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Mariella acariciava o rosto do loiro acastanhado adormecido ao seu lado. O único som que ecoava no quarto era da respiração compassada do rapaz adormecido. Aos toques de sua amada, Bartolomeu começava a de despertar, pousando os olhos amendoados na castanha de corpo desnudo enrolado aos lençóis amassados por seus corpos durante a noite que tiveram juntos. Ele se recordava de cada momento, de cada toque...Relembrar da textura dos lábios de Mariella percorrendo seu corpo lhe trazia descargas elétricas desconcertantes e um enorme desejo de jamais sair daquela cama.
- Dia, Ella. - Sua voz rouca provocou um pequeno sorriso crispado nos lábios rosados da castanha.
- Dia, Barty. - murmurou em retorno, beijando-lhe os lábios e ignorando os males matinais.
Bartolomeu puxou o corpo da castanha em direção ao seu, em um abraço apertado. Ao término dos beijos, ele afagou o rosto de Mariella com o seu, parando para observá-la, com a admiração de um poeta por sua musa.
- Eu te amo tanto... - confidenciou, a baixa voz.
Mariella havia se tornado seu maior ponto fraco, isso era fato. A simples menção a perseguição aos comensais e a prisão deles o fazia recuar. Se algo lhe causasse, Mariella possivelmente seria envolvida e para seu próprio bem, mantinha a castanha em segredo.
- Tenho uma surpresa para você. Hoje, quando eu voltar do julgamento...
- Surpresa? - Mariella enfarava o britânico a sua frente, com o cenho franzido. - Você não devia aventurar-se em julgamentos do ministério, Crouch.
O indicador do loiro pousou aos lábios da castanha, como uma deixa para que a mesma não se opusesse. Outrora a castanha acharia um comportamento rude porém, vindo de Bartolomeu, era quase um fato consumado de que esse seria seu comportamento - o que não anulava o fato de que o ar autoritário era compartilhado por ambos.
- Você não vai se arrepender.
E, enrolando seu corpo as cobertas, o loiro desapareceu em direção ao banheiro, com a castanha em seu colo.
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