O Pequeno Baú.
6:44. zzzZZZZzzzz....
6:45. PÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍIIII...
Um tapa restaurava o silêncio.
Mas um dia amanhecia e eu estava deitada olhando para o teto de madeira da minha casa. Mas não era um "simples dia". Era a vespéra do meu aniversário e eu imaginava o que iria fazer. Me sentava na cama colocando meus pés no chão e olhava minha parede cheia de posteres da minha saga favorita: Harry Potter.
Me levanto e abro as cortinas. A vista conhecida da cidade de Londres me embriagava os olhos e me dava um certo ânimo para me arrastar até o banheiro e acordar com um bom banho quente.
7:15= PÍPÍPÍ...- Olho pro relógio enquanto penteava meus cabelos loiros. No espelho eu olhava uma garota loira de olhos azuis e um pircing no nariz. Era de fato estranha, pois por ser magra e loira de mais dava uma aparência fantasmagórica.
- Boba - mostrei língua a garota e desci as escadas pronta para mais um tédioso café da manhã.
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-Bom dia- dizia enquanto me sentava na mesa com meu pai.
- Bom dia, Cris. - Meu pai é um homem reservado. Por trabalhar muito, quase não convivo com ele e o unico momento em que trocamos palavras acabou de passar. Ele não participava muito da minha vida. Era um homen bonito na altura de seus 40 anos. Seus olhos eram azuis.
- Bom dia, filha - dizia minha mãe carinhosamente da cosinha. Ela fritava panquecas. Murmuro algo em resposta e espero em silêncio ela trazer o café pra mesa. Sorrio de leve e ataco as panquecas .
- Filha...Você vai para o brechó comigo hoje...Preciso de sua ajuda por lá. -Minha mãe dizia calmamente. Suspiro e continuo calada. Minha mãe trabalhava num brechó e era a sócia da dona. - Vai ser divertido...- ela sorria para mim.
- Tá... - termino de comer e calço meu All Star. - Te espero lá fora. - saio porta a fora.
Mais tarde eu observava o brechó. Enquanto Sarah, a dona , converçava com Kath, minha mãe :
- Como a Cristhine cresceu, Kath. Faz tempo que não a via.
- Sabe como é esses jovens. Não saem mais de casa. - as duas cochichavam.
Eu observava um chapéu rosa quando meu olhar foi atraído por uma 'caixinha'.
Naverdade era um pequeno baú, com detalhes rústicos e entalhados na madeira. Um cadeado grosso de aço o trancava e nem um sinal de chave para abrir. Balancei-o. Ele fez barulho. Havia algo lá dentro, e eu não podia abri-lo.
- Ahhn...Sarah - digo indo até aquela mulher gorda
- Ahn... Cadê a chave ? - indico o pequeno baú.
- Não tem, querida. Simplismente esse baú foi deixado aí escondido dentro daquele casaco. Alguém queria se livrar dele. Ou do que tem dentro.- sorri - Percebeu que faz barulho quando balança né ?
- Sim...- sorrio de leve.
- Quanto custa ? - Ela se assusta. Parecia totalmente absurdo que alguém quisesse levar um pequeno baú velho e trancado. Eu o achei fofo.
- 5 dólares...- ela diz meio assustada.
Eu entrego o dinheiro a ela. Minha mãe observa tudo com um belo sorriso no rosto.
Como ela era linda...Minha mãe era uma mulher loira, alta e possuía uma beleza única. O sorriso dela era encantador.
- Filha, pode ir para casa. Já é 4 da tarde e não tivemos movimento hoje ...
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" Nunca tem movimento..." - pensei.
- Tá. - Saio da loja com o pequeno baú. Ele era bonito, sem dúvida.
Ao chegar em casa vou a dispença. Pego um alicate e tento quebrar o cadiado. Sem sucesso. Pego um martelo e também tento. Não consigo. Já estava ficando nervosa ao ver um machado na bera da parede. Coloco o cadiado numa posição favoravel.
- É agora ou nunca, Cristhine. - Concentro toda a minha força e mando a machadada. O cadiado se abre e sou jogada pra longe por uma força invísivel.
- AAI...-Digo levando mão a cabeça que batera no chão
O baú parecia brilhar. Caminho até ele e o abro. Havia um colar com um medalhão. Ao toca-lo, sinto-me estremeçer. O que estava acontecendo ?
"Eu sei é burrice."
- levo o colar em direção ao meu pescoço enquanto abria o fecho. O colocava e sentia algo como se pudesse fazer oq eu quisesse.
Porque estava me sentindo assim ? .
Pego o pequeno baú nas mãos. Sentia o colar frio na minha pele.
Subo para o meu quarto colocando o pequeno baú no criado mudo e me mirando na frente do espelho
- Como é bonito... - Levava a mão ao colar. Senti denovo aquela sensação.
- Poderia realizar desejos...
brinco imaginando. Me deitava na cama e olhava o poster do Harry Potter.
- Eu quero que o mundo do Harry Potter exista, mais não o mundo normal, o meu mundo... Quero fazer parte desse mundo. - fechava os olhos.
Que mal tem em fazer um simples desejo que eu penssava não se realizar ?
Como eu estava errada.
Comentários (2)
*----* Obrigada Elena. Vou postar amanhã se for possível. Bjos e continue acompanhando a Fic
2012-02-26Adorei !! Poste logo o próximo capítulo, pois estou louca para ler.
2012-02-26