O Poder do amuleto
Harry se encontra em uma situação incomoda, ele está sendo perseguido por toda Hogwarts e nem sabe porquê. Ele conseguira escapar ou será pego pelas bruxas famintas que o procuram?
Você deve estar se perguntando “Ei porque Harry está escondido nessa alcova, encolhido sobre sua capa?”, eu posso te responder. Estou aqui escondido porque algo estranho aconteceu em Hogwarts e todas as mulheres estão atras de mim. Acho que para entender devo voltar algum tempo na história, e contar desde que acordei hoje.
Hoje é sábado, um sábado comum, nada de especial, sem quadribol, sem detenções, nada. Quando levantei, meus colegas ainda roncavam alto. Sinceramente não sei o que acontece com os bruxos que roncam tanto. Mas é um sábado e todos gostam de dormir mais.
Desci para o salão comunal, e só tinha duas meninas do primeiro ano ali. Elas olharam estranho pra mim. Mas isso e normal, desde que entrei no mundo magico e assim, antes era o Menino-Que-Sobreviveu, agora é o Homem-que-Conquistou. Odiando minha fama, não prestei tanta atenção. Grande Erro.
Descendo para o Salão Principal, encontrei mais algumas meninas e o mesmo olhar. Já faz meses que matei Voldemort, isso já deveria ter se esgotado. MAS isso me deixou com uma sensação estranha. O castelo me parecia mais quieto, mais plácido. O que me pareceu ainda pior que o caos que foi antes da batalha contra Voldemort.
Segui meu caminho agora preparado. Algo estava acontecendo, mas não sabia o que. Minha varinha estava na minha mão, o Mapa do Maroto e a Capa de Invisibilidade prontos para uso. Parei na porta do Salão e uma rápida olhada constatei algo, não havia um bruxo presente, nem aluno nem professor. Só bruxas, que lentamente perceberam minha presença. Suas feições mudaram de tranquilidade para fome. Não a mesma que Rony sente, era a fome luxuriosa como ele tinha visto em alguns rostos na Copa Mundial de Quadribol quando as Veelas apareceram.
Tive que pensar rápido. Com movimentos rápidos, fechei as portas e selei. Sei que não ia durar muito, ainda mais que vi algumas meninas e professoras, já com a varinha nas mãos e se levantando. Mas não era pra parar elas, era so pra atrasar tempo o suficiente para escapar e me esconder. Ativei o mapa e joguei a capa sobre mim. Fui para um dos caminhos secundários, mas não para passagem secreta. Elas eram apertadas e Mione com certeza iria pensar em me procurar ali. Sinceramente, era um das que mais me preocupava. Ela e Gina. Elas o conheciam bem e poderiam o achar. E Luna, ela é imprevisível.
Então me escondi aqui nessa alcova para pensar em que fazer. Preciso de um lugar para me esconder e tentar descobrir o que está acontecendo, com certeza todas as Bruxas de Hogwarts não podem ter simplesmente acordado com uma vontade louca de ter meus filhos.
Um grupo de meninas se aproxima.
- Homenum Revelio. – Disse uma delas. Mas o feitiço de revelação não funciona contra minha capa. Ainda bem que Dumbledore não contou pra ninguém o truque que ele usa pra me encontrar. Ainda acho que ele lançou um feitiço em mim que assim ele me encontra.
- Ele não está aqui. - disse a menina da Lufa-lufa. Elas seguiram seu caminho.
Posso respirar um pouco. Olhando no mapa estou com uma certa folga. Mas onde ir? Onde não seria achado? Câmara secreta. Só eu posso entrar, mas não tem nada ali, nem conforto, nem algo que possa me ajudar a resolver isso. Sala Precisa? Hum, pode ser bom, se eu fizer um pedido especifico pode ser. E ainda consigo chamar o Dobby. E pra lá que eu vou.
Não posso seguir o caminho obvio. Tem muitas pessoas no caminho. E posso ver também que os meninos estão em suas camas, assim como os professores. Vou em etapas. Corredor a corredor, escada a escada. Vou seguindo meu caminho até o sétimo andar.
Está tudo indo bem. Consegui chegar até o terceiro andar, sem muito problema. Mas minha passagem escolhida está bloqueada, e outra está bem longe ou teria que descer. Dúvidas, Dúvidas Oh, uma janela. Sim, é loucura. Sim, vou ficar vulnerável porque não terei minha capa, mas vai ser mais rápido. Guardo a capa e o mapa, após verificar se o caminho estava livre. Lancei um feitiço de desilusão em mim. Essa sensação de frio ainda me incomoda. Saio pela janela e fico no parapeito. Isso me lembra quando fiquei preso no telhado da minha escola trouxa.
Subi pelas paredes externas do castelo e uma escalada boa, mas posso fazer isso. Cheguei no quarto andar, onde parei um pouco. Algumas meninas estavam usando vassouras para patrulhar o castelo, posso ver Cho entre elas. O feitiço de desilusão e bom quando estamos parados, movimento gera um borrão. Quando elas passaram, continuei subindo. No quinto andar, passei pela janela. Você pode me perguntar: “Por que você não continuou até o sétimo?” Simples. No Sexto andar logo acima era a sala de Runas e as janelas eram grandes e sem apoio. E o caminho do sétimo andar, caso eu conseguisse era grande. Ah, e tem uma escada aqui perto que leva diretamente para o sétimo andar. Ainda meio longe da Sala precisa, mas do lado oposto da Sala Comunal da Grifinória.
Um grupo de sonserinas passou pela janela que eu ia entrar, então tive que ficar um pouco do lado de fora. Não gostei das risadinhas. Qualquer um adoraria ter muitas meninas atras dele, mas neste nível. Ele seria despedaçado por elas quando elas tentassem um pedaço dele. Como naquele conto do mago que deu poção de amor para um grupo de veelas. Mesmo as figuras paradas não eram nada bonitas.
Rapidamente pulo pra dentro da janela, e vou em direção as escadas, onde posso dar uma olhada no mapa. Caminho livre pra cima, mas tem meninas ‘patrulhando’ esse andar, principalmente que é a entrada para o salão comunal. Sei que tem salas de aula vazias ali que posso ir me esgueirando, e escapando. Por sorte, acabei chegando ao corredor da tapeçaria do trolls aprendendo a dançar. Havia duas corvinais mais velhas ali. Teria que improvisar. Conjurei um rato, e mandei para o outro lado do corredor. Na era minha intenção assustar as meninas, era que o rato fizesse barulho em uma das armaduras que tinha num corredor lateral.
Meu plano deu certo, quando a armadura fez barulho, as meninas saíram excitadas para ver. Eu tinha que ser rápido. Já com meu quarto em mente, sai correndo o mais rápido que pude sem fazer ruido. E passei pela parede três vezes. E entrei, ainda pude ver as meninas voltando antes da porta se fechar, mas pelo ângulo ela não viram a porta. Era exatamente o que tinha pensado. Um armário comum. Mas o que tem de bom nesse armário? No armário nada, mas na parede oposta.
- Snape é um idiota. – disse em língua de cobra. Despois de matar Voldemort, descobri que não preciso mais de uma cobra para falar nesta língua. E essa senha nenhuma menina me viu falando, então nem podem repetir.
Agora e que vem o que pensei, atras desta parede, que se abriu, tem um belo quarto. Uma cama, uma mesa, uma poltrona e uma lareira. E mais importante livros. Mas antes.
- Dobby. – chamei, com total firmeza.
Não precisei esperar muito e logo o pequeno elfo apareceu.
- O grande Senhor Harry Potter chama Dobby e Dobby aparece. – disse ele. – Muitas meninas apareceram nas cozinhas atras do grande Harry Potter. Incluindo a menina má e sua Weezy. Mas Dobby não falou nada.
- Obrigado Dobby. – disse depois de pensam quem seriam. E com certeza eram Mione e Gina. – E isso que eu queria, não conte para ninguém onde estou. Algo aconteceu em Hogwarts e estou tentando resolver, como sempre.
- Sim, Dobby sabe, Lady Hogwarts contou pros elfos. Disse para não falarmos nada. – disse o pequenino excitado. Então Hogwarts está ajudando, menos mal. Se ela estivesse contra ia ser um problema.
- Você poderia me trazer alguma comida acabei perdendo o café. - Eu não queria ser o prato principal.
- E pra já, Grande Harry Potter. – disse ele.
Em poucos minutos um café apareceu, eu comeria bem, mesmo se os meus colegas de quarto estivesse aqui. Enquanto comia, peguei um dos livros. Era sobre encantos de amor, paixão e sexo. Nunca pensei que esses bruxos antiquados pudessem ser tão pervertidos. Mas nada naquele livro parecia o que estava acontecendo, mas me deu algumas ideias, não a parte moralmente equivocada, para não dizer pior. Algumas posições e brincadeiras podem ser testadas.
Neste tempo senti, pelo menos duas vezes alguém testando a sala. Eu havia pensado que a sala deveria permitir que outras pessoas a usassem desde que esse quarto ficasse escondido pela porta escondida com senha.
O segundo livro parecia mais promissor. Era sobre artefatos e amuletos. Feitiços dificilmente teriam afetado a todos no castelo, poções teriam que ser ingeridas ou transformadas em nevoa, muito trabalho. Mas um objeto impregnado com poder, somado a magia inerente de Hogwarts. Isso poderia ser uma catástrofe. Vi alguns com potencial, mas como teriam acabando em Hogwarts, não sei. Mas amuletos, pequenos objetos encantados que podem ter efeitos diversos. Gui tinha dito que haviam muitos nas tumbas do Egito, e também nos cofres de Gringotes.
- Eureka. – a sim, com certeza era esse. Um pequeno amuleto de Freiya deusa nórdica da beleza, amor e magia sexual. Esse pequeno amuleto era poderoso, ainda mais quando criado pelos anões e consagrados pelas sacerdotisas da deusa. Era um pequeno busto da deusa com seu colar famoso. Ele dava ao portador um poder de atrair todas as mulheres, que estão a poucos metros.
- Como que isso poderia estar afetando toda Hogwarts, a ponto de deixar até Dumbledore dormindo? – perguntei sabendo que ninguém iria me responder. Mas qual não foi a minha surpresa quando uma maquete de Hogwarts apareceu na minha frente. Eu podia ver duas luzes saindo de pontos do castelo. Uma da Torre da Grifinória. Outra das masmorras. A maquete se abriu, e pude ver era do dormitório da Sonserina. - Ótimo.
Um amuleto estava influenciando o outro e ao mesmo tempo brigando. E eu, reconhecidamente o mais poderoso aluno do castelo, acabei sendo o Escolhido. Minha sorte mais uma vez contra mim. Eu já disse que gosta de mulheres flertando comigo, mas neste nível não. Trelawney está fora da sua sala e Emily Busltrode está patrulhando as masmorras.
- Agora como vou pegar essas coisas. – Sim, estou pensando alto enquanto ando. – Dobby não pode pegar coisas de alunos. Nem Hogwarts pode ajudar mais. Ou esses itens já estariam na minha frente. Bem, vou ter que ser o grifinório imprudente.
Decide ser um pouco mais cauteloso. Olhei para o mapa, as meninas da vassoura já voltaram par ao chão. E as outras estão mais espalhadas. E uma boa notícia e má mesmo tempo. Eram menos meninas juntas, mas teriam mais no seu caminho.
As meninas que estavam na frente da Sala Precisa saíram. Então esse seria o momento ideal para sair. Eu vou primeiro na Grifinória depois para as masmorras. Era o plano mais lógico e rápido.
Passei com cautela por dois grupos de meninas até a sala comunal. Sinceramente uma menina de 11 anos não deveria ter um olhar luxurioso como aquele. Se eu pegasse os idiotas que trouxeram isso para o castelo. Bem, não é o momento para isso. Eu estava chegando na Madame Gorda, e ainda não sabia como faria para entrar. Ela não gostava de abrir a porta pra pessoas invisíveis, e sua voz com certeza iria chamar a atenção de todas as meninas.
Quando me aproximei a porta simplesmente abriu. “Obrigado, Hogwarts.” Pensei. Acho que devo dar um nome melhor para Lady Hogwarts, esse é muito formal. Não havia nenhuma menina ali, o que não gostei. Estava muito fácil.
Agora que sabia era eu podia sentir a magia agindo. Me lembra um pouco a magia passiva das veelas na copa mundial, estava ali querendo agir, mas ainda não agindo. Claro quando elas não estavam dançando. Estranho não senti nada disse de Fleur ou sua mãe. Bom assim ele pode achar o amuleto mais rápido.
Claro que tinha que ser no sétimo, aqueles meninos eram mais pervertidos que Simas. Olha que aquele menino tinha mais revistas adultas que os outros alunos juntos. Já até sei quem foi o idiota que trouxe um item perigoso para o castelo. Dumbledore devia ter aprendido com o diário, com Barty Jr, com as penas de sangue da Umbitch.
- Bingo. – Disse ao chegar perto da cama do McLaggen a magia era forte. Tinha que ser esse idiota. Tenho que me segurar para não enfeitiça-lo. Ah, não quero que ele saiba que fui eu e porquê.
Eu vou quebrar os dois juntos. Não sei qual seria a reação magica resultante.
Desço as escadas, e minha sorte resolver fazer uma pegadinha. Agora a sala estava lotada.
- Harry sabemos que você está sobre a capa. – disse Mione.
Eu sabia que era ela era a mais perigosa. Preciso pensar rápido.
- Ok, meninas. – disse em um tom alegre que não sentia em nada. – Vocês me pegaram. Eu queria estar pronto para vocês, mas vocês foram mais rápidas.
Comecei a andar entre as meninas, ate um poltrona, Alguns apertões na minha bunda, mas nada agressivo ainda. Sentei e coloquei o amuleto na minha frente.
- Essa estatueta foi roubada das minhas coisas, assim como seu par. – disse para a multidão. – Com as duas eu poderia fazer o que vocês quiserem, sem me cansar, sem parar, uma vez atras da outra. A outra está no dormitório da Sonserina. Aquela que me trouxer, terá o privilegio de ser a primeira aqui mesmo na frente de todas.
Várias das meninas saíram correndo. Mas muitas ainda permaneceram. Aparentemente algumas não confiam em mim.
Maldição, McGonagall está aqui. Até a professora Taylor, que assumiu DCAT no começo do ano, também ficou.
- Ei Harry. – disse Gina se sentando no meu colo. – Posso não ser a primeira, mas vou garantir ser a favorita.
Que bruxa! Está apenas sentada no meu colo, só sentada, mas está se mexendo suficiente para me deixar louco. Pelo menos as outras mulheres estão afastadas. A reputação dela está me ajudando agora. Claro que isso não inibiu tanto as meninas. Nunca vi tanto peito e calcinhas, no desfile das meninas.
Foi quase uma hora desta ‘tortura”, até que Daphne Greengrass entrou na sala comunal, segurando o segundo amuleto.
- Parabéns Daphne. – disse para a loira da Sonserina. – Onde você encontrou?
- Estava no quarto de Fergus Cowley. – disse a loira se aproximando e olhando feio para Gina no meu colo. – Um purista que não se aliou a Você-Sabe-Quem.
Ela colocou a estatueta da Deusa do lado da outra.
Fiz Gina se levantar. Ela não gostou muito. Veremos o que acontece depois. Eu estava em uma situação nada digna, mas nesta situação poderia me ajudar, já que as meninas iam olhar para meu ventre e não para minha mão.
- Como prometido. - Comecei dizendo, mas rapidamente lancei um feitiço nas estatuetas. Era uma modificação do feitiço Diffindo, que não só faz um corte, mas dezenas de cortes. E com o poder correto,” Obrigado, Eilidh” pensei agradecendo a Hogwarts pelo nome que escolhi no tempo de tortura.
As estatuas sofreram diversos cortes, e explodiram. Criei um escudo em volta da mesa para proteger dos estilhaços. Não sei se essas coisas podem afetar mesmo so um pequeno fragmento.
O efeito foi imediato. Todas as bruxas caíram como se fosse marionetes que tiveram a corda cortada. Consegui impedir que Gina caísse. Espero que não tenha nenhuma voando ou em posição que possa causar um ferimento grave. Eilidh me garante que estão todas bem, alguns hematomas, mas nada grave. Sim, agora posso sentir as emoções de Hogwarts. Já que eu a salvei inúmeras vezes nestes seis anos.
Poucos segundos depois, todas começam a se mexer.
- Tive um sonho estranho. – disse uma menina do quarto ano. Ao se ver no meio do salao comunal com varias meninas em volta e Harry segurando Gina, ela completa. – Acho que não foi um sonho.
- Infelizmente não foi – disse para ela, enquanto ajudava as bruxas perto de mim a se levantar, após colocar Gina no sofá.
Depois que ajudei a professora McGonagall a se levantar. Ela disse:
- Explique se Potter. – a como eu prefiro a McGonagall rigoroso a luxuriosa.
- Acredito que todas tem suas memorias. – Eu disse e as meninas confirmaram e algumas com certo nojo. – Bem sim estavam todas obcecadas por mim. Mas a culpa era destas estatuetas que destruí. Eram amuletos para fazer com que bruxas ficassem atraídas pelo portador. Mas as duas meio que começaram a interferir uma na outra. E como o poder do castelo, Ah Eilidh pede desculpas por isso. Esse poder se intensificou e acabou causando essa obsessão.
- Você chama Hogwarts de Luz Resplandecente? - Perguntou a professora.
- Sim, achei melhor que ficar chamando de espirito de Hogwarts. Alias, ela me ajudou a encontrar os amuletos. – respondi. – Estavam com Comarc Mclaggen e Fergus Cowley, a propósito. Como eles conseguiram trazer para o castelo eu não sei. Achei que já teriam fechado a brecha para entrada de artefatos prejudiciais.
- Obrigado Senhor Potter. – disse a professora.- Mais uma vez você salvou a escola. Vou tomar as providencias para punir os culpados e esclarecer tudo. E dar um puxão de orelha em Alvo.
- Desta vez foi um pouco de egoísmo. – respondi. - Gosto do meu corpo inteiro, não em pedaços.
- Igual ao pai. – resmungou ela antes de sair dispersando as meninas e levando as de outras casas para fora.
Quando tudo e se acalmou, sinto alguém pular em mim. Era a ruiva que estava do meu lado.
- Oi Gina. – disse para ela.
- Acho que podemos continuar o que começamos. – disse ela.
Bem ela era minha favorita, única, mas quem se importa. Disse ao puxa-la para um beijo. Sem me importar com o irmão dela descendo a escada com cara de sono.
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