O Calendário de Dezoito Meses



Capítulo 17: O Calendário de Dezoito Meses





Harry retornou a casa sete de Godric's Hollow e recostou-se confortávelmente
em sua convidativa cama. ficou uns vinte minutos ali, apenas pensando no que
acabara de presenciar. Estava feliz, afinal ouvira sua mãe dizer algo ruim de
Snape, o que significaria que ela percebeu a má pessoa que ele era.

-HARRY! Chamou Hermione por detrás da porta.

Harry lembrara da festa de Chô e se apressou para descer, borrifou umas
duas vezes um perfume sobre ele e desceu as escadas apressado.
Rony e Hermione estavam vestidos a rigor, assim como ele.
Rony estava com as vestes que ganhara dos irmãos gêmeos Fred e Jorge.
Hermione estava explêndidamente bonita. Seu vestido rosa recaia até os
pés com detalhes avermelhados enfeitados com minúsculas pedrinhas de rubi.

Harry notou que um homem estava a porta esperando, e lá fora, na calçada
estava uma carruagem muito bonita com grandes Testrálios.
Harry viu aqueles enormes cavalos alados reptílicos que mais pareciam
dragões, mas do contrário do que sentiu a primeira vez que viu os animais,
Harry gostou deles.
Aprendera a ter um carinho especial pelos Tesrálios depois da ajuda que
eles lhe deram dois anos atrás quando precisavam ir ao ministério da magia.

Harry, Rony e Hermione embarcaram junto do homem que seria o guia.
A carruagem levantou voo, diferente das de Hogwarts que costumavam fazer
todo o trajeto de Hogsmeade até a escola pelo chão.

A ventania jogava seus cabelos para trás de um modo muito gostoso que dava
a Harry uma sensação de constante carpe diem e felicidade.

Menos de quarenta minutos se passaram até que Harry sentiu a carruagem perder
altitude e assistiu surgir por debaixo das nuvens que se dissipavam uma grande
casa. Tinha a estrutura e engenharia de um castelo oriental, as paredes do mini
castelo eram brancas como algodão. Era um terreno enorme havia um pequeno lago e
um grande jardim que daria inveja até mesmo as estufas de herbologia de Hogwarts.

Harry assustou-se por um momento. Não imaginava nem metade desse luxo e explendor.
Os três desceram e seguiram até a casa despedindo-se do homem que os trouxera.
Logo que entraram pelo grande portal dois ou três elfos domésticos acotovelavam-se
para disputar quem os atenderia.

-Não, Geléia já atendeu os dois últimos, agora é a vez de Amora!

-Não! Eu que vou atender os jovens senhores!

-Não, eu que...

Os elfos estavam literalmente brigando para atende-los.

-Calma! Parem os três Disse Hermione.

Os tres elfos pararam imediatamente erguendo-se e pondo-se em postura.

-Sempre as ordens jovem e charmosa senhora! Reponderam os tres elfos em coro.

-Não... Eu não quis... Não foi uma ordem. Respondeu Hermione sem graça.

O lugar tinha paredes entre amarelo e dourado, paredes das quais Harry
desconfiou serem revestidas a ouro puro. Os dois estavam em meio a centenas,
quiçá milhares de pessoas importantes e bem vestidas.
Entre eles Harry conheceu sua companheira de equipe do Harpias de Holyhead
Guga Jones, o ministro da magia Rufo Scrimgeour, seu amigo Aberforth Dumbledore,
o baixista e o vocalista da banda "As Esquisitonas", e... Sirius Black?

Só agora que parara pra pensar que não vira o padrinho o dia inteiro.
(a exceção é claro, da lembrança da penseira.)
Lá estava ele muito bem vestido e com os longos cabelos bem tratados.
Ele tinha uma taça de hidromel envelhecido na mão e conversava animadamente
com Aberforth.

Harry Rony e Hermione seguiram até lá para cumprimentar os dois.

-Harry Mione Ron! Exclamou Sirius enquanto Harry apertava a mão de Aberforth.

-Como vai Harry? Cumprimentou um sorridente Aberforth.

-Tudo legal. E o senhor?

-Ótimo meu amigo... Realmente ótimo! E essa encantadora senhorita? Devo
presumir ser a senhorita Granger?

Hermione sorriu em agradecimento.

-Vejam se não é o jovem senhor Weasley! Rony!

Rony sorriu e ergueu as sombrancelhas em cumprimento ao bruxo.

-Errr... Jovem Weasley, pode me ceder uns dois ou três minutinhos de seu
precioso tempo?

-Claro! Disse ele em tom de dúvida e acompanhando o velho bruxo até um canto
mais reservado.

-Não me lembrava que vocês conheciam a senhorita Chang... UAU!
É verdade! Se não me engano você teve um caso com ela não foi Harry? Perguntou
Sirius.

Harry sentiu as orelhas queimarem de vergonha, mas simplismente acenou com a cabeça
para dizer que sim.

-É Harry, mais uma prova de que as Changs mechem com os marotos... Disse Sirius
com um sorriso um tanto quanto sonhador no rosto.

-Como assim? Perguntou Harry interessado.

-Bem... É que a senhorita Chô não é a primeira Chang a ir à Hogwarts, e nem a
primeira a mexer com um maroto... Afinal, filho de peixe....

-Quer dizer que um dos marotos já se apaixonou por uma Chang antes?

-Um maroto? Nããão... Um não. Dois.

-Dois!? Disse Harry sorrindo espantado.

-É Harry... Foi uma situação complicada. Sirius sorria fitando o nada como se
visualisasse a cena nas escadarias da grande casa.

-Imagino... Espero que um tenha conseguido ao menos...

-Ah sim.. Ele conseguiu Harry.

-Como foi essa história Sirius? Perguntou Hermione sorrindo.

-Ahhhh Mione... Bom, era o sétimo ano em Hogwarts, Tiago e Lílian já estavam juntos,
devo admitir que eu ajudei um pouquinho...

Harry sorriu, lembrando do que assistira a quase uma hora atrás.

-...Então, o ano estava pra se acabar e tres marotos continuavam solteiros como
trasgos... Tinhamos que mudar isso. Afinal, um maroto tem que se prezar né!?
Então, uma bela tarde de sábado ensolarado nos jardins de Hogwarts, Lupin levantou-se
e disse que tinha tomado coragem para convidar a garota que ele queria para o baile de
encerramento da escola. Eu não queria ficar por trás e fui chamar a garota que eu gostava
também. Ela era muito minha amiga. Quase tão amiga quanto você e a senhorita Granger
diga-se de passagem. Era uma oriental linda, seu nome era Elly Chang, tinha origens
Chinesas, coreanas e inglesas... Muito linda. Mas qual não foi minha surpresa quando a
encontrei?

-Lupin estava a convidando primeiro!? Perguntou Harry.

-Exato Harry... Disse Sirius com um sorriso sem graça e corando as faces.

Harry e Hermione estavam rindo abertamente.

-Sabe Harry, inclusive, não fosse por ela seus pais nunca teriam ficado juntos.
Ela deu uma grande ajuda com sua mãe... Que era um pouco teimosa em relação ao Tiago
sabe?

A resposta sincera seria "sim Sirius, eu sei" mas para não entrar numa conversa detalhada
sobre a penseira e suas visitas as memórias ele simplismente sorriu.

-Foi uma grande amiga dos Potters. A Elly.

-Harry! Exclamou uma voz por detrás deles. Ele não precisaria virar para saber quem era.
Reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Afinal, fora a voz daquela por quem ele se
apaixonara a muito tempo. No terceiro ano de escola, Harry vira a garota voar no quadribol.
Voava quase tão bem quanto era bonita. A garota realmente mexia com ele de um modo estranho,
mas era demasiado inesperiente na época com apenas treze anos para entender o significado
daquilo. No ano seguinte, Harry sentiu seu desejo pela garota tornar-se mais águdo, e
conheceu pela primeira vez uma decepção amorosa. Cedrico Diggory a convidara primeiro, e
Harry perdera a chance de ser feliz com a garota. afinal, depois daquilo Cedrico morreu,
fazendo-os infelizes juntos o tempo todo. Então se acabara ali. Um terceiro se impusera,
mesmo depois de morto no caminho dos dois.

Harry virou-se para encarar a garota que fora sua primeira paixão.
Lá estava ela. Chô Chang, mais linda do que nunca estivera. Seus longos cabelos
ja deveriam passar das baixas costas. estava preso em um coque muito bem feito
com enfeites dourados, os quais combinavam com seu vestido cor de ouro que
farfalhava lenta e graciosamente fazendo com que Harry se lembrasse momentaneamente
da Félix Felicis. Seu brilho dourado parecia conter os mesmos efeitos da félix.
Harry se perdeu na beleza da garota por um momento quando foi trazido de volta
pela voz da garota que insistia:

-...Harry...Harry!? Você está bem?

-Hã!? Ah sim! Claro! Que feliz saudades aniversário de você... Opa,...

Chô sorriu e disse:

-Será que você vai se enrolar assim toda vez que me ver de surpresa? Ela tinha
um ar feliz que Harry nunca tinha notado.

-Ah é... É verdade, como aquela vez no corujal...

Os dois riram abertamente enquanto lembravam daquele dia.

-O que eu quis dizer, foi "Feliz aniversário" e "Que saudades de você".

-Imaginei... Ahh Harry! Que bom que você veio!

A garota estava com um aspecto realmente feliz, especialmente agora.

-Ah que é isso... Obrigado por me convidar. Harry ficou sem graça diante da
nova Chô Chang e sorriu.

-Harry, eu sei que não temos nos falado muito... E que isso meio que é
minha culpa...

Seu estômago virou-se na mesma hora. Ela estava recomeçando os assuntos que ele
havia esquecido, ou pelo menos tentado esquecer durante tanto tempo.
O que diria ele? será que isso significaria uma possível reconciliação?

-...Mas acho que fizemos, digo, eu fiz tudo errado... Deixei que o passado me
magoasse mais do que deveria. Sinceramente Harry... Será que pode me desculpar?

-Ah Chô. É passado, vamos esquecer isso.

-Certo! Os dois se deram um abraço e Chô deu um beijo na bochecha do garoto.
Harry teria ficado vermelho se não estivesse destraído demais viajando pela
fragrância do perfume exótico de Chô. Mas aquele cheiro não era de todo desconhecido.
Por mais que ele pensasse não conseguia decifrar onde sentira aquele cheiro antes.
Era algo que lembrava creme de caramelo, resina de vassoura e algo com aspecto de
flores.

Harry se sentiu muito confortável. Poderia passar anos naquele abraço que não se
importaria. Os dois se soltaram do caloroso abraço no exato momento em que uma mulher
descia das escadarias dizendo:

-A-há! Te peguei no flagra dando uns amassos com a minha filha não foi Sr. Potter?

-Não! Eu só... Eu, acontece que...

Harry corou na hora para um vermelho muito vivo e pareceu sem ar.
Chô sorriu.

-Harry, essa é minha mãe Elleanor Calli Chang. Ela é brincalhona mesmo.

Chô e sua mãe riram de um Harry sem graça recuperando as cores faciais.

-E esse aqui mãe, é...

-Harry Potter! Completou a senhora Chang se antecipando e estendendo uma mão para Harry
beijar, o garoto levou mais de cinco segundos para entender o sinal, levando as duas
novamente as risadas, e dessa vez rindo junto.

-Chô Chang! Desde quando você me apresenta por "Elleanor"? Quer me fazer parecer velha
minha pestinha querida?

-Ahh mãe, é preciso não é? Assim não corro perigos com o Harry.

As duas riam do garoto novamente sem graça. Harry sinceramente não lembrava de uma
sequencia tão constrangedora em toda a sua vida.

-Sabe Harry, fui uma grande amiga de seus pais. Em especial de sua mão Lily.
Era minha melhor amiga. Foi uma das pessoas mais puras que já conheci em toda a minha
vida. Era inacreditável o modo como ela confiava nas pessoas mesmo quando isso parecia
tolices. Sua mãe enchergava algo de bom até mesmo na pior das criaturas. E as levava a
enchergar isso nelas também.

-Ouvi dizer que a senhora ajudou muito para que os dois ficassem juntos. Comentou
Harry fingindo ser uma lembrança de um comentário remoto nas profundezas de sua memória.

-Desculpe... Senhora!? Disse Elly numa expressão de fingido nervosismo.

-Ah.. Bem...

-Chame-me de Elly! Caso contrário o chamarei de Sr. Potter.

-Certo... Elly. Acrescentou Harry.

-Bom Harry, sua mãe era de fato muito especial, porém ela suprimia sentimentos dentro dela.
Em suma, aqueles dos quais tinha vergonha de demonstrar como o amor Harry. Seu pai a fascinava
desde a primeira vez em que puseram os pés em Hogwarts. Seu pai Tiago sempre teve todas as
garotas aos seus pés, de modo que poderia conseguir qualquer uma quando bem quisesse.
Todas Harry, menos uma. E logo por quem ele foi se apaixonar? Mas a Lily era muito cabeça
dura, e quanto mais se apaixonava por ele, mais demonstrava o contrário. Tanto que quando
eu tentei persuadi-la da primeira vez ela largou minha amizade por uns tempos para andar
com a Mesquita Shumpike e com a Gertra Bankins. Mas no fim, as duas os marotos e eu conseguimos
unir aqueles dois.

Harry se pensurava em cada palavra de Elly como se assistisse no momento presente.

-E depois que terminaram Hogwarts? O que fizeram?

-Ahh, não houve de fato muito tempo para aproveitarem se entende o que eu digo...
Sabe Harry, tudo o que sei é que eles passaram uma longa lua de mel em vários países
e quando retornaram seus pais se fixaram em Godric's Hollow. Tiago tinha propostas
melhores de vilarejos e casas para adquirir, mas por um motivo que desconhecemos,
tanto seus pais quanto Dumbledore recusaram todas as outras moradas.

Harry achou que aquele comentário tinha mais importância do que aparentava ter.
Apenas o registrou na sua memória para continuar ouvindo coisas que não poderia
assistir na penseira, uma vez que não estariam em Hogwarts ao alcance das memórias
do diretor.

-Varíos países? quais por exemplo?

-Ah, posso citar as pirâmides do México. Inclusive, meu marido e eu estivemos por lá
junto a eles. sabem, as magias das Américas são fabulosas. Todas as quatro!

-Quatro? Perguntou Harry espantado, pelo que sabia, eram três, américa do Sul, Central
e do Norte.

-Sim, existe também a América Submersa, onde fica Atlântida.

-Atlândita existe então?

-Sim Harry, mas não é qualquer bruxo que sabe. Muito poucos tem o privilégio de conhecer.
Mas continuando, tanto o Tiago quanto Hebert sempre foram facinados pelas magias das antigas
civilizações! Meu marido é descendente de Mexicanos por parte de mãe, por isso sempre soube
algo sobre magias Astecas.

-Deve ser realmente interessante... Comentou Harry ao passo que Cho Chang cumprimentava uns
tres ou quatro bruxos que se juntavam a multidão.

-Não duvide disso Harry! As magias descobertas por seu pai naquelas pirâmides e naquele
calendário já lhe salvou a vida dezenas de vezes!

-Desculpe... Calendário?

-É. Os Astecas tinham um calendário muito evoluído. Ele é uma obra de três metros e sessenta
centímetros e pesa mais de vinte e cinco toneladas. Não mostrava simplismente os dias do ano.
Nesse calendário se mostrava as estações, os dias, as fases mágicas, os ciclos de vida e os
signos de magia. Era de fato um calendário muito preciso de igual complexibilidade.

-E onde esta esse calendário hoje em dia? Harry estava vivamente interessado no assunto.

-Com os trouxas- respondeu Elly com simplicidade- Eles os guardaram num lugar onde colocam
velharias. Sumeu eu acho...

-Museu!

-Isso! Mas eles conhecem menos da metade do que esse artefato representa para os astecas.
Sabe, eles eram um povo bruxo diferente do que eles pensam. Os trouxas sabem que todos
sumiram sem deixar vestígios e até hoje desconhecem a verdade. A senhora Chang parecia
achar graça na ignorãncia dos trouxas.

-E os trouxas não estranham uma civilização inteira desaparecer do nada?

-Mas naturalmente que sim Harry! esse é um dos maiores mistérios para eles não é?
Sempre que acham alguma coisa que sua lógica e sua ciência não podem explicar eles
ficam extremamente frustrados. Certamente que conhecer sobre nosso mundo esclareceria
muitas coisas para eles. Mas não haveria mais harmonia entre os mundos. Os bruxos
seriam absurdamente explorados por eles. Imagine só Harry, uma parte das pessoas
ter magia e outra não. Seria uma grande confusão.

-É... Realmente. Mas... O que aconteceu para eles terem de sumir?

-Dragões. Disse ela em tom simples.

-Dragões!? Como assim? Os dragões dizimaram os Astecas?

-Não Harry, eles tinham poderes e recursos suficientes para derrotar dragões
se assim quisessem. Eram um povo muito avançado em magia. Mas o caso, é que eles
idolatravam dragões e qualquer coisa relacinada a fogo, como o Sol. Sendo assim,
era pecado para eles matar, ou mesmo ferir um Dragão. Mas aquelas áreas atraiam
cada vez mais dragões e de variados tipos sabe-se lá porque. Até que os Astecas já
não poderiam controla-los. Parece que se adaptaram a vida marítima e foram para
Atlântida. Mas somente aqueles que eram bruxos. Sabe, uma minoria deles eram
realmente trouxas indígenas, e esses foram os únicos a deixar pistas para os
trouxas atuais. Você deve ter aprendido sobre isso na sua aula de história da magia...

-Incrível! Mas... Não me lembro de ter escutado nada sobre em Hogwarts...

-ah claro! Que desleixo o meu! Esqueci que vocês tem aula como velho Binns em
Hogwarts não é? Quem consegue permanecer acordados aquelas aulas macantes afinal
não é Harry!? Disse Elly rindo momentaneamente devaneada relembrando tempos de Hogwarts.

-É... De longe a aula mais monótona de todas.

Várias pessoas do ministério chegavam cumprimentando o Ministro Rufo Scrimgeour.

-Então Harry, como eu dizia, seu pai e meu marido eram facinados pelas magias
milenares. Os dois invocaram várias magias sob o luar asteca. O que os levou
a uma parte das pirâmides desconhecidas por todos. Eles disseram que viram
coisas facinantes lá dentro, mas uma espécie de voto perpétuo proibiu-os de
contar para as outras pessoas. Somente Dumbledore descobriu um jeito de
faze-los contar sem perderem a vida. Realmente, não esperaria nada menos
dele. Realmente o maior bruxo que já existiu não acha Harry?

-Sim. Acho que nunca veremos nenhum bruxo a sua altura. Lamentou Harry.

-Talvez Harry... Quem sabe?

-O que quer dizer?

-Bem... Você é uma esperança talvez não é?

-Tolices... Sabe, esperam mais do que devem de mim...

-Tudo a seu tempo Harry. Na hora certa saberemos o quão grandioso você é!
Bem, mas continuando, o fato é que nenhum dos dois nunca mais foi o
mesmo depois daquilo. Ambos tornaram-se incrivelmente poderosos, e conheciam
magias muito esquisitas, porém, poderosíssimas.

-Que tipo de magias?

-Ah Harry, o tipo de magia que se pode conseguir com magias milenares de povos
sabios. Não se pode explicar. Mas foram realmente úteis, como eu já lhe disse, essas
magias já salvaram seu pai muitas vezes. Me lembro vagamente o nome de uma
particularmente poderosa. É algo como... Nahanuatza... Não, é algo como...Nanahuatzin!
Isso!

Harry assustou-se por alguns segundos, essa era a magia estranha que vira seu pai executar
contra Voldemort.

-Alô querida! Cumprimentou um homem alto muito bem vestido, seus cabelos começando a pratear,
mas isso caia bem ao homem de terno negro com covas enormes nas bochechas que lembravam as
covas de Chô. Harry percebeu ser o pai da garota embora estranhasse a ausência de traços
orientais.

-Oi amor! Sabe quem é esse jovem encantador que acabo de conhecer?

-MEU DEUS!-O homem arregalou os olhos numa expressão de verdadeira felicidade
antecipando-se para Harry e apertando firmemente sua mão- MAS SERÁ POSSÍVEL!
MAS É O POTTER!!! Quando me disseram que ele era idêntico a Tiago eu não
pensei que fosse tão sério! Muito prazer meu filho! Meu nome é Hebert! Hebert Calli!

-Prazer senhor Calli! Harry estava constrangido nvamente, seria uma nova modalidade
esportiva embaraça-lo?

-Pode me chamar de Hebert, Harry! Sabe, fui um grande amigo de seu pai! Um grande homem.
Sinto falta dele.

-Eu estava contando sobre o México e sua aventura junto ao Tiago. disse a senhora Chang.

-Ah é mesmo!? E então Harry, o que acha das magias Astecas?

-Realmente interessante... Quer dizer, o calendário e tudo mais...

-Harry, será que toparia vir junto a mim até uma expedição? Isto é, se quiser é claro!

Aquilo era realmente interessante para ele. Além da oportunidade de saber mais sobre seu pai ele
poderia conhecer, talvez até aprender aquela poderosa magia estranha.

-Sim claro! Seria brilhante!

-Papai, mamãe... Será que posso pedi-lo emprestado agora? Perguntou Chô cansada de esperar.

-Ah sim, claro querida! Até mais então Harry! Eu te mando uma coruja!

Duas horas festa adentro e Harry se sentia um novo homem. Estava mais relaxado e se sentia
livre das habituais preocupações, Horcruxes, amigos desaparecidos, problemas amorosos,
passado dos pais, comensais da morte, Severo Snape e Lord Voldemort.

Pareciam fazer parte de um passado distante e sofrido. Harry estava atirado no gramado da casa
observando uma bonita lua cheia recém brotada ("Coincidentemente" Lupin já não se encontrava na
festa).

Junto dele estava um refortalecido Rony, uma distraida Hermione, Chô Chang, Luna Lovegood e
Neville Longbotton.

-Vocês lembram da AD? Perguntou Luna com um aspecto sonhador.

-Como esquecer?-Respondeu Chô- Foi uma das melhores épocas da minha vida!

Harry sentiu seu rosto corar, por que de alguma maneira que ele não compreendera bem, aquilo
lhe pareceu uma indireta.

-Realmente... Eu nunca teria aprendido defesa contra as atres das trevas se não fosse pelo melhor
dos professores... Não é Harry? Disse Neville feliz com uma taça de Hidromel envelhecido na mão
esquerda enquanto a direita lhe dava apoio sob o gramado limpo e verdejante iluminado pela forte
luz do luar.

-Não Neville, a diferença é que você se esforçou! Foi seu mérito, não meu. Disse Harry.

Luna parecia fitar o nada quando subtamente voltou a tona.

-Neville! Fiquei sabendo que você lutou com um comensal da morte e foi julgado no ministério.
Isso é verdade?

Parecera uma pergunta um tanto inconveniente a se fazer mas Neville não pareceu se sentir ofendido.

-Foi sim Luna... Fiquei fora de mim... Mas eu aprendi com o Harry a ser corajoso e enfrentar
seus oponentes de pé, de igual pra igual.

-E no julgamento? Como foi? Perguntou Rony.

-Bem, aquela maldita Umbridge clamava pela condenação, mas um auror amigo de meus pais
foi realmente um bom advogado e conseguiu me salvar dessa. Inclusive, eu tenho de ficar sobre
a custódia dele até segunda ordem. Mesmo tendo atingido a maioridade eu tenho de ser assistido.
Mas foi bom porque eu até arrumei um estágio como auror auxiliar. É o que eu quero pra mim.

-Quem diria que o velho Neville se tornaria auror!? Disse Hermione lhe esfregando a cabeça.

-É... Nunca tive jeito pra aprender Defesa Contra as Artes das Trevas... Nem nada além de
Herbologia que até trouxas poderiam estudar. Mas dizem que foi consequencia de algum trauma
na gravidez da minha mãe... Eu quase nasci um aborto. Inclusive demoraram anos pra mim
manifestar um vestígiozinho de magia... Só agora eu consigo controlar meu poder. Era horrível sabem.

-Imagino... Você costumava se ferrar todos os dias cara. Disse Rony sorrindo.
Ei! Você não estava saindo com Michael Corner?

-Michael Corner!? Ah sim, mas foi ha muito tempo. Ele era muito
fresco se quer saber.

-Frescuras em excesso podem ser causados por Mini Bróbulheus! -Disse Luna como se
fosse a verdade mais simples do mundo.

-Mini o quê!? Perguntou uma intrigada Chô.

-Bróbulheus! São pequenos animais mágicos que incomodam a pessoa internamente e a
fazem exigir tudo a seu modo, papai colocou uma matéria sobre eles na última edição.
Vocês não leram?

-Ei Ron, o que Aberforth queria lhe dizer? Perguntou Hermione em voz baixa de modo
que só os dois e Harry pudessem ouvir, enquanto que Chô, Luna e Neville estavam
entretidos numa conversa sobre o Pasquim.

-Ah é mesmo! Não contei ainda pra vocês! papai e os Gêmeo estão a salvo.
Por enquanto estão sob vigilância pra terem certeza de que esta tudo legal com eles
e se não carregam a maldição imperius. Mas logo mais voltam pra casa.

-Mas isso é ótimo Rony! Por que não nos contou antes?

-Estava ocupado demais comemorando por dentro e enchendo a cara de Hidromel.

Os três amigos deram gostosas gargalhadas juntando-se novamente a conversa.
Pouco mais de Meia hora depois eles entraram no assunto atual e amedrontador
sobre os comensais.

-Vocês ficaram sabendo do sumiço da senhora Malfoy? -Perguntou Chô para os
outros baixando ligeiramente a voz.

-Com a Narcisa? O que houve? -Perguntou Harry que desde o ano passado sentia
uma grande aversão pela mulher que o desafiara em plena loja de vestes da
madame Malkin's.

-Desde que Você-Sabe-Quem matou seu filho, o Draco Malfoy, ela desapareceu
misteriosamente!

-Sério!? Mas ninguém a viu? -Perguntou Rony bebendo um grande gole de uísque-de-fogo.

-Nunca mais... Suspeitam que ela tenha sido levada e não descobriram.

-O que acham que o ministério tem feito para deter Você-sabe-quem? Perguntou Luna
vagamente.

-Os Aurores andam muito ocupados sabem? Não só eles como o misnistério inteiro.
-Começou Neville- Mas devo admitir que tudo isso não está tendo muito progresso.
Quase todos os Vilarejos e povoados bruxos já foram atacados pelo simples objetivo
de espalhar o pânico. falando em ministério, tem algo que acho que deveria saber
Harry.

-Claro Neville! -Respondeu Harry pondo-se de pé e acompanhando o amigo para ouvir o
que ele tinha pra dizer.

-Bem, é que últimamente, eu tenho percebido que o ministério anda meio estranho...

-Diga uma novidade.

-Não Harry, quando eu digo estranho realmente quer dizer estranho sabe.

-Como assim? E porque esta me contando isso?

-Porque tem algo a ver com você!

-Comigo!? O que por exemplo?

-Depois que descobriram que eu fui da sua sala em Hogwarts eles tem me feito
perguntas cada vez mais estranhas. E elas são sobre você, como "Potter tem alguma
habilidade especial?" "Ele tem indícios de artes das trevas?" e coisas assim.

-Quem Neville?

-Muitos! Ja perdi as contas de quantas perguntas me fizeram sobre você e quem as fez.

-Obrigado por me contar Neville! Vou ficar de olho aberto!

Mal acabou essa frase, e Harry ouviu um alvoroço de dentro da casa.
Parecia um duelo. Harry correu até la para ver e se juntou a multidão
a tempo de ver Rebastan, o Comensal, apontando uma varinha para Sirius.

-Quer dizer que o velho maroto continua vivo?

-Você também não deveria estar ai Rebastan! Pensei que a ordem tivesse acabado
com você... -Disse Sirius muito vermelho com uma expressão de curiosa fúria que
tinha um Q de diversão.

-É... Realmente teriam se eu não tivesse um segredinho!

-O que veio fazer aqui Rebastan? -Perguntou Sirius sacando a varinha.

-Hebert tem algo que o Lorde quer.

-Deve estar louco de entrar num recinto cheio de bruxos não Rebastan?

-Louco? Eu? Nããããão... Poderoso eu diria.

-Pronto então pra um último duelo Rebastan? -Perguntou Sirius.

-NÃO! -Gritou o senhor Calli de longe. Harry imaginou se seria o receio
de ter a casa destruída- Eu pego ele Sirius!

Harry levou um susto ao perceber que o tão simpático Sr.Calli tinha uma expressão de
fúria tão igual a de Neville. E só quando o Sr.Calli voltou a falar que Harry se deu
conta do motivo.

-ESSE MALDITO DESTRUIU A FAMÍLIA DO FRANCO! ELE ERA MEU MELHOR AMIGO EM HOGWARTS!

-Ah que comovente Hebert! Saudades de seu amiguinho louco é?

Mas foi Neville quem se moveu primeiro.

-ALATTUS EDEMA!

Faíscas vermelhas irromperam da ponta de sua varinha atingindo Rebastan de surpresa
no braço esquerdo que ao rasgar a manga das vestes exibiu feias marcas de ematomas
instantâneos.

-Ora ora! Mas quem poderia ser senão o último Longbotton! Pronto pra ocupar um
quarto em St. Muggus ao lado de seus pais Neville?

-CALE-SE! CALE-SE! -Gritou Neville trêmulo de fúria e muito vermelho.

-Impedimenta Duo! -Disse o bruxo Rebastan azarando Sirius e o Sr.Calli.

-Agora será só entre nós Longbotton! Barto, Bellatriz, Rodolfo e eu fzemos
uma aposta sabe? A aposta era pra ver qual de nós destruiria de vez a família
Longbotton.

-Prepare-se para um empate fracassado entre os quatro! EXPELLIARM...

-CRUCIO! -Disse o comensal antes de Neville terminar o encantamento- Sofra
Longbotton! É um duelo de honra e ninguém irá se meter!

Harry lembrou-se da maneira como escapara do Crucio anteriormente.
E decidiu provocar uma combinação de fúria e amor para manter Neville são.

-EI NEVILLE! ESSE HOMEM FEZ A MESMA COISA COM SEUS PAIS! VINGUE-OS!

A lembrança de seus pais e o ódio do inimigo desencadearam a saniedade no amigo
que se reergueu com muito custo e gritou:

-ALOHOMORA!

Pareceu a Harry uma ação sem sentido pois o Alohomora era uma magia de abrir portas.
Mas a resposta foi imediata. Rebastan estava a frente do portal gigante da mansão
Chang. E quando a imensa porta se abriu com violência arremessou para longe o comensal.

Mas do chão ele gritou:

-ACCIO PEDRA DE MERLIN!!!

Uma pequena pedra muito semelhante a pedra filosofal numa versão arroxeada
veio flutuando velozmente na direção do comensal, quando Rony se atirou para o lado
numa ponte fita por seu próprio corpo passou a centímetros da pequena rocha que
pairou até a mão de Reabastan. Sorrindo, o comensal se retirou desaparatando.

Harry e Hermione chegaram até Rony correndo e quando o alcançaram ele se pôs de joelhos
e de cabeça baixa e murmurou para os dois:

-De todos os gols que eu já levei, esse foi o mais crítico.

-Relaxa Ron... Não foi culpa sua. Sabiam que estão acontecendo ataques
por todas as pares ja fazem dois dias. Eu li no profeta diário hoje que
a 49 horas que os ataques são incesantes e que todos devem se proteger.
Principalmente nas áreas ainda não atacadas como Hogwarts, Vilarejo da
encosta de Bristol, Hogsmeade, Helga's Place e... Godric's Hollow.

Pelo resto da noite, os seis conversaram mais sobre Comensais, Harry, Rony, Hermione,
Luna e Neville fizeram planos e teorias sobre Voldemort e o desejo da pedra, Aberforth
contou novos ataques das trevas, um pior do que o outro e Gui apareceu acompanhado de
Fleur Delacour, aparentando muito mais saudável do que parecera a Harry nos últimos tempos.

No fim da festa os primeiros raios da manhã começavam a surgir por entre as tímidas
nuvens espalhadas. Harry, Hermione e Rony se despediam dos anfitriões e da desastrosa festa
quando enfim desaparataram.

Harry Chegou muito cançado a seu quarto. Mas uma coisa lhe chamou a atenção.
O olho-de-tigre estava brilhando de um modo como nunca o vira fazer.
O que seria? Harry se aproximou e o apanhou nas mãos, de algum jeito,
jieto esse que ele não saberia explicar como, ele sabia que corriam perigo.
Tanto ele quanto Rony e Hermione. Precisavam sair dali.
Palavras desordenadas invadiam sua cabeça aos ecos.


Fugir... Morte... Comensais... Voldemort...


Essas palavras ecoavam cada vez mais alto em sua confusa cabeça até que ele
soltou a pedra com o coração disparando em solavancos. Ele sabia que algo ruim
estava pra acontecer.

Harry apanhou a pedra e a enfiou em um dos bolsos antes de correr até os quartos
de seus amigos e os impediu de dormir.

-ACORDEM! RÁPIDO!

-O que há Harry!? Não se pode mais... -Tentou argumentar Rony mas foi interrompido.

-CONFIEM EM MIM! PRECISAMOS IR!

Os tres correram até os jardins quando avistaram a marca negra no alto a menos de
um quilometro dali. Enquanto observavam a enorme caveira brilhante com língua de cobra
uma marca idêntica surgiu pouco mais a frente. Mas agora Harry já não queria fugir.
Seus pensamentos eram ficar, lutar e vencer Voldemort. Mas como faze-lo sem destruir
antes as horcruxes?

-Harry! Você está certo! Vamos! Disse Hermione.

-Não! Vamos ficar!

-Não podemos Harry! são muitos! Eles vem atrás de você! Passou a noite em claro,
está cansado! Não pode lutar com tantos comensais!

-Voldemort também está com eles.

-O QUÊ!? Pior ainda Harry vamos! -Disse Rony.

-Não podemos com eles Harry! Não agora! Não ponha tudo a perder! -Suplicou Hermione.

-Certo... Vocês tem razão. Vocês sabem como se faz um fiél segredo?

-Sei Harry mas agora temos de... É verdade! Você tem razão! Você será o fiél
segredo de sua casa Harry! Assim eles não poderão acha-la!

-Não. Eu não. Rony será!

-EU!? -Exclamou um surpreso Rony.

-Sim Rony. Eu confiaria minha vida a você. Aceita ser o fiél segredo de minha casa?

-Harry eu realmente...

-O que há Ron? Muita responsabilidade pra você? -Perguntou Harry sorrindo.

-Não Harry! Será uma honra! -Disse o amigo sorrindo em resposta.

Hermione ajoelhou-se com Rony fazendo uma espécie de voto perpétuo.
Harry não prestou de fato muita atenção nos dois enquanto observava
as várias marcas negras que iam surigindo alheatóriamente mais perto.

-...Juro! -Disse Rony em resposta as perguntas de Hermione concluindo o ritual.

-Agora vamos rápido! -Disse Hermione.

-Para onde? Perguntou Rony.

-Vamos pra... Começou Hermione mas foi brutalmente interrompida por um
grito seguido de um feiche de luz verde do qual os tres tiveram que desviar
se atirando para o chão.

-AVADA KEDAVRA!!!

-Peguem eles!

-Potter deve ser entregue ao Lorde!

-segurem-os!

Mas os tres desaparataram quase que ao mesmo tempo para longe dali.

Harry sentiu seu corpo ser espremido pelo vácuo que parecia estranhamente
a sensação de ser empurrado em um tubo de borracha. Suas orelhas demasiadas
desconfortáveis pareciam ser a parte mais amassada de seu corpo.
Mas logo quando pensou que ia sufocar ele encheu os pulmões de ar e percebeu
ter chegado ao seu destino.

Ele observou os arredores do Largo Grimmauld e adentrou a casa número doze.
Seus amigos não estavam ali com ele. Provavelmente estariam na toca a uma hora dessas,
mas Harry não queria o conforto e consolo da fámilia Weasley nesse momento,
mas sim a ação e a fúria da ordem da Fênix e dos Aurores.

A porta fez um forte baque que ecoou pela casa toda, mas a única resposta que Harry
recebeu foram gritos de chingos muito estranhos que Harry sabia ser do quadro da
mãe de Sirius, a Sra. Black.

-Alo? Alguem ai?

Nenhuma voz veio em resposta, onde estariam os membros da ordem?
Harry voltou para a rua e desaparatou dali indo até os jardins da Toca.

Ao chegar Harry avistou Rony de longe procurando pessoas,
mas assim como ele no Largo Grimmauld, não achou ninguém.

-Ei Ron!

-Caramba Harry! Onde você estava?

-Largo Grimmauld. Notícias de Hermione?

-Não. Notícias da ordem?

-Não.

-Então onde ela pode...

CRAC!

Um forte estampido como um barulho de chicote cortou os ares revelando
a recém aparatada Hermione. Rony a deu um forte abraço enquanto Harry perguntava.

-Onde esteve Mione?

-Hogwarts! Avisei Mc Gonnagal! E vocês?

-Largo Grimmauld e aqui. Ninguém a vista respondeu Rony.

-Devem estar todos lá em Godric's Hollow. Fiquei sabendo que vinte e quatro
horas por dia há alguem revezando e montando guarda em Godric's Hollow para
proteger Harry e capturar Voldemort! Eles devem ter convocado os aurores e
o resto da ordem. Esta tudo bem. - Disse Hermione.

-Então vamos pra lá! Disse Harry.

-Não Harry. Só iriamos atrapalhar agora. tentariam nos proteger.
Estão em maior número e Aberforth está com eles.

-Mas Mione... Começou Rony mas secou sua frase mediante ao olhar a-lá- Sra.Weasley
lançado por Hermione.

-Certo. Eu concordo. Bem, ficamos aqui então. Suponho que estejam cansados.

-Sim Harry, é uma boa idéia descansar aqui até os outros voltarem.

Rony ficou em seu quarto e dormiu em menos de dois minutos tamanho era o sono.
Hermione subiu as escadas para o quarto de Gina com um pesado livro. Mas Harry
não queria ir dormir. Não enquanto seus amigos estavam em perigo. Seus olhos
estavam muito pesados e seu corpo parecia imensamente cansado. Mas ele não iria
ficar ali parado. Não enquanto seus amigos estavam em um duelo contra Voldemort.

Ele levantou-se do sofá e seguiu até o jardim da toca.
Estava prestes a desaparatar quando sua conciência doeu.
Não era de seu feitio enganar seus amigos para fazer o que bem
entendesse. Era a vontade de ajudar seus amigos e fazer o que
queria contra a amizade e a consideração dele com Hermione e
Rony. O que ele deveria fazer?

Mas foi então que Hermione apareceu pelo portão da cozinha.

-Mione! Eu... Eu não ia...

-Esquece Harry. Eu também não consegui descansar... E não posso impedir você
de ser quem você é. Vai lá Harry! Ajude eles!

-Valeu Mione! -Disse Harry sorrindo.

Mas no exato momento em que Harry ia desaparatar fortes estalos cortaram o ar.
Ele assistiu Lupin, Sirius e a Sra.Weasley aparecerem a poucos metros dali.

-Olá Harry! Hermione! -Cumprimentou a Sra.Weasley sorridente de um modo
muito átipico.

-OS OUTROS! ONDE ESTÃO? ESTÃO BEM? -Harry peguntava quase aos berros.

-Calma Harry! -Disse Sirius sorrindo- Estão bem! Todos.
Foram até a base da ordem, sabe... A base. Vamos. Viemos levá-los.

-Certo. -Respondeu Harry, mas uma coisa estava particularmente estranha.
Sirius diria Largo Grimmauld numero doze, e a senhora Weasley o abraçaria
bem forte.

-Ei Sirius, mas antes pode me contar a história que me disse ontem? Sabe,
é que eu gostaria que Hermione ouvisse. -Disse Harry amarrando os cadarços
desamarrados de seu tênis.

-Mas Harry eu ouvi... -Começou Hermione antes de levar um pisão no pé.

-Será que pode Sirius? -Insistiu Harry.

-História? Não temos tempo pra isso Harry! Temos de ir a base agora!

-Base? Qual delas? -Perguntou Harry se fazendo de desentendido.

-Harry você esta tão obtuso hoje! -Disse Sirius.

-Estou? Que estranho... Pensei sempre ter sido assim... Você me diz isso
todos os dias não é?

-Digo! Quer dizer, não. O caso é que hoje você esta mais do que o normal, agora
vamos!

-Ei! Calma ai! Eu posso aparatar sozinho! -Ao dizer isso Harry olhou para
Hermione que fez cara de quem entendeu o que está acontecendo.

"PETRIFICUS TOTALUS!" Pensou Harry atingindo o falso Sirius enquanto Lupin era
atingido por um jorro de luz vermelha não verbal de Hermione. Quando a falsa
Sra.Weasley sacou a varinha ela foi atingida por uma impedimenta de Harry.

Hermione agaixou para ver as vestes da falsa Sra.Weasley e retirou um frasco.

-Não é Imperius Harry! É Polissuco!

-Então não sabemos onde eles estão. -Disse Harry apressado.

-E agora Harry? -Perguntou a aflita Hermione.

-Vamos voltar pra Godric's Hollow! RONY!!! Mione, acorde o Rony! Eu vou indo
na frente!

Mal acabou de dizer essas palavras e Harry desaparatou surgindo na caótica
Godric's Hollow. Fumaças acinzentadas e nuvens de poeira marrom pairavam sobre
o local ocultando fogo e corpos. Aberforth e Voldemort duelavam em meio a praça.

Dementadores pairavam sob o local misturando sua névoa aos outros fumaceiros
e dificultando mais ainda a visão. O verdadeiro Lupin duelava com MacNair.
Tonks salvava pessoas dos escombros e em meio a tanta destruição, Harry viu
sua casa intacta. Quando dois dementadores se aproximavam de Aberfoth para
ajudar Voldemort, Harry gritou:

-EXPECTO PATRONUM!!!

O veado prateado irrompeu de sua varinha atacando com seus chifres os dois
dementadores que foram arremessados pra bem longe. Enquanto o patrono de Harry
afastava os Dementadores, ele foi ajudar Tonks quando um jorro de luz vermelha
o atingiu no fogo cruzado.

Harry assistiu tudo rodopiar enquanto estava voando pelos ares e desabando sob
uma viga de madeira. Quando começava a se levantar teve de se jogar novamente
no chão para desviar de um feitiço que passaria a metros dela, mas na tal
confusão momentânea em que estava ele nem percebeu.

Harry sentiu sua cabeça explodir em dor, sentia queimações fortes por todo o
corpo. Seus ossos pareciam ranger em ácido, sua pele parecia no limite de
elasticidade, mas sem dúvida nenhuma, o que mais se destacava entre os maus
estares de Harry era sua cicatriz. Harry sentia chamas incessantes lhe queimarem
a testa como se fosse magma incandescente, e sentia que aquela dor era eterna.
Queria morrer. Acabar com aquela dor de qualquer jeito.

-BRAQUIUN EFETTO! Gritou uma distante voz que Harry reconheceu ser de Aberforth.
Essa magia foi o contrafeitiço contra o cruciatus. O efeito foi instantâneo.
Dessa vez o ar gélido e puro lhe encheu os pulmões como que em um sopro de vida.
Suas feições anuviaram-se, mas não havia tempo para isso. Harry levantou-se e
correu na direção de Sirius que estava caído no chão enquanto Lupin duelava
ferozmente frente ao corpo do amigo numa clara intenção de protegê-lo.

-Sirius! Levanta rápido! SIRIUS! -Gritou Harry em vão para o corpo inerte do
amigo cuja boca escorria um fino filete de sangue. Estaria morto?

-HARRY! AFASTE-SE! CUIDADO! -Gritou Lupin por cima do próprio ombro para ele.

-O QUE HOUVE COM ELE? -Perguntou Harry.

-HARRY CUIDADO! -Repetiu Lupin aparando com um gesto de varinha, vários destroços
que cairiam sobre ele.

Harry segurou o corpo do padrinho e passou o braço dele por cima do próprio ombro.
Após isso correu o mais rápido que pode para longe dali, mas nem vinte metros foram
percorridos quando Abramanni Magnuns Aparatou na frente dele. Era um comensal enorme
e que tinha grandes semelhanças com Gibbon.

-Harry! Que bacana te encontrar por aqui hã!? -Disse Abramanni sorrindo malignamente.

Mas na presunção de tentar intimidar Harry o comensal nem viu o que o atingiu.
Harry sacou a varinha tão rápido que mesmo que o oponente ja estivesse em posição não
teria chance a defesa.

"Everte Statum" Pensou Harry fazendo com que o comensal flutuasse em saltos mortais
para trás, colidindo com um comensal baixinho e o derrubando, dando vantagem aos
aurores que o combatiam que prenderam os comensais com Petrificus Totalus.

Harry deitou Sirius no chão e gritou sacundindo a varinha:

-ENERVATE!

Sirius não se mexeu. Aquilo dera a Harry a mesma sensação que ser mergulhado
de cabeça em um balde de gelo.

Segundos agourentos e terríveis se passaram até que quando Harry começou a perder
as esperanças, Sirius tossiu.

-Harry... Comensais! Outros.. Onde estão? -Perguntou o padrinho com uma voz fraca e rouca
agarrando o colarinho de Harry.

-Calma! A ordem e os Aurores estão tomando conta deles.

-Um traidor... Harry... Na ordem! -Continuou o padrinho- Ele quem me atingiu.

-Traidor!? Mas quem Sirius?

-Foi... -Começou Sirius mas um pequeno clarão que veio de trás dele ofuscou Sirius
fazendo-o adormecer instantaneamente. Atrás de Harry havia um comensal posto de pé,
e quando Harry pensou estar rendido um Impedimenta atingiu o encapuzado comensal
de modo que o mesmo desabou no chão.

-Obrigado Shacklebolt! -Agradeceu Harry aos gritos.

O bruxo fez que sim com a cabeça.

-Vamos Sirius! -Disse o garoto arrastando o padrinho para um canto isolado a confusão.

Harry decidiu que no momento seus amigos precisavam mais dele do que ele de informações
sobre traidores, e então levantou-se e sacou novamente sua varinha.

Voldemort parecia agora ter uma ampla dianteira sob Aberforth.
Tonks estava sendo atacada por James Liederich, irmão bastardo de Avery.
e foi quando Harry viu a uma longa distância, do outro lado da praça,
Draco Malfoy e Severo Snape.

-MALDITO! EU TE PEGO! -Gritou Harry com seu coração saltando a garganta.

Seu esgar de fúria foi tão forte que seu coração fraquejou, e sua respiração
tornou-se pesada e instável. A disritimia começava a irritar seus pulmões, mas isso
não importava. Mas algo estava muito errado. Aquilo não deveria estar acontecendo.
O cérebro de Harry registrou e lhe informava que algo estava errado. Mas o que era
exatamente ele não sabia. Nem importava no momento, o que ele realmente queria era
por as mãos em Severo Snape. O traidor.

-Rictumsempra! -Gritou Draco fazendo Harry voar pra trás.

"Maldito Draco! Se eu pega-lo eu juro que eu..." -Começou Harry a pensar, mas
foi quando percebeu o absurdo ilógico que estava acontecendo.
Draco Malfoy não poderia estar ali. Estava morto.

-VOCÊ! NÃO PODE ESTAR AQUI! É UM IMPOSTOR! MALFOY ESTÁ MORTO!

-Será mesmo Potter? Sabe, não é só o eleito que tem os seus truques...
E ai cicatriz, afim de um acerto de contas?

-Você não é o Draco!

-Então eu devo ouvir de você que eu sou ou não sou!? Vá sonhando Potter!
Ei! Veja! Não sãos seus amiguinhos inúteis? o palhaço do Ronald e a sangue
ruim da Granger?

Harry se virou e notou que de fato eram seus dois amigos. Foi então que Harry
se deu conta de que quem quer que fosse o impostor estava fazendo uam imitação
impecável do arrogante e prepotente Malfoy. Até mesmo no insulto a usual a
Hermione.

-Muito bem, "Draco"... Mostre-me do que é capaz! -Ao dizer isso Harry ergueu
a varinha a altura do rosto. Snape assistia a cena como se fosse um interessante
reality show.

-Com medo Potter!?

-Sonho seu.

Harry usou o seu dom na Legimência invadindo a mente do oponente.
Mas qual não foi sua surpresa quando viu que uma das lembranças era
o duelo com o próprio Harry no segundo ano. Outra delas quando Malfoy
era tatuado com a marca a fogo dos comensais no braço esquerdo.
Aquelas lembranças só poderiam apontar uma possível e absurda resposta.
Aquele inimigo era realmente Draco Malfoy.

Harry ouviu uma voz na mente do oponente que dizia Avada...

"Expelliarmus" Pensou ele instintivamente fazendo Draco largar a varinha
num voo horizontal de dois metros.

-Estupefaça! gritou Harry enquanto Draco Malfoy se atirava para o lado
esquivando do ataque de Harry.

Draco agarrou sua varinha girando no chão e gritando:

-CRUCIO!

Harry sentiu a imensa dor novamente, mas dessa vez sabia o único
contrafeitiço contra uma maldição imerdoável que ja aprendera.
Mas como pensar numa hora daquelas? teria de repetir o que Aberfoth
fizera. Quais eram as palavras? No momento de dor, Harry mal podia
raciocinar, foi quando numa tempestade cerebral ele gritou:

-BRAQUIUN EFETTO!!!

A dor cessou, dando a Harry o elemento surpresa. Malfoy ficou pasmo por
uns segundos.

-O que há Draquinho!? Com medo?

-Você não mete medo nem em vermes Potter! AVADA KEDAVRA!!!

Harry não pôde ataca-lo primeiro, só teve tempo de se atirar
desesperadamente para o lado deixando a maldição da morte passar por ele
para a área da luta.

Alguém fora derrubado pelo raio verde, mas quem seria?

Harry estava demasiado preocupado para perceber que Draco recomeçara a gritar,
e teve novamente de se atirar pelo chão e se arrastar para evitar a maldição.

-AVADA KEDAVRA!

O raio atingiu o chão a menos de vinte centímetros da cabeça de Harry,
fazendo pedaços de concreto voarem em seu rosto.

-Rasteje Potter! -Disse Draco com seu tom de voz superior e arrogante.

-NÂO O MATE DRACO! O LORDE O QUER PARA ELE! -Ralhou Snape severamente.

Harry aproveitou a distração e pensou nas magias não verbais:
"Estupefaça! Expelliarmus!"

Draco foi atingido e sumiu de vista em meio as árvores.

-Sua vez Snape! -Disse Harry imponente pondo-se de pé com a varinha apontada
para o oponente.

Harry não percebeu o que acontecera, mas em dois segundos estava no chão, petrificado
inútilmente.

-Nunca foi grande coisa Potter... Arrogante e prepotente como seu pai. -Disse Snape
dando as costas para ele e adentrando a orla para apanhar Draco.

Harry pensou se seria levado para o recinto dos comensais e morto por Voldemort
naquelas condições, mas, quando Snape retornava com Draco, Horácio Slughorn e
Remo Lupin surgiram pulando or cima do corpo de Harry. Lupin apontou para Harry
e disse:

-Finite Incantatem!


Harry sentiu seus braços e pernas duras desabarem no chão dando-lhe novamente mobilidade.
Levantou-se naquele exato segundo invadindo a mente de Snape.

Záz!

Um garoto de grande nariz e cabelos oleosos se encolhia contra a parede enquanto
os pais discutiam...

Záz!

Uma versão antiga de Harry duelava contra ele sem sucesso.

Záz!

O rosto de uma jovem Lílian Evans se aproximava do seu. Seria um beijo?

Záz!

Harry foi trazido a tona para a realidade quando percebeu que Snape desaparatara
dali junto a Draco.

O que estava acontecendo afinal?
Harry tentara invair o pensamentos momentaneos, mas antes disso adentrou a parte
das memórias como já fizera vezes antes. Mas devido ao que acabara de assistir,
preferia nunca ter visto o que vira. Mas uma coisa era certa. Nunca tivera tanta
raiva e motivação para matar Severo Snape.

-Harry!? Você está bem? -Perguntou Lupin se aproximando.

-Não. Não estou. -Respondeu Harry muito sério- E garanto que Snape também não vai
ficar quando eu puser as mãos nele.

-Protego! -Gritou Lupin pondo-se a frente de Harry e bloqueando uma azaração comensal-
Cuide-se Harry!

Ao dizer isso Lupin avançou novamente para a quase terminada luta enquanto Slughorn
tirava algo das vestes.

-Harry... -Começou o bruxo- Quero que fique com isto...

Quando ele olhara para os frascos nas mãos do professor mal podia
acreditar no que via. Eram duas poções cor de ouro muito bonitas que
balançavam por dentro do frasco transparente mas sem desperdiçar uma
só gota. Seu aspecto entre líquido e pastoso era de fato muito
gostoso de se admirar em seu manso balançar.
Harry poderia reconhecer aquela poção mesmo que se passassem mil anos.
A Félix Felicis.

-Suponho que não seja a primeira vez que você a vê não é? A Félix.
-Tornou o professor Slughorn a dizer -Afinal, foi o prêmio que ganhou
por seu brilhante dom na matéria de poções.

-Certo professor. -Assentiu Harry com um leve incômodo ao lembrar que o motivo
de seu sucesso em poções era seu odiado inimigo Severo Snape.

-Bem... Eu estava guardando isso para meu próprio bem. Sabe, para me esconder ou
proteger quando a hora chegasse. Mas, acho que você precisará mais do que eu.
Harry, saiba que isso não costuma ser de meu feitio. Pensar primeiro nos outros
do que em mim. Não é uma atitude muito inteligente...

-Mas é uma atitude admirável e honrosa Horácio! -Disse uma voz fraca de uma mulher
de idade avançada, porém, severa e muito energética. Harry sabia ser de Minerva
McGonaggal.

-Professora! Eu... -Começou Harry antes de ser interrompido pela mulher.

-Professora Harry? Acho que não precisa mais desse título. Não está mais na
escola está? E já é um adulto. Se tornou um adulto tão bom quanto poderia ter
se tornado! Me orgulho de você Potter! A partir desse dia tem o completo direito
de me chamar pelo primeiro nome. Minerva!

Harry sentiu um grande afeto pela aquela que fora ao mesmo tempo uma das melhores
e piores professoras ao mesmo tempo. Mas agora que tudo se passára, Harry sabia
que cada mínima bronca e punição teve um intuito. Lapídar seu caráter pra ser
quem se tornára. E agora que ela disse, Harry acabou percebendo como passaram-se
rápido esse sete últimos anos de sua vida. Talvez os melhores anos de sua vida.

-Obrigado Minerva! -Disse Harry sorrindo.

Após isso a professora juntou-se aos outros na praça.

-É verdade o que ela disse Harry. Por mais nobre que seja esse ato, eu não
tenho o hábito de faze-lo... Por isso sou um Sonserina Harry. Mas acho que
cachorros velhos aprendem truques novos. Por isso, tome!

-Tem certeza que não vai se arrepenser professor?

-Absoluta Harry! Faço isso em memória de sua brilhante mãe. Lílian Evans!

Mas Harry não se alegrou em ouvir a menção do nome de sua mãe.
Estava confuso. Teria ela namorado Severo Snape? Aquilo era completamente
irracional e inaceitável.

Mas isso era besteira agora. Não devia se preocupar com isso no meio
de uma verdadeira guerra. Harry decidiu que já estava na hora de voltar
a luta junto dos outros.

-Muito obrigado professor! -Agradeceu ele saindo de tras do conjunto de
árvores e avançando pra praça.

Harry percebeu que muitos aurores e comensais haviam sumido.
Prvavelmente após vencê-los os aurores deveriam ter levado os comensais
para Azkaban. Muitos corpos de aurores estavam no chão.

Harry assistiu Voldemort deferir um a magia muito provavelmente mortal em Aberforth.
Em desespero, Harry tentou aparar a queda do amigo que fora arremessado muito alto.
Além do limite encerrado pelas casas da praça de Godric's Hollow.

Harry tentou lembrar de toda experiência que tinha em quedas de alturas quando
Hemione hábilmente sacou a varinha e gritou:

-ARESTO MOMENTUM!

Com isso, o corpo do velho dono do cabeça de Javali continuou a queda dez vezes
mais lento, facilitando o trabalho de Harry que o deitou no chão aos cuidados de
Ninfadora Tonks.

Harry apontou a varinha para Voldemort gritando a primeira magia que vinha a mente:

-REDUCTO!

Voldemort aparou o feitiço com um gesto displincente de varinha.
Quando o bruxo das trevas começou uma lenta marcha para Harry, vários comensais
aparataram ao redor da praça cercando-o completamente.

-Renda-se Voldemort! Não tem por onde correr! -Gritou um auror de aspecto magestral
com a magia Sonorus.

-Correr? O que acham que sou? Um mero trouxa? Como os palhaços do ministério
subestimam seus adversários...Tsc Tsc...

Após dizer isso, Voldemort simplesmente rodopiou sob a capa e desaparatou
para um outro lugar. Que Harry sabia ser muito longe dali.

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