Parabéns Harry !?



Capítulo 3: Parabéns Harry!?

Harry e Rony tinham aparatado bem no meio da sala dos Dursley, que não tardaram a ver a fonte do barulho momentâneo.

Tio Valter continuava com seus bigodes longos, e a cada passo que dava para perto de Harry ia enrolando-os e ficando, se é que possível, cada vez mais roxo de raiva...


- Como ousa moleque? – Rugiu tio Valter, com um dedo na cara do rapaz.


- Viemos para ficar apenas por pouco tempo. Até o meu aniversario mais precisamente. Vocês sabem o porquê... – Disse Harry tirando o dedo de seu tio de perto.


- Seu moleque...


- É para o bem de todos! – Interrompeu-o Harry, virando-se para Ron – Meu quarto é lá em cima, vamos subir.


- Você acha que é simples assim? Simplesmente aparece e vai entrando? Já chega o dia que nos fez esperar naquela maldita estação... Vão ter que pagar pelas suas estadias. – Retrucou Valter.


- Não há problema nisso – disse Harry jogando um maçinho de dinheiro trouxa em seu tio. Tinham passado em Gringotes e retirado um pouco para financiar as despesas do trio – Aí tem mais do que o suficiente.


- Valter? – disse Petúnia entrando na sala.


Se é que era possível tia Petúnia parecia ter o rosto mais magro do que possível tornando-se assim mais ossudo. Parecia até mais com um Testrálio do que com um cavalo...


- Veja, o moleque é rico! – disse Valter balançado o dinheiro na frente de sua mulher – Vai ter que pagar tudo que gastou nesses anos... Seu...


- Valter! Ele é meu sobrinho, é filho de Lílian, a minha irmã...


Todos se assustaram com o que Petúnia acabara de falar, pois ela nunca havia demonstrado qualquer vestígio de afeto por Harry... E ainda tinha o fato de ter mencionado que Lílian era sua irmã...


- Suba Harry, e você também. – disse firmemente diante dos olhares inquisidores, apontando para Rony.

Aquilo realmente era muito estranho...

Harry e Rony decidiram não contraria a tia e subiram direto para o quarto. Um Rony muito confuso com a cena e um Harry ainda tentando assimilar o ocorrido.


- Eles são maus Harry. Você sempre disse isso, mais eu pensava que era exagero...


- É, eu sei, não ligue não. Eu só estranhei a atitude de tia Petúnia...


- Eu também não tenho a mínima idéia do que aconteceu ali...


- Muito menos eu, Rony... Eu hein...


- Deixe isso pra lá, temos coisas demais para pensar. Vamos fazer o que enquanto estivermos aqui?


- Vamos treinar Oclumência e aperfeiçoar o seu escudo...


- Certo...


Assim os dias na Rua dos Alfeneiros tornaram-se menos monótonos do que nos anos anteriores, com Rony ali... Durante os dias eles treinaram Oclumência, aperfeiçoaram a magia do escudo dos dois... E durante uma partida de xadrez bruxo à noite surgiu a conversa...


- Sabe Harry, acho que você devia dar uma chance a vocês. Concordo plenamente com a Mione.


- Rony, eu já lhes disse o porquê de tudo isso... Mas diga lá, e você e Mione? – Desconversou Harry brilhantemente – Acha que sou cego? Eu vejo o jeito que vocês dois se olham...

- Harry! – Disse um Rony púrpura – Não muda de assunto!


- Pensa que não notei o embaraço de vocês na despedida? – Completou, como se não ouvisse o amigo.


- Não me obrigue a azará-lo – Disse apontando a varinha perigosamente no meio do peito do amigo.


- Certo – Disse Harry levantando a mão, como se estivesse se rendendo – Mas que tem coisa aí, isso tem...


- Vai dormir! A propósito vamos dormir! – Cortou Rony, dirigindo se à sua cama.

Harry não esperou muito e deitou-se, queria descansar, pois amanhã era o grande dia... Pensava ele...

Amanheceu, e Harry acordou com um pulo.

- Hoje nada vai estragar meu dia, nada mesmo! – Murmurou para si.

Afinal, hoje ele se tornaria maior de idade, poderia realizar feitiços fora de Hogwarts assim como Rony e ainda se livraria para sempre dos Dursley...

- Dormiu bem Harry? – Indagou o ruivo sonolento.


- Como é que se pode dormir com um trasgo dormindo na cama ao lado? – Respondeu Harry risonho


- Ah é Potter? - Retrucou com uma travesseirada bem na cabeça do amigo... – Vê se escapa disto...

E então travaram uma briga de travesseiro que flutuavam e eram jogados de um lado a outro rapidamente. Só pararam ao ouvir o berro da tia de Harry.

Desceram rapidamente para o café da manha e tomaram-no rapidamente, pois haviam marcado de aperfeiçoar o feitiço de transfiguração para partes do corpo. Harry lembrava vagamente que uma vez, havia tentado transfigurar a sobrancelha para a cor loira, para uma aula de transfiguração...
Quando estavam rumando para o quarto, tia Petúnia chamou-os...

- Onde pensam que vão?


- Vamos subir, por quê?


- Não vão não. Eu vou limpar a casa hoje e quero todos fora.


Assim foi feito. Harry levou Rony para conhecer o bairro. Estavam todos para o lado de fora, pois o clima era seco, mas não havia sol forte, tornando qualquer brisa extremamente agradável. Quando perceberam que Harry vinha andando pela rua, correram a se acomodar dentro de suas casas. Rony pensou ter ouvido “Se não bastasse esse delinqüente, ainda trazem o amigo...”. Não entendeu muito bem, mas deixou pra lá. Aproximando da hora do almoço eles resolveram voltar, pois ambos estavam com fome e já haviam andando praticamente todo o bairro.

Chegaram enfrente à casa e Harry pareceu notar que estava sendo observado, virou sua cabeça rapidamente para ver o que acontecia, mais não havia nada ali.


- Vamos Harry, não está com fome? Por que eu estou com uma... – Perguntou-lhe o seu amigo


- Acho que vi alguma coisa. Mas deixe, vamos...


Ao entrarem na casa, foram chamados para irem à cozinha e comeram, cada um, o prato que a tia de Harry lhes arrumou.


- Vamos Rony – Chamou Harry do pé da escada – Vamos treinar o Transfigu... – Mas parou ao olhar cortante de sua tia.


- Certo, vamos! – Disse subindo os degraus.

E lá estavam eles novamente, treinando com muita garra e, para descontrair, Harry tentou surpreender o amigo.


- Hey, Rony. Impedimenta!


- O que? – Disse Rony enquanto empunhava a varinha em direção a Harry e conjurava o escudo, que acabou refratando a maldição num desprevenido Harry.


Harry esperava pegar o amigo desprevenido, mas o feitiço virou contra o feiticeiro, literalmente, e acabou se desequilibrando.


- Muito bom Rony. Belo escudo! – Completou Harry, rindo.


- Isso que dá pegar os outros desprevenidos. Bela maldição.


- Sabe Rony, vamos descansar um pouco, acho que treinamos o suficiente hoje, transfiguração corporal e essa ultima tentativa de te pegar desprevenido me deixou cansado.


- Você é legilimens Harry? Tirou as palavras da minha boca...

Assim os dois deitaram cada um em sua respectiva cama, e não demoraram a dormir.

Harry estava ao ar livre agora, sentia uma brisa batendo em seu rosto, podia ver a luz da lua, estava tudo tão calmo...

- Sabe Potter... Com a morte daquele velho de nariz adunco, acho que você não deveria se descuidar sabia...?


Harry não se preocupou em responder, estavam apenas analisando se aquilo era realmente um sonho, ou Voldemort estava tentando manipulá-lo.


- O seu fim está próximo Potter... Nada nem ninguém poderá lhe salvar... Não terá ninguém para morrer por você...


- Se assim você diz... Quando nos encontrarmos... – Respondeu Harry pausadamente – Não precisarei disso e você, Riddle, é quem vai morrer.


- Potter, Potter, muito me surpreende me chamar de Riddle, até porque o ultimo que me chamou assim está a sete palmos de terra...


- Como se você tivesse feito algo a respeito... – Bufou Harry, com a forma que ele falava de Dumbledore.


- Você será o próximo Potter... E não tardará...


- Se assim você diz... – Cortou Harry com uma breve reverencia.


- Então acorde Potter. Acorde!



Harry abriu os olhos lentamente, a sua cicatriz não doía. – Deve ter sido apenas um sonho – Pensou ele. – Mas por via das dúvidas...

- Rony, acorde!

- O que Harry? Deixa-me dormir... – Respondeu sonolento o ruivo.


- Tive um sonho estranho com Voldemort... Mas a cicatriz não doeu. Acho melhor ficarmos prontos.


- Certo... Mas eu estou com fome... E você?


- É claro agora são onze e meia e nós não jantamos. Anda logo, levanta! – E, ao dizer isso, lançou-lhe um travesseiro.


- Certo... – Respondeu devolvendo-lhe o travesseiro.


- Ótimo, vamos arrumar as coisas e mandá-las à Toca. Depois da meia-noite iremos aparatar para lá. De acordo?


- E quando entra a parte da janta?


- Depois que mandarmos os malões a gente desce.


- Ok... Ok...

E assim o fizeram. Harry havia juntado todos os seus pertences. Livros, sua vassoura e suas roupas, viu que em uma delas continha algo que ele não se lembrava de ter posto lá, mas como não tinha muito mais tempo, resolveu que iria ver o que era horas depois, na Toca.

Desceram para os cômodos de baixo, estava tudo muito escuro, pegaram suas varinhas e utilizaram o feitiço lumus para iluminar. Dirigiram-se à cozinha rapidamente e pegaram salgados, bolachas e uma garrafa com suco para “brindarem” o aniversario de Harry.
Logo o rádio-relógio apitou... Era meia-noite...


- Parabéns cara – Disse Rony dando um abraço no amigo – amanhã, ou melhor, hoje, te entrego o meu presente. E aí a gente aproveita e...

Mas foram interrompidos por um barulho seguido de um grito:

- Não deixem que ele escape...

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