Inglaterra versus Brasil



Apesar de ter escapado desta vez, Penélope não podia agradecer ao seu irmão Ben por, mais uma vez, não ter revelado ao pai sobre o namoro com Percy. Por mais que ela estivesse realmente agradecida por isso – e não era sempre que podia contar com a ajuda do irmão –, já estava lhe devendo alguns favores e, se ela o conhecia bem, esse era um dos que ele faria questão de cobrar. Ou pior: ele poderia muito bem usar isso contra ela para ameaçá-la pelo resto da vida, e nunca mais ela teria sossego.


Talvez o garoto nem imaginasse o quanto a ajudara desta vez; além de não revelar o segredo, Ben ainda conseguiu uma coisa que ultimamente era bem difícil de acontecer: conseguira fazer seu pai ficar de bom humor. O Sr. Clearwater sempre fora conhecido por ser rígido; Penny não queria nem imaginar a reação dele ao descobrir que sua filha andava namorando às escondidas. Era por isso que ela queria tanto que Percy viesse logo falar com ele; era melhor que seu pai ficasse sabendo a verdade por ele do que pela boca de qualquer outra pessoa.


Mas ele, pelo visto, estava mesmo preocupado com outra coisa; mesmo depois de Penny ter lhe mandado um convite especial para ir acompanhá-la no jogo de abertura da Copa Mundial de Quadribol, entre Inglaterra e Brasil, o garoto deixou claramente transparecer em sua resposta qual dos seus problemas era a sua maior preocupação:


Penny,


Agradeço o seu convite, mas você sabe muito bem que eu não posso acompanhá-la aos jogos de quadribol. Como eu já disse, estou encaminhado para ingressar no ministério e, na próxima segunda-feira, terei uma entrevista com o chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia; há muito trabalho neste departamento no momento por conta das providências para a Copa Mundial.


Como você pode ver, o meu emprego no ministério já está praticamente garantido. Só o que me incomoda é essa sua desconfiança de que eu não vá falar com o seu pai; eu vou fazer isso, mas, no momento, tenho que me focar em minha maior prioridade, que com certeza não é pedir você em casamento.


Se você confiar em mim, tudo vai acontecer no tempo certo, então não adianta ficar me fazendo convite para esses encontros forçados com o seu pai.


Atenciosamente, Percy.


A garota terminou de ler a carta e amassou o pergaminho com raiva, atirando-o na lareira. Não entendia por que Percy tinha tanto medo de seu pai; afinal, ele era um poço de bondade quando estava de bom humor. O que ela não aguentava mais era ter que mentir para ele.


Mas não havia outra maneira; no dia do jogo de abertura da Copa ela teve que mentir mais uma vez, e disse que a sua companhia não apareceu porque todos os seus amigos estavam viajando.


- Todos eles? – Estranhou o Sr. Clearwater. – Bom, então vamos só nós três. – Ele consultou o relógio apressado. – Vamos, não podemos perder o horário da Chave de Portal.


O Sr. Clearwater, Penny e Ben saíram de casa e foram, a pé, em direção a uma colina próxima, onde uma chaleira velha aguardava para transportá-los.


- E por que temos que viajar com uma Chave de Portal? – Questionou Ben, olhando desanimado para o objeto. – A Penny não passou no exame de aparatação?


- Claro que passou – respondeu o Sr. Clearwater. – É você que ainda não tem permissão para aparatar.


- Eu podia muito bem fazer uma aparatação acompanhada – sugeriu o garoto. – Caso você não saiba, eu já tenho quinze anos!


- Nada disso; regras são regras – decretou o Sr. Clearwater. – Venham, só precisamos tocar a Chave de Portal para iniciar a viagem – e todos se acomodaram ao redor da chaleira. – Estão todos seguros? – O Sr. Clearwater olhou para os filhos, que concordaram. – Agora é só esperar...


De repente, eles foram puxados com força para um redemoinho de vento e cores que girava rapidamente no ar, de modo que eles não conseguiram ver mais nada a não ser os vultos uns dos outros girando ao redor da chaleira. Instantes depois, os rodopios foram reduzindo e o Sr. Clearwater conseguiu aterrissar suavemente no chão. Penny e Ben não tiveram a mesma sorte; eles bateram na cabeça um do outro com tanta força que caíram cada um para um lado, as cabeças latejando de dor.


- Da próxima vez, acho que vou escolher ficar em casa! – Reclamou Ben apertando a cabeça no local onde havia batido.


- Isso não tem o menor cabimento – disparou Penny fazendo a mesma coisa. – Eu não precisava viajar nesse troço; eu sei aparatar!


- Paz, povo, paz – interveio o Sr. Clearwater. – Tudo bem, da próxima vez vamos pensar numa maneira diferente de assistir aos jogos. Naturalmente não vamos poder assistir a todos, mas este eu não perderia por nada: no jogo de abertura, o time da casa recebe o vencedor da última Copa; isto é, a Inglaterra vai jogar contra o Brasil. Vejam, teve gente que precisou até acampar!


- É, e parece que os chapelões verde e amarelo estão na moda por aqui – observou Ben, olhando ao redor.


Por um instante ele e Penélope até se esqueceram da dor; o local, apesar de ser perfeitamente acessível aos trouxas, estava repleto de barracas de bruxos e bruxas de todos os lugares do mundo.


- Quem sabe, da próxima vez, não trazemos uma barraca também? – Sugeriu o Sr. Clearwater.


- É, porque se o jogo demorar muito, vamos ter que arrumar vaga na barraca do Edu – observou Ben, apontando com a cabeça para um garoto a alguns metros de distância. – Aliás, com quem será que ele veio? Os pais dele não são bruxos...


- Que tal perguntar a ele? – Sugeriu o Sr. Clearwater. – Mas volte antes do jogo começar, sim?


O garoto acenou para o pai e desapareceu.


O Sr. Clearwater olhou para Penny, a única companhia que lhe restou, e não teve como não notar a expressão de desapontamento da filha.


- E você, ainda não viu ninguém da sua turma? – Perguntou ele.


- Ainda não – Penny suspirou. – Mas bem que eu queria...


- Não fique assim, filha. Venha comigo – o Sr. Clearwater se entusiasmou de repente. – Quero lhe apresentar a um velho amigo.


Ele pôs a mão por trás do ombro da filha e foi andando animado, acenando e sorrindo para um homem que vinha na sua direção.


- Eu não disse que, de vez em quando, eu ainda encontro uns amigos dos tempos de Hogwarts? Já estou vendo um bem ali. Ah-ah! – Exclamou ele para o homem. – O homem do momento! Ludo Bagman! Quero que conheça minha filha, Penélope...


- Oh, encantado, encantadíssimo! – Ludo exclamou alegremente, inclinando o corpo inteiro na reverência mais exagerada que Penny já vira na vida.


Aliás, tudo naquele homem era chamativo: as vestes coloridas, os sapatos, os cabelos, o jeito de andar... Penny teria saído de perto dele se o seu pai não estivesse tão interessado em ficar para conversar.


- Eu e o seu pai defendemos muitos balaços na vida, não foi, Dave?


- Sim; nós éramos os dois batedores do time da Corvinal – confirmou o Sr. Clearwater.


- E o seu pai era o capitão do time! – Ludo disse alegremente para Penny, que tentou fingir que não sabia. – Tentei convencê-lo a todo custo a entrar comigo na seleção da Inglaterra, mas ele só quis saber de negócios!


- Mas você também está no ramo dos negócios agora, como chefe de Departamento – contrapôs o Sr. Clearwater. – A propósito, como tem sido no ministério, com a Inglaterra sediando uma Copa do Mundo? Imagino que tenha tido muito trabalho para vocês dos Esportes Mágicos, hein Ludo?


- Que nada, tem sido tudo muito tranquilo – disse Bagman. – Um verdadeiro sossego, quase nada para eu fazer! – Ele deu um passo para trás e pisou numa quase imperceptível fogueira mágica abandonada a poucos centímetros de distância; a barra de suas vestes começou a pegar fogo, e ele apagou com um pouco de água tirada da varinha. – Deus do céu, quem deixou isso aceso por aqui? – Ele se endireitou. – A propósito, você se lembra da Rita Skeeter?


Ele apontou para uma bruxa de vestes carmim que aparecera do nada; ela usava óculos de aros de pedrinha, tinha os cabelos arrumados em cachos caprichosamente rígidos e segurava uma bolsa de couro de crocodilo.


- Sim, claro, jornalista do Profeta Diário, não? – Respondeu o Sr. Clearwater educadamente. – Sempre leio as suas colunas...


- Mas quanta honra! – Exclamou a jornalista. – O presidente do Gringotes lê as minhas colunas! Claro, o que esperar de um homem tão culto e bem informado como David Clearwater? – Ela foi se aproximando mais do Sr. Clearwater, analisando-o com grande interesse. – Sabia que eu me lembro de você, do meu primeiro ano em Hogwarts? Você não era o capitão do time de quadribol? – E o Sr. Clearwater concordou, tentando manter uma distância mais aceitável. – Sempre tão popular... E vejo que não mudou nadinha! A propósito, desde que assumiu a presidência do Gringotes nunca houve tempo de nós termos uma conversa, não é mesmo David?


- Bom, eu realmente não acho necessários contatos meus com a imprensa – respondeu o Sr. Clearwater.


- Imagine; um executivo de sucesso revelando o segredo para estar no topo dos negócios! Nossos leitores vão adorar compartilhar dos seus conhecimentos...


O Sr. Clearwater foi literalmente salvo pelo gongo ensurdecedor que anunciava que o jogo estava prestes a começar.


- Bom, se me dá licença – disse ele. – Ludo, se me permite...


- Até a próxima, Dave – acenou Ludo, e também se afastou, fazendo uma reverência para cada pessoa que encontrava pelo caminho.


O Sr. Clearwater tratou de se dirigir logo para a entrada do estádio.


- Pensei que o Sr. Bagman fosse chefe dos Jogos e Esportes Mágicos – disse Penny parecendo surpresa. – Devia ter mais juízo e parar de falar de balaços e goles perto de trouxas, não devia?


- Devia – concordou o Sr. Clearwater – mas Ludo sempre foi assim, um pouco displicente com a segurança. Mas não se poderia desejar um chefe mais entusiasta para o Departamento dos Esportes. Veja, parece que o seu irmão comprou um par de onióculos.


Ben vinha se aproximando deles com um grupo de amigos.


- Pai, eu posso me sentar com o pessoal da minha turma?


- Como vai, Edu? – O Sr. Clearwater cumprimentou um dos colegas do seu filho. – Seria bom, mas os nossos lugares estão reservados há tempos! Vamos, temos que nos apressar.


O garoto se despediu dos seus amigos e se juntou ao pai e à irmã. Os Clearwater tinham lugares reservados no camarote de honra, no ponto mais alto do estádio e situados exatamente entre as duas balizas de ouro, bem próximo do ministro da magia e todos os funcionários do alto escalão do ministério, sem contar os representantes dos mais variados países.


Ao longe, Penny via algumas de suas colegas se acomodando em lugares mais baixos das arquibancadas, conversando descontraidamente.


Às vezes, ela gostaria de não ser a filha do presidente do Gringotes, pelo menos por uns instantes...


- Todos prontos? – Perguntou Bagman, o rosto redondo brilhando como um queijo holandês. – Ministros, podemos começar?


- Quando você quiser, Ludo – disse Fudge descontraído.


Ludo Bagman puxou a varinha, apontou-a para a própria garganta, disse “Sonorus!” e então, sua voz reboou, ecoando em cada canto das arquibancadas:


“Senhoras e senhores! Bem-vindos à quadricentésima vigésima segunda Copa Mundial de Quadribol! ”


Gritos entusiasmados dos torcedores encheram o estádio, somado ao som de apitos e à agitação de milhares de bandeirinhas coloridas.


“E agora, sem mais delongas, para a celebração da abertura da Copa, vamos receber aqui no estádio a nossa mais popular cantora... Celestina Warbeck!


Uma salva de palmas ecoou das arquibancadas no momento em que, do meio do estádio, uma nuvem de fumaça se dissipava ao som de Rebatam Esses Balaços, Rapazes, revelando a cantora popular Celestina Warbeck.


- Não acredito que dei uma cabeçada na Penny para ver isso – reclamou Ben.


- A sua cabeça também não é nada macia, se quer saber – rebateu a garota.


- Vocês querem ficar quietos? – Repreendeu-os o Sr. Clearwater, sentado exatamente entre os dois. – Eu estou tentando ouvir!


- Então me avise quando a tortura acabar – disse Ben como se pudesse deixar de ouvir; a única saída foi ter que aguentar até a última nota de Joguem Esses Goles Para Cá.


Os aplausos encheram novamente as arquibancadas quando a música acabou, e Ludo Bagman tornou a falar, somando a sua voz à barulheira geral:


“E agora, por favor, levantem as varinhas bem alto... para receber a mascote do time nacional do Brasil! ”


- Legal, vai ter apresentação das mascotes! – Comemorou Ben. – O que será que eles trouxeram?


Foi como se de repente o estádio inteiro tivesse sido mergulhado numa outra dimensão; rufos de tambores começaram a ecoar uma música indígena por todo o estádio, somado ao galope de algum animal que corria numa velocidade incrivelmente rápida, de modo que era impossível acompanhá-lo – e, por onde ele passava, apareciam imagens magníficas de uma floresta tropical habitada pelos mais diversos animais selvagens: macacos, micos, onças-pintadas, antas, tatus, flamingos e araras coloridas.


O chão do estádio foi transformado num imenso rio, tão grande que de uma margem não se podia avistar a outra. A vastidão das águas também abrigava uma enorme variedade de criaturas – de botos cor-de-rosa e cobras gigantescas a peixes-boi e borboletas brilhantes. Somente quando o estádio estava totalmente tomado pela imensidão da floresta amazônica foi que a coisa parou de galopar e se ergueu no ar, no meio do estádio, e todos puderam ver o que era: um garoto de pele esverdeada, com cabelos vermelhos cor de fogo e os pés virados para trás, montado num porco selvagem, com um machado na mão direita – era o protetor das florestas brasileiras.


- O Curupira! – Exclamou o Sr. Clearwater, aplaudindo com tanto entusiasmo quanto todos na plateia.


Era inútil, àquela altura do campeonato, perguntar quem era o Curupira.


- Caramba, eu estou besta! – Foi a única coisa que Ben conseguiu dizer, enquanto via a imagem da floresta se dissipar ao som do galope do Curupira que dava a volta montado ao redor do estádio.


“E agora – trovejou Ludo Bagman – a Copa Mundial de Quadribol está oficialmente aberta! Vamos dar as boas-vindas... ao time nacional de quadribol da Inglaterra! Apresentando, por ordem de entrada: Hosey! ”


- Espera aí! – Estranhou Penny quando um vulto azul montado numa vassoura disparou pelo campo – Não deviam apresentar a mascote da Inglaterra?


- Já foi apresentada, você não viu a Celestina Warbeck? – Disse Ben com ironia.


- A Celestina Warbeck é a nossa mascote? – Penny questionou diante da falta de explicações convincentes.


Ela ficou tão intrigada com aquilo que nem deu atenção aos nomes dos demais jogadores da Inglaterra, que passaram zunindo e se colocaram em suas posições.


“E agora vamos saudar... o time nacional de quadribol do Brasil!”, berrou Bagman. “Apresentando... Rrrronaldo! Rrrroberval! Rrrrobertinho! Rrrrodiney! Rrrroniscleysson!...


- O time deles todo começa com a letra R? – Questionou Ben. – Que bizarro!


... Adalberto! Eeeeee... Lúcio!


Sete borrões amarelos entraram velozes no campo na hora em que Penny aproveitou para caçoar do irmão:


- Adalberto e Lúcio não começam com R!


- E daí? – Respondeu o garoto. – Eles são rrrruins!


- Pelo menos os jogadores da Inglaterra são mais bonitos – observou Penny, que realmente não achava que dentões encavalados e cortes estranhos de cabelo era algum tipo de padrão de beleza no Brasil.


- Começou a partida! – Exclamou o Sr. Clearwater, visivelmente interessado em cada detalhe do jogo, desde a marca das vassouras até as fintas mais complexas.


Não demorou muito, um dos artilheiros da Inglaterra marcou um gol espetacular enfiando a gole pelo aro a quinze metros de altura. Mais da metade da arquibancada se levantou numa comemoração entusiasmada, e o que aconteceu em seguida foi quase inacreditável: a Inglaterra começou a fazer um gol atrás do outro em cima do Brasil. Como se tivesse havido um apagão em todos os jogadores da seleção brasileira, eles levaram quatro gols em menos de seis minutos. Foi basicamente assim: Penny se abaixou para limpar os sapatos, gol da Inglaterra; foi falar com o pai, gol da Inglaterra; foi pedir os onióculos emprestados a Ben, gol da Inglaterra; foi ver o gol da Inglaterra, gol da Inglaterra...


Somente quando a partida já estava setenta a zero o Brasil conseguiu fazer um golzinho de consolação, que ninguém comemorou. O Sr. Clearwater abafou uma risada; se continuasse desse jeito, a Inglaterra não precisaria nem apanhar o pomo para vencer.


Mas a empolgação britânica foi interrompida pelo grito de cem mil torcedores na hora que os dois apanhadores mergulharam no campo na mira do pomo-de-ouro. Os dois colidiram e saíram rolando pelo chão; o estádio inteiro mergulhou num apreensivo silêncio. Alguns instantes depois, Lúcio, o apanhador brasileiro, se levantou com o punho erguido lá no alto, um brilho de ouro na mão.


O lado direito das arquibancadas se levantou, agitando freneticamente bandeirinhas verdes e amarelas enquanto o Curupira saía a galope novamente ao redor do estádio a toda velocidade, fazendo surgir uma revoada de ararinhas vermelhas e azuis que voavam sincronizadas em círculos sobre as arquibancadas, ao som do batuque de uma animada música brasileira.


- Eles conseguiram! Agarraram o pomo e viraram o jogo – disse Bagman, na obrigação de narrar ao público a derrota da seleção inglesa.


- Foi um golpe de sorte – protestou Ben. – Jogamos melhor do que eles, devíamos ter ganhado!


- Vamos embora – o Sr. Clearwater se levantou, em meio à algazarra da torcida brasileira.


- Mas já? – Questionou Penny.


- Ah, sim; não queremos encontrar aquela repórter de novo.


A resposta do Sr. Clearwater não foi convincente; Penny sabia o quanto ele era fanático por quadribol. Ele não havia falado sobre outra coisa desde que as férias de verão começaram; para ele, a Inglaterra perder a Copa do Mundo em casa era a pior coisa que podia acontecer no momento.

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