encheu um copo de água e bebeu. Sentou-se ficou refletindo sobre o que Malfoy falara... [i]”...Pediu para capturarmos o Herdeiro de Grifinória”[/i]. Não podia ser ele, não podia. Dumbledore nunca lhe falou que seus pais tinham ligação com Godric Grifinória.
–Harry?
–Mione? O que você está fazendo aqui?
–Eu... tive um sonho estranho... então acordei.
–Como foi seu sonho?
–Não me lembro, mas você estava nele.
–Estava? E o que acontecia?
–Não sei... não lembro. Mas e você? O que está fazendo aqui?
–Só acordei cedo...
–Está pensando em ontem, não é?
Harry concordou com a cabeça.
–Harry, esquece isso.
–É, acho que é melhor, mesmo...
–E você e a Gina, como vão? – pergunta Hermione.
–Terminamos. Faz um tempinho...
–E a Cho? Tem tido notícias dela?
–Não. Ainda bem que não.
–Se você terminou com a Gina e nem quer saber da Cho, de quem você está gostando agora?
–Não sei... acho que ninguém...
–Você acha?
–É. Não sei, não tenho parado pra pensar nisso, ainda. E você? Está gostando de alguém?
–É... pode-se dizer que sim. – diz Hermione, corando.
–E quem é?
–Um amigo meu...
–E por que você não fica com ele?
–Porque... não sei se ele gosta de mim...
–Já tentou perguntar?
–Não... não tenho... coragem.
–Bom... ainda bem que você me deu um presente... – Harry mudou de assunto. – não queria lançar uma azaração em você.
–Como se você conseguisse! – zombou Hermione.
–Ah, fala sério, Mione. Você sabe que seria muito fácil para eu derrotar uma [i]garotinha[/i].
Hermione foi se aproximando de Harry.
–Eu posso derrotar o grande Harry Potter de uma maneira bem mais simples.
–Ah, é? Como? – perguntou Harry, totalmente paralizado, pensando no que viria a seguir.
–Assim. – e o beijou.
O beijo durou mais ou menos três minutos, quando Hermione interrompeu.
–Era pra ser no dia em que eu cheguei, mas Rony interrompeu, então pensei em fazer disso um outro presente de aniversário, mas tinha muita gente na hora... mas você liga por ter sido agora?
–Não... – disse Harry rindo. – de qualquer jeito, seria maravilhoso.
–Ah, Harry... – disse Hermione, ficando muito vermelha.
–Harry? Mione? De novo? – Rony acabava de descer a escada. – Por que vocês estão aqui tão cedo?
Harry e Hermione se entreolharam por alguns instantes.
–É que eu vim beber água... Hermione disse que tinha ouvido um barulho e veio ver o que era. – mentiu Harry.
Rony olhou para a amiga, que concordou com a cabeça.
–Bom... eu vou voltar para a cama. Você vem, Harry?
–Não, estou sem sono.
–Eu vou dormir. – anunciou Hermione.
Rony foi até o quarto dos garotos, logo atrás vinha Mione.
–Boa noite, Mione.
–Noite.
Assim que a porta do quarto de Rony se fechou, Hermione voltou rápida e silenciosamente para baixo, ao encontro de Harry.
–Você acha que devemos contar? – perguntou.
–Não sei... talvez sim. Sempre contamos tudo a ele.
–Não acha bom esperar um tempo?
–Mas até dar um tempo, já vai ter acontecido faz tempo.
–O quê?
–O beijo... se esperarmos um tempo já vai ter passado, nem adianta contar, não é?
–Ah... – Hermione agora parecia triste – pensei que você queria que durasse, mas... esquece... eh... vou dormir...
–Ei, espera aí... você quer que dure?
–Bom, pra falar a verdade eu queria, só que não quero que você se sinta forçado a nada... quero dizer... ah, deixa pra lá.
A garota estava começando a voltar para a escada quando Harry a segurou pela mão.
–Eu gostaria que durasse mais tempo.
–Sério? – disse, alegre – Ótimo! Mas... quando vamos contar para todo mundo?
–Não sei, não precisamos ter pressa...
Os dois se olharam por um longo momento e novamente se beijaram. Só se separaram cinco minutos depois, quando foram interrompidos pela Sra. Weasley que acabara de acordar.
–Não se preocupem, não vou contar para ninguém, fico feliz por vocês dois. – diz, sorridente. – Agradeço por você ter terminado com Gina antes, Harry. Há quanto tempo começaram?
–Há uns dez minutos, mais ou menos. – responde Hermione, rindo.
–Ótimo. Acabaram de começar... e quando vão contar?
–Acho que vou contar para o Rony hoje...
–Tudo bem. Boa sorte para vocês, queridos. – falou, carinhosamente.
–Onde estão Gui e Fleur, Sra. Weasley? – perguntou Hermione.
–É verdade... não vi eles desde que cheguei aqui, e o casamento é hoje...
–Não se preocupem. Gui está resolvendo uns assuntos no Gringotes e Fleur vai vir com suas convidadas. Eles já devem estar chegando.
Uma hora depois, Rony acordou. Gina vinha logo atrás dele.
–Bom dia – disse Rony para os três que estava na cozinha.
–Ótimo dia – disse Harry. O amigo ficou tentando entender o por quê Harry dissera aquilo.
–Por quê?
–Depois te falo... Por que acordou tão cedo?
–Caí da cama.
–O que vocês vão querer pro café?
–Eu aceito bacon e ovos fritos – disse Harry.
–Eu também. – fala Rony
–Hermione, vai querer o mesmo?
–Quero.
Meia hora depois, os três acabam de comer e já vão se arrumar para o casamento. Harry e Rony vão para o quarto dos meninos, e Gina e Hermione vão para o das meninas.
–E então, Harry? O que você queria me contar? – perguntou Rony, curioso.
–Eu e a Mione. Nos beijamos.
–Há! Eu já desconfiava que vocês dois estavam interessados um no outro.
–Como você desconfiava?
–Ela olhava para você toda hora, e você a olhava de um jeito diferente, como nunca tinha olhado.
–Vocês estão namorando ou foi só um beijo?
–Não sei... ela disse que queria que durasse mais, mas não sei se é namoro...
–Por que você não pede ela em namoro?
Harry ficou quieto, pensando nessa possibilidade.
–Talvez... não sei ainda.
Os dois vestiram suas vestes a rigor e saíram do quarto. Ao abrirem a porta, Harry e Rony se depararam com Hermione, vestida com suas vestes a rigor.
–Hermione... você... está linda! – disse Harry.
–Obrigada! – Hermione ia se aproximando de Harry, mas parou de repente, porque lembrou que Rony estava ali.
–Ah! Não se preocupe... já contei pra ele.
–Ótimo. – e deu um beijo em Harry.
–Rony, o casamento vai ser aonde?
–Aqui em casa, mesmo. Fora de casa pra ser mais exato. Mamãe disse que já está tudo arrumado.
O casamento começou às quatro da tarde. Havia uns duzentos convidados, cem de Gui e cem de Fleur. Harry, Rony e Mione sentaram juntos. Gui já estava no altar esperando. Quando Fleur chegou, todos se levantaram.
–Uau! Ela está muito bonita! – comentou Rony.
–É verdade... – ao dizer isso, Hermione olhou feio para Harry.
Fleur veio andando, até chegar ao altar.
–Você, Fleur Delacour, aceita Guilherme Weasley como seu esposo? – começou o padre.
–Aceito.
–E você, Guilherme Weasley, aceita Fleur Delacour como sua esposa?
–Aceito.
–Quem tiver alguma coisa contra o casamento desses dois jovens diga agora ou cale-se para sempre.
Ninguém se atreveu a abrir a boca.
–Então eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Todos os convidados se levantaram e aplaudiram. Enquanto Gui e Fleur se beijavam, a Sra. Weasley chorava intensamente.
Passados dez minutos, todos estavam agora comendo um churrasco, preparado com algum custo pelo Sr. Weasley.
–Hermione, posso falar com você um instante?
–Claro, Harry.
–A sós.
Mione se separou de um grupinho de garotas que conversava.
Bem eu queria saber se... bem, é que... euqueriasabersevocêgostariadenamora.
–Desculpe, Harry... não entendi.
–[i]Arry[/i] Potter! – Fleur acabara de chegar e dar um beijo em sua bochecha, o que deixou Hermione olhando feio para os dois. – Há quanto tempo! [i]Obrrrigada[/i] por [i]comparrecerr[/i] ao meu casamento! – e foi embora.
–Então, Harry... o que você queria me dizer?
–É que eu queria saber... eu queria saber se você quer namorar comigo.
Hermione olhou Harry por um momento, então olhou para o chão.
–Harry... eu...acho que... eu aceito.
–O quê?! Sério? Você aceita mesmo? – perguntou, surpreso.
–Sim, Harry. Eu aceito. – então se beijaram. Harry teve vontade de nunca mais parar de beijar Hermione.

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